Amor E Guerra
Sou todo Itália nessa atual disputa.
Não inquiro se de uma ou de outra parte
Está a razão ou qual, no fim da luta,
Porá palmas de ouro no estandarte.
Amo a cavalheiresca, a resoluta
Pátria tua e de Dante, a terra da Arte,
Que te deu essa voz, que quem na escuta, Queira ou não queira, fica logo a amar-te.
E eu te amo como a Itália! e assim amado.
Maforna odeio com a cristã fereza
Do Duque Olivério e do Rolando!
E é por isso, aqui o digo com franqueza, Que, mandando-te beijos, não te mando
Os prometidos brincos de turquesa.
ZANGÃO
A Imprensa, Rio de Janeiro, n.° 1386, 8 out. 1911, p. 1.
"Reina a paz em Varsóvia."
É velha a chapa: renove-a,
O conselho universal:
A antiga "Paz de Varsóvia"
Hoje é "Paz de Portugal",
ZANGÃO
A Imprensa, Rio de Janeiro, n.° 1393, 15 nov. 1911, p. 1.
O Otávio Silva, resolvido a morder o gerente em um vale modesto e desconfiado da improficuidade da prosa, recorreu às musas, que lhe inspiraram a eguinte valiosa quadrinha:
"Vale ou não vale este vale-
Pois se vale, vale a pena
Que valendo-se da pena,
Peça o valor que ele vale."
E o caso é que valeu.
ZANGÃO
A Imprensa, Rio de Janeiro, n.° 1394, 16 out. 1911, p. 1.
Ouvimos dizer que não foi o Emílio que fez este epitáfio para o Cunha VasconceIos.
Vermesfamintos, cautela!
Não lhe toques no caixão;
Pois ele, sem mais aquela,
Dá logo voz de prisão."
ZANGÃO
A Imprensa, Rio de Janeiro, N.° 1396, 18 out. 1911 P. 1.
Diz a Prensa que a Argentina vai aclimatar trutas nos rios nacionais.
(Telegrama)
As finanças vendo pretas,
Com sábias vistas argutas,
A Prensa trata de tretas
E a nación trata de trutas.
ZANGÃO
A Imprensa, Rio de Janeiro, N.° 1397, 19 out. 1911, p. 1.
É HOJE 0 ANIVERSÁRIO DA MORTE