Carta VI
CARTA VI abt·ta as suas portas. Assim fizemos, e ella ficou contente. As duas horas tioemos uma rejeição simples e saborosa, preparada num caramanchâo pe1jumado; depois tornámos a correr atraz das borboletas e a brincar. ARACAJÚ . Ponte de desembarque. Como sabes, o meu condiscipulo predt~ lecto é o Alvaro, a criança mais engraçada do collegio. Elle tambem diz que nos estima a todas, como se jossemos suas irmâs. A projessor·a quer isso mesmo e di;; sempt·e : vocés aqui na escola sâo meus filhos ! E hoje, no passeio, ajfit·mo-te que parecíamos irmâos. IH A tarde, quando eoltavamos, e jâ perto do pol'ião da qLúnta, o Alcw·o deu um r;ir;a ao dia 13 de JYiaio, com toda a força dos seus pulmões. Uma preta, que parâra na estrada para vtJr-nos, pediu AHA(',\.JÚ. Palacio do Governo. licença á mestra para berjar a meio d'aquelle menino. Nossa professam olhou attonita e pe,·- [jltntou Porquê? Porque eu fíú escraoa e senti que aquelle r;rito saíu do coraçâo! CAl-fi'.\ \'l A pl'ojessora consentiu, e o A.lcal'o, pondo-se em bicos de pés, berjou a pl'eta nas dt{as faces. Continuando em nossa marcha, ao passarmos pela. ex-escnwa, nós, sorl'iwnos-l!te e os meninos til'etcam respe-itosamente o clwpétt. Jâ longe, na colta da estl'ada, olhámos pal'a tl'a;:; e lá vunos, no mesmo p(;nlo, o cal/o esguio .da pl'cta alil'a.ndonos úeijos . É noite; depois de ter contado a IWSsos adorados paes as alegl'ias d'este jol'moso dia, não quero adormecei' sem casal' no teu bom coraçcio as com moções do meu I Tua irmâ Anna.