Carta VII Histórias da Nossa Terra · Capítulo 27 de 30
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Carta VII

CAH.TA Vil neiro em demanda rL'esfas terras longii,IJlWs do Acre, a que tnett páe Joi chcunrrrlo por encargos da sua projissrio de engenheiro e onde tenho obsercaclo .que as nossas rrçadoras jwdasias de t·apazes têm na pNdica a sedacçâo que promefticun no sonho. Não imaginas a belle;;a de ~uêmws transjomzr11·-sc wn seringal tristonho numa cidade moderna, rasgada de avenidas, bordada de parques, semeada de escolas. O ·primeirq pnfeito, Tlwurna/urgo de Azecedo, ao /rarar o plano d'esta cidade, deoia fer sentido innumerw; Df!Zes aqae!le Jremifo que nos :;acurlrá. ao ·crea/mos a nossa ilha ... Janlastica. O Acl'l' sae da mattaria selcagem e r{o{orosrr, como uma borbo/C'/a a::;ul de um castdo pardo. Elle era wn lagar de isolamento ou de elesferro, sô servindo de esperança aos r·errrelzscs, quando, em épocas de seN·a 1w seu Estado, partiam ás leoas para os scl'in,qaes, mais certos .de encontrarem nelles rr morte do que afortnna ... Realmente, a oida dos sel'ingueiros era uma lragedia inenarrcu~el de sacnjicios !' seroiclâo. Quem se lembraria nwu·a, a nüo 17·1 HlSTOH[Ati D.-\ NOSSA TERHA sC'r tocado por uma desgraça, de ou· para w1s climas considerados peores que .os do proprio inJet·no e que sâo, entretanto, magnificos! Considerando a felicidade, a pujança d'esta regiâo brasileira que o grande espir·ito do nosso grande estadista Barâo do Rio Branco tornon um dos mais promettedores Estados do Brasil, sinto cada oez crescerme mais a admiraçâo por esse homem. A cada escola que. se funda, já' nâo aqui na capital, mas nos seringaes mais remotos, u nome d'elle vem-me aos labias envolto num uoto ele felicidade perenne. .. Ver j'undat-se nma civilisaçâo, ajJ'irmo-te, meu Eduardo, que é o espedaculo mais nobre que póde ltaoer para um espirito curioso, e que elle sobrepuja os mais arrojados decaneios de todos os Robinsons .. . de quinze annos! Teu Joâo.

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