Rios e Pântanos Sarças de Fogo · Capítulo 17 de 29
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Rios e Pântanos

Muita vez houve céu dentro de um peito!

Céu coberto de estrelas resplendentes,

Sobre rios alvíssimos, de leito

De fina prata e margens florescentes...

Um dia veio, em que a descrença o aspeito

Mudou de tudo: em túrbidas enchentes,

A água um manto de lodo e trevas feito

Estendeu pelas veigas recendentes.

E a alma que os anjos de asa solta, os sonhos

E as ilusões cruzaram revoando,

- Depois, na superfície horrenda e fria,

Só apresenta pântanos medonhos,

Onde, os longos sudários arrastando,

Passa da peste a legião sombria.

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