Solitudo Sarças de Fogo · Capítulo 27 de 29
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Solitudo

Já que te é grato o sofrimento alheio,

Vai! Não fique em minh'alma nem um traço,

Nem um vestígio teu! Por todo o espaço

Se estenda o luto carregado e feio.

Turvem-se os largos céus... No leito escasso

Dos rios a água seque... E eu tenha o seio

Como um deserto pavoroso, cheio

De horrores, sem sinal de humano passo...

Vão-se as aves e as flores juntamente

Contigo... Torre o sol a verde alfombra,

A areia envolva a solidão inteira...

E só fique em meu peito o Saara ardente

Sem um oásis, sem a esquiva sombra

De uma isolada e trêmula palmeira!

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