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Livro: O Duplo
Autor: Coelho Netto
Lançamento: Início do século XX
Em O Duplo, Coelho Netto mergulha no universo do fantástico e do psicológico, explorando a ideia da duplicidade da alma humana. A narrativa envolve mistério e inquietação, ao abordar a sensação de ver refletido em outro aquilo que está oculto em si mesmo. Com forte carga simbólica e um estilo refinado, o autor investiga temas como identidade, consciência e conflito interior. A presença do “duplo” evoca angústias existenciais e questiona os limites entre realidade e ilusão.
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Livro: Mano
Autor: Coelho Netto
Lançamento: Início do século XX
Mano é uma narrativa comovente que reflete a infância, os laços familiares e as descobertas afetivas no ambiente do lar brasileiro tradicional. Coelho Netto utiliza sua escrita envolvente e poética para explorar o olhar infantil diante do mundo, com ternura, imaginação e sensibilidade. A figura de “Mano” representa tanto a fraternidade quanto a pureza da infância, em contraste com a dureza da vida adulta. A obra é um retrato delicado da formação do caráter e da memória emocional.
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Livro: A Conquista
Autor: Coelho Netto
Lançamento: Início do século XX
Nesta obra, Coelho Netto mistura lirismo e crítica social para retratar o drama de personagens imersos em um Brasil em transformação. Com estilo rebuscado e emotivo, ele explora os contrastes entre aspiração e realidade, amor e sacrifício, mostrando a luta por realização pessoal em meio a convenções sociais opressoras. A conquista a que o título se refere não é apenas material, mas também emocional e moral — revelando a complexidade dos sentimentos humanos e os conflitos entre desejo e dever.
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Livro: Rousseau e as Relações Internacionais
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Lançamento: Século XVIII
Embora mais conhecido por sua filosofia política e social, Rousseau também refletiu sobre temas ligados às relações entre Estados. Em textos como o Resumo do Projeto de Paz Perpétua (inspirado em Abade de Saint-Pierre), ele expressa um ceticismo profundo quanto à possibilidade de uma paz duradoura entre nações. Para Rousseau, os Estados agem como indivíduos em estado de natureza: movidos por interesses, ambição e desejo de dominação. Mesmo defendendo a paz como ideal, ele reconhece que a lógica da guerra parece inerente ao sistema internacional. Sua visão crítica antecipa debates modernos sobre poder, soberania e equilíbrio entre nações.
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Livro: Do Contrato Social
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Lançamento: 1762
Em Do Contrato Social, Rousseau formula uma das teorias políticas mais influentes da modernidade. Partindo da ideia de que “o homem nasce livre, mas por toda parte encontra-se acorrentado”, ele propõe que a verdadeira liberdade só é possível quando os indivíduos se unem em um pacto coletivo, formando a vontade geral. Nesse contrato, todos se submetem à lei, mas como coautores dela, permanecem livres. A obra é uma defesa da soberania popular, da igualdade civil e da participação direta na vida pública — fundamentos que inspirariam revoluções e democracias no mundo todo.
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Livro: Discurso sobre as Ciências e as Artes
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Lançamento: 1750
Nesta obra que o lançou à fama, Rousseau argumenta que o progresso das ciências e das artes não tornou os homens melhores, mas sim mais corruptos e vaidosos. Escrito como resposta a um concurso da Academia de Dijon, o discurso desafia o otimismo iluminista ao afirmar que a cultura refinada mascara a decadência moral. Segundo Rousseau, a busca pelo conhecimento e pelo prestígio afasta o ser humano da virtude natural. Com estilo ousado e crítico, ele propõe uma reflexão sobre os verdadeiros valores que deveriam guiar a sociedade.
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Livro: Discurso sobre a Origem da Desigualdade entre os Homens
Autor: Jean-Jacques Rousseau
Lançamento: 1755
Nesta obra fundamental da filosofia política, Rousseau investiga como a desigualdade surgiu entre os seres humanos e quais formas dela são legítimas. Ele propõe uma visão do “bom selvagem”, argumentando que no estado de natureza o homem era livre, igual e feliz, e que foi a vida em sociedade — com a propriedade privada e as instituições — que corrompeu essa condição original. O discurso é uma crítica feroz à civilização e à injustiça social, questionando os pilares da organização moderna. Com estilo provocador e profundo, Rousseau abre caminho para o pensamento revolucionário que marcaria o Iluminismo.
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Livro: Apologia de Sócrates
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em Apologia de Sócrates, Platão registra o discurso de defesa pronunciado por Sócrates diante do tribunal ateniense, onde foi acusado de corromper a juventude e não reconhecer os deuses da cidade. Longe de tentar agradar os juízes, Sócrates reafirma seu compromisso com a verdade e com a filosofia, defendendo o papel do questionamento crítico na vida pública. A obra é um poderoso manifesto em favor da liberdade de pensamento, da integridade moral e da busca incessante pelo saber. Mesmo diante da condenação à morte, Sócrates mantém sua serenidade e fidelidade à razão.
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Livro: O Banquete
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em O Banquete, Platão apresenta um dos diálogos mais belos da filosofia grega, centrado na temática do amor (eros). Ambientado em um simpósio entre intelectuais atenienses, cada convidado — incluindo Aristófanes, Agatão e Sócrates — oferece um discurso sobre a natureza e o significado do amor. O ponto alto é o relato de Sócrates sobre os ensinamentos de Diotima, que descreve o amor como uma força que conduz a alma da atração física até a contemplação do Belo em si. A obra combina filosofia, poesia e psicologia, e continua a inspirar reflexões sobre o desejo, a beleza e o espírito.
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Livro: O Sofista
Autor: Platão
Lançamento: Século IV a.C.
Em O Sofista, Platão aprofunda o exame sobre a linguagem, a verdade e a distinção entre aparência e realidade. O diálogo se passa no dia seguinte ao Teeteto e traz Sócrates como ouvinte, enquanto um "estrangeiro eleata" conduz a conversa. O objetivo é definir o que é, afinal, um sofista — aquele que aparenta saber, mas que manipula discursos. A discussão leva a reflexões complexas sobre o ser, o não-ser e a falsidade, desafiando noções tradicionais da lógica e do pensamento. Com ousadia filosófica, Platão propõe que o "não-ser" pode ser pensado e discutido sem contradição.
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