Conflagração Européia Poesia Satírica e Versos de Circunstância · Capítulo 17 de 19
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Conflagração Européia

A Guerra dos Balcãs contra a Turquia

1 Que tombe enfim toda a selvageria

Que a Europa avilta e que o progresso entrava E sobre a vil e bárbara Turquia

De fogo caia a vingadora fava!

5 Que os balcânicos povos, à porfia,

Ergam em cada heróica mão a clava,

Contra a rotina, o atraso, a barbaria

Do sangue em que a Otomânia hoje se lava!

9 Se a Bulgária rugindo, o povo exorta, O Montenegro o pavilhão desfralda

Sobre os destroços da Sublime Porta!

12 Da Sérvia à Herzegovina o ardor escalda, Porque esse povo forte e unido importa,

Manteiga do Brasil, marca Esmeralda!

Ass. CARMEM SILVA

1 Quem pelas chuvas não se molha e enloda, Quem da vida possui toda a fortuna,

Tudo que ao savoir-vivre se acomoda Num requinte, trabalho e formosura;

5 Quem na mais elevada e grande roda

Não quer representar triste figura,

Usa sempre um chapéu de última moda

E um guarda-sol de rara formosura.

9 E é por isso que a fina-flor mundana Procura a novidade e a fantasia

Na casa que em chapéus é soberana.

12 E a nossa principal chapelaria

É a ideal "Chapelaria Americana": Carvalho, Portugal e Companhia.

1 Velho é o conselho do cherchez la femme Para tudo que existe neste mundo!

Verdade que resiste a todo o exame.

Conceito entre os profundos, mais profundo!

5 Quer o que a atos violentos nos inflame E do homem calmo faça um iracundo;

Quer o que nos humilhe até o vexame,

E de um Deus faça um diabo num segundo,

9 Tudo há de vir dessa divina origem

Desse princípio em tudo dominante

Que nos leva de rastros à vertigem.

12 Pára que seja sempre triunfante

Os próprios deuses trêmulos transigem

E isso "A Saúde da Mulher" garante!

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