O gigante Brasilião
O GIGANTE BRASlUÃO + + Tia Michaela dormia a somno solto na sua cabana solitaria da floresta, quando foi despertçcda por uma voz, que lhe gritava de fóra : Tia Michaela 1 eh ! Tia Michaela ! A velha sentou-se na cama e poz-se á escuta. A voz !'epetiu : Tia Michaela? ! Quem será~ reflectiu ella; e logo alto : -Quem é~ Abra a porta ! ... Já vou ... mas ainda é noite ... está escuro!. .. Não tenha medo. Não tenho medo; estou me vestindo! Quem· não deve, não teme. Então abra a porta. Ha alguma desgraça ahi pelos caminhos? Ninguem respondeu. Quem p1·ecisa de mim~ O rnesino silencio. Ora esta I Porque não_ responde? A Tia Michaela pa1·eceu-lhe então sentir um rumor ligeiro de passos fugitivos. Fazia frio; ainda era noite e os gallos ' cantavam. A velha benzeu-se e ab1·iu a porta; uma h,tfada de vento apagou-lhe a candeia. Olhou pa1·a a frente : não viu nada; olhou para cima, e viu esteellas. São quatro horas, pensou, avançando um passo á procura de quem a chamara; nisso tropeçou em qualquer coisa. Abaixou-se, apalpou e reconheceu que o que estava no chão era uma criancinha; colheu-a nos braços, beijou-a e disse Serás meu filho! O GIGANTE BRASILIÃO Nesse momento as eskellas sorriram umas pam as outras, como se fossem olhos de anjos que se ·alegrassem. A boudosa velha voltou pat'a dentro, reaccendeu a candeia c mieou o pequenino com toda a attençüo. Elle em bonito e miudo; tinha a cabe