Capítulo 7 A Um Sorriso de Distância · Capítulo 7 de 12
Obra Menu

Capítulo 7

Ao chegar à cidade onde minha mãe morava, que agora

também era a cidade do meu amor, senti meu coração

pulsar com um entusiasmo indescritível. Estava vivendo

um verdadeiro sonho, mergulhado em um amor

recíproco e singular. Desde o primeiro instante, Júlio se

mostrou gentil e afetuoso, revelando-me a essência de

um amor leve e sereno. Cada momento ao seu lado era

uma descoberta encantadora, onde a simplicidade e o

carinho moldavam nosso relacionamento, tornando-o

especial e inesquecível. Chegamos à tarde, e eu mal

podia esperar para encontrá-lo. Havíamos combinado de

ir juntos ao culto na igreja da minha mãe, que ele

também frequentava. Por volta das 18 horas, ele chegou

em frente à casa da minha mãe. Abracei-o com força,

sentindo seu perfume e a saudade que nos envolvia. —

Que saudades! — Ele sussurrou em meu ouvido,

enquanto permanecíamos abraçados por um longo

tempo. — Entra um pouco — convidei-o. Ele entrou e,

ao avistar Arthur, correu para abraçá-lo. Logo era hora

de irmos ao culto.Em pouco tempo, minha irmã Patrícia

chegou à igreja, e sua presença trouxe uma alegria

contagiante. Abracei-a calorosamente, e logo percebi

seus olhares e sorrisos discretos ao me ver ao lado de

Júlio. Era evidente que ela compartilhava da felicidade

que eu sentia, apreciando a cumplicidade e o afeto que

transpareciam entre nós. Durante o culto, ficamos de

mãos dadas, e, no início da pregação, Patrícia comentou:

— Letícia, vou para casa. Estou com dor de cabeça e vou

levar o Arthur. — Está bem — respondi. Após o culto,

convidei Júlio para passar um tempo na casa da minha

mãe, e ele aceitou prontamente. Assim que descemos do

carro, ele disse: —Vai na frente, amor. Já entro. —Tudo

bem — respondi, descendo as escadas. Ao entrar em

casa, notei a luz apagada e não suspeitei de nada. De

repente, ouvi a música “Thinking Out Loud”, do Ed

Sheeran. Ao entrar na sala, vi balões espalhados por todo

lado. Fiquei surpresa, sem palavras, enquanto

compreendia a situação. No aparador, havia uma foto

nossa do primeiro encontro em um porta-retrato

adorável.Quando me virei, Júlio estava vindo em minha

direção com um lindo buquê de flores. Minha irmã saiu

do quarto com Arthur; ela havia voltado para casa mais

cedo para preparar a surpresa a pedido de Júlio. Voltei

meus olhos para ele, que, agora mais perto, segurava

uma caixinha de alianças. Após me entregar o buquê, ele

disse, com a voz trêmula de nervosismo: — Letícia,

desde a primeira vez que vi seu sorriso, me apaixonei

instantaneamente. Lendo seu livro, percebi que a palavra

“sorriso” ou seus sinônimos aparecem inúmeras vezes.

Isso mostra que, independentemente da situação, você

sempre está com um sorriso lindo no rosto, um sorriso

que eu admiro muito. Após essas palavras, ele se

ajoelhou e perguntou: — Você aceita namorar comigo?

Meu coração disparava. Que momento! Que loucura,

pensava. Conhecia-o há apenas 15 dias, mas tudo estava

se desenrolando tão rápido. Além de atencioso, descobri

que ele era romântico... Flores! Nunca tinha recebido

flores antes. — Sim, meu amor! Sim! — respondi,

puxando-o para um beijo.Minha irmã pulava de alegria

na sala, brincando: — AH! Eu sabia de tudo! Passamos

um bom tempo juntos naquela noite. Até que ele

sinalizou que já estava tarde e precisava ir, pois

trabalharia no dia seguinte. — Te levo até a porta —

falei prontamente. Ele segurou minha mão e fomos até a

escada, onde ele ficou um pouco mais. — Já vou! Tchau

— ele disse. Respondi “tchau” com a voz baixinha, e ele

confundiu com “eu te amo”. Ele então falou: — Eu

também te amo. Você disse “eu te amo”? — Não, eu

disse “tchau” — respondi. — Mas eu te amo — ele

disse, e foi embora. Fiquei transbordando de felicidade.

Ele tinha dito que me amava pela primeira vez, me

pedido em namoro e me dado aquele buquê de flores

lindas. Estava realizada. Passamos aquele final de

semana juntos, conversamos bastante. Fomos ao parque

jogar bola com Arthur. Até que chegou o momento de

ele me levar para casa, como havíamos combinado. — Já

estou com saudades de vocês — ele comentou no

caminho. — A parte ruim é a distância — comentei.—

Estou disposto a suportá-la por você — ele falou,

sorrindo e apertando minha mão. — Eu já sabia que ia

encontrar você, de alguma forma sentia isso dentro de

mim — disse, sorrindo e segurando sua mão de volta.

Acrescentei com doçura: — Se formos honestos conosco

e capazes de entender um ao outro, seremos felizes. Júlio

me deixou em casa e partiu, deixando-me com a saudade

do seu toque, do seu cheiro e dos seus beijos. Enquanto

ele partia, me deixava envolver por uma mistura intensa

de saudade e paixão. Refletindo sobre como eu havia

mudado e o quanto desejava tê-lo por perto, pensava

intensamente: “Quando estou longe de você, a vida

perde um pouco do seu brilho, da sua calma, do seu

sabor. As risadas não são tão empolgantes, e meus

pensamentos só têm espaço para você. O que você fez

comigo? Eu, que costumava aproveitar cada momento,

agora vivo contando os dias para os finais de semana, só

para poder te ver.Antes, achava clichê as pequenas

gentilezas, até você chegar e me buscar para jantar, abrir

a porta do carro, puxar a cadeira para eu me sentar, e me

entregar flores. Hoje, vivemos rodeados de clichês que

antes considerava bregas. Brega mesmo é não ser amada.

Brega é não dançar com seu amor, dar boas risadas,

tomar vinho, fazer vários nadas. Brega e ridículo é como

o tempo passa rápido, como o final de semana acaba

depressa. São tantos filmes em pausa, sorrisos bobos

cobertos de beijos bregas na testa”. No dia seguinte, fui

cedo levar o Arthur à creche. Embora não parecesse, ele

frequentava a creche regularmente. Após deixá-lo lá, fui

surpreendida por sua professora: — Você é escritora? —

perguntou a professora. — Sou — respondi, surpresa,

imaginando como ela havia descoberto essa informação.

Ela logo explicou que o Arthur havia mencionado à

turma que eu era escritora e que contava diversas

histórias para ele. Comentou que Arthur compartilhava

essas histórias com seus colegas durante o horário de

cochilo.Em seguida, ela perguntou se eu poderia contar

histórias para as crianças da creche em um evento.

Fiquei encantada e aceitei de imediato, afinal, contar

historinhas para as crianças me traria muita felicidade.

Aquela semana foi marcada por momentos felizes.

Contar histórias para a turminha do Arthur roubou-me

um pouco da atenção, permitindo que eu pensasse um

pouco menos na saudade que sentia do Júlio. Mas o final

de semana se aproximava, e tínhamos combinado de ir

ao parque próximo à minha casa. Logo chegou a

sexta-feira, o dia em que ele viria à minha casa. Eu

estava amando as sextas-feiras, e o motivo de todo esse

amor era que eu veria o Júlio. Quando ele chegou, me

mandou uma mensagem: “Estou aqui na porta”. Ao abrir,

ele sussurrou ao pé do meu ouvido: — Hoje eu vim te

buscar para sair, para sorrir, sei lá, ser feliz. Quer ser

feliz comigo? Respondi, embaraçada naquele sorriso

calmo: — Quão doce é tua alma.— e, em seguida,

comentei — Realmente, estou precisando sair para viver

a vida, ouvir os idosos contar histórias bonitas, para que

no futuro sejamos um deles. Precisamos apreciar o viver,

ter sabedoria para nos conhecer, ter bons amigos e

compartilhar poemas e canções à beira-mar. 80 Mais

tarde naquela noite, conversamos sobre o amor. Deitada

no peito dele, olhando de perto cada detalhe do seu lindo

rosto, comentei: — O amor é algo sutil e abundante.

Simples e gentil. Doce, calmo e intenso ao mesmo

tempo. Repentino e lento. Como pode ser tudo isso ao

mesmo tempo? Eu não sei, são coisas do amor. O amor

que, por sinal, eu amo amar em todas as suas formas e

faces. O amor é carregado num buquê, numa letra de

música, num minuto de conversa (risos). O amor vem

em modo oração, num apertar de mãos. O amor tem suas

maneiras, está na gota da chuva. Claramente

demonstrado no sorriso de uma criança arteira. Ter amor

e ser amor é ter sorte, e quanta sorte cabe num olhar

preciso, num abraço quentinho. Quando terminei de

falar, ele passou a mão levemente no meu rosto.—

Como eu te amo, menina — disse, olhando fixamente

nos meus olhos, me deixando desconcertada. No dia

seguinte, fomos ao parque como combinamos, fizemos

um piquenique, levamos Arthur nos brinquedos.

Sentamo-nos um pouco e, de repente, Arthur falou: —

Vamos naquele, papai? — Meus olhos foram diretamente

de encontro aos de Júlio, que estavam lacrimejando de

emoção. O Caju já tinha evoluído para papai, e a gente

não tinha nem um mês juntos, mas aquele vínculo já era

tão forte. Cheguei a me questionar se era o correto. Estou

conhecendo ele agora e, se não der certo, irá partir não

só o meu coração, mas também o do meu filho. As

intenções de Júlio pareciam boas, mas não impediam

pensamentos intrusivos em minha mente precavida.

Logo fui tomada por uma paz e a certeza de que estava

no caminho certo. Na semana seguinte, teríamos um

jantar na casa dele para conhecer sua família de perto.

Ao chegar, a expectativa estava no ar. Júlio havia

preparado um jantar especial, e fez questão de convidar

minha mãe para participar.Além dela, minha irmã

Patrícia e seu marido Rafael também estavam presentes.

Daniel, um amigo próximo da família, completava o

grupo. Tudo parecia perfeitamente orquestrado. Fui

recebida com um misto de ansiedade e entusiasmo,

especialmente por finalmente conhecer os pais de Júlio.

Sentamos à mesa, onde ele serviu um bobó de camarão

simplesmente divino, seguido por um pudim, que, sem

dúvida, foi o melhor que já provei. A noite transcorria

com uma harmonia envolvente. A família de Júlio nos

acolheu com um calor genuíno, demonstrando empatia

pela nossa relação e recebendo Arthur com carinho. À

medida que a conversa fluía, o relógio já marcava quase

22 horas, quando Arthur, sonolento, pediu para dormir.

Júlio, sempre atencioso, ofereceu seu quarto para que eu

pudesse acordá-lo. Ao entrar, observei o ambiente: um

espaço em preto e branco, meticulosamente organizado,

que parecia refletir a personalidade de Júlio. Enquanto

Arthur adormecia, eu me perdia em pensamentos,

tentando capturar memórias e impressões daquele lugar.

Depois que Arthur dormiu, voltei para a área da

churrasqueira, onde a animação continuava. Rimos e

cantamos, até que Patrícia, em um momento de

espontaneidade, fez uma declaração apaixonada para

Rafael. Em seguida, ela se virou para mim com um

desafio: — Agora é sua vez! — exclamou, apontando

para mim. Surpresa e um pouco envergonhada, respondi:

— Eu? Todos juntos incentivaram: — Vai, você é

escritora! Com um sorriso tímido, perguntei: — Pode ser

um poema? Após a aprovação geral, recitei o poema do

meu livro “Pequenos detalhes”, com o coração acelerado

e os olhos fixos nos de Júlio, que me olhava com um

sorriso acolhedor: — O encontro dos nossos olhos nunca

foi tão preciso como hoje. Raramente me fixo por muito

tempo em algumas coisas, pessoas. Meu olhar, antes

estava distraído, encontrou o seu, encontrou o amor e

todas as outras coisas que vêm junto. A reação foi

imediata: aplausos e gritos de incentivo. Ainda coberta

de vergonha, brinquei: — Agora é a vez do Júlio!Ele,

igualmente envergonhado, cantou um trecho de uma

música, arrancando risos e aplausos. Júlio então segurou

minha mão e nos afastamos um pouco, deixando os

outros envolvidos em suas conversas e risadas. — Quer

dormir aqui? — perguntou ele, arqueando a sobrancelha

com um sorriso. — Não — respondi, quase

instantaneamente. — Não? — ele repetiu, surpreso. —

Acabei de conhecer seus pais, não acho que seria

apropriado — expliquei. — Então posso ao menos te

levar para casa? — perguntou, com um tom intrigante.

— Claro — respondi, sorrindo. No caminho, comentei:

— Gostei muito da sua família. Seu pai é extremamente

gentil, e sua mãe, adorável. Estávamos prestes a

completar um mês juntos, um mês que havia passado em

um piscar de olhos. Planejamos comemorar com uma

viagem ao litoral, deixando Arthur aos cuidados da

minha mãe e de Patrícia. A expectativa por essa nova

etapa era palpável, e eu mal podia esperar para ver o que

o futuro nos reservava. Acordei empolgada no dia

seguinte, recitando poemas que vinham à minha cabeça:

— O dia sorriu!Só é feliz quem vive... Meu sorriso

distraído encontrou o seu, o amor e todas as outras coisas

que vêm juntos. — Pensava em voz alta. — Mas, ora

veja, que bom humor. — Minha mãe surgiu com uma

xícara de café na mão. — Só o amor entende sem dizer

palavras, só o amor decifra sorrisos, transforma abraços

em abrigo — recitei, acariciando o rosto dela e sorrindo.

— Olha, poemas de uma pessoa apaixonada! — Minha

mãe comentou. Parei um pouco e falei: — É assustador o

quanto escrever me acalma. Era de manhã, e mais tarde

eu iria encontrar Júlio para viajarmos para a praia.

Estava realmente feliz. — Que blusão é esse? — Ela

perguntou, olhando-me de cima a baixo. Eu estava

usando uma blusa que Júlio havia me dado dias antes,

perfumada, para matar a saudade. Tinha acabado de

acordar, e a blusa cobria meu short de dormir que estava

por baixo. Sorrindo, comentei: — Minha blusa preferida

não é a que me deixa mais bonita. Saí sorrindo, deixando

minha mãe com a xícara de café, balançando a cabeça

em sinal de desaprovação.Corri para o quarto onde

Arthur estava, sentindo a necessidade de estar perto dele

antes da viagem com Júlio. A empolgação pela viagem

era inegável, mas não conseguia afastar a pontada de

culpa por deixar Arthur por dois dias. Acariciei seus

cabelos enquanto ele dormia, e sussurrei: — Mamãe vai

precisar sair, está bem? Logo, logo mamãe volta para

você. O abraço apertado que dei em Arthur já carregava

a saudade antecipada. Quando Júlio chegou para me

buscar, partimos para a viagem. Apesar de termos nos

encontrado poucas vezes naquele mês, nossa conexão era

intensa. Conversávamos o dia todo por mensagens e à

noite por ligações, criando uma intimidade que parecia

ter anos, como se nos conhecêssemos desde sempre, algo

que até hoje não conseguimos explicar. Na estrada, o

assunto das nossas avós surgiu naturalmente. Júlio,

coincidentemente, também nutria uma admiração

profunda por sua avó paterna. — Ela iria adorar você —

comentei, entre sorrisos e suspiros. Continuei

mergulhando em memórias: A vida era tão mais feliz

quando ela estava conosco.O riso escapava fácil, tudo

era cheio de cor e alegria. Mas o dia em que a perdi foi

vazio, sem abraços, sem olhares profundos, apenas risos

vazios, como um pote de nada cheio de vento. Naquele

dia, a solidão era palpável, mesmo rodeada de pessoas.

Quem cuidaria do peixe no aquário vazio? Minha mente

estava cheia, mas de pensamentos vazios. O sol brilhava

lá fora, mas dentro do carro, conversando com Júlio, a

melancolia me envolveu. Júlio, com seus olhos

marejados, perguntou suavemente: — Você já estava

aqui quando aconteceu? Instantaneamente, fui

transportada para aquele dia vazio. Era um sábado, 27 de

fevereiro de 2016, seis meses após minha chegada a São

Paulo. Embora a tivesse visto em janeiro daquele ano. Já

era por volta das 11h00 da manhã, enquanto nos

preparávamos para almoçar, minha tia e Vê estavam na

cozinha perto do meu quarto. O telefone dela Vê tocou,

e, ao ver que era minha mãe, atendi. — Oi, Mainha —

disse, empolgada. — Quero falar com a Vê — ela

respondeu, com uma frieza que me fez perceber que o

pior havia acontecido.Entreguei o telefone a Verônica, já

chorando, e observei seu rosto, buscando respostas em

suas expressões. Sem uma palavra, a leve mudança em

seu semblante confirmou a notícia mais dolorosa da

minha vida. Naquele dia, perdi minha adorável avó. Ela

partiu em um sábado, um dia que costumávamos ser

felizes, pois era quando nossos pais saíam e ficávamos

com ela. Minha avó era, sem dúvidas, a pessoa mais

doce que já conheci. Eu sempre ligava para ela nas

sextas-feiras, sabendo que estaria à espera da minha

chamada. Sempre que alcanço algo, penso em como ela

ficaria feliz. Vou sempre carregar as boas lembranças dos

momentos que passei ao seu lado, assim como sempre

sentirei a dor de sua ausência. Enquanto relatava a Júlio,

as lágrimas escorriam. Júlio, visivelmente tocado, parou

em uma lanchonete no caminho para que eu pudesse

respirar. Desceu do carro, comprou uma água e,

gentilmente, me ofereceu. — Como você consegue ser

linda até chorando? — comentou ele, tentando me

animar. — Linda? Meu nariz fica vermelho quando

choro.— Você fica linda de qualquer jeito — respondeu,

sorrindo e tocando minha testa de forma brincalhona.

Logo retomamos nossa viagem. Ao chegarmos ao

destino, paramos para almoçar e depois fomos ao

mercado. Júlio planejava preparar um jantar especial no

local onde nos hospedaríamos. O lugar que ele escolheu

era aconchegante, com um toque rústico. Havia uma

cama charmosa, alguns aparadores, uma TV voltada para

a cama, e a cozinha era visível do quarto. Conversamos e

assistimos um pouco, até que Júlio se levantou

calmamente para cozinhar. Ele iria preparar massas para

o jantar, antes de começar, abriu um vinho e me serviu

um pouco. Enquanto saboreava o vinho, observava-o

cozinhando, um tanto desajeitado sob meu olhar atento.

Dei um gole no vinho e comentei: — Você cozinhando e

eu aqui, concordando com Edward Christopher quando

diz: “E talvez nós tenhamos encontrado o amor bem aqui

onde estamos”. Que sorte encontrar você e partilhar

momentos como este. Ele se aproximou e me deu um

beijo de tirar o fôlego. Em seguida, comentou: — Tenho

tanta sorte de ter você.Pode esperar que vou cozinhar

bastante para ti. A noite prometia ser inesquecível,

repleta de momentos que fortaleceriam ainda mais nosso

vínculo.

1/1
Menu

Fazer anotação