#Desafio 017
#
Na parede
te encosto,
apalpo
teu peito,
teu dorso.
Lambo o pescoço,
a orelha.
Em cada curva,
me perco,
me acho.
Te esfrego,
me viro
de costas.
Rebolo,
teço labirintos
de pele.
Minhas mãos,
teus desejos;
tuas mãos,
meus segredos.
Eu gemo,
eu arquejo
e desço.
Tão duro:
beijo,
chupo,
devoro
o instante,
cruel e sagrado.
Te puxo
pra cama,
o olhar
(tão sacana!),
sem dó
nem poema.
Me ofereço:
banquete.
Coma,
até que a volúpia
(fera solta),
se espalhe,
se perca,
desafie o limite
e regurgite
o que não tem
nem jeito
de aquietar.
Crs Ribeiro
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Banho Premium
Tiro a roupa,
Num ritual sacro.
Solto os cabelos
Para lavá-los.
Afago minha pele,
Em frente ao espelho.
Apalpo meu corpo,
Sinto meus seios.
Cansada, esbravejo
Mentalmente contra
o que vejo.
Mas, sigo pro banho,
Preciso do meu asseio.
Ligo o chuveiro,
Molho o corpo todo primeiro.
Meus cabelos, molhados
Ultrapassam a cintura,
Em comprimento.
Ensaboada e nua,
Enquanto o creme
Faz efeito,
Relaxo com a duchinha
Apontada para o meu grelo.
Relaxa e goza, minha amiga!
“Isso sim é um banho premium”.
MarU
#
Tiro a roupa,
Num ritual sacro.
Solto os cabelos
Para lavá-los.
Afago minha pele,
Em frente ao espelho.
Apalpo meu corpo,
Sinto meus seios.
Cansada, esbravejo
Mentalmente contra
o que vejo.
Mas, sigo pro banho,
Preciso do meu asseio.
Ligo o chuveiro,
Molho o corpo todo primeiro.
Meus cabelos, molhados
Ultrapassam a cintura,
Em comprimento.
Ensaboada e nua,
Enquanto o creme
Faz efeito,
Relaxo com a duchinha
Apontada para o meu grelo.
Relaxa e goza, minha amiga!
“Isso sim é um banho premium”.
MarU
#
Em um de seus tantos encontros
ao horizonte,
o Céu suspirou ao Mar:
"Sua profundidade me encanta!
Bela, misteriosa, escura...
Gostaria muito de a alcançar!"
Com ondas verdes
roçando sua tez azul,
o Mar marolou ao Céu:
"A vastidão pode ser mesmo
uma maldição...
Não vês?
Estou contido,
meu contentor escondido,
não posso crescer a não ser em você!
Mas a ti, que mostra menos que eu,
a ti que ninguém sequer compreendeu
e achas que sou profundo na escuridão?
Minhas gotas percorreram tua solitude.
Minhas chuvas caíram, voaram, e sabem
que 'profundo' é rasa palavra
a quem contempla a infinitude!
Escuro! És mais!
E frio, e imenso, misterioso.
Deverias olhar mais para trás
e para si também
e decerto perceberás
que sou gota imponente
ao comando do que nem imagino estar além!
Sou limitado, e esta é minha beleza.
Reflito-te, é minha natureza!
Somos parecidos, tão diferentes!
Mas aqui ao horizonte somos convergentes
e podes molhar-te em mim
e posso contemplar-me a ti
e nosso amor cresce forte".
Retornando ao amado
algumas gotas de liberdade,
o Céu o envolve mais perto
no abraço apaixonado
de mais um fim de tarde:
"Sim. Temos sorte."
Tons de vermelho carmim
indicam o dia em desenlace.
O albatroz sorri.
O sol se põe.
O amor renasce.
Alberto Busquets.
#Desafio 015
ao horizonte,
o Céu suspirou ao Mar:
"Sua profundidade me encanta!
Bela, misteriosa, escura...
Gostaria muito de a alcançar!"
Com ondas verdes
roçando sua tez azul,
o Mar marolou ao Céu:
"A vastidão pode ser mesmo
uma maldição...
Não vês?
Estou contido,
meu contentor escondido,
não posso crescer a não ser em você!
Mas a ti, que mostra menos que eu,
a ti que ninguém sequer compreendeu
e achas que sou profundo na escuridão?
Minhas gotas percorreram tua solitude.
Minhas chuvas caíram, voaram, e sabem
que 'profundo' é rasa palavra
a quem contempla a infinitude!
Escuro! És mais!
E frio, e imenso, misterioso.
Deverias olhar mais para trás
e para si também
e decerto perceberás
que sou gota imponente
ao comando do que nem imagino estar além!
Sou limitado, e esta é minha beleza.
Reflito-te, é minha natureza!
Somos parecidos, tão diferentes!
Mas aqui ao horizonte somos convergentes
e podes molhar-te em mim
e posso contemplar-me a ti
e nosso amor cresce forte".
Retornando ao amado
algumas gotas de liberdade,
o Céu o envolve mais perto
no abraço apaixonado
de mais um fim de tarde:
"Sim. Temos sorte."
Tons de vermelho carmim
indicam o dia em desenlace.
O albatroz sorri.
O sol se põe.
O amor renasce.
Alberto Busquets.
#Desafio 015
E a Campanha para a nova versão do Livro da
@eliz_leao de forma tradicional para versão física:
Abrir link
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Indigna
Ardendo por dentro,
Ferida não sara.
Remédio não alivia,
Na verdade, estraga.
Melhor, se pudesse
Voltar no tempo!
Evitar perder a calma,
Ferir minha alma,
Matar meu sentimento.
Ainda não sei
Se serei capaz
De te esquecer!
Ou apagar da mente
Tudo que me fez sofrer.
Falei em matar
E também em morrer,
Mas, na verdade,
Minha alma está buscando
De onde tirar forças
Para continuar a viver.
Se sobreviverei ao sacrilégio?
Ainda não sei, talvez seja tarde.
Mas, não me entregarei
Neste momento
À tal desalento,
Não sem resgatar
Minha dignidade.
Até lá, eu aguento!
MarU
Ardendo por dentro,
Ferida não sara.
Remédio não alivia,
Na verdade, estraga.
Melhor, se pudesse
Voltar no tempo!
Evitar perder a calma,
Ferir minha alma,
Matar meu sentimento.
Ainda não sei
Se serei capaz
De te esquecer!
Ou apagar da mente
Tudo que me fez sofrer.
Falei em matar
E também em morrer,
Mas, na verdade,
Minha alma está buscando
De onde tirar forças
Para continuar a viver.
Se sobreviverei ao sacrilégio?
Ainda não sei, talvez seja tarde.
Mas, não me entregarei
Neste momento
À tal desalento,
Não sem resgatar
Minha dignidade.
Até lá, eu aguento!
MarU
#Desafio 011
Tormento
amor atento,
sereno,
não perde o prumo.
seguro,
descortina o mundo,
me quer voar.
livre,
quero ficar,
marca indelével
na pele
a te tatuar.
amor tanto,
transborda,
pelos olhos escapa:
emoção nua.
não me aprisionas
contemplas-me inteira:
não tua,
me queres minha.
Eu? tua!
de toda maneira.
Crs Ribeiro.
#Desafio 011
Tormento
amor atento,
sereno,
não perde o prumo.
seguro,
descortina o mundo,
me quer voar.
livre,
quero ficar,
marca indelével
na pele
a te tatuar.
amor tanto,
transborda,
pelos olhos escapa:
emoção nua.
não me aprisionas
contemplas-me inteira:
não tua,
me queres minha.
Eu? tua!
de toda maneira.
Crs Ribeiro.
#Desafio 011
Os momentos se sobrepõem
Enquanto aguardo nossa sobreposição
Suposição
Entre o pondo e o dispondo
Entre a língua e a mão
O cheiro que faz até
Perder a respiração
Afogado na sua excitação
Se fecho os olhos sonho
Com o que enxergo
Quando abro
Você ao meio
Por inteiro
Dentro e fora
Te pertenço
Intenso
O sobe e desce
Nos recompõem
Na entrega
É o que nos espera.
Despidos...
Eder B. Jr.
#
Enquanto aguardo nossa sobreposição
Suposição
Entre o pondo e o dispondo
Entre a língua e a mão
O cheiro que faz até
Perder a respiração
Afogado na sua excitação
Se fecho os olhos sonho
Com o que enxergo
Quando abro
Você ao meio
Por inteiro
Dentro e fora
Te pertenço
Intenso
O sobe e desce
Nos recompõem
Na entrega
É o que nos espera.
Despidos...
Eder B. Jr.
#
Ela caminha descalça.
Seus pés já conhecem
o pavimento.
Ela caminha
com o coração
atravessado na garganta,
e no peito uma canção
de destroçados sentimentos...
Ela caminha linda.
Pé-ante-pé de quem sabe
que a majestade advinda
não se compra,
nem se engana,
nem se cria.
É chuva que encharca os sentidos.
É pra poucos, que se igualam
esbaldando-se loucos
na água fria.
E o caminhar decidido
é seu grito contido
de não saber qual horizonte
buscar;
Mas sabe que o caminho em frente
será pavimentado diferente:
plantando carinhosamente
cada pedra-semente
recebidas em lições
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 011
Seus pés já conhecem
o pavimento.
Ela caminha
com o coração
atravessado na garganta,
e no peito uma canção
de destroçados sentimentos...
Ela caminha linda.
Pé-ante-pé de quem sabe
que a majestade advinda
não se compra,
nem se engana,
nem se cria.
É chuva que encharca os sentidos.
É pra poucos, que se igualam
esbaldando-se loucos
na água fria.
E o caminhar decidido
é seu grito contido
de não saber qual horizonte
buscar;
Mas sabe que o caminho em frente
será pavimentado diferente:
plantando carinhosamente
cada pedra-semente
recebidas em lições
de amar.
Alberto Busquets.
#Desafio 011
#Desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
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À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
Não há poema que explique
aquilo que se negou a ser
o mistério a dúvida o vazio
não houve não foi não deu
até o último dia fica o registro
aqueles dois não se tocaram
não dançaram não se viram
esse tango silencioso ninguém viu
Edu Liguori
aquilo que se negou a ser
o mistério a dúvida o vazio
não houve não foi não deu
até o último dia fica o registro
aqueles dois não se tocaram
não dançaram não se viram
esse tango silencioso ninguém viu
Edu Liguori