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@MarU há 1 ano
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#Desafio 100 *Por hoje* Por hoje, Me basta A palavra Que me cala. Por hoje, Não para A palpitação Do que fala. Por hoje, Me escapa A agonia Que sinto. Por hoje, Eu paro, Me calo, Não minto. Por hoje, Eu só sinto, Medito. Por hoje, Reflito. Por hoje, O aperto No peito Encontrou Meu exício. Por hoje, Não almejo Tanta agonia. Admito, Com dor, Que minha aura Está vazia. Nem que seja Só por hoje… Por hoje… Apenas, Me limito. MarU
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@albertobusquets · há 1 ano
A beleza do coração mais doce... Só por hoje, um abraço mais especial. Mas meu carinho e minha admiração por você duram para a vida. 🥹❤️😘🫂
@tiagoandreatto · há 1 ano
Lindo... Brilhante... Doído...
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@eduliguori há 1 ano
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Bom dia Eis aqui o combo de carne, água e micro-organismos que de vez em quando deita palavras no piso frio aos imortais salute aos transeuntes viva aos macambúzios fé Edu Liguori
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@MarU · há 1 ano
O que é isso
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❤️🤌
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@tiagoandreatto há 1 ano
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Tantos passaram por aqui Tantos iguais e tantos diferentes De viajantes do tempo a lunáticos, Sempre apressados, sempre correndo Tantos ficaram, tantos partiram Locomotivas arrastando o trem do destino Pelas mais variadas estações, Até mesmo as mais remotas e desconhecidas Extraterrestres, mutantes, Forasteiros num velho oeste Repleto de sujeitos de olhar torto Repletos de medos.. Medos interiores e interioranos Mocinhas se derreteram em amores Amores que se perderam nos becos Os que se diziam mais machos Se rebelaram e se revelaram Uma grata surpresa, Honestos consigo mesmos Tantos esqueceram seus ideais E tantos os acharam De tanto cavucar, encontraram petróleo E o ouro tão sonhado Tantos morreram na busca E tão logo foram esquecidos Já outros deixaram herdeiros Que transformaram tudo em dívidas Tantas dívidas, Tantas dúvidas, Tanto de vida… Fora um trem que passara tão veloz E quase sempre desgovernado
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@MarU · há 1 ano
Aaah vida e suas metáforas metafísicas… 🙌👏👏👏👏🥹❤️🤌
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@joaoedulima há 1 ano
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Marcus apertou a mandíbula, mas não teve forças para discutir. Ele sabia que ela estava certa. O desgaste físico e mental cobrava seu preço, e insistir em continuar acordado só tornaria tudo mais difícil. Ele passou a mão pelo pescoço e suspirou. — Faz tempo que não paro pra realmente descansar. Maya assentiu devagar, como se entendesse mais do que estivesse dizendo. — Então para. Nem que seja por algumas horas. Marcus finalmente cedeu, sentando-se no sofá. Ele olhou para Maya uma última vez, como se procurasse algo nos olhos dela, mas encontrou apenas compreensão. Sem mais palavras, ele se deitou, sentindo os músculos protestarem com o movimento. O apartamento ficou em silêncio. Maya permaneceu onde estava, de braços cruzados, observando os letreiros lá fora, perdida em pensamentos. Depois de um tempo, sem perceber, acabou cochilando também, encostada na poltrona. O descanso deles durou pouco. Marcus foi despertado pelo zumbido agudo de uma notificação no holorelógio. Algo aconteceu.
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@literunico há 1 ano
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O problema é que justamente o que nos faz sermos adaptáveis com muita facilidade, e é uma vantagem biológica, ao mesmo tempo nos faz não conseguir sermos de uma coisa só. Nos condicionamos socialmente para escolhas de uma vida, mas essa dedicação exclusiva parece não estar no nosso DNA, até porque a felicidade não é definitiva, ela é momentânea, como uma fotografia. Somos bichos de muitos mundos. Ser de uma coisa só... soa quase como mutilação pra quem nasceu vasto. A sociedade nos ensinou essa história do "Escolha UMA coisa, siga UMA trilha, seja UMA versão de si"... mas nós? Nós somos caleidoscópios ambulantes. Feitos de mil pedaços que giram conforme a luz e o momento. Como é que alguém que carrega dentro de si desertos, oceanos, cidades e florestas pode querer se reduzir a um único mapa? E se a felicidade é fotografia... Ela nunca é filme contínuo... Cliques roubados de um instante em que tudo se alinha, e logo depois volta a bagunça que fazemos de viver, nascemos pra ser um estúdio inteiro de fotografias internas. Viajantes de nós mesmos, entendendo que o valor da caminhada não está só no destino… mas em conseguir se encantar, mesmo cansado, por cada nova paisagem que aparece do lado de dentro. Talvez o que o mundo espera de nós não seja foco… Mas um estilo próprio de transitar entre suas muitas versões, sem culpa. Com verdade. Com presença. E você percebe o tamanho da beleza que carrega? Se tua vida fosse um livro de fotografias desses momentos raros de felicidade… Qual seria o nome do livro?
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@tiagoandreatto · há 1 ano
Fragmentos de um Filme Esquecível (seria um filme Cult, kkkkk)
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@literunico há 1 ano
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#CharlesBaudelaire
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#CharlesBaudelaire
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@albertobusquets há 1 ano
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Peregrinação Sapatos gastos. Eram novos há um verão! Pegadas apegadas ao chão e o calçado usado vai virando pó pelo caminho. Pés arranhados. Mas movendo-se de prontidão! Pó que é despojado ao chão e o suor suado cintilando ao sol chora baixinho. No medo de não chegar nunca mais, ignoro que estou despreocupado com o fim. Percebo: O caminho não ficou para trás; Foi lentamente interiorizado em mim. E o eu-viajante em um longo instante cai atropelado pelo eu-viajado. ...podia ao menos ter buzinado! Alberto Busquets #Desafio 099
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@MarU · há 1 ano
Pobre peregrino… Se pudesse, simplesmente trocar seus sapatos e seguir com mais atenção seu caminho, chegaria ao destino almejado, invés de ser atropelado. Apesar, que talvez ele quisesse esse baque do viajante. Ele, agora será transportado a jato para o hospital e quem sabe, com sorte, seja justamente no destino desejado. 🤞🤌👏👏👏 Lindo, amigo! Fazia tempo que não brincava com um dos seus. 🙃
@JuNaiane · há 1 ano
🥰🤩
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🥰🤩
@CrisRibeiro · há 1 ano
😍😍😍
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😍😍😍
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@aleituracria há 1 ano
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<h5><span style='color: red;'>#MarcoAntônio&Cleópatra</span></h5><p><strong>Status da Leitura:</strong> Lido</p><p>Detalhes do Livro: <a href='https://www.literunico.com.br/books/246'><strong>Marco Antônio & Cleópatra</strong></a></p><p>Livro: Marco Antônio e Cleópatra<br /> Autor: Allan Massie<br /> Páginas: 224 | +14 anos<br /> <br /> O livro discorre sobre a trajetória do general e estadista Marco Antônio, seguido pela traição que César sofreu – um ditador. Após esse ocorrido, ele se uniu ao jovem Octaviano e Lépido em um Triunvirato, que servia como uma associação política, na qual as três figuras teriam igual poder sobre a regência da república.<br /> <br /> Na narrativa, Marco Antônio dita a sua vida para o seu fiel secretário, Critias, que, ao mesmo tempo que registra tudo o que o seu amo fala, também tece as suas próprias reflexões sobre os comportamentos de todos ao redor de Marco Antônio e sobre o cenário instável.<br /> <br /> Octaviano era jovem e muito diferente de Marco Antônio, que trazia na mente e no corpo as marcas de guerras e conquistas. E talvez por isso tenha visto no jovem algo que almejava, e até mesmo uma certa paixonite, já que fazia parte do cotidiano homens desfrutarem da presença íntima de outros homens.<br /> <br /> Em meio a esse cenário de disputas e guerras veladas, Marco Antônio e Octaviano vivem em uma linha tênue entre a amizade e a inimizade, mas, segundo Critias, Octaviano sempre almejou a glória do seu amo e faria de tudo para derrubá-lo. Mas a paixonite embaçou o seu poder de julgamento, por isso, de forma vagarosa e inteligente, Octaviano colocou o general com maus olhos diante da república.<br /> <br /> Segundo o autor, Cleópatra era apenas uma rainha mimada e desprovida de inteligência estratégica, algo que sabemos ser irreal. Por isso, acredito que a sua visão da história tenha se baseado na apresentação greco-romana, o que levou o seu olhar a se tornar tendencioso para apenas um lado da história antiga.<br /> <br /> Outro fato que me incomodou é que o livro trata muito mais do relacionamento de Marco Antônio com Octaviano. Por isso, acredito que o título tenha sido apenas para chamar a atenção do público. Para aqueles que desejam ler para saber mais sobre o relacionamento de Marco Antônio e Cleópatra, já aviso que a história não se trata disso, mas sim da vida e dos pensamentos de Marco Antônio.<br /> <br /> Apesar dos pontos negativos, o livro é interessante. Uma pena que o autor não incluiu uma nota histórica no final.</p>
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@inifadadresch há 1 ano
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Diario da escrita: Não vou desistir não, nem que não escreva essa história, mas vou chegar ao fim dessa escaleta. Caindo de sono porque passei a madrugada acordada pra cuidar da minha cachorra que está mal do estomago e não pode comer muito se não vomita Então animo está no dedão, vamos ver se consigo continuar a escrever ou pare de novo, por sei lá 2 meses?
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@fksilvain há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 99 - Fale sobre um livro que trate sobre violência. Gostei muito desse livro. É ficção, mas inspirado naqueles casos como de Columbine. É um romance epistolar, tudo é narrado na forma de uma espécie de carta da mãe de Kevin para o pai dele, contando tudo o que aconteceu antes do episódio de violência que ele protagonizou. Recomendo! #Link365TemasLivros
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@fksilvain há 1 ano
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O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é: 98 - Fale sobre um livro que trate sobre sanidade (ou insanidade). Esse é um clássico. O alienista começa colocando quem é louco em um "hospício" e vai mexendo nos critérios até o ponto em que tem mais gente da cidade do lado de dentro da instituição do que de fora. É mais uma pérola das ironias machadianas. #Link365TemasLivros
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@JuNaiane há 1 ano
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SENTENÇA POÉTICA Palavras vazias, Procuram motivo Para serem escritas. Palavras sentidas, Saltam para o papel Desejando ser lidas. Palavras não ditas, Trancam no fundo da alma A dor que não grita. Palavras malditas, Condenando vidas Invalidando a justiça. Palavras... A prisão do poeta A palavra liberta. #desafio 365/99
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@MarU · há 1 ano
Liberdade as palavras, através do poeta. 🤌❤️❤️❤️
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@JuNaiane há 1 ano
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Vida Caminho só de ida Constante despedida Indesejada partida A saudade que fica É ausência que reverbera A vida não espera O tempo é um tirano Leva embora o que amamos Está sempre nos lembrando Que daqui nada Levamos. #desafio 365/98
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@MarU · há 1 ano
Eu não queria voltar… 🙃
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@tiagoandreatto há 1 ano
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Você tem certeza? (Prévia) (Adriana é atriz. É Sonhadora, engajada, vive questionando o seu papel no mundo. Ela é daquelas que sobe no palanque e grita aos quatro cantos os seus incômodos, as suas dores, as suas ânsias de vômito… Adriana “só” queria ser ouvida o tempo todo, e não só de vez em quando, num mundo governado por homens.) Adriana - Você já percebeu que todo mundo tem certeza, de tudo, hoje em dia!? Todo mundo acha que tá sempre certo! (Carlos é contador. Viciado em números, sempre preocupado com as contas a pagar, os gastos “desnecessários”, segundo ele e a forma como a população reclama de barriga cheia, segundo ele.) Carlos - Estão todos certos! Você viu o que falaram sobre a economia no jornal? Eles estão certos! O povo tem de parar de gastar a toa e comprar do mais barato. Agem como se caviar fosse café da manhã! (Surpreendentemente, ou não tanto assim, os dois são um casal. Você pode até achar isso a coisa mais normal do mundo. Talvez até seja, mas quem é que tem a certeza disso?) Adriana - Tô cansada de me mandarem textos superficiais, todos cheios de razão. Tudo mastigadinho pro público, pulando de afirmações e afirmações sem chegar a lugar algum. Será que o mundo virou uma música Pop? Quatro acordes que repetem, vem e vão e todo mundo fica satisfeito porque sabe cantar o refrão? (Adriana é dessas artistas que odeia histórias infantis. Encenar Chapeuzinho Vermelho ou Cinderela seria um pesadelo, praticamente a morte de sua arte. Na sua playlist toca tanta música que ninguém ouviu falar, que não adiantaria mencionar aqui. Vocês não iriam conhecer.) Carlos - Eu me contento com meu pãozinho com café pela manhã, meu arroz e feijão no almoço e no jantar, de vez em quando eu belisco algo. Afinal tenho de cuidar do peso. Se bem que, você notou que trocaram o padeiro lá do mercadinho. O pão veio diferente da última vez. Não gostei do sabor! (Para Carlos, qualquer mudança na rotina é um filme de terror. Ele sabe o valor de cada notinha fiscal que entra em casa, afinal, guarda cada uma delas, desde as da gasolina até às dos supermercados. Não haveria profissão melhor pra ele ou haveria?) Adriana - O sabor das coisas tá mudando. Já não tem mais o mesmo gosto ir para o teatro, assistir às mesmas peças baratas com os mesmos discursos de sempre. Baratas não. Gratuitas! Afinal, segundo você, a gente nunca tem dinheiro sobrando pra essas coisas. Tô cansada, sabe!? De andar descalça e não sentir a sensação de sujar os pés. (Adriana é artista desde que nasceu. Segundo ela, já sapateava na barriga da mãe e as primeiras palavras foram “merda”, bem antes de falar mamãe. Sua mãe era dançarina de balé. Adriana tinha horror a balé. Tinha a certeza que era uma dança de elite, uma arte sem propósito. No fim das contas teve de aprender balé para um papel numa novela. Acabou não sendo a escolhida.) Carlos - Não tenho saudade de nada do passado. As pessoas vivem reclamando e dizendo que antes era melhor. Melhor em quê? Hoje é igual a antes, mas diferente. Um caos como sempre. Mas não aqui em casa! Aqui em casa não! (Carlos não teve uma infância muito fácil, mas não dá pra ter a certeza que foi difícil. O pai era a regra em pessoa e mantinha a casa a cabresto curto. Dizia ele que era assim que as coisas funcionavam e elas tinham de funcionar. No aniversário de 9 anos de Carlos, a mãe foi embora de casa e nunca mais voltou. As coisas tornaram-se ainda mais difíceis e o pai dele desabou por um momento, mas se levantou… E nunca mais se casou.) Adriana - Queria jantar fora. Experimentar uma comida nova, um restaurante novo. Ou fazer uma viagem, uma cidadezinha qualquer, dessas do interior do Brasil. Conhecer gente, mas gente de verdade, que ainda sente. Você sente falta disso? (Adriana nasceu no interior do Espírito Santo. Uma cidade pequena, não muito distante de Vila Velha. Mas só nasceu lá, porque logo a família mudou-se pra São Paulo. Na metrópole as coisas mudaram rápido e a mãe logo entrou pra um importante corpo de balé e os pais se separaram. Depois vieram mais dois casamentos, que também não duraram. Adriana aprendeu bastante, conheceu gente bastante, mas não o bastante.) Carlos - É isso! O pão! O pão era melhor antigamente. Isso eu não posso negar. Aquele pão caseiro que a minha mãe fazia, não tinha pra ninguém. Era o melhor! Não encontro mais esse sabor hoje em dia. E não vou gastar o meu dinheiro suado, nesses gourmetizados que vendem por aí. Nem devem ser bons. Devem ser ruins e com nomes que são cheios de frescura. Croissant, isso lá é nome de coisa gostosa. (Apesar do abandono, tão cedo. Carlos alimentou durante toda a sua vida um certo carinho, ou melhor, uma nostalgia por pequenos detalhes da infância. Não com uma certeza inabalável de ter realmente vivido tudo aquilo e sim uma certa necessidade de um lugar seguro.) --> Em breve, disponível na Loja do Literunico
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@MarU · há 1 ano
Aiaiai, ansiosa!
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@edsonbas há 1 ano
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Há muitos anos eu não ia visitar o sítio da família, mas nesse final de semana, meu pai resolveu reunir a família toda lá. Ele foi antes, na sexta, de manhã cedinho, para garantir que, quando os outros chegassem, tudo já estaria pronto. Ele gosta que as coisas estejam sempre funcionando direitinho e de garantir que não vai faltar nada. No sábado, logo depois do café, eu, minha esposa e os meninos entramos no carro e partimos para lá também. Quando chegamos no trevo da bica, paramos para beber água. Ah! Aquela água da bica era incomparável, tão fresquinha que era quase gelada. Os meninos não quiseram tomar daquela água, queriam da mineral de garrafinha. Por sorte tinha uma barraquinha por ali que vendia. Aproveitei para comprar também um pacote de mariolas. Liguei para o meu pai para tirar algumas dúvidas sobre o caminho até lá. Ele me explicou e pediu para levar alguns maços de cigarros. Disse que havia uma vendinha no caminho que tinha de tudo. Voltamos para o carro e fomos para lá. Logo na entrada do velho “secos e molhados” havia um saco de fubá moinho d’água, outro de açúcar mascavo, um de arroz e uma gaiola pequena com umas cinco galinhas espremidas. No teto, um ventilador cinza rodava bem devagarinho. Pendurados numa barra de ferro ficavam algumas linguiças, chouriços e chinelos Havaianas em sacos plásticos transparentes. Nas prateleiras, várias garrafas de cachaça com caranguejos, plantas ou raízes dentro, rolos daquele papel higiênico rosa em embalagens individuais também de papel, detergente ODD, água sanitária, sabão em barra e uma infinidade de outros produtos amontoados e meio empoeirados. A mistura de tudo isso resultava num cheiro muito característico que só quem já visitou um lugar desses conhece. O balcão de madeira já estava lá há tantos anos que, de tanto debruçarem e apoiarem as mãos, parecia ter recebido uma aplicação de betume. Nele havia uma estufa com salgados, torresmos, ovos cozidos azuis e rosas e um tabuleiro de frissura. Do outro lado, uma antiga balança de ponteiro vermelha da Filizola e um baleiro giratório de três andares todo de vidro e com suas tampas de alumínio. Enquanto eu o girava, ouvia aquele rangido agudo e via a grande quantidade de balas, pirulitos e outros doces que já não via mais desde meados dos anos 90: pirulitos do Zorro, de guarda-chuva, balas Chita, Dadinhos, marias-moles em casquinhas de sorvete (que sempre estavam murchas), suspiros coloridos, balas Soft, pirocópteros, mini-ioiôs, dentaduras de vampiro, apitos, cornetinhas, anéis de plástico e línguas-de-sogra. O dono da venda me reconheceu e perguntou: - Como cê tá, rapaz? Cê tá sumido! - Tô bem. E o senhor? - Dentro do possível, né? A idade chegou. Tá precisando de que? - Me dá meia dúzia de maços de cigarro e o troco pode ser uns docinhos sortidos e uns brinquedinhos pros meninos. - Não vai me dizê que agora cê tá fumando! - Não moço, é pro meu pai! - respondi como se fosse uma criança. - Ah, bem! Faz muito bem! Obrigado e boa viagem! - Obrigado ao senhor! De volta ao carro, entreguei o saquinho de papel com os docinhos sortidos e brinquedinhos para meus filhos. Um deles pegou, pôs na tampa do porta-malas sem nem olhar o que tinha dentro e voltou a jogar no celular. Pedi que me devolvessem o saquinho. Peguei, enfiei a mão, tirei um pirulito do Zorro, abri e pus no canto da boca. Uma delícia! Quando acabou, fui mastigando o palitinho até chegarmos no sítio.
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@MarU há 1 ano
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#Desafio 99 *Decidi…* Decidi não te dedicar Mais nenhum texto. Decidi abortar o sentimento, Matar-te dentro do peito. Decidi que não quero mais Viver nesta tortura, De dedicar-te amor e ternura, Que, com desprezo, desfaz-se de mim. Decidi, então, que deixarás de viver Em meu coração. Vais morrer! Pois te mato em meu peito. Meu pleito é viver sem este tormento. Decidi que te darei o meu desprezo, Como um ato autodefeso. Libertar meu coração do seu cabresto Será o seu ou o meu fim… Ou nada feito! Decidi… Mas não sou eu quem decido. Amar você foi um ato (auto imbuído). Queria não ter te querido, (Aconteceu!) …Mas darei um jeito nisso. Meu compromisso, agora, será comigo! (Quando eu descobrir como fazer isso). Em mim, terás morrido, Para eu viver. Ou, ao ler isto, terás entendido, Afinal, o que tento te dizer. MarU
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@tibianchini · há 1 ano
Por que há tenta beleza na dor? Não devia ser assim!... Mas, não: há beleza nas palavras. Há beleza em dizê-las, em ler e significar seus sentidos. Há beleza nos seus versos, nas suas estruturas, no seu cuidado em dizer-sem-dizer. A tristeza? A dor? Ela passa. Sempre passa. A poesia permanece.
@literunico · há 1 ano
Caberia numa linda história poetica, linda porém com todo o peso de um drama.
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