Voe como os ventos, que cortam os mares, Singrando as marés, soprando velas. Voe nas asas do beija-flor, tão rápido quanto, Enquanto brinca de ser delicadeza. Voe, nos lábios de um marinheiro que assovia, cantando sua música favorita, no balanço do mar. Voe, como as nuvens no céu cinzento, procurando um vislumbre de sol. Voe como um filhote de águia, que salta do pico nevado mais alto, em busca da alegria e da imensidão, que lhe representa a liberdade.
Eliz Leão
Fly like the winds that cut through the seas, Sailing the tides, blowing out the sails. Fly on the wings of the hummingbird, as fast as, While playing at being delicate. Fly on the lips of a sailor who whistles, singing his favorite song, in the swaying of the sea. Fly like the clouds in the gray sky, looking for a glimpse of sun. Fly like a baby eagle, that jumps from the highest snowy peak, in search of joy and immensity, that represents freedom.
Desnude a alma. Ninguém te escuta, Quando as portas e janelas Fechadas, escondem você. Ninguém te vê. Seja. Intempérie ou calmaria. Somos feitos de tristezas e alegrias. Por isso, desnude. Reconheça seu verdadeiro eu. Pois às vezes, você se esconde tanto dos outros, que se perdeu. Tua alma, não floresceu? Floresça e deixe outras flores, Se enxergarem, no perfume que é só teu.
O cego, vive de ilusões Num castelo cheio de nada, Onde as paredes flutuam, Presas ao chão da imaginação.
Imaginação, que idealiza, Engana e faz doer, Quando a alma sente, Que não há nada ali, para ver.
E quando o sol se põe, Das colinas e montanhas, Se vê, as consequências Do baixar a guarda.
Desolado, o visionário, tenso Caminha por escombros, Daquilo que ele mesmo construiu, No vórtice sem sentido da esperança.
Morreu ali, todas as suas ilusões. A docilidade se findou, À exaustão, se entrega, Inapto.
E só espera que a paralisia, O deixe, para que possa voar, Por entre as nuvens, de vento, Que o leve a recomeçar, desta vez, Em suas próprias bases, Pois só nessas, ele pode confiar.
Eu te amo, até que tudo que conhecemos nesta vida, como certo, imutável, vire pó. Eu te amo, até que minhas memórias, de quem você é, deixem de existir. Eu te amo, até que todas as palavras que você me dedicou, se percam, nas dobras incontestáveis do tempo. Eu te amo, até que, quem sabe um dia, nossa existência, seja medida apenas pelo tanto de amor, que podemos dar. Eu te amo, mesmo, que apesar de tudo, seu amor, deixe de ser eu.
Vejo a vida em cores, Mesmo e apesar das dores, Somos seres não lineares. Não temos constância. Mas vejo você em cores. Vejo a luz do teu olhar, Ao encontrar soluções. O sorriso dos teus lábios, Ao contentar-se. Vejo, o toque das suas mãos, No dia a dia, ao me agradar. Vejo. Te sinto. Inteiro . A luz e a cor dos meus dias. Por sua culpa, te vejo intenso, Propenso, Baseado em bom senso. Colore mesmo sem querer, Mesmo por querer. Tudo que faz, Tudo que quer, Tudo que vive, você é... Vida! Minha vida!
Nós, mulheres que saíram da maldita caverna, Vimos o mundo, galgamos a montanha, Nosso olhar vai longe, as vendas caíram, Nossos pés e braços estão livres, as algemas quebraram, Abriremos os olhos daquelas que ainda se submetem, e das que virão. Nunca mais, nos queimarão! Somos mais da metade do mundo, nós somos o mundo, Somos a força na multidão !