Sábado passado "presenciei" duas mortes. Recebi a ligação da minha mãe: minha avó, com 89 anos, tinha passado mal. Pensei imediatamente que tinha chegado a hora. Saí de casa para encontrar minha mãe, no caminho ela ligou de novo e disse que achava que era tarde, mas a SAMU tinha levado a vó para o hospital. No caminho pegamos um trecho de engarrafamento em um entroncamento que entra para o centro de Viamão. Logo entendemos o motivo ao ver uma caixa do Ifood estraçalhada em um canto, uma figura coberta no chão e um caminhão de concreto parado adiante. Chegamos ao hospital e, sim, minha avó partiu. Sem adoecer, sem sofrer, sem chegar a usar fralda, sem ficar acamada. Sentiu uma falta de ar e se foi. No atestado: parada cardíaca, causas naturais. Vi na internet quem era o motoqueiro. Tinha 47 anos, filhos e netos, entregador da Farmácia São João. Ele arrancou no retorno e o caminhão passou o sinal vermelho. No dia seguinte, o velório da minha vó foi no mesmo cemitério que o dele, na capela ao lado. Estamos todos tristes por perder quem amamos, mas estávamos serenos por saber que simplesmente chegou a hora, a natureza decidiu. Como é diferente quando a morte é assim, tão antinatural e violenta! Ontem pedi uma entrega do Ifood, Farmácia São João. A taxa para entrega rápida era de R$ 2,50. Já pensou a pressa dele? Morrer por esse valor? Enfim, lembrei aquele verso "morreu na contramão atrapalhando o sábado...".
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Tô igual uma senhorinha mexendo no site da Literunico
Apareceu uma manchinha vermelha no meu globo ocular e a amanhã, pelo visto, terei que marcar um oftamologista para ver o que é isso.
Boa noite! Bom fim de domingo para todos
O sistema do R$1,00 para quem fizer resenhas de autores cadastrados na plataforma está quase pronto!
#Desafio 277
#Desafio 239
Petição ao Desejo
Requeiro,
liminar,
que teu beijo
seja DEFERIDO.
Executado.
Cumprido.
Em
caráter
IRREVOGÁVEL
(assinado em suor).
Erga omnes.
Corpo,
alma,
LIBIDO.
(Em combustão)
Declaro
INCOMPETENTE
o juízo da razão.
Paixão:
transitada
em JULGADO.
Sem recurso.
Sem apelação.
Tua ausência:
CRIME INAFIANÇÁVEL
no peito rasgado
do meu peito
rasgado
do meu peito…
Ônus da prova?
Teu sorriso.
Produzido
em audiência íntima,
suspiro após suspiro,
gemido…
gemido…
Prova viva,
assinatura líquida,
carimbo do desejo.
Sentença:
AMOR VITALÍCIO
sem prescrição,
sem prazo,
sem súmula vinculante,
sem saída,
sem perdão.
SEM ABSOLVIÇÃO.
Sempre.
Jurisprudência única:
tua boca…
na minha…
na minha…
na minha…
NA MINHA…
Fim.
E ainda não acabou…
(Nunca acabará)
Crs Ribeiro
Petição ao Desejo
Requeiro,
liminar,
que teu beijo
seja DEFERIDO.
Executado.
Cumprido.
Em
caráter
IRREVOGÁVEL
(assinado em suor).
Erga omnes.
Corpo,
alma,
LIBIDO.
(Em combustão)
Declaro
INCOMPETENTE
o juízo da razão.
Paixão:
transitada
em JULGADO.
Sem recurso.
Sem apelação.
Tua ausência:
CRIME INAFIANÇÁVEL
no peito rasgado
do meu peito
rasgado
do meu peito…
Ônus da prova?
Teu sorriso.
Produzido
em audiência íntima,
suspiro após suspiro,
gemido…
gemido…
Prova viva,
assinatura líquida,
carimbo do desejo.
Sentença:
AMOR VITALÍCIO
sem prescrição,
sem prazo,
sem súmula vinculante,
sem saída,
sem perdão.
SEM ABSOLVIÇÃO.
Sempre.
Jurisprudência única:
tua boca…
na minha…
na minha…
na minha…
NA MINHA…
Fim.
E ainda não acabou…
(Nunca acabará)
Crs Ribeiro
#Desafio 224
*Por tudo que há de sagrado*
Aos poderes da água,
do vento, da alma…
Aos ventos intensos,
que bagunçam e acalmam…
Ao firmamento,
apelo sem pausa.
E por tudo que arde aqui dentro,
ergo meu protesto,
contra um sentimento,
que me toma e me arrasta.
Por tudo que penso sem querer,
que entrego ao desejo sem perceber…
Renego a mim mesma,
evitando o sofrer…
e sofro, botando tudo a perder.
Por tudo que há de sagrado,
não quero arder neste pecado!
Penso em partir, sem deixar rastro…
e penso também em ficar aqui
e ver como me saio.
Se ao menos a lua
atendesse meu recado?
Se os deuses me provessem a cura
para este coração desvairado?
Se o saber coubesse no conter,
e não pudesse ser transbordado!
Se existisse uma brecha
no tempo e espaço…
Aqui dentro,
iria viver com um coração libertado…
sem perder mais tempo,
contendo os sentimentos
mantendo-os guardados.
MarU
*Por tudo que há de sagrado*
Aos poderes da água,
do vento, da alma…
Aos ventos intensos,
que bagunçam e acalmam…
Ao firmamento,
apelo sem pausa.
E por tudo que arde aqui dentro,
ergo meu protesto,
contra um sentimento,
que me toma e me arrasta.
Por tudo que penso sem querer,
que entrego ao desejo sem perceber…
Renego a mim mesma,
evitando o sofrer…
e sofro, botando tudo a perder.
Por tudo que há de sagrado,
não quero arder neste pecado!
Penso em partir, sem deixar rastro…
e penso também em ficar aqui
e ver como me saio.
Se ao menos a lua
atendesse meu recado?
Se os deuses me provessem a cura
para este coração desvairado?
Se o saber coubesse no conter,
e não pudesse ser transbordado!
Se existisse uma brecha
no tempo e espaço…
Aqui dentro,
iria viver com um coração libertado…
sem perder mais tempo,
contendo os sentimentos
mantendo-os guardados.
MarU
#Desafio 222
*não nos meus sonhos*
Um pouco mais
do que pensa…
além da amizade,
contemplamento.
Admiração de verdade…
liberdade,
(mais do que mostro),
pensamentos.
E junto,
o medo de tomar liberdades
e bagunçar seus sentimentos.
Não devo,
não posso,
contenho.
Mas não em meus pensamentos,
não nos sonhos que invento…
Ali,
me entrego
e te tenho.
MarU
*não nos meus sonhos*
Um pouco mais
do que pensa…
além da amizade,
contemplamento.
Admiração de verdade…
liberdade,
(mais do que mostro),
pensamentos.
E junto,
o medo de tomar liberdades
e bagunçar seus sentimentos.
Não devo,
não posso,
contenho.
Mas não em meus pensamentos,
não nos sonhos que invento…
Ali,
me entrego
e te tenho.
MarU
Ela não tem começo.
Ela se faz meio.
Ela está além do fim.
E enfim...
arrebenta.
como ar na face,
como água na sede,
como calor na carne.
Seus abismos são meu lar.
Se um dia precisaram de escuridão,
hoje abrimos os braços
e seus olhos fazem voar.
E eu te encontro
na ribanceira do instante,
meu chão, meu espaço,
meu universo infinito.
Há um rio dentro dela:
de relâmpagos,
de vozes presas
que me atravessam
como flechas.
E eu?
sou sua barca em tormenta,
o corpo engolido,
o náufrago grato.
Na incandescência
do que não dói,
queima e cicatriza ao mesmo tempo.
Marca que não pede fuga,
fronteira que me dá raiz.
Ela me arrebata,
me toma,
me explode,
me implode.
E eu imploro que continue.
E tudo me absorve.
Chamar isso de amor?
Impossível.
É mais que nome.
É mais que palavra.
É fúria divina,
incêndio companheiro,
presente impossível.
No corpo:
um terremoto em câmera lenta.
Na alma:
um cortejo de erupções.
No silêncio:
a última música antes da próxima.
Eu, por escolha,
a celebro.
Não com flores,
mais que clichês...
No nosso sangue,
no futuro,
na eternidade da vida.
Pois ela merece
a imortalidade da Felicidade.
Ela se faz meio.
Ela está além do fim.
E enfim...
arrebenta.
como ar na face,
como água na sede,
como calor na carne.
Seus abismos são meu lar.
Se um dia precisaram de escuridão,
hoje abrimos os braços
e seus olhos fazem voar.
E eu te encontro
na ribanceira do instante,
meu chão, meu espaço,
meu universo infinito.
Há um rio dentro dela:
de relâmpagos,
de vozes presas
que me atravessam
como flechas.
E eu?
sou sua barca em tormenta,
o corpo engolido,
o náufrago grato.
Na incandescência
do que não dói,
queima e cicatriza ao mesmo tempo.
Marca que não pede fuga,
fronteira que me dá raiz.
Ela me arrebata,
me toma,
me explode,
me implode.
E eu imploro que continue.
E tudo me absorve.
Chamar isso de amor?
Impossível.
É mais que nome.
É mais que palavra.
É fúria divina,
incêndio companheiro,
presente impossível.
No corpo:
um terremoto em câmera lenta.
Na alma:
um cortejo de erupções.
No silêncio:
a última música antes da próxima.
Eu, por escolha,
a celebro.
Não com flores,
mais que clichês...
No nosso sangue,
no futuro,
na eternidade da vida.
Pois ela merece
a imortalidade da Felicidade.