Leia agora
Os Três Mosqueteiros

Universo da obra

Os Três Mosqueteiros

Capítulo 15 · Os Três Mosqueteiros

Capítulo XIV — O homem de Meung

15 de 69 ≈ 18 min de leitura

Capítulo XIV — O homem de Meung

Aquela aglomeração não era causada pela expectativa de um homem que seria enforcado, mas pela contemplação de um enforcado.

A carruagem, depois de parar por um instante, retomou a marcha, atravessou a multidão, continuou o caminho, entrou na rua Saint-Honoré, dobrou na rua des Bons-Enfants e deteve-se diante de uma porta baixa.

A porta se abriu. Dois guardas receberam Bonacieux nos braços, sustentado pelo oficial de justiça; empurraram-no por um corredor, fizeram-no subir uma escada e o depositaram numa antecâmara.

Todos esses movimentos se haviam realizado para ele de maneira mecânica.

Caminhara como se caminha em sonho; entrevira os objetos através de uma névoa; seus ouvidos tinham percebido sons sem compreendê-los. Poderiam tê-lo executado naquele momento, e ele não teria feito um gesto para se defender nem soltado um grito para implorar piedade.

Permaneceu, portanto, sentado no banco, com as costas apoiadas na parede e os braços pendentes, exatamente no lugar onde os guardas o haviam deixado.

Entretanto, ao olhar em torno e não ver nenhum objeto ameaçador, ao notar que nada indicava que corresse perigo real, que o banco era convenientemente acolchoado, que a parede estava revestida de belo couro de Córdoba e que grandes cortinas de damasco vermelho flutuavam diante da janela, presas por cordões de ouro, começou pouco a pouco a compreender que seu medo era exagerado. Pôs-se então a mover a cabeça para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo.

Como ninguém se opôs a esse movimento, recuperou um pouco de coragem e arriscou recolher uma perna, depois a outra. Por fim, apoiando-se nas duas mãos, ergueu-se do banco e ficou de pé.

Nesse momento, um oficial de boa aparência abriu uma porta, ainda trocou algumas palavras com uma pessoa que estava na sala vizinha e, voltando-se para o prisioneiro, perguntou:

— É o senhor que se chama Bonacieux?

— Sim, senhor oficial — balbuciou o armarinheiro, mais morto do que vivo. — Às suas ordens.

— Entre — disse o oficial.

E afastou-se para que o armarinheiro pudesse passar. Este obedeceu sem discutir e entrou no aposento onde, ao que parecia, já o esperavam.

Era um grande gabinete, de paredes cobertas por armas ofensivas e defensivas, fechado e abafado, no qual já ardia o fogo, embora mal se estivesse no fim de setembro. Uma mesa quadrada, coberta de livros e papéis, sobre os quais se desenrolava um imenso mapa da cidade de La Rochelle, ocupava o centro do aposento.

De pé diante da lareira estava um homem de estatura mediana, aspecto altivo e orgulhoso, olhos penetrantes, testa larga e rosto emagrecido, alongado ainda mais por uma barba em ponta, encimada por um par de bigodes. Embora tivesse apenas trinta e seis ou trinta e sete anos, os cabelos, os bigodes e a barba já começavam a grisalhar. Aquele homem, embora sem espada, tinha toda a aparência de um homem de guerra, e suas botas de couro de búfalo, ainda levemente cobertas de poeira, indicavam que cavalgara durante o dia.

Esse homem era Armand-Jean Duplessis, cardeal de Richelieu, não tal como costumam representá-lo, curvado como um velho, sofrendo como um mártir, o corpo alquebrado, a voz extinta, enterrado numa grande poltrona como num túmulo antecipado, vivendo apenas pela força do gênio e sustentando a luta contra a Europa unicamente pela aplicação incessante do pensamento, mas tal como realmente era naquela época: cavaleiro hábil e galante, já fraco de corpo, mas amparado por aquela força moral que fez dele um dos homens mais extraordinários que já existiram. Preparava-se, enfim, depois de ter sustentado o duque de Nevers em seu ducado de Mântua e tomado Nîmes, Castres e Uzès, para expulsar os ingleses da ilha de Ré e sitiar La Rochelle.

À primeira vista, portanto, nada denunciava o cardeal, e era impossível, para quem não conhecesse seu rosto, adivinhar diante de quem se encontrava.

O pobre armarinheiro permaneceu de pé junto à porta, enquanto os olhos do personagem que acabamos de descrever se fixavam nele e pareciam querer penetrar até o fundo de seu passado.

— É este o tal Bonacieux? — perguntou o homem, após um momento de silêncio.

— Sim, monsenhor — respondeu o oficial.

— Muito bem. Dê-me esses papéis e deixe-nos.

O oficial pegou sobre a mesa os papéis indicados, entregou-os a quem os pedira, inclinou-se até o chão e saiu.

Bonacieux reconheceu naqueles papéis os interrogatórios da Bastilha. De tempos em tempos, o homem junto à lareira erguia os olhos dos escritos e os mergulhava como dois punhais até o fundo do coração do pobre armarinheiro.

Ao fim de dez minutos de leitura e dez segundos de exame, o cardeal já formara sua opinião.

— Esta cabeça nunca conspirou — murmurou. — Mas não importa, vejamos até onde vai.

Depois disse lentamente:

— O senhor é acusado de alta traição.

— Foi o que já me disseram, monsenhor — exclamou Bonacieux, dando ao interrogador o título que ouvira o oficial empregar. — Mas juro que eu não sabia de nada.

O cardeal conteve um sorriso.

— O senhor conspirou com sua mulher, com a sra. de Chevreuse e com Milord duque de Buckingham.

— De fato, monsenhor — respondeu o armarinheiro —, ouvi minha mulher pronunciar todos esses nomes.

— E em que ocasião?

— Ela dizia que o cardeal de Richelieu atraíra o duque de Buckingham a Paris para perdê-lo e perder a rainha junto com ele.

— Ela dizia isso? — exclamou o cardeal com violência.

— Sim, monsenhor. Mas eu lhe disse que estava errada em sustentar semelhante conversa e que Sua Eminência era incapaz de...

— Cale-se, o senhor é um imbecil — interrompeu o cardeal.

— Foi exatamente o que minha mulher respondeu, monsenhor.

— Sabe quem raptou sua mulher?

— Não, monsenhor.

— Mas tem suspeitas?

— Sim, monsenhor. Só que essas suspeitas pareceram contrariar o senhor comissário, e já não as tenho.

— Sua mulher escapou. Sabia disso?

— Não, monsenhor. Soube depois que fui preso, e sempre por intermédio do senhor comissário, um homem muito amável!

O cardeal conteve um segundo sorriso.

— Então ignora o que aconteceu com sua mulher depois da fuga?

— Absolutamente, monsenhor. Mas ela deve ter voltado ao Louvre.

— À uma hora da manhã ainda não havia voltado.

— Ah, meu Deus! Mas então o que terá sido feito dela?

— Saberemos, fique tranquilo. Nada se esconde do cardeal. O cardeal sabe tudo.

— Nesse caso, monsenhor, acredita que o cardeal consentirá em me dizer o que aconteceu com minha mulher?

— Talvez. Mas primeiro é preciso que confesse tudo o que sabe sobre as relações de sua mulher com a sra. de Chevreuse.

— Mas, monsenhor, não sei nada. Nunca a vi.

— Quando ia buscar sua mulher no Louvre, ela voltava diretamente para casa?

— Quase nunca. Tinha negócios com comerciantes de tecidos, aos quais eu a acompanhava.

— E quantos eram esses comerciantes?

— Dois, monsenhor.

— Onde moravam?

— Um na rua de Vaugirard; o outro na rua de La Harpe.

— O senhor entrava com ela?

— Nunca, monsenhor. Esperava à porta.

— E que pretexto ela lhe dava para entrar sozinha?

— Nenhum. Dizia que eu esperasse, e eu esperava.

— O senhor é um marido complacente, meu caro sr. Bonacieux! — disse o cardeal.

“Ele me chama de meu caro senhor”, pensou o armarinheiro. “Ora essa! As coisas vão bem!”

— Reconheceria essas portas?

— Sim.

— Sabe os números?

— Sei.

— Quais são?

— Número 25, na rua de Vaugirard; número 75, na rua de La Harpe.

— Muito bem — disse o cardeal.

A essas palavras, pegou uma campainha de prata e tocou. O oficial tornou a entrar.

— Vá — disse ele em voz baixa — buscar Rochefort e mande-o vir imediatamente, caso já tenha voltado.

— O conde está aqui — respondeu o oficial. — Pede com insistência para falar com Vossa Eminência.

“Vossa Eminência!”, murmurou Bonacieux, que sabia ser esse o título habitualmente dado ao senhor cardeal. “Vossa Eminência!”

— Então que venha, que venha! — disse Richelieu vivamente.

O oficial lançou-se para fora do aposento com a rapidez que todos os servidores do cardeal costumavam empregar para obedecê-lo.

— Vossa Eminência! — repetia Bonacieux, arregalando os olhos perdidos.

Mal haviam decorrido cinco segundos desde a saída do oficial, quando a porta se abriu e um novo personagem entrou.

— É ele! — gritou Bonacieux.

— Ele quem? — perguntou o cardeal.

— O homem que raptou minha mulher.

O cardeal tocou a campainha uma segunda vez. O oficial reapareceu.

— Entregue este homem aos dois guardas e mande-o esperar até que eu o chame novamente.

— Não, monsenhor! Não é ele! — exclamou Bonacieux. — Eu me enganei. É outro que não se parece nada com ele! Este senhor é um homem honesto.

— Levem este imbecil! — ordenou o cardeal.

O oficial segurou Bonacieux pelo braço e o reconduziu à antecâmara, onde encontrou os dois guardas.

O novo personagem acompanhou Bonacieux com os olhos, impaciente, até que ele saísse. Assim que a porta se fechou, aproximou-se vivamente do cardeal.

— Eles se encontraram — disse.

— Quem? — perguntou Sua Eminência.

— Ela e ele.

— A rainha e o duque? — exclamou Richelieu.

— Sim.

— Onde?

— No Louvre.

— Tem certeza?

— Certeza absoluta.

— Quem lhe disse?

— A sra. de Lannoy, que é inteiramente devotada a Vossa Eminência, como sabe.

— Por que não disse antes?

— Por acaso ou desconfiança, a rainha mandou que a sra. de Fargis dormisse em seu quarto e a conservou consigo o dia inteiro.

— Muito bem. Fomos vencidos. Tratemos de obter a revanche.

— Eu o ajudarei de toda a alma, monsenhor, fique tranquilo.

— Como aconteceu?

— À meia-noite e meia, a rainha estava com suas damas...

— Onde?

— No quarto de dormir.

— Bem.

— Quando foram lhe entregar um lenço enviado por sua encarregada da rouparia...

— E depois?

— Imediatamente a rainha demonstrou grande agitação e, apesar do ruge que cobria seu rosto, empalideceu.

— Depois! Depois!

— Entretanto, levantou-se e disse com voz alterada: “Senhoras, esperem-me dez minutos. Já volto.” Abriu a porta da alcova e saiu.

— Por que a sra. de Lannoy não veio avisá-lo naquele mesmo instante?

— Ainda não havia nada de certo. Além disso, a rainha dissera: “Senhoras, esperem-me”, e ela não ousou desobedecer.

— E quanto tempo a rainha permaneceu fora do quarto?

— Três quartos de hora.

— Nenhuma das damas a acompanhou?

— Apenas doña Estefania.

— E depois ela voltou?

— Sim, mas apenas para pegar um pequeno cofre de pau-rosa com seu monograma e sair de novo imediatamente.

— E quando voltou mais tarde, trouxe o cofre?

— Não.

— A sra. de Lannoy sabia o que havia nele?

— Sabia: os alfinetes de diamantes que Sua Majestade deu à rainha.

— E ela voltou sem o cofre?

— Sim.

— A opinião da sra. de Lannoy é que ela os entregou a Buckingham?

— Ela tem certeza.

— Como?

— Durante o dia, a sra. de Lannoy, na qualidade de dama de toalete da rainha, procurou o cofre, mostrou-se inquieta por não encontrá-lo e acabou perguntando à rainha onde estava.

— E então a rainha...?

— A rainha ficou muito vermelha e respondeu que, tendo quebrado na véspera um dos alfinetes, o enviara ao ourives para consertar.

— É preciso ir até lá e verificar se é verdade.

— Já fui.

— E o ourives?

— O ourives não ouviu falar de nada.

— Muito bem! Muito bem, Rochefort, nem tudo está perdido e talvez... talvez tudo tenha acontecido para melhor!

— Na verdade, não duvido que o gênio de Vossa Eminência...

— Repare as tolices do meu agente, não é?

— Era exatamente o que eu ia dizer, se Vossa Eminência me tivesse deixado terminar.

— Agora, sabe onde se escondiam a duquesa de Chevreuse e o duque de Buckingham?

— Não, monsenhor. Meus homens não puderam me dizer nada de seguro a esse respeito.

— Eu sei.

— Vossa Eminência?

— Sim, ou pelo menos suspeito. Um estava na rua de Vaugirard, número 25, e o outro na rua de La Harpe, número 75.

— Vossa Eminência quer que eu mande prender os dois?

— Será tarde demais. Já terão partido.

— Não importa, podemos verificar.

— Leve dez homens da minha guarda e revistem as duas casas.

— Vou agora mesmo, monsenhor.

E Rochefort lançou-se para fora do aposento.

O cardeal, ficando sozinho, refletiu por um instante e tocou a campainha pela terceira vez.

O mesmo oficial reapareceu.

— Faça entrar o prisioneiro — disse o cardeal.

Mestre Bonacieux foi novamente introduzido, e, a um sinal do cardeal, o oficial se retirou.

— O senhor me enganou — disse o cardeal com severidade.

— Eu! — exclamou Bonacieux. — Eu enganar Vossa Eminência!

— Sua mulher, quando ia à rua de Vaugirard e à rua de La Harpe, não visitava comerciantes de tecidos.

— E onde ia, justo Deus?

— Ia à casa da duquesa de Chevreuse e à do duque de Buckingham.

— Sim — disse Bonacieux, remexendo as lembranças. — Sim, é isso. Vossa Eminência tem razão. Eu disse várias vezes a minha mulher que era estranho comerciantes de tecidos morarem em casas como aquelas, casas sem letreiros, e todas as vezes ela se punha a rir. Ah, monsenhor! — continuou Bonacieux, lançando-se aos pés de Sua Eminência. — Ah, como Vossa Eminência é realmente o cardeal, o grande cardeal, o homem de gênio que todos veneram!

Por mais medíocre que fosse o triunfo obtido sobre um ser tão vulgar quanto Bonacieux, o cardeal ainda assim o saboreou por um instante. Logo, porém, como se uma nova ideia lhe ocorresse, um sorriso vincou-lhe os lábios, e ele estendeu a mão ao armarinheiro.

— Levante-se, meu amigo — disse. — O senhor é um homem de bem.

— O cardeal tocou minha mão! Eu toquei a mão do grande homem! — exclamou Bonacieux. — O grande homem me chamou de amigo!

— Sim, meu amigo, sim — disse o cardeal naquele tom paternal que às vezes sabia assumir, mas que só enganava quem não o conhecia. — E, como o senhor foi injustamente suspeito, é preciso que receba uma indenização. Tome! Pegue esta bolsa de cem pistolas e perdoe-me.

— Que eu o perdoe, monsenhor! — disse Bonacieux, hesitando em pegar a bolsa, receoso de que aquela suposta dádiva fosse apenas uma brincadeira. — Mas Vossa Eminência tinha todo o direito de mandar me prender, de mandar me torturar, de mandar me enforcar. Vossa Eminência é o senhor, e eu não teria a menor palavra a dizer. Perdoá-lo, monsenhor! Ora, não pense nisso!

— Ah, meu caro sr. Bonacieux! Vejo que o senhor é generoso, e agradeço. Então aceita esta bolsa e vai embora sem estar demasiado descontente?

— Vou encantado, monsenhor.

— Adeus, então. Ou melhor, até breve, pois espero que tornemos a nos ver.

— Quando monsenhor quiser. Estou inteiramente às ordens de Sua Eminência.

— Será muitas vezes, fique tranquilo, pois achei sua conversa extremamente encantadora.

— Oh, monsenhor!

— Até breve, sr. Bonacieux, até breve.

E o cardeal fez-lhe um gesto com a mão, ao qual Bonacieux respondeu inclinando-se até o chão. Depois saiu andando para trás e, quando chegou à antecâmara, o cardeal o ouviu gritar, tomado de entusiasmo:

— Viva monsenhor! Viva Sua Eminência! Viva o grande cardeal!

O cardeal escutou sorrindo aquela brilhante manifestação dos sentimentos entusiásticos de mestre Bonacieux. Quando os gritos se perderam ao longe, disse:

— Muito bem. Eis, daqui em diante, um homem que se deixará matar por mim.

E o cardeal passou a examinar com a maior atenção o mapa de La Rochelle que, como dissemos, estava estendido sobre a mesa, traçando a lápis a linha por onde deveria passar o famoso dique que, dezoito meses mais tarde, fecharia o porto da cidade sitiada.

Estava no mais profundo de suas meditações estratégicas quando a porta se abriu de novo e Rochefort entrou.

— Então? — perguntou o cardeal vivamente, levantando-se com uma rapidez que demonstrava a importância que atribuía à missão confiada ao conde.

— Pois bem — respondeu este —, uma jovem de vinte e seis a vinte e oito anos e um homem de trinta e cinco a quarenta hospedaram-se de fato, uma durante quatro dias e o outro durante cinco, nas casas indicadas por Vossa Eminência. Mas a mulher partiu esta noite, e o homem, esta manhã.

— Eram eles! — exclamou o cardeal, olhando para o relógio. — E agora é tarde demais para mandar persegui-los. A duquesa está em Tours e o duque em Boulogne. É em Londres que será preciso alcançá-los.

— Quais são as ordens de Vossa Eminência?

— Nem uma palavra do que aconteceu. Que a rainha permaneça em perfeita segurança, que ignore que conhecemos seu segredo, que pense que estamos investigando uma conspiração qualquer. Mande-me o guarda-selos Séguier.

— E aquele homem, o que Vossa Eminência fez dele?

— Que homem? — perguntou o cardeal.

— Bonacieux.

— Fiz tudo o que era possível fazer dele. Transformei-o no espião da própria mulher.

O conde de Rochefort inclinou-se como quem reconhece a grande superioridade do mestre e retirou-se.

Sozinho, o cardeal tornou a sentar-se, escreveu uma carta, selou-a com seu sinete particular e tocou a campainha. O oficial entrou pela quarta vez.

— Mande chamar Vitray — disse — e diga-lhe que se prepare para uma viagem.

Um instante depois, o homem pedido estava diante dele, de botas e esporas.

— Vitray — disse o cardeal —, partirá a toda velocidade para Londres. Não se deterá um instante no caminho. Entregará esta carta a Milady. Aqui está uma ordem de pagamento de duzentas pistolas. Passe pelo meu tesoureiro e receba-as. Haverá outras tantas se estiver de volta em seis dias e tiver cumprido bem a missão.

O mensageiro, sem responder uma palavra, inclinou-se, pegou a carta, a ordem de duzentas pistolas e saiu.

Eis o que dizia a carta:

Milady,

Compareça ao primeiro baile em que estiver o duque de Buckingham. Ele terá no gibão doze alfinetes de diamantes. Aproxime-se dele e corte dois.

Assim que os alfinetes estiverem em seu poder, avise-me.

Os Três Mosqueteiros

Sinopse

Tradução brasileira de Os Três Mosqueteiros, romance de aventura de Alexandre Dumas sobre honra, amizade, intriga política e duelos na França do século XVII. Edição consolidada pelo projeto Literunico / Copa.

Os Três Mosqueteiros

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Ir para o carrinho
Mercado de Os Três Mosqueteiros

Leve um fragmento deste universo

Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.

Nenhum livro físico está disponível neste universo.
Relíquias da Obra

Adquira Relíquias da Obra e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!

Aguardando Aprovação do Autor
Aguardando grupo autoral Os Três Mosqueteiros Escolha uma Relíquia e envie uma proposta de aquisição, mesmo antes da ativação.
100Relíquias
0Titulares
0 Passagens
Central de RelíquiasDescubra coleções de outros universos e obras.
ver todas
Capítulo 15 carregado no app · 1 livro conectado 1/1
Abrir leitor completo

Capítulos disponíveis para continuar a leitura.

Capítulos de Os Três Mosqueteiros

Capa de Os Três Mosqueteiros
Continue a leitura Capítulo XIV — O homem de Meung Capítulo 15 · 15 de 69 · ≈ 18 min
Todos os capítulos 69 disponíveis

Donos de Relíquias

0 titulares

Nenhuma Relíquia desta obra foi adquirida ainda. Seja o primeiro a eternizar seu nome no acervo oficial!

Conhecer as 100 Relíquias

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Entrar para resenhar

Posses do livro

0 Leitores com posse
0 Unidades registradas

Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.

Adicionais do Universo

Visual ClássicoAbra a leitura editorial, no estilo de uma página de livro
ler
Visual AuroraApresentação imersiva do universo da obra
abrir