De Artur Azevedo Poesia Satírica e Versos de Circunstância · Capítulo 10 de 19
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De Artur Azevedo

Saudoso Artur Azevedo,

Amigo do nosso teatro.

Se não morresses tão cedo,

Verias o diabo a quatro

O alegre, e risonho enredo

De tuas peças, num latro

Cínio que até causa medo,

Em sessões de três por quatro!

Ó pobre Artur, que paciente

Esperaste nas promessas

De termos teatro decente!

Hoje anda tudo às avessas:

Se tu não vives, há gente

Que vive das tuas peças!...

ZANGÃO

A Imprensa, Rio de Janeiro, n.° 1400, 22 out. 1911, p. 1.

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