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Eline Vere

Universo da obra

Eline Vere

Capítulo 6 · Eline Vere

Capítulo VI

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Capítulo VI

De vez em quando, a velha Madame van Raat vinha tomar uma xícara de chá na casa do filho, no Nassauplein; era trazida em sua carruagem fechada por volta das seis e meia, e levada de volta para casa por volta das nove e meia.

Desta vez, Betsy ainda estava no andar de cima, provavelmente com Ben, como Eline assegurou à velha senhora, embora soubesse que Anna, a ama, em geral punha a criança na cama. Levou Madame van Raat para o boudoir, onde a luz suave das velas de cera descia de um pequeno lustre de cristal sobre a pelúcia violeta das cadeiras e dos divãs, e se refletia, através das gotas de vidro colorido, no espelho em frente.

— E Henk? — perguntou a velha senhora.

— Oh, ele ainda está cochilando — riu Eline. — Espere, vou chamá-lo agora mesmo.

— Não, não; deixe-o, pobre rapaz! — disse Madame van Raat. — Deixe-o dormir e converse um pouco comigo, minha filha.

Tomou lugar no sofá e olhou sorridente para Eline, que se sentou num canapé baixo a seu lado. Eline tomou entre as suas a mão fina e seca da velha senhora.

— E como vai a senhora? Tudo bem? Hoje parece uma mocinha; tão lisa, que não vejo uma única ruga em sua testa.

Madame van Raat deixou-se, como sempre, fascinar por aquela voz acariciante, por aquele sorriso ensolarado e pela expressão simpática.

— Menina travessa! Zombando da minha velhice! Elly, você devia se envergonhar!

E passou os braços em volta do pescoço de Eline e beijou-lhe a testa.

— E como vão as coisas com Betsy? Ela não é muito difícil? — sussurrou.

— Oh... na verdade, Betsy não é tão má; é apenas um pouco... um pouco precipitada, só no modo de falar, sabe. Todos os Vere têm gênio vivo, eu também; só papai eu não me lembro jamais de ter visto zangado; mas papai era um homem sem igual. Betsy e eu nos damos esplendidamente. É claro que não se pode evitar uma ou outra pequena implicância, quando se vive sempre juntas assim; acho que, se eu morasse até com a senhora, isso também não poderia ser evitado.

— Pois eu gostaria que você viesse experimentar.

— Ora, eu lhe daria trabalho demais. Agora a senhora me acha muito agradável porque não me vê com muita frequência; mas, se me visse todos os dias...

E ela riu de leve.

— Já se viu uma menina dessas? Como se eu tivesse mau gênio!

— Oh, não, eu não quis dizer isso; mas, realmente, au fond, Betsy é uma moça afetuosa, e lhe asseguro que Henk tem nela uma esposa encantadora.

— Talvez; mas... mas, se eu tivesse tido a escolha, creio que saberia quem teria escolhido para esposa de meu filho: Betsy, ou... outra pessoa.

Pousou a mão na cabeça de Eline e lançou à moça um olhar cheio de sentido, com um sorriso débil e triste em torno da boca contraída. Eline sentiu-se um pouco assustada.

As palavras de Madame van Raat lhe trouxeram à memória seus próprios pensamentos antigos; pensamentos há muito passados e quase esquecidos, nos quais sentira aquele súbito anseio por Henk, o desejo vago de apoiar-se nele. Ah, aqueles pensamentos! Pareciam tão distantes e nebulosos, como se fossem apenas fantasmas e sombras de pensamentos. Haviam perdido todo encanto; assumiam até algo de grotesco, que quase a fazia sorrir.

— Oh, minha querida senhora — murmurou, com sua risada ondulante —, quem sabe como ele teria sido infeliz então, ao passo que agora... está um pouco debaixo do chinelo, é verdade, mas Betsy tem pés bastante pequenos.

— Silêncio... silêncio! — sussurrou Madame van Raat. — Vem alguém.

Era Henk, que abriu a porta do boudoir e se surpreendeu ao descobrir que já era tão tarde. Eline riu dele e perguntou se tivera bons sonhos.

— Você come demais, é isso que o deixa tão preguiçoso à noite. A senhora devia ver o quanto ele come!

— Aí está, mamãe, ouviu como seu filho é tratado dentro da própria casa, até por sua cunhadinha? Oh, a senhora não sabe que criança impossível ela é!

— É melhor não falar mais nisso; sua mãe não aceita ouvir nada contra mim, nem mesmo de seu querido Henk... não é? Atreva-se a dizer que estou errada!

Ela olhou para a velha senhora com tanta frescura infantil nos olhos vivos e no porte, e de todo o seu ser pareceu irradiar de súbito um brilho tão caloroso de simpatia, que Madame van Raat já não conseguiu conter-se e a abraçou.

— Você é uma querida — disse, feliz no calor cordial da afeição da velhice pelo sol radiante da juventude.

Betsy, quando desceu, desculpou-se por ter demorado tanto e perguntou se mamãe não preferiria tomar chá no salão — havia mais espaço ali.

— Paul também virá, mais tarde — disse Madame van Raat, enquanto Eline punha um escabelo de mármore sob seus pés.

— Então vocês devem fazer um pouco de música juntos, Elly, não é?

— Sim, com prazer.

Madame van Raat tirou os óculos e o trabalho de crochê, enquanto Betsy se sentava diante da bandeja de chá, reluzente de prata e porcelana. Falou sobre todos os acontecimentos do dia; sobre o baile na casa dos Eekhof, na outra noite, do qual gostara muito.

— E você também, Elly? — perguntou a velha senhora.

— Sim, imensamente. Dancei esplendidamente, e o cotillon foi muito, muito divertido.

— E você, Henk?

— Oh, Henk!

Betsy e Eline riram ao mesmo tempo. Eline exclamou que ele era robusto demais para dançar; um minueto talvez executasse muito bem, e, naturalmente, ela sabia que aquilo voltava a entrar na moda. Madame van Raat juntou-se à risada, e Henk, inteiramente despreocupado, ficou sentado bebendo seu chá, quando a campainha tocou e Paul entrou.

Contou que acabava de vir da Prince-gracht, da casa de Hovel; pretendia visitá-lo na noite anterior, mas encontrara Vincent Vere na Hoogstraat e, por isso, adiara a visita para ir tomar uma taça de vinho no alojamento de Vincent, com alguns conhecidos. Hovel lhe parecera um homem realmente muito agradável, e combinara começar a trabalhar em seu escritório na segunda-feira seguinte.

Madame van Raat soltou involuntariamente um suspiro de gratidão por aquela visita, de que tanto se falara, finalmente ter sido feita. Da última vez que vira o cunhado, Verstraeten, julgara perceber algo como irritação quando ele falara de Paul; e, nos assuntos relativos ao filho mais novo, dependia bastante da ajuda de Verstraeten, que fora tutor de Paul durante sua menoridade.

Ao ouvir Paul falar, Betsy sentiu como se houvesse algo de muito incongruente no modo como Henk “desperdiçava” o tempo com o cavalo e os cães. Mas que podia fazer? Já lhe falara tantas vezes, e decerto aquele momento, com Madame van Raat ali, dificilmente era ocasião para tocar no assunto.

— Vamos, Paul — gritou Eline de repente —, cantamos alguma coisa?

Paul declarou-se pronto; levantou-se; Eline sentou-se ao piano. Todas as quintas-feiras eles praticavam duetos juntos, e ela já se orgulhava de seu répertoire.

Paul jamais tivera uma aula e mal sabia tocar; mas Eline lhe dava uma ou outra indicação, que ele seguia fielmente, e ela afirmava que tudo quanto ele pudesse fazer com a voz devia a ela. Ele abria a boca corretamente e mantinha a língua baixa; mas, na verdade, deveria tomar algumas aulas com Roberts. Não se podia esperar que um sujeito cantasse sem algum estudo.

— O que vamos cantar? Une Nuit à Venise?

— Está bem, Une Nuit à Venise.

Ela abriu uma pasta de música encadernada em couro vermelho, com “Eline Vere” em letras douradas na capa.

— Mas não lance tão alto seu sol agudo aqui — disse ela. — Tome-o no registro médio, não do peito. Vai soar muito mais doce. E comece bem suave, crescendo aqui e ali; e mantenha o tempo comigo no fim — o refrão, sabe. Agora, bem bonito, Paul.

Ela tocou o prelúdio do dueto de Lucantoni, enquanto Paul pigarreava de leve para limpar a voz, e ambos começaram juntos, muito suavemente:

“Ah viens la nuit est belle! Viens, le ciel est d’azur!”

O tenor leve dele soava um pouco trêmulo, mas ainda assim combinava muito bem com o anel ressonante de seu soprano puro. Era um prazer para ela cantar assim acompanhada, quando Paul estava em boa voz e aceitava conselhos.

Parecia-lhe cantar com mais sentimento quando outra voz acompanhava a sua, e sentir mais, sobretudo na repetição de uma frase como:

“Laisse moi dans tes yeux, Voir le reflet des cieux!”

Palavras em que infundia algo do ardor e da languidez de um amor italiano. Em sua mente, o dueto assumia forma mais dramática. Em sua imaginação, via-se, com Paul como tenor, deslizando nos raios radiantes da lua, numa gôndola, por um canal veneziano.

Aos olhos da mente, via-se com o traje rico de uma jovem patrícia, Paul com a roupa de um pobre pescador, e os dois se amavam; e, meio sonhando, meio cantando, deslizavam pela água:

“Devant Dieu même Dire; Je t’aime Dans un dernier soupir.”

Ali vinha o refrão! Ela temia — ah, temia que Paul se perdesse. Não; Paul manteve o tempo com ela. Aquilo foi esplêndido! E as vozes de ambos morreram em uníssono:

“Dans un dernier soupir.”

— Lindo, lindo, Eline! — gritou Madame van Raat, que escutara com atenção.

— Você está em boa voz — disse Betsy.

— Agora você precisa cantar sozinha, Eline — gritou Paul, contente com o próprio sucesso.

Enquanto o dueto era cantado, Mina entrara com os jornais, o Vaderland e o Dagblad, e Henk logo se absorvera neles, virando as folhas com o máximo silêncio possível.

— Mas, Paul, você não quer cantar mais? — perguntou Eline. — Alguma outra coisa; ou está cansado?

— Prefiro que você cante sozinha, Eline.

— Oh, não; se você não está cansado, eu gostaria de outro dueto. De verdade, acho esplêndido cantar assim juntos. Você se arriscaria ao grande duo de Romeu?

— Francamente, Eline, ainda não o conheço muito bem, e é tão difícil.

— Oh, você o sabia bem o bastante outro dia; basta cantar suave e baixo, sem forçar as notas. Aqui... veja, toda esta passagem com o registro médio; não grite de modo algum.

Com um olhar ansioso, ele lhe pediu mais alguns conselhos sobre a peça, e ela lhe disse o que fazer.

— Vamos, você se arrisca? Mas não grite; isso é horrível, e... se nos perdermos, que tem?

— Bem, se você quer tentar, não me importo.

O rosto de Eline reluziu de prazer, e ela tocou o prelúdio suave do grande duo do quarto ato.

“Va! je t’ai pardonné, Tybalt voulait ta mort!”

Cantou com magnífica articulação, e Paul respondeu com seu recitativo; depois, juntos, modularam:

“Nuit d’hyménée, o, douce nuit d’amour!”

Mais uma vez a forma dramática do duo se ergueu diante dela: a partida de Juliette; Romeo, em seu traje brilhante, deitado sobre as almofadas a seus pés.

E já não era Paul, mas Fabrice, o novo barítono, quem era Romeo, e ela deixava a cabeça repousar em seu ombro:

“Sous tes baisers de flamme Le ciel rayonne en moi!”

A voz de Paul tornava-se muito trêmula e incerta, mas Eline mal a ouvia. Para sua imaginação, era Fabrice, com sua voz profunda, quem cantava; e seu próprio canto soava pleno e vibrante, tão esquecida estava de que eclipsava inteiramente o tenor.

Ali... ali vinha o gorjeio da cotovia ao romper do dia, quando, alarmada, ela perguntou:

“Qu’as tu donc—Roméo?”

— “Ecoute, o Juliette!” — respondeu Paul em tons mais firmes, depois de sua pausa.

Mas, para ela, não era a voz da cotovia, e sim os tons suaves do rouxinol; não eram os primeiros raios do sol matinal, e sim o brilho prateado da lua; e ainda era Fabrice, e a orquestra ainda ressoava nos acordes que ela arrancava do piano, enquanto, sem falar, afundavam nos braços um do outro.

Às vezes, nos breves intervalos, a realidade severa dissipava a visão de Eline, e já não era o palco nem Fabrice que ela contemplava, mas Paul, virando as páginas.

Mas de novo ela se regalava no luxo de suas fantasias; Juliette via o perigo da permanência prolongada de Romeo, incitava-o a partir, e ele respondia:

“Ah! reste encore, reste dans mes bras enlacés!”

Era uma passagem em que a fraqueza lírica de Paul aparecia mais; e Eline, despertando de seu devaneio, ouviu com um sorriso o tom melancólico com que ele a repetia.

Sentiu vergonha de tê-lo eclipsado em seu êxtase; seria mais cuidadosa. E cantou o finale menos com desespero avassalador que com suave languidez, de modo que as notas agudas de peito de Paul produziram melhor efeito que no começo; mas a visão desaparecera, o palco, o público, Fabrice, tudo se dissipara.

“Adieu, ma Juliette!”

Cantou Paul; e ela respondeu, com um leve grito ao qual ele se juntou:

“Toujours à toi!”

— Oh, como é grandioso cantar assim! — gritou Eline em êxtase; e correu até Madame van Raat, abraçando-a com súbita impetuosidade.

— Paul não canta bem, hein? Não é uma pena que não queira tomar aulas? A senhora devia obrigá-lo.

Mas Paul declarou que Eline já lhe dava aulas suficientes, e que ela acabaria matando-o com seus difíceis duos; Eline, porém, voltou a assegurar-lhe que ele se saíra esplendidamente.

Betsy soltou um suspiro de alívio depois da despedida tempestuosa dos amantes de Verona, que, sob o teto baixo e os drapeados de pelúcia de seu salão, lhe soara pesado e alto demais aos ouvidos.

Em sua opinião, aquilo era uma balbúrdia terrível! Por que Eline não cantava antes alguma coisa leve e alegre de uma ou outra opéra bouffe? Depois que Eline e Paul se sentaram, a conversa tornou-se mais geral, passando pelos on dits do dia, pelo movimento intenso das ruas antes de São Nicolau, até baterem nove e meia, quando Mina veio dizer que a carruagem estava ali.

— Está na minha hora — disse Madame van Raat, levantando-se devagar de seu assento; e Eline saiu correndo, cantarolando pelo caminho, para buscar as coisas da senhora no boudoir: uma capa circular de pele, um xale de lã, uma mantilha.

Deixou-se embrulhar bem confortavelmente por sua jovem favorita e guardou com cuidado os óculos e o trabalho de crochê na bolsinha de mão. Depois beijou todos, inclinando-se sobre eles com os movimentos lentos da velhice cansada, e Henk e Paul a ajudaram a acomodar-se nas macias almofadas de cetim da carruagem fechada.

A carruagem partiu; e nos ouvidos de Madame van Raat ainda ressoava o eco das vozes cantantes. Ela sorriu tristemente, enquanto limpava o vapor da vidraça para olhar lá fora, onde a neve jazia suja e respingada sob a luz dos lampiões de rua, e pensou no tempo em que costumava ir à ópera com o marido.

Paul ficou um pouco mais; depois, após uma boa taça de vinho depois de seus duos, saiu às pressas.

Depois que ele se foi, Eline subiu para pôr um pouco o quarto em ordem, como disse a Betsy. Estava frio na saleta de Eline, mas o ar fresco era agradável em suas faces e mãos, aquecidas pela atmosfera morna e abafada do salão.

Atirou-se sobre as almofadas persas, ergueu a mão e acariciou as folhas da azaleia. E sorriu, enquanto seus olhos se dilatavam num olhar sonhador, quando seus pensamentos voaram outra vez para Fabrice, com sua barba e sua voz esplêndida.

Que pena Betsy não se importar mais com a ópera! Iam muito raramente, e, contudo, ela a amava com tanta paixão. Sim; daria a entender a Madame Verstraeten, de modo elegante, é claro, que não se importaria de ser convidada de vez em quando para acompanhá-la; o sr. Verstraeten nunca ia, e Madame geralmente convidava alguém para um lugar em seu camarote — às vezes Freddie, às vezes Paul —, por que não ela?

De repente saltou de pé, como se uma ideia a tivesse atingido: na noite anterior, Fabrice aparecera em Guilherme Tell. Saiu correndo do quarto e inclinou-se sobre o corrimão da escada.

— Mina, Mina! — gritou.

— Sim, senhorita — respondeu Mina, que passava pelo vestíbulo com uma bandeja cheia de taças de vinho.

— Traga-me os jornais, se o senhor e a senhora já os leram, sim?

— Sim, senhorita.

Voltou para dentro e atirou-se novamente no sofá. E riu de si mesma ao sentir o coração bater de expectativa. Que ideia! Afinal, que podia aquilo importar-lhe? Lá vinha Mina, subindo a escada. Trouxe o Vaderland e o Dagblad.

— Aqui está, senhorita.

— Obrigada, Mina — disse Eline com indiferença, e tomou os jornais languidamente.

Mas mal a criada fechou a porta atrás de si, Eline abriu o Vaderland e, com olhos cintilantes, começou a procurar a coluna de artes e letras. Então leu:

“A ÓPERA FRANCESA.

Depois de suas atuações em Hamlet e em Le Tribut de Zamora, ninguém poderia duvidar de que o sr. Théo Fabrice encontraria favor aos olhos dos assinantes da Ópera Francesa; e não podemos deixar de nos admirar de que tenham sido registrados ainda três votos contra o brilhante barítono.

Mais uma vez, em Guilherme Tell, o sr. Fabrice deu ampla prova de sua aptidão para ocupar o posto de barítono na Grande Ópera daqui, e sinceramente nos alegramos com sua contratação. A um órgão poderoso e bem cultivado, o artista alia grande capacidade dramática. No duo com Arnold (Ato I) e no grande trio, na scena com Jemmy, Fabrice deu provas notáveis de uma perfeição raramente encontrada em nosso palco.”

E Eline sorriu e assentiu, aprovando. Era verdade, exatamente verdade — e leu o artigo até o fim, alegrando-se com o sucesso dele; depois voltou-se para ver o que o Dagblad dizia a seu respeito.

Eline Vere

Sinopse

Romance de Louis Couperus, marco da literatura holandesa fin-de-siècle, em tradução brasileira Literunico preparada a partir da tradução inglesa de J. T. Grein, em domínio público. A edição acompanha o percurso íntimo de Eline entre salões, afetos, hesitações e a corrosão silenciosa de uma sensibilidade excessiva.

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LITEBN-978655093177830883983056
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