Um beijo, na base do pescoço,
De leve como um sopro.
Desliza arteiro,
Brincando de ser fogo.
Um resvalar de derme
Despertando um mundo inteiro.
Salpicando de luzes o córtex frontal,
Liga, explode e arrepia
Imensos sistemas,
Imersos de sinapses
Transforma o relaxar,
No retesar.
Os músculos tremem,
Comprimem, te prendem.
Causando rupturas,
Colidindo,
Implodindo,
E existindo, no outro,
O desejo que nasceu em mim, mas que nunca extinguirá, em ti.
Eliz Leão
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Da delicadeza,
Nasce um furacão,
Daquilo, que antes,
Não se previu.
A força etérea,
Se torna,
Força motriz,
Da vida.
Ciclo regenerador,
Cuidador,
Mas ao mesmo tempo,
Terremoto,
Movendo montanhas.
Necessidade as move,
E às vezes,
Nessa existência tão vil,
É preciso,
Lutar com fervor,
Antes de perder a vida.
Eliz Leão
Nasce um furacão,
Daquilo, que antes,
Não se previu.
A força etérea,
Se torna,
Força motriz,
Da vida.
Ciclo regenerador,
Cuidador,
Mas ao mesmo tempo,
Terremoto,
Movendo montanhas.
Necessidade as move,
E às vezes,
Nessa existência tão vil,
É preciso,
Lutar com fervor,
Antes de perder a vida.
Eliz Leão
Para não falar de amor,
Eu falo dos olhos teus,
De como são pequenos,
Castanhos e apertados,
E de como os cantos se enrugam,
Ao abrir do sorriso,
Mas lindo e encantador.
E de como seu rosto se Ilumina
Ao olhar-me, com admiração e amor.
Mas eu não iria falar do amor.
Então, falarei das atitudes.
Que ao iniciar do dia,
O bom dia é coisa certa,
Acompanhado do "te amo"
De uma foto, que abraça e aperta.
Aconchegando o coração,
Que logo cedo, já acelera.
Mas pra não falar de amor,
Eu menciono as pequenas coisas, Que fazem do meu dia a dia,
Muito mais leve e facilitado.
Do café na caneca,
Da louça lavada,
Da roupa limpa e estendida no varal,
Das várias mensagens,
De carinho e cuidado,
Durante o dia.
Da necessidade de almoçar juntos,
De levar nossa menina pra escola.
Das mãos dadas e pés encostados,
Ao assistir um seriado.
Da dedicação diária,
Minuto a minuto...
Tudo pra não falar de amor.
Eliz Leão
Eu falo dos olhos teus,
De como são pequenos,
Castanhos e apertados,
E de como os cantos se enrugam,
Ao abrir do sorriso,
Mas lindo e encantador.
E de como seu rosto se Ilumina
Ao olhar-me, com admiração e amor.
Mas eu não iria falar do amor.
Então, falarei das atitudes.
Que ao iniciar do dia,
O bom dia é coisa certa,
Acompanhado do "te amo"
De uma foto, que abraça e aperta.
Aconchegando o coração,
Que logo cedo, já acelera.
Mas pra não falar de amor,
Eu menciono as pequenas coisas, Que fazem do meu dia a dia,
Muito mais leve e facilitado.
Do café na caneca,
Da louça lavada,
Da roupa limpa e estendida no varal,
Das várias mensagens,
De carinho e cuidado,
Durante o dia.
Da necessidade de almoçar juntos,
De levar nossa menina pra escola.
Das mãos dadas e pés encostados,
Ao assistir um seriado.
Da dedicação diária,
Minuto a minuto...
Tudo pra não falar de amor.
Eliz Leão
Sou rio
Sou lago
Sou oceano
Sou cachoeira
Afluente
Fluente
Cascata
Deságuo
Invado
Transbordo
Transponho
Barragens
Nutro
Sufoco
Vida e morte
Silenciosamente fatal
Estrondosamente viva
Intrinsecamente vital!
Eliz Leão
Sou lago
Sou oceano
Sou cachoeira
Afluente
Fluente
Cascata
Deságuo
Invado
Transbordo
Transponho
Barragens
Nutro
Sufoco
Vida e morte
Silenciosamente fatal
Estrondosamente viva
Intrinsecamente vital!
Eliz Leão
Mãe
A minha vida veio dela,
Ventre materno
Que carregou as dores de oito partos
Oito vidas.
Vidas, que ela amou
Vidas que ela ama
Que do abraço carente
Do amor com o qual nos gerou, e que já se foi,
E só restou saudade e resiliência,
E aconchega, ainda, filhos, netos e bisnetos.
Teu cheiro de mãe,
Acalenta meu coração de filha,
E sempre nos lembra
Como é preciosa a vida.
E quão valiosa é você, mãe.
Feliz aniversário. Te amo
Eliz Leão
A minha vida veio dela,
Ventre materno
Que carregou as dores de oito partos
Oito vidas.
Vidas, que ela amou
Vidas que ela ama
Que do abraço carente
Do amor com o qual nos gerou, e que já se foi,
E só restou saudade e resiliência,
E aconchega, ainda, filhos, netos e bisnetos.
Teu cheiro de mãe,
Acalenta meu coração de filha,
E sempre nos lembra
Como é preciosa a vida.
E quão valiosa é você, mãe.
Feliz aniversário. Te amo
Eliz Leão
Eu sou o fio da navalha
Que corta a carne e rasteja
Que decepa e desalma aquilo que não ousa ser meu.
A alma falha
Que cala e consente o estupro
Que paga,e normaliza, a soltura dos réus, amigos meus.
Que vilipendía, vivas ou mortas,
Meninas, mulheres, famílias
Que vende e organiza o ataque.
Que estuda a maneira mais vil, de culpá-la,
Por existir e pelo meu desejo planejado, cultivado, de sangrá-la, por se recusar a ser minha.
O objeto do meu desejo e poder.
O machismo cala, enquanto você consente.
Eliz Leão
Que corta a carne e rasteja
Que decepa e desalma aquilo que não ousa ser meu.
A alma falha
Que cala e consente o estupro
Que paga,e normaliza, a soltura dos réus, amigos meus.
Que vilipendía, vivas ou mortas,
Meninas, mulheres, famílias
Que vende e organiza o ataque.
Que estuda a maneira mais vil, de culpá-la,
Por existir e pelo meu desejo planejado, cultivado, de sangrá-la, por se recusar a ser minha.
O objeto do meu desejo e poder.
O machismo cala, enquanto você consente.
Eliz Leão
Voe como os ventos, que cortam os mares,
Singrando as marés, soprando velas.
Voe nas asas do beija-flor, tão rápido quanto,
Enquanto brinca de ser delicadeza.
Voe, nos lábios de um marinheiro que assovia, cantando sua música favorita, no balanço do mar.
Voe, como as nuvens no céu cinzento, procurando um vislumbre de sol.
Voe como um filhote de águia, que salta do pico nevado mais alto, em busca da alegria e da imensidão, que lhe representa a liberdade.
Eliz Leão
Fly like the winds that cut through the seas,
Sailing the tides, blowing out the sails.
Fly on the wings of the hummingbird, as fast as,
While playing at being delicate.
Fly on the lips of a sailor who whistles, singing his favorite song, in the swaying of the sea.
Fly like the clouds in the gray sky, looking for a glimpse of sun.
Fly like a baby eagle, that jumps from the highest snowy peak, in search of joy and immensity, that represents freedom.
Eliz Leão
Singrando as marés, soprando velas.
Voe nas asas do beija-flor, tão rápido quanto,
Enquanto brinca de ser delicadeza.
Voe, nos lábios de um marinheiro que assovia, cantando sua música favorita, no balanço do mar.
Voe, como as nuvens no céu cinzento, procurando um vislumbre de sol.
Voe como um filhote de águia, que salta do pico nevado mais alto, em busca da alegria e da imensidão, que lhe representa a liberdade.
Eliz Leão
Fly like the winds that cut through the seas,
Sailing the tides, blowing out the sails.
Fly on the wings of the hummingbird, as fast as,
While playing at being delicate.
Fly on the lips of a sailor who whistles, singing his favorite song, in the swaying of the sea.
Fly like the clouds in the gray sky, looking for a glimpse of sun.
Fly like a baby eagle, that jumps from the highest snowy peak, in search of joy and immensity, that represents freedom.
Eliz Leão
Ah, aquela mulher/menina
Tão cheia de emoções
A vida é toda ela
O brilho é todo dela
Transpira alegria, choro, belezas.
Exulta, grita, divina.
Furacão em movimento,
Vive de abraços, beijos, sorrisos e acolhimento.
Tua sina é encantar.
Risos soltos, loucos
Brisa que leva a voz doce, cristalina.
Onde toca, essa menina, florescerá.
Sente tudo, a dona do amar, do ser, engrandecer, ela vive mais que viver, ela inspira, alegria, felicidade, força vitalícia, ela é Mar!
Com toda a motriz, que a guia, ela amanhece o dia, ela é aMar.
Eliz Leão
Para @MarU
Feliz aniversário.
Tão cheia de emoções
A vida é toda ela
O brilho é todo dela
Transpira alegria, choro, belezas.
Exulta, grita, divina.
Furacão em movimento,
Vive de abraços, beijos, sorrisos e acolhimento.
Tua sina é encantar.
Risos soltos, loucos
Brisa que leva a voz doce, cristalina.
Onde toca, essa menina, florescerá.
Sente tudo, a dona do amar, do ser, engrandecer, ela vive mais que viver, ela inspira, alegria, felicidade, força vitalícia, ela é Mar!
Com toda a motriz, que a guia, ela amanhece o dia, ela é aMar.
Eliz Leão
Para @MarU
Feliz aniversário.
Desnude a alma.
Ninguém te escuta,
Quando as portas e janelas
Fechadas, escondem você.
Ninguém te vê.
Seja.
Intempérie ou calmaria.
Somos feitos de tristezas e alegrias.
Por isso, desnude.
Reconheça seu verdadeiro eu.
Pois às vezes, você se esconde tanto dos outros, que se perdeu.
Tua alma, não floresceu?
Floresça e deixe outras flores,
Se enxergarem, no perfume que é só teu.
Eliz Leão
Ninguém te escuta,
Quando as portas e janelas
Fechadas, escondem você.
Ninguém te vê.
Seja.
Intempérie ou calmaria.
Somos feitos de tristezas e alegrias.
Por isso, desnude.
Reconheça seu verdadeiro eu.
Pois às vezes, você se esconde tanto dos outros, que se perdeu.
Tua alma, não floresceu?
Floresça e deixe outras flores,
Se enxergarem, no perfume que é só teu.
Eliz Leão