Estarei publicando meus desenhos aqui no Literunico, começando por essa arte, que é a nova versão de um desenho que fiz em papel lá em 2010. Quem me conhece há mais tempo sabe que eu sou muito obcecada pelo queridinho da dona Square Enix. Espero que curtam os meus desenhos!
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Achei-me grande
sempre achei-me especial
podia crer que era diferente
me via como dedicado valente
granito mármore rocha estante
uma ilusão perene a sempre rio
entre as margens pão cão são não
achei-me grande que engano cruel
entre o mel o leite o fruto o dia o sol
quantas variáveis fixas contradição e pó
sem sentido a formiga dizia em sua língua
pequeno minúsculo só enganado morto e fim
Edu Liguori
sempre achei-me especial
podia crer que era diferente
me via como dedicado valente
granito mármore rocha estante
uma ilusão perene a sempre rio
entre as margens pão cão são não
achei-me grande que engano cruel
entre o mel o leite o fruto o dia o sol
quantas variáveis fixas contradição e pó
sem sentido a formiga dizia em sua língua
pequeno minúsculo só enganado morto e fim
Edu Liguori
#Desafio 146
*Sonhadora*
Me deixa
sonhar com você?
Em meus sonhos,
posso ser
quem quiser ser.
Te ter
ao alcance
das minhas mãos,
tocar seus lábios
e coração.
Passear pelos pelos,
detalhes e traços…
sentir seus dedos
nos meus cabelos
enrolados.
Olhar nos seus olhos
sem culpa…
colar meu corpo em você,
num abraço
completamente nua.
Me envolver
de verdade,
sem controlar
a vontade.
Ser só sua,
e sentir você
inteiro meu.
Em meus sonhos…
Ou nos seus?
MarU
*Sonhadora*
Me deixa
sonhar com você?
Em meus sonhos,
posso ser
quem quiser ser.
Te ter
ao alcance
das minhas mãos,
tocar seus lábios
e coração.
Passear pelos pelos,
detalhes e traços…
sentir seus dedos
nos meus cabelos
enrolados.
Olhar nos seus olhos
sem culpa…
colar meu corpo em você,
num abraço
completamente nua.
Me envolver
de verdade,
sem controlar
a vontade.
Ser só sua,
e sentir você
inteiro meu.
Em meus sonhos…
Ou nos seus?
MarU
#Desafio145
Em Trânsito
Nunca
os vi.
Nunca.
Mas
nos lemos
por dentro.
Nos salvamos
em madrugadas tortas,
sem toque,
sem rosto.
Presença que atravessa,
não é tela.
É
pele.
Agora
vou.
A estrada:
rito.
Travessia para
tornar
carne
o que já
era
coração.
Urgência
do
tato.
fim
de
exílio,
fome
de
abraço,
olho
no
olho.
Suor.
Riso.
Presença.
Ao vivo.
Não é São Paulo,
são
eles.
Vozes
que
me
cabem.
Amores
que
me
invadem.
Afetos
que
o
corpo
desconhece,
mas
a
alma…
chama
de
casa.
Dia doze:
partida.
Dia treze:
encontro.
Meu mundo
se rende:
sentimento,
verdade.
Sem distância.
Crs Ribeiro
Em Trânsito
Nunca
os vi.
Nunca.
Mas
nos lemos
por dentro.
Nos salvamos
em madrugadas tortas,
sem toque,
sem rosto.
Presença que atravessa,
não é tela.
É
pele.
Agora
vou.
A estrada:
rito.
Travessia para
tornar
carne
o que já
era
coração.
Urgência
do
tato.
fim
de
exílio,
fome
de
abraço,
olho
no
olho.
Suor.
Riso.
Presença.
Ao vivo.
Não é São Paulo,
são
eles.
Vozes
que
me
cabem.
Amores
que
me
invadem.
Afetos
que
o
corpo
desconhece,
mas
a
alma…
chama
de
casa.
Dia doze:
partida.
Dia treze:
encontro.
Meu mundo
se rende:
sentimento,
verdade.
Sem distância.
Crs Ribeiro
#Desafio 145
*Eu adoro falar com você*
Eu adoro falar com você!
É incrível como a conversa flui,
como nos entendemos nas entrelinhas,
entre textos, sentimentos e poesias.
Somos compreendidos
e sentimos isso!
É uma interação fluída, genuína.
Falamos abertos,
como almas reconhecidas.
Vamos numa mesma conversa:
do choro e tristeza
a risadas e brincadeiras.
Como pássaros,
voamos alto…
e lá de cima,
despencamos de um penhasco
só pra sentir a adrenalina,
a euforia da vida…
Que é mais bonita
voando com você!
Falta tempo
para tantas palavras,
nessa ligação
que temos de almas.
Eu adoro falar com você,
sabia?
MarU
*Eu adoro falar com você*
Eu adoro falar com você!
É incrível como a conversa flui,
como nos entendemos nas entrelinhas,
entre textos, sentimentos e poesias.
Somos compreendidos
e sentimos isso!
É uma interação fluída, genuína.
Falamos abertos,
como almas reconhecidas.
Vamos numa mesma conversa:
do choro e tristeza
a risadas e brincadeiras.
Como pássaros,
voamos alto…
e lá de cima,
despencamos de um penhasco
só pra sentir a adrenalina,
a euforia da vida…
Que é mais bonita
voando com você!
Falta tempo
para tantas palavras,
nessa ligação
que temos de almas.
Eu adoro falar com você,
sabia?
MarU
Ultimamente estou lendo muito livro de fantasia, então resolvi me arriscar este gênero, espero que você esteja comigo me apoiando nessa aventura e experiencia.
Elira é uma humana que acaba entrando no mundo dos feéricos enquanto o seu pai tenta fazer o máximo para ela não ter o mesmo destino de sua mãe, mas tudo muda quando ela salva a vida de Kaelen.
Quando o trovão beijar a terra,
e o sangue da corajosa florescer,
surgirá da tempestade errante
o amor que pode renascer.
Ela virá com o nome esquecido,
ele guardará segredos demais.
Mas entre relâmpagos e silêncios,
dois corações selarão sua paz.
Pois quando a lenda desperta em sombras,
e a guerra ameaça cair,
o juramento de uma humana
pode o mundo inteiro unir.
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Elira é uma humana que acaba entrando no mundo dos feéricos enquanto o seu pai tenta fazer o máximo para ela não ter o mesmo destino de sua mãe, mas tudo muda quando ela salva a vida de Kaelen.
Quando o trovão beijar a terra,
e o sangue da corajosa florescer,
surgirá da tempestade errante
o amor que pode renascer.
Ela virá com o nome esquecido,
ele guardará segredos demais.
Mas entre relâmpagos e silêncios,
dois corações selarão sua paz.
Pois quando a lenda desperta em sombras,
e a guerra ameaça cair,
o juramento de uma humana
pode o mundo inteiro unir.
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Vou compartilhar um poema da Hilda Hilst, mas antes disso, vou contar uma história sobre mim, um pouco longa, até chegar lá, espero que tenham paciência e achem interessante.
Há 24 anos, passei no meu primeiro vestibular. Cursei Relações Internacionais na Unesp em Franca, no interior de São Paulo.
Em 2008, passei na UFOP e cursei Administração à distância, num pioneiro curso do tipo, na época.
Em 2012, passei na USP em Letras e depois de 3 anos de curso, com algumas matérias trancadas...
... parei definitivamente para conciliar trabalho e a vida de pai.
Ontem, sem nunca mais ter tido nenhum contato com esse tipo de lógica, voltei a prestar um vestibular.
A prova da Univesp, para voltar a cursar Letras, me causou uma sensação muito forte de voltar no tempo e ao mesmo tempo ter um contexto completamente diferente.
Mesmo com a sensação cada vez mais crescente da desvalorização do curso superior, que me fez até começar a escrever "Placa de Proibido Estacionar" que conta...
... a história de um morador de rua com doutorado, num futuro onde nenhum conhecimento humano é mais válido e tudo pode ser substituído por dispositivos, porém, numa sociedade em crise absurda com disparidade de acessos, eu ainda insisto em acreditar que vale a pena o saber e o retransmitir....
Espero que gostem do poema que esteve nessa prova, que vou postar a seguir.
Há 24 anos, passei no meu primeiro vestibular. Cursei Relações Internacionais na Unesp em Franca, no interior de São Paulo.
Em 2008, passei na UFOP e cursei Administração à distância, num pioneiro curso do tipo, na época.
Em 2012, passei na USP em Letras e depois de 3 anos de curso, com algumas matérias trancadas...
... parei definitivamente para conciliar trabalho e a vida de pai.
Ontem, sem nunca mais ter tido nenhum contato com esse tipo de lógica, voltei a prestar um vestibular.
A prova da Univesp, para voltar a cursar Letras, me causou uma sensação muito forte de voltar no tempo e ao mesmo tempo ter um contexto completamente diferente.
Mesmo com a sensação cada vez mais crescente da desvalorização do curso superior, que me fez até começar a escrever "Placa de Proibido Estacionar" que conta...
... a história de um morador de rua com doutorado, num futuro onde nenhum conhecimento humano é mais válido e tudo pode ser substituído por dispositivos, porém, numa sociedade em crise absurda com disparidade de acessos, eu ainda insisto em acreditar que vale a pena o saber e o retransmitir....
Espero que gostem do poema que esteve nessa prova, que vou postar a seguir.
#Desafio140
Partitura da Falta
O real
escapa
me
assusta.
Sigo
na marcha silenciosa
da falta
do que nunca foi meu
e ainda assim
me move.
Causa do meu desejo:
tão perto
que queima
tão presente
que fere.
Visceral.
O gozo impossível
não me curva.
Me ergue.
Me afirma.
Sou mulher
na corda bamba
do querer:
barrada
cortada
castrada.
Não posso
ter tudo.
Mas desejo.
E o desejo rasteja
circula
lateja.
Insiste
mesmo sem razão
mesmo sem licença.
A angústia
rasga o peito
sem nome certo.
Desloca
condensa
encena.
Alerta vermelho:
o perigo mora dentro.
Ali
sob o tapete
varri
o que recusei sentir.
Crs Ribeiro
Partitura da Falta
O real
escapa
me
assusta.
Sigo
na marcha silenciosa
da falta
do que nunca foi meu
e ainda assim
me move.
Causa do meu desejo:
tão perto
que queima
tão presente
que fere.
Visceral.
O gozo impossível
não me curva.
Me ergue.
Me afirma.
Sou mulher
na corda bamba
do querer:
barrada
cortada
castrada.
Não posso
ter tudo.
Mas desejo.
E o desejo rasteja
circula
lateja.
Insiste
mesmo sem razão
mesmo sem licença.
A angústia
rasga o peito
sem nome certo.
Desloca
condensa
encena.
Alerta vermelho:
o perigo mora dentro.
Ali
sob o tapete
varri
o que recusei sentir.
Crs Ribeiro
Assassina
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.
Matei noventa e nove
Com mãos firmes, olhos marejados,
degolei futuros como quem corta flores lindas demais para durar
Feita de carne e dilema,
visto preto desde que aprendi a decidir
Há noites em que ouço passos
são eles: os caminhos mortos,
arrastando promessas pelas sombras
e me chamando de volta pelo nome
que eu teria se tivesse sido outra
Caso ninguém tenha lhe avisado,
Insisto: escolher é um ato terminal
A vida não admite apelação,
nem visita íntima ao “e se”
O diabo desta vida
é que cada escolha feita
me faz cúmplice da estrada trilhada
e viúva de todas as outras
Sinto o cheiro do arrependimento
antes mesmo que ele brote em meus escombros
A nostalgia lambe meus pulsos nas madrugadas em que sonho com os rostos que não irei conhecer
Mato futuros com a frieza de quem ama
Não de desamor,
mas de sobrevivência.