Minha mãe Histórias da Nossa Terra · Capítulo 3 de 30
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Minha mãe

MINHA MÃE (Do caderno de Hem•ique) " Quando olho pam minha mãe e penso que os seus braços débeis me sustiveram sempre sem desfallecimentos; que nos seus seios suguei e hauri toda a força da vida que me anima ; que as suas palpebras nunca se fecham sem que a minha imagem e a de meus irmãos fiquem guat·cladas nas suas pupillas amorosas; que nunca suspirei sem que o nreu suspiro rleixasse de penetrar até ao fundo da sua aln>a radiante ; que nunca tive uma dôt' sem que ella assistisse á minha cabeceira, quer fosse claro dia ou noite escura; qnc nunca tive uma duvida, que. ella não procurasse esclarecer-me, auxiliando-me a comprebender os mestres e a respeitar os homens ; quando olho para a HlSTOI{IAS DA ~OSSA TERRA sua fmnte pallida e me lembro de que o pensamento que avulta e predomina lá dentro ó o do bem-estar e o do futuro dos filhos; quando sinLo acaricia das suas mãos infatigaveis, ora al isando os cabellos de minhas irmãs, ora cosendo as roupas que nos agasalham, ora espalhando pela casa o beneficio do seu oslcm;.o; quando lhe ouço a voz advertindo, aconselhando, perdoando, sinto accende1·-se-me no COI'ação, como uma eskella, o desejo de ser bom, de se1' o que ella quer que eu seja, e fazel- a no mundü a mais foliz das mulho1'es!

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