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Publicações de pessoas, em ordem cronológica
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@rosana858 há 11 meses
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Esta crônica é um retrato do trânsito que atravessamos todos os dias — caótico, intenso, mas cheio de detalhes que muitas vezes passam despercebidos. Um convite a enxergar a rotina urbana com novos olhos. Entre Buzinas e Semáforos As cortinas do dia se abrem: 06h30. Saio apressada, mas a manhã ainda sussurra. O perfume das flores invade o carro, a brisa fresca dança entre as folhas, e os passarinhos orquestram uma sinfonia delicada. Pelo retrovisor, a natureza se despede devagar. Um casal caminha com sorrisos largos, alheio ao mundo que me espera. Meu trajeto é um desfile secreto, visível apenas para olhos atentos. Cada gesto, cada sombra, parece carregar histórias que ninguém percebe. Subo os vidros. A cidade me engole. Ligo o som: a melodia da natureza se cala. O tráfego explode em buzinas e roncos de motor. Ônibus lotados passam apressados; passageiros exaustos encaram a vida com olhares vazios. Todos em alerta, protegendo-se de desconhecidos, navegando por espaços que parecem invisíveis uns aos outros. Carros avançam, motos deslizam entre frestas como se desafiassem a gravidade, e o grito de uma ambulância corta o ar, exigindo passagem — talvez levando segundos de vida que ninguém mais pode medir. À direita, uma vitrine exibe manequins imóveis, vestindo roupas de uma estação que ainda não chegou. Uma loja anuncia liquidação de móveis; outra promete um carro 0 km com parcelas que “cabem no bolso”. Outdoors piscam promessas: pizzarias, academias, desejos que meus olhos já não alcançam. Um ciclista arrisca-se na avenida sem pista própria. A luz amarela treme. Um pedinte ergue um papelão: o PIX também serve como esmola. Jovens bocejando atravessam a faixa, hipnotizados pelas telas dos celulares, revelando preguiça e desalento diante da jornada que ainda nem começou. Os carros param. Um flanelinha corre e, sem meu consentimento, joga água no vidro — mais suja do que limpa. Mais à frente, bolinhas coloridas flutuam no ar, girando em mãos habilidosas: um show de malabarismo improvisado. O sinal verde me chama. Pacotes de balas pendem dos retrovisores como um varal; um moço os recolhe com precisão, recebendo moedas rápidas de mãos apressadas. Ninguém vê ninguém. Todos enclausurados em mundos particulares que fingem ser globais, mas se fecham a cada toque. A cidade pulsa — ensurdecedora, intensa, viva — e, por um instante, sinto que cada buzina, cada freada, cada sorriso distraído, é uma nota na sinfonia caótica de infinitos personagens. @rschumaher
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@rafaelaraujoescritor há 11 meses
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O VELHO IPÊ AMARELO No alto da velha árvore, o ipê brilha à luz do sol. De repente, uma folha se solta. Gira pelo ar, lentamente. Rodopia. Sussurra nos ouvidos do vento. Desce, deslizando… em silêncio. Quase toca o chão, mas cai na vasilha de margarina onde os pássaros e o cão bebem. Outra folha cai. Treme, hesita, curva-se, rola leve. Seu desespero pelo novo é ouvido apenas pelo vento, que a acaricia. Ela beija a relva úmida. Mais uma se desprende. Brilhando ao sol, dourada. Essa, o vento guarda. Como quem busca perdão. A folha voa, roda, gira, e então encosta no musgo. E outra, ainda. Velha, mas também nova. Cai lentamente, saboreando cada instante. Se curva. Em silêncio. Descansa no chão entre tantas outras. O ipê as observa. Nu. Mas ainda resplandece. Mais uma missão cumprida: as folhas caídas, ouro espalhado, felicidade que o tempo jamais levará. Da esquina, surge um menino, o mesmo da capa amarela, saltitando. Pisoteia as folhas secas. Elas voam, rodopiam, tremem, e parecem rir com ele. Sua mãe o observa, não tão longe. O vento brinca em seus cabelos. As folhas giram, cintilam, abraçam a capa amarela e o menino, radiante. A mãe, com o sorriso no rosto, retira do bolso um objeto azul. Brilha. Estranho. Fascinante. Ela sorri para o menino, encantada. E ele sorri de volta. E parece que ela captura esse sorriso no estranho objeto. Ao fim, as folhas dançam entre os pés dele, entre o sol e o musgo. O ipê, nu, resplandece ainda. O instante é ouro. O instante é voo. O instante escorrega entre os dedos. Rafael Araújo
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@jjr há 11 meses
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Meu Yin Nesta vida A Lua É como você Assim A brisa e o mar Revolta Do Sol A sombra Amar A união nos faz Um universo dos espíritos Um jogo de paz Contrários e juntos Seu Yang Calmo O Sol A iluminar Teu mar A chuva e marquises Molhado Estar Ao Teu lado A união nos faz Um universo dos espíritos Um jogo de paz Contrários e juntos ~*~ JJr.
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@jjr há 11 meses
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Temporada de vida É assim Quero nosso amor Aproveitar Passar dias e noites Brincar Nos parques do tempo Saciar Esta sede incontida Tempo De um amanhã sonhado Viver Viver E ver As coisas acontecerem ~*~ JJr.
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@GilbertoHSG há 11 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/nwbrAtPqE2Vamj24SARSO8QQk87jcMfBYgx7i5Cy.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/41' target='_blank'><strong>Contos de Centurion - O Nascer da República</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/41/chapters/668' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "O Mercador de Entron" completo</a></p></div>
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@MarU há 11 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/FJT7PZrZV24YBwuWGMNYNNCuQ3gax0cGQM7BveTi.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/105' target='_blank'><strong>Conto com você</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/105/chapters/667' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "Encontro" completo</a></p></div>
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@MarU há 11 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/creations/covers/FJT7PZrZV24YBwuWGMNYNNCuQ3gax0cGQM7BveTi.png' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/105' target='_blank'><strong>Conto com você</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/105/chapters/666' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "Sinopse - Encontro" completo</a></p></div>
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@novidadesliterunico há 11 meses
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✨ Elsa Triolet foi uma escritora e tradutora franco-russa que marcou a literatura do século XX. Com estilo sensível e engajado, explorou temas como amor, memória e resistência, tornando-se a primeira mulher a receber o prestigioso Prêmio Goncourt. Ler Triolet é descobrir uma voz feminina forte e profundamente humana. Le cheval blanc: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1249">Aqui!</a> #elsatriolet #literunico
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@tibianchini há 11 meses
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Lembranças do Futuro (Minha volta ao Sexxxtou...)
EPUB
Publicação Literunico
991757657875lxgenohhxwlymvsps4rd.epub
Gratuita · pode evoluir para coleção e Aurora
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@literunico há 11 meses
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#Link365TemasLivros #Desafio365Livros Dia 85 Comente na Biblioteca em um livro onde os animais falam com voz humana, e suas histórias refletem nossas próprias dores, resistências e esperanças diante do destino. (Vale comentário em marcação de Lido ou em Leitura e resenha, não esqueça de marcar a caixa de compartilhar no perfil) #Desafio365Postagens Dia 223 Vozes da Terra Entre patas e asas, ouve-se a voz do mundo. Não é apenas o rugido, nem apenas o canto, mas a confissão de um destino partilhado com o humano. Um "bicho" é um espelho, mostrando-nos frágeis, expostos ao mesmo vento, à mesma morte, à mesma esperança de permanecer. E se ouvirmos com cuidado, veremos que no uivo, no mugido, no bater de asas, há também poesia: a da vida que insiste em existir e não desistir. Indicação: Bichos — Miguel Torga @literunico #resenhas #Bichos 📖 <a href="https://www.literunico.com.br/books/1083">Ver livro</a>
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@eduliguori há 11 meses
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Ela é assim como eu imagino atrevida tipo espoleta de São João culta porque sabe que a vida é dura se posiciona porque existem muitas cores ela é da noite como se fosse o sol queima ela é do dia como se fosse uma flor perfuma posso ver com os olhos fechados a pele canela o cravo no pescoço posso sentir os passos inseguros que não temem areia nem rochas ela é menina porque como mulher não largou a inocência nem a curiosidade ela é um oceano porque suas pernas provocam ondas dentre os cachos escuros uvas maduras e seios na estrada as curvas e os devaneios ela é minha porque sou poeta e a poesia permite tudo Edu Liguori
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@JuNaiane há 11 meses
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Transformar um amor em amizade não é tão ruim assim; pois a amizade também é amor, só que sem expectativas. É amar de forma genuína, apesar dos pesares da vida. #desafio 365/235
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@JuNaiane há 11 meses
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Este impulso de te mandar mensagem do bom dia ao boa noite; de te contar algo bobo, de te enviar uma música ou qualquer vídeo fofo. Este impulso de querer te encontrar de novo, mesmo depois do fim; este impulso é o amor que ainda existe em mim. Como uma presença que insiste em se fazer notada, o dia inteiro me encara, às vezes até me esbarra. Este impulso que guarda o que o coração não fala, me persegue e sequestrou até a minha palavra. Por isso, me perdoe por ela, (essa poesia feita às pressas) pois o impulso me obrigou a escrever um poema de amor. #desafio 365/234
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@novidadesliterunico há 11 meses
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📖 José Agostinho de Macedo foi um poeta e polemista português do século XIX, lembrado por seu estilo combativo e ousado. Entre a epopeia e a sátira, sua obra mistura erudição, crítica e provocação. Ler Macedo é revisitar uma voz literária marcada pela originalidade e pela força polêmica. Newton: Poema: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1248">Aqui!</a> #JoséAgostinhoDeMacedo #LiteraturaPortuguesa #literunico
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@marcoshmartinsescritor há 11 meses
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<div style='text-align: center;'><p><img src='https://www.literunico.com.br/storage/app/public/book_covers/qEqdYrWMuf2WiviiPIU9suVINnnYr8sf2HvZgreB.jpg' style='max-width:50%; height:auto;'></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/95' target='_blank'><strong>Atlantis, A Profecia</strong></a></p><p><a href='https://www.literunico.com.br/creations/95/chapters/665' target='_blank'>Clique aqui para ler o capítulo "PRÓLOGO" completo</a></p></div>
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio 254 Gosto da rua: áspero. Asfalto mastigando os pés. Silêncio cheira a medo. Sombras engolem pensamentos. Nada se mexe. Tudo tropeça. Eu, mulher, ando só. Cada ruído um soluço da alma. Cada gato no breu um alerta de olhos. Te procuro nos vãos. Mais uma vez: sou eu por mim. A rua não fala. Só lembra que existir é atravessar o breu com os ossos expostos; com o coração à mostra sem ninguém para segurar. Cr💞s Ribeiro
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@CrisRibeiro há 11 meses
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#Desafio 253 Yin e Yang Sou sombra e luz silêncio e grito; frio que me arde peso que me leva. Sou entrega resistência; riso que chora mar calmo onda que me quebra. Tudo se encontra. Tudo se opõe. E eu me lanço: sou inteira sou nada. Sou o instante que não acaba. Cr💞s Ribeiro
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@novidadesliterunico há 11 meses
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🎭 Nicolau Tolentino de Almeida foi um dos maiores satiristas da literatura portuguesa do século XVIII. Suas poesias, cheias de humor e ironia, criticavam os costumes da sociedade e revelavam, com leveza e inteligência, as fragilidades humanas. Ler Tolentino é revisitar um clássico que ainda dialoga com a atualidade. Obras Poéticas De Nicoláo Tolentino De Almeida, Tom. II: <a href="https://www.literunico.com.br/books/1264">Aqui!</a> #NicolauTolentino #SátiraLiterária #literunico