Quero deslizar na tua boca
Minha língua sedenta.
Descobrir no teu gosto
A magia do gozo.
Do cheiro do teu falo
Tomar meu prazer
Engolir, ceder
Devolver a ti,
Vê-lo estremecer.
Quero encaixar entre suas pernas
Me penetrar, te envolver
Até que suor nos embriague
Numa nuvem vaporosa de desejos.
Meus seios em tuas mãos
Meus beijos culminando a invasão
Dois corpos em um
Almas em tesão.
Eliz Leão
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Arde, pulsa,
Teu cerne em minha carne,
Esmiúça, o forno.
Ascendente, crescente.
Impulsa, entre minha coxas,
Úmidas.
A labareda, que alimenta,
Desde o início do dia.
E crepitando, escapa entre
Os lábios,
Os da boca e os do sexo.
Latejam, anseiam,
Teu falo.
Ébria de desejo,
Dispo, todas as coisas,
Que me tornam
Aparte, de ti.
E fluo, deliciosamente
Meus pensamentos,
Cativos do teu gozo,
Que acompanha o meu.
Meu sexo banha o teu.
Eliz Leão
Teu cerne em minha carne,
Esmiúça, o forno.
Ascendente, crescente.
Impulsa, entre minha coxas,
Úmidas.
A labareda, que alimenta,
Desde o início do dia.
E crepitando, escapa entre
Os lábios,
Os da boca e os do sexo.
Latejam, anseiam,
Teu falo.
Ébria de desejo,
Dispo, todas as coisas,
Que me tornam
Aparte, de ti.
E fluo, deliciosamente
Meus pensamentos,
Cativos do teu gozo,
Que acompanha o meu.
Meu sexo banha o teu.
Eliz Leão
Eu que me via gota,
De repente desaguei em mar.
Me desfiz entre ondas,
Só pra te encontrar.
Fiz de pedras, pó,
Dancei entre seres, a nadar.
Cansei, chorei,
Me represei em lagos,
Tentando em ti chegar.
Corri, feito louca,
Quebrei-me inteira,
Em pedras de corredeiras.
Seguindo o coração faceira,
Borbulhei a brotar.
Nascente novamente,
Transbordei,
Em teus braços,
Me encontrando,
Em nossas águas,
Enfim, em ti, me libertar.
Eliz Leão
De repente desaguei em mar.
Me desfiz entre ondas,
Só pra te encontrar.
Fiz de pedras, pó,
Dancei entre seres, a nadar.
Cansei, chorei,
Me represei em lagos,
Tentando em ti chegar.
Corri, feito louca,
Quebrei-me inteira,
Em pedras de corredeiras.
Seguindo o coração faceira,
Borbulhei a brotar.
Nascente novamente,
Transbordei,
Em teus braços,
Me encontrando,
Em nossas águas,
Enfim, em ti, me libertar.
Eliz Leão
Tira-se a cortina
O espetáculo se avizinha.
Ela, que toda tímida, acuada , amarrada, se obrigava a ser cordata, agora se agiganta , brilha!
No palco, ela encanta, mostra a que veio,
Seus sapatos dourados, vestem os passos acertados, antes incertos, mas agora, completamente embasados.
Embasados na sua inteligência e na sua interpretação de mundo.
Ela é grande, já extravasou suas viseiras.
Viva, repleta, ela não é metade, como a fizeram acreditar .
Essa moça, é inteira!
Eliz Leão
O espetáculo se avizinha.
Ela, que toda tímida, acuada , amarrada, se obrigava a ser cordata, agora se agiganta , brilha!
No palco, ela encanta, mostra a que veio,
Seus sapatos dourados, vestem os passos acertados, antes incertos, mas agora, completamente embasados.
Embasados na sua inteligência e na sua interpretação de mundo.
Ela é grande, já extravasou suas viseiras.
Viva, repleta, ela não é metade, como a fizeram acreditar .
Essa moça, é inteira!
Eliz Leão
Tua língua brinca
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Por entre meus pensamentos
Tuas mãos sondam
Por entre minhas páginas
Abrindo espaço pelos arrepios
Suspiros e tensões
Me lê inteira,
Por entrelinhas
Me dá prazer
Na sua escrita
E sente a pele
Contrasta a minha.
Baixando ao chão
Minha calcinha.
Morde minha roupa, rasga
Fico rouca.
E de joelhos
Fico indecisa
Entre sua poesia
E sua espada.
Na dúvida
Coloco na boca
Sentindo na língua
Se entoo poemas
Ou gozo faminta.
Eliz Leão
Você está convidado para uma travessia poética por entre fios que entrelaçam sonhos, sentimentos e palavras! Cada poema deste livro é um universo por si só, um fragmento de alma tecido com cuidado, onde a poesia se faz ponte entre o íntimo e o imenso. Este coletivo de autores se uniu para compartilhar versos que falam de amor, dor, esperança e humanidade — um convite à reflexão e ao encantamento.
Será uma noite para se emocionar, ouvir poesia ao vivo, conhecer os autores e brindar à literatura que nos une. Traga seu coração aberto e venha fazer parte deste momento inesquecível. Imensidões por um Fio – Antologia Poética Data: 14/06 Local: Rua Domingos de Morais, 439 SP - São Paulo ⏰ Horário: A partir das 17h
Será uma noite para se emocionar, ouvir poesia ao vivo, conhecer os autores e brindar à literatura que nos une. Traga seu coração aberto e venha fazer parte deste momento inesquecível. Imensidões por um Fio – Antologia Poética Data: 14/06 Local: Rua Domingos de Morais, 439 SP - São Paulo ⏰ Horário: A partir das 17h
Logo cedo, o ar gelado bate em seu rosto.
O sol ainda não aquece o que o outono/inverno veio esfriar.
Ela sobe as escadas e pega, na rua, um carro, que a levará para outro lugar.
Seus olhos procuram o encanto, que se vê, é só procurar .
Se você souber , com certeza, irá encontrar.
Puxa a respiração lenta, comprimenta a motorista, que a levará.
Um coração com a imagem de um cãozinho, balança no retrovisor, e prende seu olhar.
Comenta sobre o cãozinho, deixado em casa triste a lhe esperar.
A motorista sorri e trocam palavras, sobre amores, que ficam em casa, rabinho a abanar.
Ela pensa na vida, de como tem sorte, sempre ao regressar.
Marido, filhos e animaizinhos, todos felizes a lhe esperar.
Eliz Leão
O sol ainda não aquece o que o outono/inverno veio esfriar.
Ela sobe as escadas e pega, na rua, um carro, que a levará para outro lugar.
Seus olhos procuram o encanto, que se vê, é só procurar .
Se você souber , com certeza, irá encontrar.
Puxa a respiração lenta, comprimenta a motorista, que a levará.
Um coração com a imagem de um cãozinho, balança no retrovisor, e prende seu olhar.
Comenta sobre o cãozinho, deixado em casa triste a lhe esperar.
A motorista sorri e trocam palavras, sobre amores, que ficam em casa, rabinho a abanar.
Ela pensa na vida, de como tem sorte, sempre ao regressar.
Marido, filhos e animaizinhos, todos felizes a lhe esperar.
Eliz Leão
Silêncio,
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.
Eliz Leão
Se perpetua em minha alma cansada.
Como sirene,
Ecoa,
Neste vazio sem fim.
Onde a goteira,
Dos meus choros, esvaziam,
Meus olhos,
Pingam.
Molham e temperam com sal,
Este infinito desgosto.
Certamente,
Em algum lugar,
Entre o desespero e a calma,
Que lutam pra me deixar sóbria,
Há o conforto do fechar de olhos
E o se perder,
Na cacofonia dos meus sonhos,
Que me parecem,
Mais paz do que sono.
Eliz Leão
Minha vida,
Vem sendo feita de lágrimas.
Lágrimas de dor,
Lágrimas de prazer,
De riso,
De fé,
De medo e de confiança.
Algumas delas, saem,
Outras, internalizo.
Algumas, escorrem em abundância,
Outras param, apenas no canto, à espera do desaguar.
Salgadas como o mar,
Seiva da desesperança.
Mas doce mesmo, são aquelas,
Que descem na alegria da abundância.
Eliz Leão
Vem sendo feita de lágrimas.
Lágrimas de dor,
Lágrimas de prazer,
De riso,
De fé,
De medo e de confiança.
Algumas delas, saem,
Outras, internalizo.
Algumas, escorrem em abundância,
Outras param, apenas no canto, à espera do desaguar.
Salgadas como o mar,
Seiva da desesperança.
Mas doce mesmo, são aquelas,
Que descem na alegria da abundância.
Eliz Leão
Olhos que vêem,
Do que o tempo apagou.
Que relembram imagens,
Da vida que levou.
Dos filhos que viu crescer,
E dos que a morte,
Tão cedo podou.
De tudo que plantou,
Colheu e chorou.
As lágrimas mais tristes,
Que a face enrugada marcou.
Olhos hazel,
Que mudaram
Conforme os sentimentos.
Cinza, verde, mel.
Carregam o peso da perda,
Se alegram com seus descentes.
O riso das netas, netos e bisnetas.
O dinheirinho sempre escondido, passando de mão em mão.
Presente aniversário,
Transformando papel em coração.
Eliz Leão
Do que o tempo apagou.
Que relembram imagens,
Da vida que levou.
Dos filhos que viu crescer,
E dos que a morte,
Tão cedo podou.
De tudo que plantou,
Colheu e chorou.
As lágrimas mais tristes,
Que a face enrugada marcou.
Olhos hazel,
Que mudaram
Conforme os sentimentos.
Cinza, verde, mel.
Carregam o peso da perda,
Se alegram com seus descentes.
O riso das netas, netos e bisnetas.
O dinheirinho sempre escondido, passando de mão em mão.
Presente aniversário,
Transformando papel em coração.
Eliz Leão