Leia agora
Os Três Mosqueteiros

Universo da obra

Os Três Mosqueteiros

Capítulo 14 · Os Três Mosqueteiros

Capítulo XIII — O sr. Bonacieux

14 de 69 ≈ 15 min de leitura

Capítulo XIII — O sr. Bonacieux

Havia em tudo isso, como se pôde notar, uma personagem com a qual, apesar da posição precária, pareciam preocupar-se muito pouco. A personagem era o sr. Bonacieux, respeitável mártir das intrigas políticas e amorosas que se entrelaçavam tão bem umas nas outras naquela época ao mesmo tempo tão cavalheiresca e galante.

Felizmente, o leitor se lembra ou não se lembra, felizmente prometemos não o perder de vista.

Os homens que o prenderam levaram-no diretamente à Bastilha, onde o fizeram passar, todo trêmulo, diante de um pelotão de soldados que carregava os mosquetes.

De lá, introduzido numa galeria meio subterrânea, tornou-se, por parte daqueles que o conduziam, objeto das injúrias mais grosseiras e dos tratamentos mais ferozes. Os beleguins viam que não lidavam com um fidalgo e o tratavam como verdadeiro camponês.

Ao fim de aproximadamente meia hora, um escrivão veio pôr fim às torturas, mas não às inquietações, dando ordem para que o sr. Bonacieux fosse conduzido à sala de interrogatório. Normalmente interrogavam-se os prisioneiros em seus alojamentos, mas não faziam tanta cerimônia com o sr. Bonacieux.

Dois guardas apoderaram-se do comerciante, fizeram-no atravessar um pátio, entrar num corredor onde havia três sentinelas, abriram uma porta e empurraram-no para um cômodo baixo, cujo mobiliário se reduzia a uma mesa, uma cadeira e um comissário. O comissário estava sentado na cadeira e ocupado escrevendo sobre a mesa.

Os dois guardas conduziram o prisioneiro diante da mesa e, a um gesto do comissário, afastaram-se para fora do alcance da voz.

O comissário, que até então mantivera a cabeça inclinada sobre os papéis, levantou-a para ver com quem tratava. Era homem de aspecto repelente, nariz pontudo, maçãs do rosto amarelas e salientes, olhos pequenos, mas investigadores e vivos, fisionomia que participava ao mesmo tempo da fuinha e da raposa. A cabeça, sustentada por um pescoço longo e móvel, saía da larga túnica negra balançando com movimento quase semelhante ao de uma tartaruga que tira a cabeça da carapaça.

Começou perguntando ao sr. Bonacieux nome e sobrenomes, idade, profissão e domicílio.

O acusado respondeu chamar-se Jacques-Michel Bonacieux, ter cinquenta e um anos, ser comerciante aposentado e morar na rue des Fossoyeurs, número 11.

O comissário, então, em vez de continuar a interrogá-lo, fez-lhe um longo discurso sobre o perigo que havia para um burguês obscuro em envolver-se nos assuntos públicos.

Complicou o exórdio com uma exposição em que narrou o poder e os atos do senhor cardeal, aquele ministro incomparável, vencedor dos ministros passados, exemplo dos ministros futuros, atos e poder que ninguém contrariava impunemente.

Depois da segunda parte do discurso, fixando o olhar de gavião no pobre Bonacieux, convidou-o a refletir sobre a gravidade da situação.

As reflexões do comerciante já estavam prontas. Mandava ao diabo o instante em que o sr. de La Porte tivera a ideia de casá-lo com a afilhada e, sobretudo, aquele em que a afilhada fora recebida como responsável pela rouparia da rainha.

O fundo do caráter de mestre Bonacieux era profundo egoísmo misturado a avareza sórdida, tudo temperado por extrema covardia. O amor inspirado pela jovem mulher, sendo sentimento inteiramente secundário, não podia lutar contra os sentimentos primitivos que acabamos de enumerar.

Bonacieux refletiu, de fato, sobre o que lhe haviam dito.

— Mas, senhor comissário — disse timidamente —, creia que conheço e aprecio mais que ninguém o mérito da incomparável Eminência pela qual temos a honra de ser governados.

— De fato? — perguntou o comissário com ar de dúvida. — Mas, se fosse realmente assim, como estaria na Bastilha?

— Como estou aqui, ou melhor, por que estou aqui — respondeu o sr. Bonacieux —, é o que me é inteiramente impossível dizer, visto que ignoro. Mas, com toda certeza, não é por ter desagradado conscientemente, ao menos, ao senhor cardeal.

— É preciso, contudo, que tenha cometido um crime, pois está aqui acusado de alta traição.

— Alta traição! — exclamou Bonacieux, apavorado. — Alta traição! Como querem que um pobre comerciante que detesta os huguenotes e abomina os espanhóis seja acusado de alta traição? Reflita, senhor, a coisa é materialmente impossível.

— Sr. Bonacieux — disse o comissário, olhando o acusado como se os pequenos olhos tivessem a faculdade de ler o mais profundo dos corações —, o senhor tem uma mulher?

— Sim, senhor — respondeu o comerciante, tremendo inteiro e sentindo que era ali que as coisas se complicariam. — Isto é, eu tinha uma.

— Como? Tinha uma? O que fez dela, se já não a tem?

— Ela foi raptada, senhor.

— Foi raptada? — disse o comissário. — Ah!

Bonacieux sentiu, naquele “ah”, que o caso se complicava cada vez mais.

— Foi raptada! — retomou o comissário. — Sabe quem cometeu o rapto?

— Creio conhecê-lo.

— Quem é?

— Pense que não afirmo nada, senhor comissário, e apenas suspeito.

— De quem suspeita? Vamos, responda francamente.

O sr. Bonacieux estava na maior perplexidade. Devia negar tudo ou dizer tudo? Negando tudo, poderiam acreditar que sabia demais para confessar. Dizendo tudo, provava boa vontade. Decidiu, portanto, dizer tudo.

— Suspeito — disse — de um homem alto e moreno, de bela aparência, que tem inteiramente o ar de grande senhor. Seguiu-nos várias vezes, pareceu-me, quando eu esperava minha mulher diante da porta do Louvre para levá-la para casa.

O comissário pareceu sentir alguma inquietação.

— E o nome? — perguntou.

— Oh, quanto ao nome, nada sei. Mas, se algum dia o encontrar, reconhecerei no mesmo instante, garanto, ainda que esteja entre mil pessoas.

A testa do comissário escureceu.

— Reconheceria entre mil, diz? — continuou.

— Isto é — retomou Bonacieux, que percebeu ter tomado caminho errado —, isto é...

— Respondeu que o reconheceria — disse o comissário. — Muito bem, basta por hoje. Antes de prosseguirmos, é preciso que alguém seja avisado de que conhece o raptor de sua mulher.

— Mas não lhe disse que o conhecia! — exclamou Bonacieux, desesperado. — Disse, ao contrário...

— Levem o prisioneiro — disse o comissário aos dois guardas.

— E para onde deve ser levado? — perguntou o escrivão.

— Para uma masmorra.

— Qual?

— Meu Deus, a primeira que encontrarem, contanto que feche bem — respondeu o comissário com uma indiferença que encheu de horror o pobre Bonacieux.

“Ah, ah!”, disse consigo. “A desgraça está sobre minha cabeça. Minha mulher deve ter cometido algum crime terrível. Julgam-me cúmplice e me castigarão com ela. Deve ter falado, confessado que me contara tudo. Uma mulher é tão fraca! Uma masmorra, a primeira que aparecer! É isso! Uma noite passa depressa. Amanhã, a roda, a forca! Meu Deus! Meu Deus! Tende piedade de mim!”

Sem ouvir as lamentações de mestre Bonacieux, às quais, de resto, deviam estar acostumados, os dois guardas tomaram o prisioneiro pelos braços e o levaram, enquanto o comissário escrevia às pressas uma carta que o escrivão esperava.

Bonacieux não fechou os olhos, não porque a masmorra fosse excessivamente desagradável, mas porque as inquietações eram grandes demais. Permaneceu toda a noite sentado no banco, estremecendo ao menor ruído. Quando os primeiros raios do dia entraram no quarto, a aurora pareceu-lhe revestida de cores fúnebres.

De repente, ouviu correr os ferrolhos e deu um salto terrível. Pensava que vinham buscá-lo para conduzi-lo ao cadafalso. Assim, quando viu aparecer pura e simplesmente, em vez do carrasco esperado, o comissário e o escrivão da véspera, quase se lançou ao pescoço deles.

— Seu caso complicou-se muito desde ontem à noite, meu valente — disse o comissário —, e aconselho-o a dizer toda a verdade, pois apenas o arrependimento pode conjurar a cólera do cardeal.

— Estou pronto a dizer tudo — exclamou Bonacieux —, ao menos tudo o que sei. Interrogue-me, suplico.

— Onde está sua mulher, antes de tudo?

— Mas já lhe disse que foi raptada.

— Sim, mas desde ontem, às cinco da tarde, graças ao senhor, ela fugiu.

— Minha mulher fugiu! — exclamou Bonacieux. — Oh, infeliz! Senhor, se fugiu, não é culpa minha, juro.

— O que foi fazer, então, na casa do sr. d’Artagnan, seu vizinho, com quem teve longa conversa durante o dia?

— Ah, sim, senhor comissário, sim, é verdade, e confesso que errei. Fui à casa do sr. d’Artagnan.

— Qual era o objetivo da visita?

— Pedir que me ajudasse a encontrar minha mulher. Julgava ter o direito de reclamá-la. Enganei-me, ao que parece, e peço-lhe perdão.

— E o que respondeu o sr. d’Artagnan?

— O sr. d’Artagnan prometeu ajuda, mas logo percebi que me traía.

— Engana a justiça! O sr. d’Artagnan fez um pacto com o senhor e, em virtude do pacto, pôs em fuga os homens da polícia que haviam prendido sua mulher e a subtraiu a todas as buscas.

— O sr. d’Artagnan raptou minha mulher! Ora essa, o que está dizendo?

— Felizmente, o sr. d’Artagnan está em nossas mãos, e o senhor será confrontado com ele.

— Por minha fé, não peço nada melhor — exclamou Bonacieux. — Não me desagradará ver um rosto conhecido.

— Façam entrar o sr. d’Artagnan — disse o comissário aos dois guardas.

Os dois guardas fizeram Athos entrar.

— Sr. d’Artagnan — disse o comissário, dirigindo-se a Athos —, declare o que aconteceu entre o senhor e este homem.

— Mas! — exclamou Bonacieux. — Esse não é o sr. d’Artagnan que me mostram!

— Como! Não é o sr. d’Artagnan? — exclamou o comissário.

— De modo algum — respondeu Bonacieux.

— Como se chama este senhor? — perguntou o comissário.

— Não posso dizer. Não o conheço.

— Como! Não o conhece?

— Não.

— Nunca o viu?

— Vi, mas não sei como se chama.

— Seu nome? — perguntou o comissário.

— Athos — respondeu o mosqueteiro.

— Mas esse não é nome de homem, é nome de montanha! — exclamou o pobre interrogador, que começava a perder a cabeça.

— É meu nome — disse tranquilamente Athos.

— Mas disse chamar-se d’Artagnan.

— Eu?

— Sim, o senhor.

— Isto é, disseram-me: “O senhor é o sr. d’Artagnan?” Respondi: “Acreditam?” Meus guardas exclamaram que tinham certeza. Não quis contrariá-los. Além disso, eu podia estar enganado.

— Senhor, insulta a majestade da justiça.

— De modo algum — fez tranquilamente Athos.

— O senhor é o sr. d’Artagnan.

— Vê que torna a dizer isso.

— Mas — exclamou por sua vez o sr. Bonacieux —, digo-lhe, senhor comissário, que não há um instante de dúvida. O sr. d’Artagnan é meu inquilino e, por conseguinte, embora não pague os aluguéis, e justamente até por isso, devo conhecê-lo. O sr. d’Artagnan é um jovem de dezenove ou vinte anos, no máximo, e este senhor tem ao menos trinta. O sr. d’Artagnan está nos guardas do sr. des Essarts, e este senhor pertence à companhia de mosqueteiros do sr. de Tréville. Veja o uniforme, senhor comissário, veja o uniforme.

— É verdade — murmurou o comissário. — Por Deus, é verdade.

Nesse momento, a porta abriu-se vivamente, e um mensageiro, introduzido por um dos carcereiros da Bastilha, entregou uma carta ao comissário.

— Oh, infeliz! — exclamou o comissário.

— Como? O que diz? De quem fala? Espero que não seja de minha mulher!

— Ao contrário, é dela. Seu caso vai bem, vamos.

— Ora — exclamou o comerciante, exasperado —, faça-me o favor de dizer, senhor, como meu caso pode piorar pelo que minha mulher faz enquanto estou preso!

— Porque o que ela faz é continuação de um plano combinado entre os dois, um plano infernal!

— Juro-lhe, senhor comissário, que está no mais profundo erro. Não sei absolutamente nada do que minha mulher devia fazer. Sou inteiramente estranho ao que fez e, se fez tolices, eu a renego, desminto e amaldiçoo.

— Ora — disse Athos ao comissário —, se não precisa mais de mim, mande-me para algum lugar. Seu sr. Bonacieux é muito tedioso.

— Reconduzam os prisioneiros às masmorras — disse o comissário, indicando com o mesmo gesto Athos e Bonacieux —, e que sejam guardados com mais severidade que nunca.

— Contudo — disse Athos com a calma habitual —, se é com o sr. d’Artagnan que tem assunto, não vejo muito bem como posso substituí-lo.

— Façam o que disse! — exclamou o comissário. — E segredo absoluto, ouviram?

Athos seguiu os guardas encolhendo os ombros, e o sr. Bonacieux soltando lamentações capazes de partir o coração de um tigre.

Reconduziram o comerciante à mesma masmorra onde passara a noite e deixaram-no ali durante todo o dia. Durante todo o dia, Bonacieux chorou como verdadeiro comerciante, não sendo de modo algum homem de espada, como ele próprio já nos disse.

À noite, por volta das nove horas, no momento em que se decidia a deitar-se, ouviu passos no corredor. Os passos aproximaram-se da masmorra, a porta abriu-se e guardas apareceram.

— Siga-me — disse um oficial que vinha atrás deles.

— Segui-lo! — exclamou Bonacieux. — Segui-lo a esta hora! E para onde, meu Deus?

— Para onde temos ordem de conduzi-lo.

— Isso não é resposta.

— É, no entanto, a única que podemos dar.

— Meu Deus, meu Deus! — murmurou o pobre comerciante. — Desta vez estou perdido!

Seguiu maquinalmente, sem resistência, os guardas que vinham buscá-lo.

Tomou o mesmo corredor que já percorrera, atravessou um primeiro pátio, depois um segundo corpo de edifício. Enfim, à porta do pátio de entrada, encontrou uma carruagem cercada por quatro guardas a cavalo. Fizeram-no subir, o oficial colocou-se junto dele, fecharam a portinhola à chave, e ambos se encontraram numa prisão ambulante.

A carruagem pôs-se em movimento, lenta como carro fúnebre. Através da grade fechada a cadeado, o prisioneiro via as casas e o calçamento, nada mais. Mas, verdadeiro parisiense, Bonacieux reconhecia cada rua pelos marcos, placas e lampiões. No momento de chegar a Saint-Paul, lugar onde eram executados os condenados da Bastilha, quase desmaiou e fez duas vezes o sinal da cruz. Pensara que a carruagem pararia ali. A carruagem, porém, continuou.

Mais adiante, novo grande terror o tomou, ao passar junto ao cemitério Saint-Jean, onde enterravam os criminosos de Estado. Uma única coisa o tranquilizou um pouco: antes de enterrá-los, normalmente cortavam-lhes a cabeça, e a sua ainda estava sobre os ombros. Mas, quando viu a carruagem tomar o caminho da Grève, percebeu os telhados pontudos do Hôtel de Ville e a carruagem entrar sob a arcada, julgou que tudo acabara para ele, quis confessar-se ao oficial e, diante da recusa, soltou gritos tão lamentáveis que o homem anunciou que, se continuasse a ensurdecê-lo daquela maneira, colocaria uma mordaça.

A ameaça tranquilizou um pouco Bonacieux. Se devessem executá-lo na Grève, não valia a pena amordaçá-lo, já que quase chegavam ao lugar da execução. De fato, a carruagem atravessou a praça fatal sem parar. Só restava temer a Croix-du-Trahoir. A carruagem tomou justamente esse caminho.

Dessa vez, já não havia dúvida. Era na Croix-du-Trahoir que executavam os criminosos subalternos. Bonacieux lisonjeara-se julgando-se digno de Saint-Paul ou da praça de Grève. Era na Croix-du-Trahoir que terminariam sua viagem e seu destino! Ainda não podia ver a infeliz cruz, mas de alguma forma sentia que ela vinha a seu encontro. Quando estava a apenas vinte passos, ouviu um rumor e a carruagem parou. Era mais do que o pobre Bonacieux podia suportar, já esmagado pelas emoções sucessivas. Soltou um gemido fraco, que poderia ser tomado pelo último suspiro de um moribundo, e desmaiou.

Os Três Mosqueteiros

Sinopse

Tradução brasileira de Os Três Mosqueteiros, romance de aventura de Alexandre Dumas sobre honra, amizade, intriga política e duelos na França do século XVII. Edição consolidada pelo projeto Literunico / Copa.

Os Três Mosqueteiros

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Ir para o carrinho
Mercado de Os Três Mosqueteiros

Leve um fragmento deste universo

Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.

Nenhum livro físico está disponível neste universo.
Relíquias da Obra

Adquira Relíquias da Obra e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!

Aguardando Aprovação do Autor
Aguardando grupo autoral Os Três Mosqueteiros Escolha uma Relíquia e envie uma proposta de aquisição, mesmo antes da ativação.
100Relíquias
0Titulares
0 Passagens
Central de RelíquiasDescubra coleções de outros universos e obras.
ver todas
Capítulo 14 carregado no app · 1 livro conectado 1/1
Abrir leitor completo

Capítulos disponíveis para continuar a leitura.

Capítulos de Os Três Mosqueteiros

Capa de Os Três Mosqueteiros
Continue a leitura Capítulo XIII — O sr. Bonacieux Capítulo 14 · 14 de 69 · ≈ 15 min
Todos os capítulos 69 disponíveis

Donos de Relíquias

0 titulares

Nenhuma Relíquia desta obra foi adquirida ainda. Seja o primeiro a eternizar seu nome no acervo oficial!

Conhecer as 100 Relíquias

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Entrar para resenhar

Posses do livro

0 Leitores com posse
0 Unidades registradas

Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.

Adicionais do Universo

Visual ClássicoAbra a leitura editorial, no estilo de uma página de livro
ler
Visual AuroraApresentação imersiva do universo da obra
abrir