Segunda Parte
Ah! la guerre, elle en fait, du mal! Cest la mort de la culture... Oui, quand les garçons partent, les meilleurs bras sen yont, on le voit bien à la besogne; et quand ils reviennent, dame! ils sont changés, ils n'ont plus le ceur à la charrue... Vaudrait mieux le cholera que ta Guerre! (La Terre). Emire Zota.
Au cours de ces derniires années on a pu voir surgir des cerveaux masculins de merveilleuses découvertes, découvertes detournées de leur portéc humanitaire, il est vraie, mais qui n'en sont pas moins destinées a rendre au monde d'inappreciables services. En faveur de cet elargissemont de bUVhorizon, la femme a-t-elle fait preuve dune ingeniosité equivalente? Une SuissEsse. Ão engenho do homem, de maior alcance, póde a mulher opôr a força da sua tenacidade e a do seu sentimento. Nem só o talento é criador. O génio do homem conseguirá
plantar novos ideais no cérebro humano, mas só na bondade criteriosa da mulher e na clarividencia do seu espirito bem' convencido encontrará o mundo verdadeira base para a sua futura civilização. Ainda somos barbaros. A política só póde seduzir as mulheres como um instrumento contra a guerra. O direito dos homens não vai tão longe quanto eles pensam. As mulheres tambem' têm o seu: o de defenderem o seu amor.
Se o sangue e o ódio são indispensaveis ao mundo, que lhe baste o que fazem verter os criminosos, cujas paixões explodem pela violência do seu temperamento doentio ou por desgraças imprevistas e fortuitas. Mais do que nenhum outro homem, o que se dedica á carreira das armas tem de ser severo para comsigo mesmo e levar para a comunhão dos quarteis a inabalavel decisão do respeito á lei e do amor á ordem. À
sua responsabilidade para com a sociedade é tremenda. Quando a Pátria entrega uma espada a um homem, não diz: isto é para matar; mas sim: isto é para defender. Todas as forças impulsivas .serão perigosas senão forem subordinadas á reflexão. Nenhum tesouro comparavel ao de uma boa mentalidade.
Os que apregoam o assassinato politico como um acto de libertação social, cometem ao mesmo tempo um crime de lesa humanidade e um erro de observação historica. Nunca um facto de tal ordem conseguiu mais do que fortificar nos outros pela comiseração e o respeito que a morte inspira, as tendencias que esse mesmo acto procurou, ou simulou combater, suprimindo à vida de um honem.
Quando se atira uma pedra a um lago ergue-se dele uma coluna dagua tanto mais alta, quanto com mais força ela tenha sido arrojada. E então quando essa agua tenha a côr do sangue, suja sempre, indelevelmente os interessados que, de longe ou de perto, para observarem p baque, lhe recebam os-salpicos... À guerra é cada vez mais uma questão de interesse. Dinheiro e nada mais. Ambição e cobiça, que a murros e a ponta-pés, atiram para a morte gente que neste mundo não
desejava outra cousa senão: — viver! viver! Quantos homens sacrificados pela ganancia insaciavel do .ouro...que terá de cair nas algibeiras alheias! (Quando nos sacrificamos pelo nosso ideal, vá! mas .pelo o dos outros!?... E proclamarmos nós a independencia do espirito e da vontade do homem!... Decididamente o Egoismo, ainda é o pastor que dirige os rebanhos.
Sempre que me comunicam o nascimento de um: menino encho-me de piedade pelo seu futuro, na suposição de que lá o espera, numa esquina da Adolescencia, o fantasma execravel da guerra. Se queres ser forte, sê paciente; se queres ser justo, sê piedoso. À cólera é uma fraqueza: alucina; e a piedade dá aso á reflexão. Disciplina o teu sentimento. Guerra nobre é só a que travamos contra os nossos
erros e as nossas proprias fraquezas. Não confundamos disciplina com severidade. A boa mãi disciplina os filhos pequenos entre sorrisos. Disciplinar é fazer criar habitos, dessa atilada educação exercida desde o berço, o homem leva depois para o tumulo da vida a correcção de actos que o revestem de uma armadura natural, e que é a melhor defesa, para muitos perigos eventuais... Todas as questões podem-ser derimidas sem o auxilio das armas. Fa
çam as leis novas, em' que a Palavra tenha soberania. Andamos nós tontas a perguntar umas ás outras: qual a maneira de, acabar com a guerra? E nenhuma voz responde á nossa aflição. Mas não nos cansemos de interrogar procurando ao mesmo; tempo educar o povo, tornando-o trabalhador, ordeiro, lúcido, amante da verdade e da justiça e tão consciente do seu valor quanto respeitador do valor e da felicidade alheia. E quando tudo isso fôr conseguido... Quem sabe ?...
Não digais nunca aos vossos filhos que a humanidade é má. Fazeilhes antes decorar os nomes dos grandes bemfeitores, de todos os que arriscam a própria vida pelo bem dos outros!