Por Que Estudamos Acidentes?
Entender os acidentes vai muito além de contar o que aconteceu. Eles nos oferecem uma janela para compreender comportamentos sociais e culturais. Que lições você acha que podemos aprender com eles? Compartilhe nos comentários!
#Educação #Sociologia #ComportamentoHumano #Reflexão
É definitivo que amo tanto a ti
como amo a este que aqui escreve
e portanto de ti não mais preciso
a ver que só com a tinta sou feliz
pois amo o poeta que se fez em mim
é virtude permanente que nasceu
hoje sou teu e também sou meu
amanhã assim contente permanece
pois nada em mim um momento esquece
o que já se provou e já se viveu
se por ventura houver comunhão
teus caminhos cruzarem minha volta
não permitirá tristeza nem mata-borrão
apagar a construção deste amor sem fim
que ausente em corpo e tatuado em alma
sobreviveu calado por tantas horas
mas possa enfim iniciar outra história
se sou tão eu aqui a sonhar sorrindo
imagina-te unidos o que seria bem vindo
se vens cravos vermelhos no jardim
se ficas flores brancas de jasmim
não importa quem se importa
um poema é sempre assim
definitivo em sua declamada glória
no esplendor de um único amor
que se realiza em carne e gozo
ou em fantasias que constrói
felicidades amada
onde quer que você vá
por fim repito que te quero
sempre livre a escolher
entre cravos e jasmim
Edu Liguori
#desafio 365 dias
Dia 50 - Fale sobre um livro que você nunca leu, mas gostaria.
Que tipo de pergunta é esta? A minha lista de livros que nunca li, mas que gostaria de ler é muito maior do que a lista de lidos! Tem tantos de literatura, mas, ainda mais, de filosofia e de teoria.
Vou citar aqui "Corte de Espinhos e Rosas", de Sarah J. Maas, porque eu nunca li "romantasia" - o que é muito louco, porque tenho um livro inacabado bem dentro dessa gênero. Então fico sempre sentindo que estou em dívida de ler algo do tipo. Aceito outras sugestões de títulos relacionados!
#desafio 365 dias
Dia 49 - Fale sobre um livro que seja peça teatral.
Sabe um daqueles livros que você lê, esquece o nome das personagens e até mesmo a maior parte do enredo, mas, em contrapartida, NUNCA esquece? Então...
Li a peça "Uma Casa de Bonecas" de Henrik Ibsen em 2005 (último período da faculdade) e lembro-me muito bem do incômodo que me foi ler uma peça de 1879, porém que me parecia tão atual.
A peça é sobre como mulheres são excluídas da sociedade, às vezes com uma roupagem de cuidado e afeto.
Livro: Carta de um Defunto Rico
Autor: Lima Barreto
Lançamento: 1920
Neste conto satírico, Lima Barreto dá voz a um falecido milionário que escreve uma carta do além, refletindo sobre sua vida e os valores da sociedade. Com ironia e crítica mordaz, o autor aborda temas como a busca desenfreada por riqueza, a hipocrisia da elite e a efemeridade do poder material. A narrativa faz parte do estilo característico de Barreto, sempre questionando as desigualdades sociais e a falsa moralidade da época.
#domíniopúblico
#Clássicos
(Manhã)
- E aí cara, trouxe a parada?
- Tá aqui!
- Cara! Que legal! Isso é a coisa mais legal que eu já vi na minha vida!
- É mesmo. Não te falei que era maneiro?
- Hehe. Demais cara! Mas como que a gente vai fazer pra detonar ela?
- Acho que vou bater nela com uma pedra.
- Mas e se ela explodir e te machucar?
- Explode nada, a gente mira pro outro lado e tá tranquilo.
- Cê tem certeza?
- Claro! Cê tá com medo, cara?
- Não, claro que não! Só tô preocupado com você.
- Pode ficar tranquilo que não vai acontecer nada comigo.
- Beleza então. Vai lá!
- Porra! Essa merda não detona.
- Cê não deve tá batendo com bastante força.
- Então olha agora. Vou bater com toda a minha força.
- Ah! Cê tá muito fraquinho. Me dá essa pedra aqui!
- Ué! Cê não tava com medo?
- Já falei que não! Eu só tava preocupado.
- Então toma aqui! Quero ver se cê é mais forte que eu.
- Cê não tava batendo direito. Vou te mostrar como que eu tava falando pra bater.
- Vai lá, fortão!
- Vou mesmo!
- Ih! Alá! Não é de nada também! Tirou a maior onda e na hora H nada.
- Ah! Vai a merda!
- Como que a gente vai fazer pra essa porra atirar?
- Sei lá, caralho!
- Que que cê acha da gente pôr na linha e esperar o trem passar em cima?
- É! O trem tem mais força que essa sua mãozinha de boiola. Hahaha.
- E a sua?! Cê também não conseguiu, sua bichona. Hahaha.
- Vamo deixar de bobeira e vamo pro centro pôr essa merda na linha do trem logo!
- Beleza! Vamo lá!
- Agora não, vamo depois do almoço. Já tá quase na hora, senão minha mãe vai me encher o saco.
- Beleza! Vou almoçar também.
- Então a gente encontra depois do almoço na pracinha.
- Tranquilo. Falou!
- Falou!
(Tarde)
- E aí? Vamo lá?
- Porra! Cê demorou pra caralho! Já tem meia hora que eu tô aqui!
- É que depois do almoço tive que dar uma cagada.
- Hahahaha! Cagão!
- Cê não caga, não, porra!
- Tô zoando, cara! Cê pega pilha fácil, hein?!
- Bora pra lá então!
- Bora!
- É aqui ó! Melhor lugar pra pôr. O barulho do trem e a buzina não vai deixar ninguém ouvir.
- Vem cá pra trás do muro, mas despista pra ninguém perceber.
- Esse trem tá demorando muito. Será que hoje ele não passa?
- Passa sim. É que a gente tá nervoso, aí parece que demora mais.
- Mas eu não tô nervoso. Eu sou macho.
- Até parece.
- Sou mesmo! Mais macho que…
- Olha lá ele!
- Até que enfim!
- Não fica olhando. Faz de conta que a gente tá fazendo outra coisa.
- Não tô olhando.
- Tá sim! Cê tá dando na pinta pra caralho!
- Tá chegando!
- Vou ficar olhando pro outro lado.
- Eu não. Quero ver o que vai acontecer.
- Porra! Que barulhão! E aí, como foi? Deu pra ver?
…
- Responde cara! Levanta cara! CARAAAAAAAAAAAA!
Livro: A Nova Califórnia
Autor: Lima Barreto
Lançamento: 1910
A Nova Califórnia é um conto satírico de Lima Barreto, publicado originalmente em 1910. A história se passa em uma pacata cidade do interior, onde a tranquilidade dos moradores é abalada por um forasteiro misterioso que chega com uma proposta inusitada: transformar ossos humanos em ouro. O conto critica a ambição desmedida e a hipocrisia da sociedade, explorando com ironia a cobiça e o oportunismo das pessoas diante da possibilidade de riqueza fácil.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Uma Lágrima de Mulher
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1879
Uma Lágrima de Mulher é o romance de estreia de Aluísio Azevedo e se diferencia de suas obras posteriores por ter uma abordagem mais sentimental e romântica, em contraste com o naturalismo que marcaria sua carreira. A narrativa acompanha a trajetória de um jovem apaixonado que enfrenta desafios e desilusões amorosas, explorando temas como idealização do amor, sofrimento e sacrifício. A obra reflete influências do romantismo e revela o talento inicial do autor, que mais tarde se destacaria por suas críticas sociais mais incisivas.
#domíniopúblico
#Clássicos
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
50- Fale sobre um livro que você nunca leu, mas gostaria.
Li a versão adaptada infantojuvenil desse livro na adolescência e adorei. Depois, na faculdade, li alguns capítulos na disciplina de Leituras Orientadas quando me formei em Português e mais tarde outros capítulos quando me formei em Espanhol. Mas ler de cabo a rabo ainda está na minha lista (imensa e interminável).
#Link365TemasLivros
Livro: O Mulato
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1881
O Mulato é considerado o primeiro romance naturalista do Brasil. A obra denuncia o racismo estrutural e os preconceitos da sociedade maranhense do século XIX por meio da história de Raimundo, um jovem mulato que retorna da Europa para São Luís e enfrenta discriminação e perseguição ao tentar viver um romance com Ana Rosa. Com uma crítica social contundente, Aluísio Azevedo expõe as injustiças e hipocrisias da época, consolidando-se como um dos principais nomes do naturalismo na literatura brasileira.
#domíniopúblico
#Clássicos
O que eu faço
Com esse laço
Que me ata à você?
Fico a mercê
Das suas mentiras
Presa em uma armadilha
Manipulada por palavras,
Chantagem psicológica.
Qual é a lógica
De adoecer alguém,
Que você diz
Querer tão bem?
#desafio 50/365
O tema do Livro que apoia o #desafio de hoje é:
49- Fale sobre um livro que seja peça teatral.
Gosto bastante desse livro, principalmente na tradução de Millôr Fernandes. Ele mantém o humor de Shakespeare e uma linguagem próxima, porque na época o dramaturgo não era elitista como dão a entender as traduções atuais.
Dia desses recomendei a versão quadrinhos desse livro para um aluno que adorou.
#Link365TemasLivros
Livro: O Japão
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1894
O Japão é um livro de memórias e impressões de viagem escrito por Aluísio Azevedo durante sua estadia no Japão como diplomata. Diferente de seus romances naturalistas, essa obra traz uma visão detalhada sobre a cultura, os costumes e a sociedade japonesa no final do século XIX. O autor descreve sua experiência com curiosidade e fascínio, oferecendo ao leitor um retrato vívido do Japão daquela época, misturando observações históricas, sociais e pessoais.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: O Homem
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1887
O Homem é um romance naturalista de Aluísio Azevedo que aborda a influência do meio sobre o comportamento humano. A história acompanha um protagonista envolto em dilemas morais e sociais, explorando temas como instintos, desejo, hipocrisia e os impactos das convenções sociais. Com sua característica crítica à sociedade da época, o autor constrói uma narrativa intensa e reflexiva, reforçando os ideais do naturalismo ao mostrar personagens que lutam contra suas próprias naturezas e circunstâncias.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: O Esqueleto
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1890
O Esqueleto é um romance que mistura elementos do realismo e do mistério, abordando temas como ciência, morte e obsessão. A trama acompanha um médico obcecado pelo estudo da anatomia humana e pela ideia de preservar um esqueleto perfeito. À medida que a história avança, o livro explora questões filosóficas sobre a vida e a morte, além de trazer uma crítica sutil à sociedade da época. Com uma narrativa envolvente e um tom sombrio, Aluísio Azevedo conduz o leitor por uma história intrigante e reflexiva.
#domíniopúblico
#Clássicos
Que o sono me leve...
Usarei asas de pétalas brancas
para conseguir um abraço da lua.
mergulharei às profundezas
do espaço não visto, usando
um escafandro de gotas de chuva.
Jogar-me-ei abismo adentro
enquanto leio os versos do vento
para despertar
e duvidar
desses conceitos caretas
de "Realidade".
Um café,
e esquecerei meus atos...
Porém eles continuam ali,
realizados:
pois, em sonho,
os fiz de verdade.
Alberto Busquets.
#Desafio 050
Livro: Mattos, Malta ou Matta?
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1881
Mattos, Malta ou Matta? é um romance pouco conhecido de Aluísio Azevedo, no qual ele trabalha elementos de crítica social e identidade. A trama acompanha questões ligadas à confusão de nomes e identidades, explorando o impacto disso na vida dos personagens e na sociedade da época. Com sua escrita irônica e envolvente, o autor satiriza os costumes e burocracias brasileiras, proporcionando uma leitura instigante e reflexiva.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Girândola de Amores
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1884
Girândola de Amores é uma coletânea de contos de Aluísio Azevedo que retrata diferentes facetas do amor e das relações humanas. Com uma abordagem leve e bem-humorada, o autor explora paixões, traições, desencontros e jogos de sedução, sempre com sua característica crítica social e olhar atento aos costumes da época. A obra apresenta histórias dinâmicas e envolventes, destacando a versatilidade narrativa de Azevedo.
#domíniopúblico
#Clássicos
Livro: Filomena Borges
Autor: Aluísio Azevedo
Lançamento: 1884
Filomena Borges é um romance de crítica social em que Aluísio Azevedo satiriza os costumes e as ambições da sociedade brasileira do século XIX. A protagonista, Filomena, é uma mulher vaidosa e obcecada por status, que busca ascensão social a qualquer custo. O autor expõe, com ironia e um tom quase cômico, a hipocrisia da elite e os exageros da época, criando uma narrativa ácida e envolvente.
#domíniopúblico
#Clássicos
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