Te Deum Primeiros Cantos · Capítulo 45 de 45
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Te Deum

Te Deum

Nós, Senhor, nós te louvamos,

Nós, Senhor, te confessamos.

Senhor Deos Sabbaoth, tres vezes sancto,

Immenso é o teo poder, tua força immensa,

Teos prodigios sem conta;-e os céos e a terra

Teo ser e nome e gloria preconisão.

E o archanjo forte, e o serafim sem mancha,

E o côro dos prophetas, e dos martyres

A turba eleita-a ti, Senhor, proclamão

Senhor Deos Sabbaoth, tres vezes sancto.

Na innocencia do infante es tu quem fallas;

A belleza, o pudor-es tu que as gravas

Nas faces da mulher,-es tu que ao velho

Prudencia dás,-e o que verdade e força

Nos puros labios, do que é justo, imprimes.

Es tu quem dás rumor á quieta noite,

Es tu quem dás frescor á mansa brisa,

Quem dás fulgor ao raio, azas ao vento,

Quem na voz do trovão longe rouquejas.

Es tu que do oceano á furia insana

Pões limites e cobro,-es tu que a terra

No seo vôo equilibras,-quem dos astros

Governas a harmonia, como notas

Acordes, simultaneas, palpitando

Nas cordas d’Harpa do teo Rei Propheta,

Quando elle em teo louvor hymnos soltava,

Qu’ ião, cheios de amor, beijar teo solio.

Sancto! Sancto! Sancto!-teos prodigios

São grandes, como os astros,-são immensos

Como arêa delgada em quadra estiva.

E o archanjo forte, e o serafim sem mancha,

E o côro dos prophetas, e dos martyres

A turba eleita-a ti, Senhor, proclamão,

Senhor Deos Sabbaoth, tres vezes grande.

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