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Clássicos da Literatura
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há 10 meses
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Livro: Parmênides
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.

Em Parmênides, Platão apresenta um dos diálogos mais enigmáticos e profundos da filosofia ocidental. Nele, um jovem Sócrates debate com o filósofo Parmênides sobre a natureza das ideias e a teoria das Formas. A obra desafia o próprio platonismo, questionando se as ideias — como Justiça, Beleza ou Unidade — podem realmente existir separadas das coisas sensíveis. Parmênides propõe uma série de argumentos e paradoxos que testam os limites do pensamento lógico. Este diálogo é uma verdadeira academia de raciocínio abstrato, onde Platão coloca à prova sua própria filosofia com coragem intelectual admirável.

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há 10 meses
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Livro: Teeteto (O Conhecimento)
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.

Em Teeteto, Platão conduz uma investigação filosófica sobre a natureza do conhecimento por meio de um diálogo entre Sócrates e o jovem Teeteto. A obra questiona definições clássicas como “conhecimento é percepção” e “conhecimento é opinião verdadeira”, revelando as dificuldades em se alcançar uma definição satisfatória. Sócrates atua como parteiro das ideias, desafiando o pensamento do interlocutor sem impor respostas prontas. O diálogo permanece em aberto, reforçando a ideia de que o saber é mais processo do que conclusão. Uma leitura fundamental para quem deseja compreender os fundamentos da epistemologia ocidental.

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há 10 meses
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Livro: Seleção de Obras Poéticas II
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

Nesta seleção, Gregório de Matos revela sua veia mais crítica e irreverente, compondo sátiras mordazes que escancaram as hipocrisias da sociedade baiana do período colonial. Em seus versos, o autor ataca desde autoridades corruptas até a decadência moral da Igreja e dos costumes. O “Boca do Inferno”, como ficou conhecido, mistura erudição barroca com linguagem popular, criando uma poesia que combina sarcasmo, ironia e provocação. Esta obra é um retrato vívido da tensão entre o poeta e a cidade, entre o discurso oficial e a voz insubordinada da crítica poética.

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há 10 meses
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Livro: Seleção de Obras Poéticas
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII (com organização moderna em edições variadas)

A Seleção de Obras Poéticas de Gregório de Matos reúne o melhor de sua produção lírica, satírica, amorosa e religiosa — um verdadeiro mosaico da alma barroca brasileira. Em seus versos, o poeta expõe com igual intensidade a fé e o pecado, o amor carnal e a devoção mística, a zombaria contra os poderosos e a confissão de seus próprios tormentos.

Conhecido como “Boca do Inferno”, Gregório atacou com ferocidade a hipocrisia da sociedade colonial, mas também se ajoelhou diante de Deus com sinceridade tocante. Esta seleção permite ao leitor percorrer essas várias faces do poeta, sentindo a tensão constante entre o céu e a carne, entre o riso e o juízo.

Uma leitura essencial para entender o Brasil do século XVII — e, talvez, muito do que ainda somos.

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há 10 meses
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: A Musa Praguejadora
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

Em A Musa Praguejadora, Gregório de Matos encarna sua veia mais ácida, convertendo a própria inspiração poética — sua “musa” — numa figura indignada, crítica e explosiva. Aqui, a musa não canta louvores nem exalta belezas: ela pragueja, denuncia e satiriza com fúria os desmandos dos “homens bons” da Bahia colonial.

O poema transforma a voz lírica em instrumento de resistência, zombando da nobreza hipócrita, dos poderosos vaidosos e dos falsos virtuosos. A musa não é doce nem resignada — ela é ferina, indomável, e sua poesia se torna grito contra a injustiça e a falsidade social.

Gregório, por meio dessa figura simbólica, assume seu papel de poeta iconoclasta, fazendo da arte uma arma e da sátira uma forma de desmascarar os que governam e dominam sob o disfarce da honra.

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há 10 meses
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Santos Unhates
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

Em Santos Unhates, Gregório de Matos recorre à sátira mais impiedosa para denunciar a hipocrisia dos que se fingem virtuosos. Os “santos unhates” — expressão mordaz que sugere uma santidade apenas de fachada, cultivada nas aparências e nos gestos públicos — representam aqueles que querem parecer piedosos, mas cujas ações contradizem completamente a fé que pregam.

Com versos afiados, o poeta revela o abismo entre a imagem e a essência, entre o altar e os bastidores da vida cotidiana. Esses “santos” são cidadãos influentes, respeitados, mas com práticas condenáveis escondidas sob a máscara da religiosidade. Gregório não poupa palavras ao ridicularizar esse tipo de devoção performática.

O poema é um retrato cruel — e verdadeiro — da Salvador colonial, onde o poder e a fé frequentemente se misturam para proteger os que mais deveriam ser questionados.

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há 10 meses
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Pessoas Muito Principais
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

No poema Pessoas Muito Principais, Gregório de Matos volta seu olhar sarcástico para as figuras mais ilustres da sociedade baiana: autoridades, nobres e grandes senhores que se colocavam acima do povo comum. Com seu estilo direto e corrosivo, o poeta desmonta a aura de importância que cerca esses personagens, revelando a distância entre o título que ostentam e a integridade que lhes falta.

Essas “pessoas principais” são retratadas como vaidosas, interesseiras e muitas vezes ridículas, movidas mais por prestígio e aparência do que por qualquer princípio ético ou virtude real. Gregório ri da pompa vazia e da autoproclamação de grandeza, transformando suas figuras em caricaturas de poder e pretensão.

É mais uma crítica afiada à falsa nobreza e à elite que domina a cidade não pela honra, mas pelo teatro da autoridade.

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há 10 meses
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Pessoas Beneméritas
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

Em Pessoas Beneméritas, Gregório de Matos desmonta a imagem pública daqueles que se autodenominavam virtuosos, caridosos e respeitáveis na Salvador colonial. O poeta usa sua habitual ironia para mostrar que, por trás dos gestos de bondade e títulos de benemerência, escondem-se vaidades, segundas intenções e jogos de prestígio social. Ser “benemérito”, no discurso gregoriano, é muitas vezes mais uma performance do que uma prática real de virtude.

Gregório expõe como a caridade pode ser moeda de reputação e como a honra se sustenta em aparências frágeis. Essas “pessoas de bem” são desmascaradas com humor ácido e versos precisos, revelando o teatro social que se encena sob o nome da generosidade.

É mais um retrato fiel — e ferino — da elite baiana seiscentista, onde o riso revela o que a solenidade tenta esconder.

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há 10 meses
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Juízes do Iguaraçu
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

No poema Juízes do Iguaraçu, Gregório de Matos mira sua sátira nos magistrados da justiça colonial, revelando as engrenagens tortas por trás do poder jurídico da época. Com sarcasmo mordaz, ele expõe a parcialidade, o favorecimento e o jogo de interesses que permeiam os julgamentos. Os “juízes” do Iguaraçu, em vez de símbolos de justiça, aparecem como personagens vaidosos e manipuláveis, representantes de um sistema corrompido.

Gregório denuncia como o direito serve menos à verdade e mais às vaidades e alianças políticas. Com sua poesia cortante, ele transforma a crítica em arte e deixa claro que, em sua Salvador, a toga e a espada muitas vezes andam de mãos dadas com o cinismo e a conveniência.

Mais uma vez, a figura do “homem bom” se desfaz diante do riso crítico do poeta.

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há 10 meses
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Livro: Crônica do Viver Baiano Seiscentista – Os Homens Bons: Espada e Espadilha
Autor: Gregório de Matos
Lançamento: Século XVII

Em Espada e Espadilha, Gregório de Matos ironiza os hábitos e as aparências da elite masculina da Salvador colonial. Com olhar mordaz, o poeta descreve os homens que desfilam com suas espadas — símbolo de honra e status — mas cujas ações revelam vaidade, ostentação e, muitas vezes, covardia. A "espadilha", diminutivo da espada, funciona aqui como metáfora da falsa valentia e da masculinidade teatralizada.

Gregório desmascara esses personagens que se dizem nobres e viris, mas que vivem de aparência e conveniência. O poeta joga luz sobre uma sociedade onde a honra é mais um acessório do que uma virtude real, e onde a espada não defende a justiça, mas apenas o orgulho ferido.

Mais uma vez, o “Boca do Inferno” revela a farsa por trás dos “homens bons” e sua suposta superioridade moral.

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