Leia agora
O Filho do Pescador

Universo da obra

O Filho do Pescador

Capítulo 21 · O Filho do Pescador

Capítulo XX — Um epílogo e reflexões

21 de 21 ≈ 16 min de leitura

CAPÍTULO XX

UM EPÍLOGO E REFLEXÕES Quando nos remontamos às causas, os acontecimentos aumentam ou diminuem muito a respeito do que são em si próprios. Voltemos a um passado: aí procuremos origens; se as encontrarmos, consultemos os erros, estudemos os crimes; e eu vos afianço que, feito um tal exame, seremos justos. Acabamos de uma cena de lágrimas! Nossas sensações foram terrivelmente abaladas à vista de um espetáculo de lutuosos sentimentos! Nossa alma está fatigada por tantas impressões dolorosas! Nossos corações foram despedaçados nessa luta sentimental da natureza, da huma-

nidade e da religião! No meio de uma chusma de diversas afecções nossa imaginação vagou incerta, declinando equívoca entre a piedade e a vingança! Nós provamos afetos horrivelmente dolorosos, e não sem traços de algum júbilo! Agora a justiça não está sem alguma satisfação. A natureza exulta, a humanidade folga, e a religião está contente! Justo é que descansemos de tantas fadigas morais. Vós me pedis duas explicações, convém saber: por que via o doutor Sinval soube a história que lhe ouvimos: e como sabia Augusto a história de Laura durante o celibato dela? Tão razoáveis são as vossas questões, que eu vou satisfazê-las num epílogo e reflexões. Sérgio, que já conhecemos, foi o primeiro amante de Laura, e pai de Emiliano. Este mancebo dissoluto, três anos depois que roubara Laura à sua mãe, e dois anos depois que lhe ela dera um filho, a desprezou sem que, para tal, razão alguma tivesse. Laura, à mercê de um novo amante, teve de sujeitar-se ao seu destino: foi com este homem que ela viveu uns treze anos pouco mais ou menos. Ao cabo desse tempo, mudou-se para o Rio de Janeiro com seu amante: foi com este que naufragou, e que, morto nesse naufrágio, ela pranteava, chamando-o seu marido. Cumpre notar que Sinval sabia, até alguns anos atrás, que este homem não tinha desposado Laura, como veremos; e quando Augusto disse à sua mulher que ela não era esposa desse homem morto no naufrágio, ele o não podia assegurar; não era, pois, mais que uma bem fundada suspeita; mas Laura a confirmou. Quando Sérgio abandonou Laura, tirou-lhe seu filho, que então tinha dois anos, e Laura nunca mais viu essa criança; tendo apenas notícias de que vivia, cuidado que ela sempre tinha de perguntar por ele. Estas mesmas notícias cessaram quatro anos depois da ingratidão de Sérgio, porque este vindo à cidade

com seu filho, então de seis anos, o deixou na casa de Sinval, de quem era íntimo amigo. Foi a este médico que Sérgio contou, não só toda a sua história com Laura, como também toda a história dela. Foi também nessa ocasião que Sinval foi o padrinho no crisma de Emiliano, cujo primeiro nome, por estranho no calendário dos santos, lhe foi mudado. Por este mesmo tempo fez Sérgio uma viagem a Minas Gerais, donde nunca mais voltou; e não aparecendo em parte alguma, foi reputado como uma das vítimas da Mantiqueira de tão dolorosa recordação! Emiliano ficou então órfão de pai, porque este havia morrido; de mãe, porque nem ele conhecia a Laura, nem ela a Emiliano. E, pois, dos nossos personagens só Sinval era quem sabia o nome da mãe de seu afilhado e toda a sua história, bem que não a conhecia pessoalmente. Emiliano, depois que soube ler, passou a outros estudos, onde mostrou um raríssimo talento: Sinval amava-o como a seu filho. Na idade de treze para quatorze anos começou Emiliano a sofrer muito em sua saúde, a ponto que a tenaz moléstia mostrando-se rebelde a todo o império da medicina, Sinval resolveu mandá-lo à Europa para casa de seus parentes a ver se melhorava, como de fato aconteceu. Emiliano esteve em Lisboa dois anos e alguns meses, depois do que voltou ao Rio de Janeiro, na idade de seus dezessete anos. Foi então que ele viu Laura pela primeira vez, tendo ela os seus trinta e um anos, mas tão formosa e gentil, como nos seus dezoito! Ora, foi durante a ausência de Emiliano que Laura naufragou, como vimos, e que Augusto desposou-a estando Sinval fora da cidade, em uma viagem que fez por motivos de saúde, em que se demorou quatro para cinco meses: tendo voltado para a cidade, achou Augusto casado; e tendo visto Laura, combinando quanto Sérgio

dela lhe contara, junto ao nome de Maria Laura, veio no perfeito conhecimento de que era ela a mãe de Emiliano. Notemos de passagem que Laura fugia sempre a conversações que tendessem ao seu país natal, e que pudessem implicar-se com sua vida passada; e conquanto dissesse a Augusto, quando este lhe perguntou por seu nome, que se chamava Maria Laura, todavia acrescentou que mais acudia pelo nome de Laura, seu sobrenome, por antigo costume, em que a haviam posto todos os que a conheciam, o que era verdade. Esta ingenuidade de Laura era uma carta de recomendação, que a faria conhecida um pouco mais tarde: ela tinha, é verdade, sua malícia quando se aproveitava de seu sobrenome, em detrimento do nome, mas não sabia ser maliciosa, por isso que dava aquele mesmo pelo qual era de todos conhecida: melhor andaria se dissesse a Augusto que se chamava Maria; e mudasse o sobrenome; mas a infeliz não queria mais que encobrir os erros de sua passada vida; não estava ainda ao todo corrompida, enfim carecia de um sedutor mais hábil. Destarte quando Sinval perguntou a Augusto pelo nome de sua mulher, este, não só lho disse, como fez-lhe a mesmíssima explicação, que Laura lhe fizera. Já se vê, que mais não era mister ao doutor para conhecer a mãe de seu afilhado. Sinval, de posse destes segredos, guardou-os religiosamente; porque para com Emiliano a prudência lhe mandava calar-se; para com Augusto a honra, e para com o mundo, uma e outra. Foi depois da suposta morte de Augusto que seu amigo se abriu com ele sobre estas coisas: eis como Augusto soube da vida de Laura, durante o seu celibato. Augusto foi quem revelou ao doutor quanto este declarou, lançando em rosto a Laura todos os seus crimes, como o mesmo Augusto os vira e ouvira. Bem se vê a combinação entre os dois!

Três dias ao depois desta última cena de dor, que vos descrevi, uma pequena questão teve lugar entre Emiliano, e seu padrinho: ela não é todavia necessária à nossa história, mas eu vo-la apresento, porque pode servir como um toque de moral dela. Emiliano tinha em Lisboa (porque apenas ali chegou se restabeleceu) continuado a freqüentar os estudos e com grande aproveitamento. Além de sua rara habilidade, ele era dotado de mui bons sentimentos, muito religioso, e cheio desta moral sublime, belo tipo de todas as grandes virtudes! Sinval gostava de ouvi-lo, ou como dizemos vulgarmente, de puxar por ele. Jantava Augusto com seu amigo doutor e com Emiliano: aconteceu a conversação recair sobre o sincero arrependimento de Laura, quando Sinval disse: — Em verdade, eu creio nele; aprovo até os sentimentos de Augusto; andou bem assim; mas confessemos que Laura era assaz criminosa. O meu afilhado perdoarme-á esta franqueza. Emiliano estremeceu ouvindo estas palavras, e um ardente rubor, após de uma fria palidez, deu mais encantos ao seu rosto, e ele disse: — É verdade, meu padrinho; mas nós, os homens, somos tão maus, que dando motivos a quase todos os crimes das mulheres, não só nos não encarregamos de parte de sua explicação, mas também não tomamos sobre nós um tanto ou quanto de sua culpabilidade! Deixando de parte as idéias favoráveis aos maridos e aos amantes, a respeito de constância, e tão desfavoráveis às mulheres de quem tudo exigimos, e a quem nada concedemos (exceto as zumbaias, os cumprimentos, as polidezes e elogios de uma sala, como por escárnio), falarei tão-somente de outras coisas. Nós temos organizado uma sociedade a nosso belprazer, e acerca das mulheres nos constituímos a um só tempo partes e testemunhas, juizes e acusadores!

Quantos homens, meu pai, encontraremos como vós, e como meu padrinho? certo que mui poucos. Em o número de cem mulheres nós encontramos apenas dez, cujo despejo, cuja falta de sentimento as fez solicitadoras de alguns homens; enquanto em o número de cem homens não deparamos com dez que não tenham solicitado, que não tenham seduzido alguma mulher! E esses sedutores ignorariam que tal senhora era uma donzela amada de seus pais? que esta era uma esposa prezada de seu marido? que aquela era uma querida amante, por cujo procedimento era responsável seu amado? Eles não ignoravam. Entretanto a ambição natural cede à hábil sedução; o amor próprio à lisonja, e a fraqueza ao crime! Desde então esta mulher caída é olhada com desprezo; seu nome é acompanhado de um epíteto de infâmia; sua presença revela uma idéia de menospreço. .. justo castigo de sua fraqueza, é bem verdade! E por que não sofre outro tanto o seu vil sedutor? A não contarmos bem poucos homens austeramente honrados, ele é de todos bem tratado, bem acolhido; aparece em toda parte sem repugnância de pessoa alguma; alardeia as suas belas qualidades de sedutor, contando as suas felicidades, e é olhado como um belo espírito, como um cavalheiro galante, um moço empreendedor, enfim! As mulheres na sociedade são sempre o que nós queremos que elas sejam, visto sermos nós os diretores delas. Nós, pois, somos os seus originais; nós lhes damos o tipo de suas ações; seus costumes são obra nossa; nós as exemplificamos; nós dirigimos a sua conduta, porque somos os motores de seu pensamento pelo que respeita à sociedade. O gênio de uma nação nada é mais que uma idéia, que representa as mais fortes e decididas inclinações da nação; esta idéia pertence a todos os indivíduos dela, salvas algumas raras modificações. Conquanto as inclinações primárias do coração humano sejam assaz poderosas, todavia elas se corrigem por

uma feliz educação: tudo cede ao império da vontade; e ela criando costumes, forma uma nova natureza que, bem que artificial, com efeito grande revolução faz em inclinações naturais a respeito da sociedade, emendando um coração que mal se dirige em suas afeições! Em uma nação, é da maior pronúncia da moralidade individual, que resulta a moralidade nacional, a que revela altamente o gênio da nação. Em qualquer nação há sempre mais ou menos certos crimes: evitá-los absolutamente é impossível: não obstante, nosso juízo seria sempre desfavorável àquele povo entre o qual, além de haverem outros crimes, houvessem muitos desmanchos entre senhoras casadas e donzelas; e essa corrupção não pertenceria exclusivamente às mulheres, pois que para que elas fossem corrompidas deveriam os homens serem corruptores, para o que cumpria serem sedutores. Um povo houve (creio que o Ateniense) que, punindo com pouca severidade o que abusava de uma mulher por meio da força, punia severamente o que a seduzia, tanto o seu legislador conheceu o poder dessa arma tão formidável. Entre nós, olha-se para um sedutor sem a menor repugnância, ao passo que se olha para sua vítima com desprezo; e todavia a punição do adúltero e do estuprador (quando este abandona sua vítima) parece não estar em relação com seu delito! Sejamos mais positivos. As idéias de virtude e de vício não são meras convenções humanas, elas têm um certo quilate da natureza, e a mesma natureza pune os excessos de um coração, que se não sabe dirigir em suas afeições! Seja influência da natureza, seja efeito da civilização, o universal consenso tem ligado a idéia de prêmio à idéia de virtude, e a idéia de castigo à idéia de crime; mas nos vícios contra a castidade, nos vícios contra a fidelidade conjugal, nós nos esquecemos dos castigos que

os seguem contra os homens, e só os aplicamos contra as mulheres! Demais, como é que exigimos nós delas uma constância inabalável, uma virtude de ferro, se nós somos os mesmos que as corrompemos e as arrastamos a toda sorte de crimes? A pregação não é bastante, cumpre o exemplo: os exemplos ferem mais os corações, do que as palavras os ouvidos! Enfim onde os homens são demasiadamente corrompidos, as mulheres são sempre falsas! Confesso que elas por mais fracas estão mais expostas aos crimes, que nascem de sua fraqueza; mas hão de conceder-me que numa sociedade bem morigerada esses crimes são menos freqüentes. Minha mãe tem sido bem criminosa, não o neguemos; é uma mulher, cuja educação foi pouco, ou para melhor dizer, de nenhum modo curada: de tenra idade perdeu seu pai, e tendo treze anos abandonou a casa paterna: este crime foi o originário de todos os seus crimes, que mais tarde deveriam segui-lo; este crime. .. com dor o digo, foi do meu desgraçado pai!... (neste lugar duas lágrimas fugiram de seus olhos; ele enxugou-os e continuou:) Ou fosse minha mãe que lhe propusesse a fuga, ou fosse ele, o certo é que o crime é sempre dele; se foi ele, então dele só; se foi ela, sempre o crime é dele, pois que sendo mais forte, e devendo ser mais pensador, devia fazê-la desistir de um tal intento, pintar-lhe todo o horror de tão negra ação, asseverar-lhe as suas conseqüências, enfim enegrecer a fuga de uma donzela do lar paterno, como um infando crime! Oh! a palavra crime é sempre horrível aos ouvidos de uma virgem, e mormente na idade de treze anos, idade tão suscetível de correção. Depois meu pai deixou-a injustamente; outro motivo para seus crimes... mas ele já não vive, Deus lhe perdoe, respeitemos nós a sua memória, e seja esta a última vez de uma tão triste recordação! Minha mãe então teve de sujeitar-se ao seu destino, e durante o prazo de treze

anos, pouco mais ou menos, nada se sabe de sua vida; talvez não fosse solicitada, o que custa a crer, estando a isso assaz exposta, atenta a sua extrema beleza; mas eu concedo que o não fosse: não há, pois, virtudes, nem vícios nesse pedaço de sua vida; é isto o que o mundo chama viver honradamente (este epíteto pertencer-lhe-ia se ela fosse então casada, pois que não sê-lo era o seu único defeito); sim, honradamente, isto é, sem virtudes e sem crimes. Minha mãe veio para o Rio de Janeiro, um naufrágio roubou-lhe o homem, que a amava; e nem como crime reputar-se deve ela chorá-lo, como marido, querendo assim encobrir sua falta aos olhos de quem a não conhecia. Mudou então de estado, ampliou-se o seu círculo e alargaram-se os seus conhecimentos: ela estava, pois, no Rio de Janeiro, principal cidade do Brasil, onde uma extrema beleza, mais que em nenhuma parte, está exposta; onde a sedução tem uma linguagem mais eloqüente; onde a lisonja emprega um estilo mais florido, e onde o vício tem atrativos mais poderosos! Foi, pois, nesta cidade onde um hábil sedutor, um malvado a arrastou após de si a todos os crimes! Cumpria então que esse homem com uma justa emenda soubesse modificar sua vítima, que sofresse com ela todas as conseqüências de seus delitos, que compartilhasse a sua sorte, que vivesse com ela e para ela depois desses horrores; enfim, que gozassem ambos as mesmas venturas, ou caíssem vítimas da mesma ruína! Mas bem ao contrário, ele fez como todos os sedutores, isto é, como o crocodilo, que empolga a sua presa, devora-a, derrama sobre seus restos lágrimas insultuosas, e acaba por abandonar-lhe a ossada! Ele, pois, pretextando a mais infame virtude, com a mais escandalosa hipocrisia, abandonou-a irritando de um modo horrível o amor próprio de uma mulher, cujo coração ele mesmo havia sublevado e pervertido! Esta ingratidão, este odioso procedimento devia ter uma bem

funesta conseqüência, a vingança, ela não tardou, e ele sucumbiu debaixo do seu peso! Agora, meu padrinho, eu vos rogo que passeis pela imaginação os crimes desta infeliz mulher, e vede se não achais neles uma causa que existe fora dela? Talvez que minha mãe recebesse da natureza uma índole má, mas essa mesma podia ser modificada, e melhorada por uma propícia educação. Entretanto eu vos rogo que me perdoeis pela liberdade com que falei; bem vedes que a causa me toca. Enquanto aos meus respeitos e estima, não me é mister ainda hoje protestar-vo-los. Assim terminou Emiliano o fio de seus raciocínios. A conversação volveu a pontos mais agradáveis. Nesse mesmo dia o fiel João recebeu o título de sua liberdade, e tantos quantos benefícios Augusto lhe pôde fazer. Emiliano ficou também sob a proteção deste generoso mortal quase como seu filho. Se nessa época existísseis e fósseis ao convento do Desterro, veríeis muitas vezes no locutório, recostada à grade, da parte de dentro, uma mulher pálida, descarnada, mas ainda formosa, algumas vezes derramando lágrimas de dor e arrependimento; enquanto um formoso mancebo, em pé, da parte de fora, a contemplava com um certo sentimento de dor, e talvez de prazer. Este mancebo era Emiliano, e a mulher era Maria Laura, a esposa do — Filho do Pescador !...

O Filho do Pescador

Sinopse

Leia gratuitamente O Filho do Pescador, de Antônio Gonçalves Teixeira e Sousa, romance brasileiro original de 1843 e marco fundador do romance no Brasil. Texto integral em domínio público preparado em HTML para leitura online no Literunico, com fonte UFSC/BLPL validada, capítulos completos, capa nova no padrão Literunico, busca, redes sociais e pesquisa por IA.

O Filho do Pescador

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

O Filho do Pescador

Trilha sonora oficial

Uma seleção criada para acompanhar a atmosfera, os personagens e os caminhos desta obra.

Abrir no Spotify
Ir para o carrinho
Mercado de O Filho do Pescador

Leve um fragmento deste universo

Escolha a arte, confira a disponibilidade e adicione o produto ao carrinho sem sair da experiência.

Nenhum livro físico está disponível neste universo.
Relíquias da Obra

Adquira Relíquias da Obra e deixe sua marca registrada, criando valor ao item!

Aguardando Aprovação do Autor
Aguardando grupo autoral O Filho do Pescador Escolha uma Relíquia e envie uma proposta de aquisição, mesmo antes da ativação.
100Relíquias
0Titulares
0 Passagens
Central de RelíquiasDescubra coleções de outros universos e obras.
ver todas
Capítulo 21 carregado no app · 1 livro conectado 1/1
Abrir leitor completo

Capítulos disponíveis para continuar a leitura.

Capítulos de O Filho do Pescador

Capa de O Filho do Pescador
Continue a leitura Capítulo XX — Um epílogo e reflexões Capítulo 21 · 21 de 21 · ≈ 16 min
Todos os capítulos 21 disponíveis

Donos de Relíquias

0 titulares

Nenhuma Relíquia desta obra foi adquirida ainda. Seja o primeiro a eternizar seu nome no acervo oficial!

Conhecer as 100 Relíquias

Resenhas do livro

0 publicadas

Ainda não há resenhas para esta obra. A primeira leitura comentada pode começar aqui.

Entrar para resenhar

Posses do livro

0 Leitores com posse
0 Unidades registradas

Nenhuma posse foi registrada publicamente para esta edição.

Adicionais do Universo

Visual ClássicoAbra a leitura editorial, no estilo de uma página de livro
ler
Visual AuroraApresentação imersiva do universo da obra
abrir