Universo da obra
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Não se pede nada à mesa
De Luiz Ratisbonne
AO MEU AMIGUINHO HUGO WERNECK
— Mamãe, tu podes dar-me um bom bocado
de cozido, pois não?
— Meu filho, sabes bem,
que quem pedir à mesa nada tem.
— Oh! não peço mais nada, estou calado.
— Pois sim, mas tira a mão
do saleiro, não posso adivinhar
para que queres sal, meu Luizinho!
— Mamãe, é para a carne com toucinho,
que eu não pedi, mas sei que me vais dar.
Coletânea infantil brasileira de 1886, em verso e prosa, de Adelina Lopes Vieira e Júlia Lopes de Almeida, restaurada em português brasileiro moderno a partir do fac-símile de domínio público.
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