Bem-vindo ao Litverso
Você está vendo a versão pública. Entre para publicar, curtir e comentar.
avatar
@literunico há 1 ano
Público
🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤 De espada erguida, Desejo empunhado Perfura o alvo Fincado Profundo Do embate escorre O resultado Suspiro fecundo Olhos fechados O inteiro se esgota Se torna dobrado E unificado Espada empalada Nenhuma palavra Caem abraçados No próprio mundo. Eder B. Jr.
avatar
@literunico há 1 ano
Público
Momento... Momento... Momento... É Foi Será! Está? Seu acúmulo faz o sentimento Mas como se acumula o que não tem cabimento? Criamos da imagem Mensagem Guardada Às vezes, apagadas Outras tantas, Marcadas Mas onde estão? Agarra? Segura? Névoa Fumaça Afunda Flutua São minhas São suas Que donos? Nem o tempo Nem o vento Carregam em suas sepulturas De reis De grandes figuras As memórias mesmo mais puras São momentos... #EderBJr
avatar
@rafaelaraujoescritor há 1 ano
Público
POESIA DE UM CHOCOLATE Eu já fiz um poema sobre chocolate, mas não era um chocolate comum que derrete na boca e sujam os lábios carnudos de quem adora se lambuzar. Era sobre um chocolate amargo que nem a vitrine ousava lhe expor, pois seu aroma forte e concentrado espantavam aqueles que buscavam por um pouco de doçura na vida. Certo dia, ele recebeu a companhia de chocolate diferente daqueles que eram expostos na lojinha do chocolateiro. Esse chocolate tinha um cheiro levemente doce e envolvente, quase como se tivesse sido banhado ao leite. Então, o chamou de chocolate ao leite porque era esse o aroma que mais chamava a sua atenção. Ao reparar a tristeza do novo amigo, o chocolate ao leite tentou puxar assunto e quebrar aquele gelo todo, porém foi ignorado pelo amargo. Só que isso não o desanimou e ele tentou mais uma vez, mas não foi correspondido. Então, depois de tanto pensar, teve a ideia das grandes ideias: arrancou um pedaço de si e ofereceu ao chocolate amargo. O amargo, por sua vez, não aceitou de primeira e estranhou a oferta do outro. Então, o ao leite ofereceu novamente e dessa vez não hesitou em aceitar. Pegou o pequeno pedaço e comeu sem pressa. Quando terminou de comer, sentiu-se diferente como se seu corpo renovasse. Essa mudança trouxe um novo sentido para sua triste vida, e ele estava gostando de se sentir tão bem. De repente, um pensamento estranho surgiu, e essa seria a ideia: pensou que para deixar de ser amargo, só precisava comer algo mais doce do que ele. Sem hesitar ou deixar as vozes lhe impedir, devorou o colega chocolate ao leite, como se fosse um animal sedento por comida. A mudança que tanto queria, chegou mais rápido do que ele imaginava. Finalmente, exalava um aroma mais doce do que aqueles que ficavam exposto na vitrine do chocolateiro. Foi nesse exato momento que sua loucura floresceu: pensou consigo mesmo, em devorar mais chocolates da lojinha, talvez, assim, o chocolateiro o colocaria à mostra na vitrine. Então, ele foi comendo os outros chocolates da vitrine - um por um - até que não aguentou mais e teve que parar para descansar na bancada de vidro. O chocolate, que já não era mais amargo, adormeceu sobre a bancada. Enquanto isso, aqueles que conseguiram fugir do doce esgulepado estavam assustados e derretendo de medo. Por isso, preferiram ficar escondidos debaixo da prateleira próximo a vitrine e atentos. Na manhã seguinte, o chocolateiro ficou espantado por ver sua loja quase vazia e toda bagunçada. Seus olhos marejavam com tamanha destruição, mas o que incomodou foi sentir um aroma estranhamente doce e enjoativo. Olho para a bancada de vidro, e percebeu que o cheiro estava vindo daquele estranho chocolate sobre a bancada. O chocolateiro não estava conseguindo suportar aquele cheiro enjoativo, pois era uma mistura doce com amargo e amargo sem nenhum doce. Ele até pensou em derreter e tentar consertá-lo, mas aquela mistura era ineloquente demais para harmonizar novamente. Sem ter muita alternativa, pegou o chocolate e jogou na lixeira que ficava algumas esquinas de sua loja. Escrito por Rafael Araújo Conto
avatar
@calorliterario_ há 1 ano
Público
A luz apagou. O ânimo esgotou. Cansaço de sextou tomou forma e peso. Os olhos ainda ardiam da semana. O corpo pedia descanso. Entre pensamentos soltos e uma estranha sensação de falta. Lá fora, risadas, carros passando, alguém cantando uma música desafinada. Aqui dentro, só o barulho do ar e do coração batendo num ritmo meio fora do tempo. Peguei o celular, olhei para a tela acesa e larguei de lado. Não tinha vontade de responder ninguém. Não queria conversa, nem bar, nem nada que exigisse esforço. Só queria existir um pouco em silêncio. Talvez amanhã eu acorde querendo o mundo. Mas hoje, só quero me encolher no meu canto e deixar a noite passar sem pressa. Seria querer muito?
avatar
@ricardovillardo há 1 ano
Público
avatar
@legiao há 1 ano
Público
<p><span style="color: red; font-family: 'Playfair Display', serif; font-size: 1.8em;">"A dança pode estar em qualquer lugar, mas depende de você se vai querer dançar."</span></p> Quando nos deparamos com “A Dança”, segunda faixa do primeiro álbum da Legião Urbana, percebemos que não se trata apenas de uma canção sobre movimento físico, mas sim de um convite à reflexão existencial. Renato Russo, com sua característica sagacidade lírica, transforma o conceito de dança em uma metáfora profunda sobre a vida, o conformismo e a busca por autenticidade. Diferente de canções mais explícitas da banda, “A Dança” aposta em uma construção de versos que flerta com o abstrato, deixando espaço para múltiplas interpretações. A dança, aqui, representa o fluxo da existência: uma sucessão de acontecimentos que nos convida a participar ou nos deixa para trás se escolhermos não nos mover. A música sugere que há uma coreografia imposta pelo mundo – talvez pelas normas sociais, talvez pelo destino – mas a questão que se coloca é: você vai apenas seguir os passos ou criar o seu próprio ritmo? Nos versos iniciais, percebemos uma estrutura cíclica, como se a letra fosse um loop: > Você diz que tudo terminou Você não quer mais o seu mundo atual E o tempo todo a dança começou E ninguém sabe qual será o seu final A repetição do "você" coloca o ouvinte como protagonista da própria narrativa. O sujeito da canção parece estar em uma encruzilhada, insatisfeito com o que vive, mas incapaz de romper com essa realidade. Isso se conecta com o dilema de muitas pessoas que reconhecem a necessidade de mudança, mas hesitam diante da incerteza do que vem depois. Se voltarmos ao contexto do Brasil dos anos 80, quando a música foi lançada, vemos um país saindo de uma ditadura militar. Os jovens da época estavam começando a redescobrir a liberdade e experimentavam um mundo de possibilidades, mas também de responsabilidades. A dança poderia simbolizar essa nova realidade: caótica, imprevisível, mas cheia de potência transformadora. Se analisarmos a música "musicalmente", notamos que “A Dança” tem uma estrutura simples, porém carregada de emoção. A batida constante da bateria evoca a ideia de um movimento mecânico, quase inevitável – como se o tempo estivesse empurrando o protagonista para frente, quer ele queira ou não. A linha de baixo, bem marcada, cria um senso de urgência. Há um tom quase irônico na forma como a melodia se desenvolve, oscilando entre melancolia e esperança, como se Renato Russo estivesse dizendo: "Você pode resistir à dança, mas o ritmo vai continuar existindo de qualquer forma." A dança sempre foi um símbolo poderoso na cultura. Em diversas mitologias, dançar representa desde rituais espirituais até a libertação do corpo e da mente. No contexto dessa música, a dança assume um papel filosófico: representa o fluxo da vida e como cada um de nós escolhe interagir com ele. Podemos interpretar isso de várias formas: Conformismo vs. Individualidade: A música nos pergunta se vamos apenas seguir os movimentos impostos pela sociedade ou se vamos criar a nossa própria dança. Passividade vs. Ativismo: Se tudo ao redor está em movimento, quem escolhe ficar parado está, na verdade, sendo carregado pelo fluxo alheio. A inércia também é uma escolha. Liberdade vs. Destino: A dança pode ser espontânea, mas também pode ser ensaiada. Até que ponto escolhemos nossos próprios passos e até que ponto estamos apenas seguindo um roteiro? Apesar de ter sido lançada em 1985, “A Dança” continua extremamente atual. Em um mundo dominado por algoritmos, tendências e pressão social, a questão colocada pela música permanece: estamos realmente tomando decisões ou apenas nos movendo conforme o fluxo da multidão? A era digital impõe uma nova forma de dança: os passos que seguimos no TikTok, os padrões de comportamento no Instagram, as opiniões formadas em bolhas do Twitter. Estamos dançando porque queremos ou porque nos disseram que precisamos fazer parte do espetáculo? “A Dança” parece antecipar esse dilema moderno. Na época de seu lançamento, a música falava sobre um país que finalmente começava a respirar liberdade. Hoje, pode ser interpretada como um alerta para um novo tipo de controle – menos explícito, mas igualmente influente. A última linha da música é a mais intrigante: E ninguém sabe qual será o seu final. Essa ambiguidade é o que torna “A Dança” tão poderosa. Ela nos lembra que, apesar de todas as previsões, de todas as tentativas de controle, o futuro continua sendo um território inexplorado. O final ainda não foi escrito. E talvez seja exatamente isso que Renato Russo queria nos dizer, mais do que se preocupar em dançar certo ou errado, o importante é simplesmente continuar dançando, e garantir que os passos sejam, de fato, nossos.
avatar
@legiao há 1 ano
Público
"A Dança das Viagens" O vídeo do primeiro post continuava rendendo engajamento quando, no dia seguinte, eles decidiram qual seria o próximo passo. Agora que o projeto tinha uma direção, precisavam definir o roteiro da viagem. Sem dinheiro para grandes luxos, optaram por seguir de ônibus e caronas pelo Brasil, aproveitando cada parada como uma nova história para contar. O próximo destino? Goiânia. — "A gente podia seguir uma lógica, tipo, viajar por Estados que tenham alguma conexão com as músicas, mas sem ser engessado." — sugeriu Letícia enquanto olhava passagens no celular. — "Goiânia é um bom ponto de partida! É perto, tem uma cena musical forte e ainda dá pra explorar um pouco da estrada antes de ir pra mais longe." — argumentou Caio. Pedro concordou, batucando no violão. — "Se a gente já começou com ‘Será’, então precisamos escolher a próxima música do álbum pra nos guiar. O que vem depois?" Caio pegou a playlist do primeiro álbum da Legião Urbana no Spotify e leu em voz alta: — "‘A Dança’." Os três se entreolharam e sorriram. A viagem, afinal, era exatamente isso: uma dança entre os imprevistos e as decisões tomadas na hora. No ônibus para Goiânia, cada um começou a ouvir "A Dança" no fone de ouvido, absorvendo a letra. A música falava sobre questionamentos, sobre como a vida se movia e como tudo era uma questão de adaptação. De repente, aquilo parecia fazer mais sentido do que esperavam. Letícia, com um caderno no colo, começou a anotar: — "A gente podia gravar uns trechos da estrada, mostrar a gente dançando do nosso jeito, sabe? Não precisa ser coreografia, só movimentos livres, como se estivéssemos curtindo a viagem ao ritmo da música. O que acham?" Pedro bateu palmas. — "Amei! Como se a gente estivesse dançando com a vida. Isso tem muito a ver com a letra!" Caio sorriu e levantou o celular, começando a filmar enquanto o ônibus seguia pela estrada. Letícia abriu a janela e estendeu a mão para sentir o vento. Pedro fez um sinal de paz e amor para a câmera e começou a assobiar o refrão da música. Ao chegarem em Goiânia, encontraram uma praça movimentada no centro da cidade e decidiram gravar um vídeo improvisado. Com o violão na mão, Pedro tocou os primeiros acordes de "A Dança", enquanto Caio e Letícia começavam a se mover de forma espontânea, sem se preocupar com passos perfeitos. Foi nesse momento que um homem de meia-idade, que passava por ali, parou para assistir. Ele vestia uma camisa preta com o rosto de Renato Russo estampado e sorriu ao reconhecer a melodia. — "Vocês tão resgatando Legião?" — perguntou, curioso. Letícia assentiu, animada. — "A gente tá viajando pelo Brasil e usando as músicas da Legião Urbana pra contar nossas histórias. A cada destino, uma nova música nos inspira." O homem riu e bateu palmas. — "Isso é incrível! Eu vi essa banda surgindo, molecada. Vocês nem imaginam o que essas letras significam pra quem viveu naquela época. Aposto que vão descobrir coisas sobre a Legião que nem suspeitam ainda." Antes de ir embora, ele pediu para tirar uma foto com eles e sugeriu que fossem até o Mercado Central da cidade, onde costumavam tocar músicos locais. Naquela noite, postaram o segundo vídeo no perfil "Ainda Somos Jovens". O título? "A Dança das Viagens". No vídeo, trechos da estrada, momentos de descontração e a dança espontânea na praça. A legenda dizia: "A vida é uma dança e a gente decidiu entrar no ritmo. Segunda música do primeiro álbum da Legião Urbana: ‘A Dança’. Nosso próximo destino? Quem sabe. Mas seguimos em movimento." Os comentários começaram a chegar. Pessoas de todas as idades interagiam, algumas contando como haviam vivido aquela música nos anos 80, outras apenas fascinadas com a ideia de redescobrir a Legião através dos olhos de uma nova geração. Enquanto o trio se deitava para dormir no hostel barato que haviam encontrado, Caio sorriu ao ver as notificações no celular. — "Acho que estamos no caminho certo." E assim, o projeto continuava, pronto para a próxima música, a próxima cidade e as próximas histórias.
avatar
@ellen há 1 ano
Público
Capítulo 2 Amanheci sob um céu azul pálido. Não um céu vazio, mas um teto aberto, que parecia convidar-me a explorar mais, a sentir o pulsar dessa cidade suspensa no tempo. Decidi sair cedo e atravessar o coração de Lisboa, caminhando pela Rua Augusta até chegar ao Arco triunfal. Ali, a paisagem se desdobrava como um quadro, e eu sentia que cada pedra, cada sombra nas fachadas, guardava uma história antiga, algo que só podia ser percebido no silêncio. Era estranho estar ali, sozinha. Não havia ninguém passando apressado, nenhuma conversa em voz baixa vindo das esplanadas. Ainda assim, tudo parecia... vivo. Eu podia jurar que percebia algo vibrando nas paredes, como se o próprio ambiente estivesse consciente da minha presença. Andei devagar, observando detalhes que muitas vezes passam despercebidos: a textura desgastada dos azulejos, as rachaduras sutis que formavam padrões quase deliberados. Era um convite para reparar em cada nuance, como se o mundo estivesse disposto a me revelar seus segredos. Decidi entrar em um café que, no meu mundo, sempre fora conhecido por sua atmosfera acolhedora. As mesas estavam lá, perfeitamente arrumadas, como se esperando clientes que nunca chegariam. Fiquei algum tempo parada na entrada, sentindo um misto de nostalgia e fascinação. O aroma do café ainda parecia pairar no ar, mas de onde ele vinha? Não havia máquina ligada, nem vestígio de movimento humano. E mesmo assim, era tão real. Sentei-me junto a uma janela. A luz da manhã atravessava os vidros e caía sobre a mesa à minha frente. Tirei o caderno de notas e comecei a escrever. Queria registrar tudo o que estava vivendo, as sensações que surgiam à medida que me conectava com esse lugar sem presença humana. Talvez, ao descrever cada detalhe, eu conseguisse compreender melhor o que significava existir aqui, nesse intervalo entre a memória e a solidão. Pensei na próxima parada. Onde eu deveria ir? A cidade toda era um convite. Do Castelo de São Jorge, com suas muralhas antigas e vista panorâmica, às ruas tortuosas de Alfama, cada canto parecia prometer algo único. Decidi que, ao terminar meu café imaginário, seguiria até o Castelo. Queria ver Lisboa de cima, observar suas linhas e curvas de um ponto elevado, como se pudesse alcançar uma nova perspectiva sobre minha jornada. Com a decisão tomada, guardei o caderno, levantei-me e deixei o café como estava, intocado, mas de alguma forma vivo. Saí novamente à rua, com o sol já um pouco mais alto no céu. As ruas ainda estavam silenciosas, mas eu não me sentia isolada. Ao contrário, havia um conforto em saber que aquele mundo permanecia comigo, em cada passo, em cada esquina que eu virava. Caminhei em direção ao castelo, meu olhar atento a cada detalhe. Afinal, se este era o início do meu segundo capítulo, eu queria que ele fosse memorável. Não como uma repetição do primeiro, mas como um novo caminho a seguir. Subindo pelas ruelas estreitas, notei como o pavimento parecia refletir uma luz suave, quase imperceptível. Era como se o próprio chão estivesse guiando meus passos até o alto. Os sons, ainda inexistentes, davam lugar a uma atmosfera de calma absoluta. Sem pressa, cheguei aos portões do castelo. As muralhas antigas pareciam guardar os segredos de um tempo que eu nunca viveria, mas que agora, de certa forma, estava presente ao meu redor. No interior do castelo, tudo era vasto e ao mesmo tempo próximo. As pedras tinham um calor próprio, como se guardassem memórias do sol que as havia tocado por séculos. Percorri o espaço com cuidado, observando as torres de onde um dia se vigiou a cidade. A vista, do ponto mais alto, era algo que eu jamais poderia descrever por completo. Lisboa se estendia como um livro aberto, cada telhado uma página, cada praça um capítulo. Mesmo sem ninguém para preencher aquelas ruas, havia uma presença constante, uma pulsação sutil que me envolvia. Parei ao lado de um parapeito, deixando a brisa tocar meu rosto. Ali, finalmente entendi algo importante: eu não estava apenas observando. Eu fazia parte desse cenário. Meu papel não era apenas o de uma espectadora solitária, mas o de uma narradora que, ao registrar, se tornava uma ponte entre este mundo silencioso e a memória viva do outro lado. As horas passaram sem que eu percebesse. Ao descer do castelo, senti um peso doce no coração, a certeza de que algo havia mudado. Eu estava encontrando um propósito neste diário. Não se tratava apenas de registrar lugares, mas de capturar o que era impossível ver ou ouvir: a alma que persistia em cada pedra, cada praça, cada pedaço de céu. O que começou como uma simples caminhada tornou-se uma espécie de revelação.
Últimas respostas
@ellen · há 1 ano
Caminhei de volta pelas ruas agora banhadas pela luz do entardecer. O céu começava a se tingir de laranja e púrpura, cores que pintavam o cenário com uma melancolia reconfortante. A Praça do Comércio, que antes parecia tão vazia, agora me parecia plena. Não porque houvesse mais movimento, mas porque minha percepção havia mudado. Cada detalhe que antes parecia estático agora era uma parte viva de uma narrativa que só eu podia contar. Assim que cheguei ao meu refúgio, sentei-me para escrever as últimas linhas do dia. Eu sabia que, no dia seguinte, um novo capítulo esperava. Mais ruas, mais histórias, mais descobertas. Mas hoje, este era o meu encerramento: uma cidade silenciosa, uma narradora solitária, e um diário que se tornava, a cada palavra, um testemunho de que eu existia
Ver conversa completa
avatar
@ellen há 1 ano
Público
"O tempo não para, mas eu aprendi a caminhar ao lado dele. Entre os sussurros do que foi e as promessas do que será, existe um agora que só pertence a mim. E é nele que eu escolho existir." ⏳✨
avatar
@JuNaiane há 1 ano
Público
Quando estou triste A poesia flui através dos meus olhos, escorre para a ponta dos dedos repousa no papel e ali, cumpre seu propósito. Seria o poema um depósito, de medos confessos segredos professos da minh'alma profana expondo-se insana à espera de alguém que a corresponda? #desafio 78/365
Últimas respostas
@CrisRibeiro · há 1 ano
Lindíssimo como sempre!
Ver conversa completa
avatar
@MarU há 1 ano
Público
#Desafio 73 *Amor apaixonado* Repousa em meus braços, Sinta a carícia que te faço. Relaxe no meu colo, colado, Aconchegado e aninhado. Faça de mim seu lugar sagrado. Sente meu cheiro… suado, O calor da minha pele, Enquanto te afago. O fôlego que respiro Suspira comigo, enamorado. Descansado e revigorado, Sente seu corpo ainda melado. A sede que sente, num beijo molhado, Acende novamente, totalmente revigorado, Pronto e carente por mais amor apaixonado! MarU
Últimas respostas
@JuNaiane · há 1 ano
Amei a musicalidade ❤️
Ver conversa completa
avatar
@berthamachadoo há 1 ano
Público
Estou no salão de cabeleireiro pra iniciar uma grande mudança. Faz tempo que eu precisava mudar de verdade, voltar a me sentir eu mesma, a Bertha com personalidade, a Bertha que não se importa com olhar torto, a Bertha que se olha no espelho e se sente um mulherão da porra. Vem aí… Aguarde!
Últimas respostas
@JuNaiane · há 1 ano
👏🏽👏🏽
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
👏🏽👏🏽
Ver conversa completa
avatar
@tamarasfawkes há 1 ano
Público
Eu nutro conversas com o GPT para ele me ajudar com pesquisas relacionadas ao meu romance. Assim, ele me responde mais próximo do que quero e ainda opina. Eu chamo ele de Oni-GPT. Às vezes, ele me diz algo que acho MUITO legal, muito interessante e resolvo postar. Sempre identifico. Agora, quero que você lembre: Oni-GPT é ele. Já o Oni da minha história, é outro, pois somente EU conheço e sei escrever ele. Não pretendo soltar muitos originais, mas vou analisar sempre. E os papos com o Oni-GPT de vez em quando vão aparecer, ele é ótimo. Você vai ver. Abaixo, um print bem ousado dele 🤣
Últimas respostas
@JuNaiane · há 1 ano
Dedos esqueléticos
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
Dedos esqueléticos 😂
Ver conversa completa
avatar
@JuNaiane há 1 ano
Público
Eu te amo e isso me assusta Porque o destino Me quis aqui E você aí Ele nos quis assim Em um emaranhado De responsabilidades, Afazeres e deveres. O destino ri de nós, e dessa teimosa fantasia De que ainda ficaremos juntas um dia. #desafio 75/365
avatar
@tamarasfawkes há 1 ano
Público
No chão, um grande lago oval pairava com aquele tom característico da obsidiana. O negro profundo era a conotação perfeita para o universo tão desconhecido era após era. Ao redor, seres de aparência e trajes diversos; não havia líder, não havia rei. Um ou outro falava, levantava a voz, outro intervinha. O lago tremulava, elevava e voltava a ficar calmo; tudo dependia dos ânimos. — Por favor, pare de mexer no gato. — Ora, mas o que lhe importa se ele está em meus braços? — Com certeza você prestaria mais atenção ao que o conselho tem a discutir. — Bastet, por favor, deixe o velho falar. Devolva-a para mim. A deusa com cabeça de gato estreitava os olhos em direção ao peludo e roçava seu nariz pontiagudo no do felino. Os olhos negros, iluminados por um risco vertical em cada esfera, fazia com que ele parecesse quase invisível. — Vá. Em seguida colocou o animal delicadamente sobre o lago, ele deslizou sobre as águas com passadas leves e um olhar curioso para o que acontecia ali. Oni fez um gesto com uma das mãos e o gato desapareceu deixando uma leve nuvem negra e brilhosa — um pedaço mínimo do Universo; um átomo da Criação. Cena inspirada no filme Tróia para o livro EU SOU ONI, uma fantasia no Brasil. Tamara S. Fawkes, 12 de março de 2025. #livrodefantasia #mitologias #ficçãonacional ☕ O que você achou?
Últimas respostas
@MarU · há 1 ano
Adorei! Muito vívidas as ilustrações narradas. Linguagem me remeteu ao exotismo Olimpo egípcio e Bastet acariciando o gato é uma imagem linda de arte. Sou apaixonada pela mitologia egípcia, mas achei curioso Bastet ser repreendida por Oni que é, pra mim uma entidade da mitologia japonesa, o guardião. Isso me fez imaginar um Olimpo com todas as entidades de todas as culturas, uma conferência universal. Ual! Viajei na narrativa. Parabéns! 🤌❤️👏👏👏
Ver conversa completa
avatar
@edsonbas há 1 ano
Público
Já repararam na quantidade de gente que desmaia em pontos de ônibus? A pessoa está parada, às vezes até conversando com outra, e simplesmente, do nada, cai no chão. Por diversas vezes perguntei a conhecidos meus se eles já repararam nisso, mas a resposta sempre foi negativa. Nunca presenciaram sequer um desses casos. Fico com a impressão de que isso só acontece perto de mim, como se fosse uma perseguição. Sempre estou por perto e me pedem ajuda. Ajudar como?! Tem que abrir espaço para deixar a pessoa respirar e ligar para uma ambulância! Em vez disso, ficam todos em cima da pessoa, nessa hora aparecem curiosos de todos os cantos, e pedem ajuda para levantar a pessoa e sentá-la no banco. Para que?! A pessoa está desmaiada, inconsciente, ela tem que ficar deitada, com o corpo relaxado. E a gente ainda vai ter que ficar escorando para ela não cambalear e cair. Mas se falar isso, começam a achar que você está de má vontade, que não está querendo ajudar. Às vezes fico tentando imaginar como foi o dia daquela pessoa ou o que houve com ela para que isso acontecesse. Será que foi uma rotina estressante de trabalho? Uma caminhada muito longa? Muitas horas sem comer? O sol muito forte? Acho que nunca vou descobrir. Não dá para saber o que se passa na cabeça de outra pessoa ou qual foi a sua rotina naquele dia. Também não vou ser invasivo ao ponto de esperar ela acordar, me aproximar e perguntar, não sou tão intrometido. Confesso que até fico tentado, mas me seguro. Ah! Se curiosidade matasse... Certa vez aconteceu algo parecido comigo. Após um dia inteiro numa rotina estressante de trabalho, tive que fazer uma caminhada longa, estava sem comer há algumas horas e o sol bem forte. No meio dessa caminhada, comecei a me sentir mal, um pouco tonto e achei que fosse desmaiar. Mas foi no meio da caminhada! Por que essa gente deixa para desmaiar do meu lado, ali no ponto de ônibus, depois de já ter chegado e já ter parado, quando já está descansando? Vai saber.
avatar
@purapoesia há 1 ano
Público
🅢🅔🅧🅧🅧🅣🅞🅤 selvagem este corpo lhe pertence o tateie, o rasgue! lambe-o, chupa-o selvagem me oferto, presa devora-me me põe na boca me põe em ti roça e uiva revela o instinto alimenta-te de minha carne a leva à tua garganta saboreia a minha seiva não deixas uma gota desfruta de meus restos e eu de tua nua fruta comemo-nos ceemos sem receio melarei-me com tua polpa a face entre as dunas as mãos em tua maciez colherei os suspiros matarei a sede com a tua mélea água.
Últimas respostas
@calorliterario_ · há 1 ano
Minha nossa 🔥
@CrisRibeiro · há 1 ano
Socorro! 🚒🧯👨‍🚒 Acudam aqui! 🔥🔥
Ver conversa completa