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Deixe se levar pelas emoções,
São elas que te dão o norte e o sul.
Seja intempéries,
E calmaria.
Seja!
Não sufoque a humanidade.
Onde há sofrimento,
Que se faça ouvir a revolta.
Onde há amor,
Que se ouçam declarações.
Sou feita de turbulência e vôo calmo,
Sorrisos e lágrimas.
Sou.
Sempre serei, a mais pura essência,
Daquilo que você,
Cultivar em mim.
Eliz Leão
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Tudo é teu
Quando me olha,
Teu olhar sombreado, pelos cílios espessos
Esperando
Querendo
E conquista,
Eu confesso.
Sou dona do meu ser, mas você se tornou
Parte de minha alma,
A que que desliza, sorrateiramente
Pela primeira vez, em meus pensamentos mais profundos
Tudo é teu,
Quando me toca
Mesmo sem me me tocar
Fisicamente
Enquanto tuas palavras pintam o papel e completam os meus mais intensos desejos.
Sobre como ficamos bem juntos
Nus, um sobre o outro
Desvendando o Kama Sutra.
Eliz Leão
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Delicadamente, sua pele me ensina, qual o sabor do teu gosto.
Quando minha língua molhada, quente, faminta,
Toca
Aquece
Entumece
Num arrepio desejoso
E no toque dos lábios.
Sinta, eu sinto.
O vapor da minha respiração
Quando sopra as penugens
Que cobre a pele desejada
Amada
Suada
Querendo
Cada suspiro,
Entrecorta meu respirar
Transbordante do teu
Prazer
Incendeia
Regozija
Meu ser, teu ser
Somos, completos
Plenos de gozo e sentir.
Eliz Leão
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A poesia brinca entre a alma do poeta e a imaginação do leitor
Eliz Leão
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Ele traça suas poesias, como se elas brincassem de tatuador, e marcassem minha pele, em tinta e agulha.
Usa cores coloridas, porque sempre que fala de mim, ele vê multi cores.
Seus olhos passeiam pelas letras como adoram as curvas do meu quadril.
Suas mãos acariciando as folhas, assim como tocam minha pele.
E ele derrete, se perde nas palavras, transpondo os meus detalhes.
O brilho do meus olhos, servem pra iluminar seu sorriso.
Ao findar do dia, descansa a pena, os olhos e a alma, descrita, no calor dos meus braços.
Eliz Leão
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Ele me amou em silêncio
Por tantos dias...
Meses.
Sem me falar uma única palavra,
Ele apenas me olhava viver,
Me incentivava a ser,
Sem nunca, nada esperar.
Sorria, quando me via sorrir
E me dava o ombro, o colo e os ouvidos,
Pacientemente,
Quando eu precisava chorar.
Me entendeu, estendeu a mão.
Me trouxe um pouco de si mesmo, a cada opinião.
Sem nunca, nunca me influenciar sobre qualquer coisa que fosse.
Minhas opiniões, eu mantinha, intactas, seladas e comprovadas, com minha própria experiência de vida.
Não que eu não quisesse mudar, mas entenda, eu já tinha idade suficiente, para não mais acreditar.
Principalmente no amor.
E certo dia, já tenso pelo que sentia, ele se abriu, e eu me fechei.
Me fechei para o que ele havia me confessado, sem pretensão de pensar, imaginar sequer, qualquer coisa em troca.
Foram três dias.
Foram mais de mil palavras.
Se desculpando, se culpando, tentando se redimir, da dor que me causou, tentando me rever.
Tentando voltar a me sentir.
Eu lia, chorava, me afastava. Trabalhava, mal comia, e ansiava.
Por ele.
E eu chorei, me afastei e sofri.
Não queria amar, não sabia ser amada. Não mais. Nunca fui, o que mudaria, agora?
Então, aos poucos, meu coração entendeu, que eu só sofria, pela simples ideia de que eu o amava.
E eu o amava. E eu queria viver esse amor, saber o sabor de ser amada!
O amo até hoje. Ele me ama cada dia mais e todos os dias, é exatamente igual a quando começamos a namorar. Mas o amor, ah, esse amor, é tão imenso, eu já nem sei onde ele começa, e onde termina, o meu eu.
Eliz Leão
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Entre dois mundos
Nosso universo
Se faz, e refaz em sua órbitas
De bilhões de estrelas
Poeira vermelha
É no encontro elíptico
Do eletromagnetismo que nos sustenta
O beijo
E me tira a gravidade
O chão se torna tão longe
E nos braços de um cometa
Eu vou ao seu encontro
Trilhando o percurso
Do seu periélio
Me afasto do frio
Interestelar e amorosamente
Gravitacionando ao seu redor.
Somos dois mundos,
Ou você é meu sol?
Eliz Leão
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Toque a toque
Seus dedos errantes,
Sábios, constantes,
Traçam, memorizam,
De olhos fechados
Aquilo que já sabe
Já viu
Os contornos
Vales e montanhas
Carne quente, desejosa
A saliva da boca
Entreaberta
Em busca
Do ar
Do teu cheiro
Até que seu desejo
Esteja, duro, ereto
Na linha do olhar
Desliza como cetim
Mas quente
É minha língua
Que te aconchega
E lambe
O gozo
E sorve, garganta abaixo
A sua loucura
Por meu prazer.
Eliz Leão
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Pura,
Livre,
Alheia a cercados,
Muros, dos mais altos,
Resistência em vida,
Ciclo regenerador,
Tensionando os músculos
Pressionando, liberando,
Necessária,
Ela brilha,
Corpos nus
Delira
Lábios, mente,
Sincronicamente
Encantados
Destilam murmúrios,
À ebulição,
Como canto de sereia
Seu olhar, tão sexy
Inocentemente alheia
Braços elevados,
Prazenteira
Olhos apertados
No ápice,
Incendeia.
Eliz Leão
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