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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 064 Entre o Salto e o Chão, Você Abraçou a intensidade dela sem escudo, sem medo. Ela, vertigem e furacão oscila entre êxtase e dor chama que se desfaz mar que recua. Ele, herói improvável linha tênue entre polos fio invisível que a sustenta sem querer prendê-la, sem conseguir soltá-la. Ela, à beira do grito. Ele, suspenso nos entremeios. No lugar onde os extremos se beijam nasce o infinito: um amor que não pousa mas se recria em voos. O que seria mais irônica e poética que a ferida que nos refaz, nos parte e nos une? Cr💞s Ribeiro
@Albertobusquets · há 1 ano
Recriar e redamar...💞💞💞
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@edsonbas há 1 ano
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"- A cigarra é um bicho muito chato, né vô? - Você acha? - Eu acho, ela fica fazendo esse barulho chato sem parar. - Eu gosto. Ela tá anunciando que o verão tá chegando. - Eu tenho medo dela porque ela é muito grande. - Ela não faz mal nenhum pra gente, não. Coitada dela, vem pra anunciar que o verão tá chegando e canta até estourar. Você sabia que ela canta até estourar? - Não, vô! Ela canta até estourar mesmo? - Aham! É sério, eu mesmo já vi. - Viu vô? - Vi. Ela estoura e fica só a casquinha dela grudada na árvore." Por muitos anos da minha infância e pré-adolescência, tudo o que eu sabia sobre cigarras era o que eu tinha aprendido com o meu avô. Para mim, ele era o homem mais inteligente do mundo, sabia de tudo, mas eu, que era criança, não sabia quase nada e queria aprender tudo para ser igual a ele. Todos os netos adoravam ir na "casa do vô", era um desses lugares que têm uma certa magia para as crianças. Lá a gente mexia em tudo o que ele falava que não era para mexer, subia nos lugares que ele falava que não era para subir e tudo mais que não podia fazer. Na estante da sala, dentro de uma portinha trancada com chave, tinha um pote cheio de balas sortidas que ele comprava para chupar durante o dia e para dar para a gente, a que eu mais gostava era a de coco queimado. No banheiro, um pequeno armário de madeira com a parte de baixo fechada por uma cortininha branca, ficavam guardados rolos e mais rolos daquele papel higiênico rosa. Às vezes todos entrávamos na Brasília azul para ir buscar um dos primos, que morava num bairro mais distante, era a maior festa, a maior bagunça. Enquanto eu crescia e convivia com o meu avô, fui aprendendo um pouco de tudo, ou quase tudo: marcenaria, alvenaria, instalações elétricas e hidráulicas. Aprendi, também, a não jogar, ele detestava jogos de azar, dizia que se fosse feito para ganhar chamaria "jogo de sorte" e sempre repetia: "- Meu filho, teima mas não aposta". Era o homem mais teimoso que conheci em toda a minha vida, mas só teimava quando tinha razão, quando não tinha, apenas calava, menos quando se tratava de chupar picolés, ele era diabético, mas chupava dois ou três em seguida e dizia: "- Esse médico não sabe de nada". Uma das coisas que meu avô mais me falava era para estudar muito para trabalhar pouco, porque ele tinha estudado pouco e, por isso, teve que trabalhar muito. Ele sempre falava para eu nunca deixar de ir no “culégio” para não passar pelo que ele passou. Assim eu fiz, e foi numa aula de biologia que descobri que as cigarras são insetos e que, após subirem mais ou menos 2 metros no tronco de uma árvore, abrem uma fenda no seu exoesqueleto, de onde saem, agora com asas, deixando só a sua “casquinha” vazia para trás. Naquele dia a cigarra do meu avô morreu.
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@purapoesia há 1 ano
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perdidamente se for para perder o ar seja em teu beijo se for para perder o medo seja em teu abraço se for para perder a cabeça seja em tua cama.
@CrisRibeiro · há 1 ano
😍😍😍
@MarU · há 1 ano
Adoro este tom seguro e forte nos seus poemas, Adriel. Simplesmente perfeito! 🤌👏👏👏❤️‍🔥
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@Albertobusquets há 1 ano
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Marinheiro na proa, deslumbrado com o oceano. As vozes do mar inflam sua vela. Os cheiros da canção vibram em seu peito. Queria ele ter olhos de maresia, para ser a praia banhando a onda. Marinheiro na proa, agora poeta. Seu corpo escuta a melodia abissal em ode ao desejo. Há notas profundas, palato de uvas e gozo clamando: "Se joga!" Imediato mergulho. Marinheiro na proa, Poeta perdido, Amante escafandrista. Explorador de si. Que Posêidon não o salve. Alberto Busquets. #Desafio 064
@CrisRibeiro · há 1 ano
Lindo, poeta.🌹💞
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@Albertobusquets há 1 ano
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Apaguem-se os mapas náuticos, e seus pontos de direção; Esqueçam as lunetas, sextantes, compassos, bússolas de precisão; Arquivem-se as rotas, caminhos, altímetros ou meios de aviação. Quem dera poder naufragar-me em teu mar perder-me em teu céu Tendo as estrelas do teu olhar colorindo meu coração. Alberto Busquets #Desafio 063
@CrisRibeiro · há 1 ano
🌊🌅💞
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@calorliterario_ há 1 ano
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Uma montanha-russa de sentimentos. No alto, respiro alívio, no instante seguinte, despenco no abismo. Sorrio ao vento, mas logo deságuo em tormento. Viro Mulher-Maravilha e, de repente, sou só mais um peso. Hormônios loucos, predestinados a me destruir. Sinto medo da idade, da responsabilidade, do tempo que passa e não espera. Mas hoje… hoje eu queria apertar um botão, reiniciar, começar de novo. Amanhã chega sem perguntar se estou pronta. E com ele, a carga de ser mãe, mulher, empreendedora. E a saúde mental? Ah, que se dane. Quem é que tem tempo pra isso, afinal? O tempo, aliás, tem sido uma incógnita. Não sei se trabalho, estudo, organizo o que preciso… Ou se mando tudo pra pqp e vou curtir. Mas curtir o quê? Com quem?
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@CrisRibeiro há 1 ano
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#Desafio 063 Vela de barco: tensionada, amarrada, presa. Nó de azelha firmando, puxando, enterrando. Mas quem vai prender o vento? Quem vai domar a vertigem do mar? Que me rasgue a carne, que me curvem os ossos. Nada estanca o gozo das águas, o incêndio branco do sol, o azul que engole a dor e a saudade: esse chamado obsceno do infinito. Minha alma desaprendeu a ter bordas: é fome, é riso de coisa solta. Guio a direção sem pretender o porto. Quero a perda, a queda, o voo; quero o devaneio de nunca chegar. E, se nunca chegar, que seja porque me perdi, que seja porque o chão se fez ilusão. E eu, vento, me faço mar, e não há mais volta… Porque já não sou quem partiu. Cr💞s Ribeiro
@Albertobusquets · há 1 ano
Uma lindeza preciosa! 💞⛵☀️
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@uiaramei há 1 ano
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Queridos leitores, Hoje trago um tema delicado, que pode acionar gatilhos, mas que precisa ser dito. Recentemente, um vídeo da angolana Rosy Manu viralizou nas redes sociais, trazendo um desabafo que ressoa com muitas de nós: "Ninguém entende o quão ruim é ser desejada, mas nunca amada". Essa frase carrega um peso imensurável e reflete uma realidade dolorosa: a solidão da mulher negra. Esse não é um problema individual, mas estrutural. Um silenciamento que atravessa gerações e nos segue em todos os espaços — no mercado de trabalho, nos círculos sociais e até dentro de nossas próprias famílias. Precisamos trazer essa pauta para as rodas de conversa, para os debates, para os encontros onde se fala sobre afeto e pertencimento. Porque, sim, ser amada também é um direito. Na minha própria experiência, percebo que não basta ser bonita, inteligente, independente e funcional para quebrar essa barreira. O racismo estrutural nos reduz a fetiche, nos transforma em objeto de desejo, mas não de amor. Nos coloca em uma posição em que não podemos escolher, apenas ser escolhidas. E se não somos, seguimos invisibilizadas. Pretendentes? Tenho muitos. Desejada? Talvez. Mas nunca ouvi um "Eu te amo" ou sequer um pedido de namoro. Muito menos um "Casa comigo?". O que ouço, na verdade, é que sou "melhor do que eles" — assim dizem. Mas nunca sou a escolhida. Será que sou tão grandona assim? Será que tenho escolhido errado? Ou será que simplesmente não sirvo para ser esposa porque sou negra? Casa-se com uma mulher branca. A mulher negra? Torna-se amante. Isso não é exagero, não é mimimi, é constatação. E não, não é um desabafo. É a realidade. Dizem que escolho demais. Que minha régua está alta. Mas desde quando exigir o básico virou sinônimo de arrogância? No começo, sim, havia escolhas — estudo, trabalho, porque a vida nos exige o triplo. Mas depois? Depois, não era sobre escolhas. Não era sobre régua alta ou sobre merecimento. Era sobre uma verdade incômoda: nunca serei boa o suficiente para estar com alguém verdadeiramente. Só por ser negra? Isso não é falta de terapia, nem falta de amor próprio. É uma construção histórica que insiste em nos apagar como protagonistas de nossas próprias histórias. Como escritora, busco mudar essa realidade dentro das minhas narrativas. Nas minhas histórias, mulheres negras são amadas, respeitadas e ouvidas, independentemente da cor. Porque eu as vejo. Elas são partes de mim, fragmentos do que me quebrei nas relações para me tornar quem sou hoje — perfeita na imperfeição do meu próprio caos. Minhas personagens carregam essas fissuras, essas tantas vezes em que tentei caber onde não devia, as tantas vezes em que amei demais e não fui amada. Mas, ainda assim, eu continuo acreditando no amor verdadeiro. Falar sobre isso é um ato de resistência. E resistir é existir. Vamos continuar esse diálogo? Visite o meu site: www.uiaramei.art.br
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@literunico há 1 ano
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#Dia 286 Remissão Eu não chego com promessas, Nem com palavras grandiosas. Venho em passos contidos, Desarmada, às avessas. Não posso mudar o que já foi, Nem uso isso como sentença. Se me permitires, dissolvo o tempo, Para que reste apenas a presença. Não espero que me abraces, Nem que confies sem demora. Sou feita de esperas longas, E de silêncios que falam agora. Não corrijo as cicatrizes, Nem apago o que fere. Mas se me deixas ficar, Quero ser cura das intempéries Me atrevo entre o ontem e o hoje, A pausa entre a dor e o alívio. Se quiseres, serei abrigo. Se aceitares, sou todo início. Eder B. Jr.
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@literunico há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 64 - Fale sobre um livro de paródia escrachada. #Link365TemasLivros
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@literunico há 1 ano
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Bom dia! Palavra do dia: #𝕔𝕝á𝕤𝕤𝕚𝕔𝕒 Frase do dia: "A música é a linguagem dos sentimentos." — Heitor Villa-Lobos Datas comemorativas de hoje, 5 de março de 2025: Dia Nacional da Música Clássica: Comemora-se nesta data em homenagem ao nascimento de Heitor Villa-Lobos, um dos mais importantes compositores brasileiros. Dia do Filatelista Brasileiro: Celebra os colecionadores de selos postais no Brasil. Dia Mundial da Eficiência Energética: Destaca a importância do uso consciente e eficiente da energia para a sustentabilidade do planeta. Aniversariantes Heitor Villa-Lobos (1887-1959): Compositor, maestro e instrumentista brasileiro, considerado o maior expoente da música clássica no Brasil. Eva Mendes (1974): Atriz americana conhecida por filmes como "Hitch" e "Velozes e Furiosos 2". John Frusciante (1970): Guitarrista da banda Red Hot Chili Peppers. Pier Paolo Pasolini (1922-1975): Cineasta, poeta e escritor italiano, diretor de filmes como "O Evangelho Segundo São Mateus".
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@andreajguesse há 1 ano
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A VIDA CINZA Estou observando uma reforma que já perdura há meses. Um retrofit, pelo que li em um site de arquitetura. Uma casa colonial transformando-se em uma casa "moderna". Saiu parte do telhado colonial, entrou uma varanda com laje em balanço—imponente, flutuando com todo o peso do concreto, como se fosse a penugem de um pássaro. A cor externa, antes em um tom tijolo queimado, deu lugar a um bege acinzentado. O piso da varanda em balanço, cinza. Todo o cimentado da área externa se expandiu, sepultou canteiros e tomou a forma de um mar cimentício oneroso, que tenta imitar a sabedoria popular do cimento queimado—cinza. A piscina, antes em um tom sobre tom azul de pastilhas, seguida igualmente pela sauna em pastilhas azul mais claro, foi descascada como uma banana. O cinza, ainda mais escuro, tomou conta. Suas pastilhas foram substituídas, ao som interminável da serra elétrica, por peças gigantes de porcelanato idênticas à pedra de ardósia — apenas mais claras, e mais cinzas. A parede do muro dos fundos resiste; continua em um amarelo suave. Mas não ficará assim por muito tempo. Ontem, foram descarregadas mais latas de tinta, que provavelmente estão em algum tom de cinza. A modernidade é cinza. Mas o céu ainda é azul. As árvores na rua continuam verdes. Por quanto tempo as cores da vida resistem à modernidade e a monotonia imposta pelo homem cinza?
@tibianchini · há 1 ano
Quando eu era pequeno, as TVs não tinham tanta tecnologia - a TV que tínhamos em casa sequer possuía um controle remoto. Não havia menus na tela: havia uma tampinha que, ao abrir, revelava diversos botõezinhos giratórios. Um desses botões chamava-se "SATURAÇÃO". É claro, o termo ainda existe hoje nas TVs modernas, e basicamente para a mesma coisa: carregar a imagem com mais ou menos cor. Se você virasse este botão todo para a esquerda, a TV iria mostrar o mundo conforme a sua casa "moderna": todo cinza. Acho que falta saturação na nossa vida. Nós nos saturamos com tanta coisa inútil, que perdemos a capacidade de apreciar as cores. Nos anos 80 (sim, eu vim de lá), as pessoas andavam com roupas coloridas, pintavam as casas, as ruas... Havia uma claridade que não disputava espaço com as demais coisas. Hoje, parece que a ideia é "sumir". (Tudo isso só pra dizer que achei o seu texto maravilhoso, e que ele me fez despertar lembranças - inclusive das casas de piso quadrado de terracota, telhados antigos e paredes coloridas...)
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@autorvictorsousa há 1 ano
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Olá, leitores! Estou por aqui também, nessa maravilhosa plataforma literária. Estou me organizando para trazer conteúdos inéditos por aqui o mais breve possível. Aguardem. 😄
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@tibianchini há 1 ano
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Mais um desabafo Vou aproveitar que estou por aqui entupindo a todos com meus pensamentos e deixar mais umas coisas soltas... Tenho visto as tretas literárias e pensado. O cara compra 200 avaliações e só consegue "vender" o livro depois de fazer uma cena vergonhosa por causa de uma avaliação de 4⭐ (tudo bem que eu acho que tudo isso é fake, mas isso só piora as coisas). Desde que eu lancei meu livro Fora do Tempo, tenho investido sempre que posso em resenhas e "publis". Tenho encontrado pessoas maravilhosas que leram meu livro e adoraram (e tenho certeza de que as avaliações foram sempre sinceras). A pessoa que recebe alguma coisa pra ler seu livro tem sempre a tendência de melhorar um pouco a avaliação. O leitores dessa pessoa podem pensar: "Ela recebeu para falar do livro, então... Será que o livro é tudo isso mesmo, ou será que ela está só sendo gentil?" (E, sim, meu livro é ótimo; então, leiam!🥰) Mas meu livro possui 17 avaliações na Amazon e 11 no Skoob. Tenho algumas avaliações "espontâneas" - gente que leu sem que eu nem soubesse e resolveu falar dele, gente que leu porque ouviu falar. Mas isso é bem raro no meu caso. A maioria deve ser de resenhas contratadas ou de uma ou outra Leitura Coletiva. Tenho investido uma boa grana para receber leituras e resenhas, para postarem nas suas páginas para os 50 mil seguidores verem, mas os maiores retornos são de amigas que leram sem compromisso, gostaram e indicaram para outras pessoas... Eu não vendi o suficiente para pagar as avaliações (e, se eu for pensar no lucro líquido, aí sim, vai dar vontade de chorar...) Não é curioso que, em vez ser pago pela minha obra, eu esteja pagando para que alguém a leia? Não é triste que, em vez de o leitor buscar o livro, ansioso para conhecer a história, a narrativa e tudo o mais, seja o autor que precise bancar a leitura? Eu não escrevi meu livro para ficar rico, mas não esperava que a maioria das leituras fosse porque eu paguei. Mas esta aparece ser a tendência do mundo moderno: as pessoas se interessam por interesse. A gente compra atenção, compra tapinhas nas costas - o que é um absurdo, porque o confeiteiro não vai até a sua casa te pagar para você experimentar os bolos que ele faz, nem o dono da concessionária te dá um Porsche de presente apenas para você dirigir e dizer se gostou da experiência. Por que tem que ser assim com um escritor? (E, vejam: embora eu tenha pago pela divulgação, não me meti na avaliação: todas elas sempre foram livres para me dar zero ⭐ e dizer: "odiei". Eu paguei por "avaliações", não paguei por "avaliações positivas"). Eu acompanho as postagens dos bookstagram sobre meus livros. São ótimas, gentis, bem-feitas. Indico todas elas. Mas vejo a movimentação de KENP na Amazon e nada muda. Vejo as vendas não acontecerem. O que pode estar errado? Talvez seja só porque sci-fi é difícil mesmo. Talvez meu livro seja um meio termo indesejável - levinho demais pra quem curte sci-fi, e complexo demais pra quem curte fantasia ou romance. Talvez minha expectativa fosse alta demais. Talvez eu precisasse fazer alguma coisa ridícula como o autor que não aceita 4 ⭐ (mas isso eu não vou fazer jamais). Há publis que me custam RS85,00, RS100,00 ou RS200,00. São de pessoas com 50 mil seguidores,mas isso não se reverte em leitores (embora, de certa forma, as bookstagrammers tenham ficado marcadas e impactadas com meu livro). Meu livro é bom. Eu, pelo menos, acho que é. Algumas autoras daqui, como a Ana Paula e a Mari Adriano, adoraram meu livro (e leram sem compromisso, e foram extremamente generosas comigo). Estou pensando seriamente em não fazer mais isso. Não vou mais procurar por avaliações. Ninguém respeita essas avaliações mesmo, por causa de um ou outro idiota que as compra. Ninguém lê meu livro porque um influencer fez uma resenha favorável. Já tenho duas fechadas pra esse mês, e, depois, acho que não vou mais gastar com isso. O bookstagrammer que quiser fazer propaganda do meu livro, que fique à vontade: compre, leia, e diga o que achou. Acho que isso é o mais honesto que pode existir.
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@tibianchini há 1 ano
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Crônica dos 35 anos O Literunico antigamente possuía limite de 2000 caracteres. Depois aumentou pra 2500 e agora está em 5 mil. Não posso pedir mais nada a Deus (nem ao Eder). Isso deveria ser mais do que suficiente para um escritor comum. Mas eu, é claro, não sou comum. E nem um pouco conciso. Então vou colocar como um Epub. É um texto de cinco partes, escrito há cerca de dez anos. Um pouco ácido, confesso. Não é pra todo mundo (mas, dos meus escritos, qual seria?) Enfim, vai ficar por aqui, por módicos 1,00. Mas vou deixar uma parte - a parte 3 - para atiçar a curiosidade de vocês. * * * Fui uma criança superdotada. Um adolescente acima da média. Um jovem muito inteligente. Um adulto normal. Tenho medo de me tornar um velho medíocre. Quando eu tinha nove anos, plantei uma árvore, mas ela não vingou. Quando eu tinha dezesseis, escrevi um livro, mas ele não foi publicado. Tenho medo do que serão os meus filhos. Tenho escrito pouco; me enfadam minhas próprias crônicas... Tenho sido crítico demais, seco demais... Tenho abandonado tudo o que não seja perfeito. Tenho rasgado os meus poemas, antes mesmo de terminá-los, Por não julgá-los dignos de preencher uma folha que seja. Tenho lido bons autores e me cansado deles, Tenho sido extremamente intransigente com textos medianos Como os meus. Ou eu preciso de um psiquiatra Ou de um blog. Mas o blog eu já tenho e ninguém lê. Tenho medo de procurar um psiquiatra que não me ouça. * * * *
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@bibliogreyce há 1 ano
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Há tempos que desejo abordar a questão do clickbait e rage-baiting no meio literário, e a recente controvérsia envolvendo o "autor 4 estrelas" me forneceu o ponto de partida perfeito. Para aqueles que perderam o início da polêmica ou não estão familiarizados com os acontecimentos nas redes literárias, sugiro acompanhar a thread do perfil @alecsilvaa (link no final deste texto) ou pesquisar por "autor 4 estrelas" no Threads, onde certamente encontrarão opiniões sobre o tema. Em resumo, a discussão gira em torno de um autor que, em dezembro de 2024, contratou uma influenciadora literária com mais de 100 mil seguidores para um conteúdo. A influenciadora avaliou o livro com 4 estrelas, o que desagradou o autor, que considerou seu trabalho merecedor de 5 estrelas. A influenciadora optou pelo silêncio, enquanto o autor decidiu expor a situação em seus stories no Instagram. Minha perspectiva: Não pretendo julgar o posicionamento de nenhuma das partes envolvidas. Meu objetivo é compartilhar uma lição que aprendi há mais de um ano. No início do ano passado, em meio ao descontentamento geral dos influenciadores com as respostas das editoras, expressei minha frustração em uma publicação que gerou um engajamento significativo. Dias depois, publiquei um texto que se tornou viral, desencadeando a polêmica sobre "bibliotecas pessoais não serem bibliotecas". Embora seja um tema complexo dentro do meu campo de estudo, confesso que utilizei o clickbait¹ para atrair atenção. Inicialmente, não pretendia responder aos comentários, mas o aumento do engajamento me levou a explorar o rage-baiting². A verdade é que provocar reações com opiniões controversas aumenta o alcance nas redes sociais. Observamos essa estratégia na política, onde perfis de direita utilizam clickbait e rage-farming³ para crescer. Inconscientemente, acabamos contribuindo para a disseminação do ódio e para o engajamento e manutenção dessa rede. Suspeito que o autor esteja se aproveitando da situação para obter seus "minutos de fama". Certamente, há algo em jogo, caso contrário, ele não estaria revivendo uma história já resolvida no ano passado. Mesmo que não haja ganho financeiro, a personagem "Carolina Ferreira" permanece na memória do público, mesmo que poucos saibam o @ do autor. Glossário: ¹Clickbait, conteúdo sensacionalista criado para atrair cliques. ²Rage-baiting ou rage-bait, técnica de manipulação que busca provocar raiva e aumentar o engajamento online. ³Rage-farming, variação do rage-baiting, onde a manipulação ocorre entre grupos distintos, alimentando a rede de ódio. Thread do alecsilvaa https://www.threads.net/@alecsilvaa/post/DGs-OeTxXza?xmt=AQGzpewyqjJkUzLrAy352RyzqtpZ9CosMRMwJLRNgPNZQA
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@tibianchini há 1 ano
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Carnaval Pra domingo de carnaval não tem remédio Me tranco em casa pra tentar fugir do assédio; Mas de repente falta força no meu prédio: Que tédio... Meio que sem querer, encontro a porta: Atravesso a longa escadaria torta, E encontro enfim uma claridade morta: Que me importa... É um outro apartamento; e dá pra ver A vela acesa, clareando sobre a TV Uma voz me chama com desejo, sem querer É você. Um longo beijo, o mesmo suor molha a gente A escuridão ainda se faz presente E eu devoro com fervor teu corpo quente E ardente. É carnaval; a folia rola lá fora Junto minhas coisas, minha roupa, e vou me embora Mas quero ainda te rever, e por que não Agora?...
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@eduliguori há 1 ano
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Ao ver a imagem de sua amada refletida nas águas tal qual miragem o marinheiro exclamou: esses olhos, que vertigem! perco o equilíbrio! me sinto em mar aberto perdido em ondas de paixão e arrebatamento! em oração então clamou: deuses dos céus e dos mares! acudam este velho marinheiro tragam de volta o amor que vi o amor que senti o amor que não posso ver partir ó sagrado iluminem esta baía tragam a luz da esperança beijem a boca de teus filhos apaixonados busquem do fundo dos oceanos a estrela da alegria do balanço das marés como se faz amor como se entrelaçam nós e línguas permitam a teus filhos longa vida unidos no amor Edu Liguori
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@brunob612 há 1 ano
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Tradução Transcrito em pedaços de alma o verso puro transcende a carne e forma âmago longe do amargor da agitação o poema
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