Universo da obra
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A borboleta
De Luiz Ratisbonne
AO MEU PRIMINHO JOÃO CARLOS
— Oh! que gentil borboleta!
Azul, escarlate e rosa!
Diz o pequeno Arthur. Se ela ficasse quieta!...
Hei de apanhá-la!
Logo em luta furiosa,
sem respirar, correndo atrás da flor alada,
consegue aprisioná-la. Ia gritar: Vitória!
quando viu que matara a linda malfadada.
Então, da luta inglória
cansado, ei-lo a chorar;
Até que seu papá o pôde consolar.
Chamava-se Ventura
a iriada borboleta.
Correm-lhe após: inquieta
voa da terra ao céu,
brilhante, aérea, pura...
Alcançam-na: — Morreu!...
Coletânea infantil brasileira de 1886, em verso e prosa, de Adelina Lopes Vieira e Júlia Lopes de Almeida, restaurada em português brasileiro moderno a partir do fac-símile de domínio público.
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