Quem pudera imaginar
Quem ousaria sonhar!
Aquele amor,
Tão simplesmente,
Que acontece na alma da gente.
Tem empatia, tem coração,
Tem doer, que nunca sentiu,
Mas, se na tua alma sangra,
Sangro eu e inflama.
Mas tem estender, de mãos e abraços.
Tem presença, mesmo de longe.
Tem permanência.
Tem gostar de graça.
Tem conversa que é cura.
Tem sorriso em meio às lágrimas.
Porque tudo que é ela, é força.
Força, que por vezes perdemos,
E doamos uma à outra.
Tem fé, em si mesma.
Tem olhar que acolhe.
Tem certeza.
Quem podia imaginar,
Que ao se aproximar
O outono da vida,
Tanta flor, floresceria.
Eliz Leão
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O simples ato de existir
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Com sua pura autonomia.
Traça sulcos pela terra
Como uma sedenta fera.
Brota, rasgando tudo pela frente
Com seus dedos tementes.
E com uma gota suave,
Breve chuva, faz irrigar forte,
E cresce a flora, com bravura.
Colorindo calçadas,
Cantos de prédios,
Saindo pelas pedras.
Enfeitando a visão de qualquer criatura.
Dando abrigo quando cresce a todos os seres viventes.
Passarinhos, pequenos roedores.
E nutrem além de tudo, com frutas e suas sementes.
Além de dar ar fresco
Ao mundo inteiro,
Vida intermitente.
E ela que não precisa de nada, nós que somos seus dependentes.
Eliz Leão
Num surto de reverendíssima besta,
Seguem, ludibriando milhares de seguidores.
Mente apequenada, desejando ser quem humilha,
Desejando ser quem habita, a mansão tão bem quista.
Seguem os tolos, iludentes,
Picaretas das mais altas patentes.
Enriquecem com a burrice alheia,
Perpetuando sua própria sementeira.
Fofocas, crimes e falsidades.
Vendem sonhos em vittines de maldades.
Nutrem a si mesmos, iludindo a quem quer que os assista.
O importante é ser bem quista, mesmo que o crime se repita.
Pousa para holofotes, e os deslumbrados, apequenados,
Pedem autógrafo a não bem vista.
O que importa é o dinheiro, que afanou "à mão pequena."
Investigada, ameninada, fazendo a louca, ri e faz piada.
Na certeza de todo rico,
Faço de tudo, eu pago isso!
Eliz Leão
Seguem, ludibriando milhares de seguidores.
Mente apequenada, desejando ser quem humilha,
Desejando ser quem habita, a mansão tão bem quista.
Seguem os tolos, iludentes,
Picaretas das mais altas patentes.
Enriquecem com a burrice alheia,
Perpetuando sua própria sementeira.
Fofocas, crimes e falsidades.
Vendem sonhos em vittines de maldades.
Nutrem a si mesmos, iludindo a quem quer que os assista.
O importante é ser bem quista, mesmo que o crime se repita.
Pousa para holofotes, e os deslumbrados, apequenados,
Pedem autógrafo a não bem vista.
O que importa é o dinheiro, que afanou "à mão pequena."
Investigada, ameninada, fazendo a louca, ri e faz piada.
Na certeza de todo rico,
Faço de tudo, eu pago isso!
Eliz Leão
Um dia, eu serei nada.
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
O nada que rasteja entre o musgo da terra,
Junto aos vermes e seres minúsculos,
Que nutrem a mãe natureza.
Um dia, eu serei lembrança.
Lembrança doída, sofrida no início,
Mas que se dissipará, com o tempo.
Um dia, alguém que me conheceu,
Verá flores de algum jardim, ou uma borboleta, ou um simples dente de leão,
E se lembrará, das coisas que eu amei.
Da simplicidade que eu precisava na vida.
Da minha risada, das minhas piadas engraçadas e as não tão engraçadas.
Do sabor da minha comida.
Do meu cheiro.
Do meu coração.
Do que era mais importante pra mim.
Do meu choro.
Da minha voz.
Por isso, sigo, fazendo memórias, muitas delas gravadas,
Caso meu cérebro falhe na velhice.
Viver intensamente, tudo que eu sou, e tudo que tenho para dar.
Na infinitude do tempo,
Tudo desvanece,
Mas enquanto eu estiver viva,
Tudo que me importa,
É plantar sementes.
Você as regará?
Eliz Leão
Sem tua mão, imagino seus dedos traçando os contornos da minha derme.
A maciez dos meus lábios.
E adentra, minha boca úmida, espalhando, sugando, como se fosse você.
Sem pressa, desliza o contorno do meu pescoço esguio,
Os dedos molhados
Espalhando saliva, até o bico dos túrgidos seios.
Picos rosados, arrepiados, arfantes.
A imaginação vai longe, num beliscar.
A outra mão brinca, abaixo do umbigo.
Fabricando desejos, nos meus pensamentos.
Desejos que molham e escorrem, por entre as pernas.
Que as mãos alcançam.
Os nervos tensos, que massageados, explodem orgasmos,
Múltiplos, suados.
Intensos, aproveitados.
Tudo isso com você na imaginação.
Eliz Leão
#
A maciez dos meus lábios.
E adentra, minha boca úmida, espalhando, sugando, como se fosse você.
Sem pressa, desliza o contorno do meu pescoço esguio,
Os dedos molhados
Espalhando saliva, até o bico dos túrgidos seios.
Picos rosados, arrepiados, arfantes.
A imaginação vai longe, num beliscar.
A outra mão brinca, abaixo do umbigo.
Fabricando desejos, nos meus pensamentos.
Desejos que molham e escorrem, por entre as pernas.
Que as mãos alcançam.
Os nervos tensos, que massageados, explodem orgasmos,
Múltiplos, suados.
Intensos, aproveitados.
Tudo isso com você na imaginação.
Eliz Leão
#
Mergulho em tua ausência,
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.
Eliz Leão
Como uma fera sedenta.
Me desfaço, no regaço,
Inexistente do seu abraço.
Desmembro, a alma,
E aos pedaços, me embaraço,
Na tentativa de me refazer.
Sem mim mesma, caminhante, sussurro juras.
Traço orações, em papéis rasgados.
Peço.
Cansaço.
Ouço sons, que rastejam, sorrateiros
Por entre os dedos, das mãos, vazias, do toque das suas.
Como um fantasma, assombro minha tão sensível alma.
Eliz Leão
Você é o único lugar, onde eu vivo o ser eu, de verdade.
Seu abraço é o único ninho, onde eu consigo respirar.
Neste mundo tão caótico, nossas dores e alegrias, se misturam.
E parecem as mesmas.
Temos o nosso próprio mundinho particular, onde vivemos dentro da segurança e conforto, do amor, um do outro.
Nossas mãos se entrelaçam e nossos pés se procuram.
Mesmo de longe, os braços e pernas esticadas, pra nossa pele se encontrar.
A segurança do teu coração, me consome e me aquece.
E já não sei onde eu começo e onde você termina.
Pois nossas vidas e desejos estão juntas, desde que me vi no seu olhar.
Desde que descobri, que não era mais solo no mundo.
Desde que me permiti, ser amada por seu amor, sua dedicação e sua compreensão.
Eu olho para trás, às vezes e não consigo imaginar, como foi que eu estive tanto tempo à deriva, sem ser vista.
Parecem que se passaram milênios, que eu não sabia da sua existência.
Finalmente, posso dizer, que sou amada, querida, desejada.
E toda vez que estamos juntos, tudo se transforma em um encontro de almas.
Eliz Leão
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Seu abraço é o único ninho, onde eu consigo respirar.
Neste mundo tão caótico, nossas dores e alegrias, se misturam.
E parecem as mesmas.
Temos o nosso próprio mundinho particular, onde vivemos dentro da segurança e conforto, do amor, um do outro.
Nossas mãos se entrelaçam e nossos pés se procuram.
Mesmo de longe, os braços e pernas esticadas, pra nossa pele se encontrar.
A segurança do teu coração, me consome e me aquece.
E já não sei onde eu começo e onde você termina.
Pois nossas vidas e desejos estão juntas, desde que me vi no seu olhar.
Desde que descobri, que não era mais solo no mundo.
Desde que me permiti, ser amada por seu amor, sua dedicação e sua compreensão.
Eu olho para trás, às vezes e não consigo imaginar, como foi que eu estive tanto tempo à deriva, sem ser vista.
Parecem que se passaram milênios, que eu não sabia da sua existência.
Finalmente, posso dizer, que sou amada, querida, desejada.
E toda vez que estamos juntos, tudo se transforma em um encontro de almas.
Eliz Leão
#
A poesia é a tradutora da vida.
É a decifradora de emoções.
É dela que sorvemos o sumo de vida,
Que dá luz,
E que transpõe a barreira,
Entre o que o outro sente,
E o que eu acho que entendi.
Eliz Leão
É a decifradora de emoções.
É dela que sorvemos o sumo de vida,
Que dá luz,
E que transpõe a barreira,
Entre o que o outro sente,
E o que eu acho que entendi.
Eliz Leão
Quero te sentir deslizando em minha língua.
O salgado e grosso, escorrendo pela garganta.
Teu cheiro me assanha,
Teu gosto me inflama.
Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada.
Ver sair de seus lábios o som do prazer.
Deslizar os meus dedos e delicias lamber.
Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer.
O entrecortar da tua respiração.
Suas mãos resvalando meus cabelos.
Agonia, prazer e gozo.
Eliz Leão
O salgado e grosso, escorrendo pela garganta.
Teu cheiro me assanha,
Teu gosto me inflama.
Quero olhar os teus olhos, com a boca ocupada, esticada, melada.
Ver sair de seus lábios o som do prazer.
Deslizar os meus dedos e delicias lamber.
Sentir o teu corpo esticar, seu pesco pra trás, seus olhos apertados, o suor escorrer.
O entrecortar da tua respiração.
Suas mãos resvalando meus cabelos.
Agonia, prazer e gozo.
Eliz Leão
Quase meio século de vida .
A vida pulsa.
Até o último segundo,
Ela é viva, pulsa,
Uma luz que se apaga...
Portanto viva, seja com qual idade for.
Nada mais bonito, do que o amor
Que vibra, que colore, a vida.
Eliz Leão
A vida pulsa.
Até o último segundo,
Ela é viva, pulsa,
Uma luz que se apaga...
Portanto viva, seja com qual idade for.
Nada mais bonito, do que o amor
Que vibra, que colore, a vida.
Eliz Leão