#Desafio 196
*Brincadeiras entre adultos*
Adentrou a câmara,
despida de vestes.
Serena, nua, pura,
caminha, como faquir,
desfilando sob brasas.
Seus passos, uma dança.
Seu corpo, sinuosas curvas.
Convida, carente:
— A cama é sua. Vem!
Olhos abertos,
mede.
Chama em verde,
ao brilho
que repete
o convite.
Com as mãos esguias,
guia-se em seu templo,
alisando suavemente…
com autocuidado
e respeito.
Da boca ao pescoço,
desce… aos seios.
Vai descendo,
mamilos tesos.
Sua pele,
seus finos pelos…
O olhar fito convoca,
expressa desejo intenso.
Não para, tem tara.
Provoca.
Desliza seus dedos,
fazendo a curva
no umbigo.
Param um pouco.
Paralisa-o.
A ponta dos dedos,
apontam as unhas,
ao paraíso.
E, como se num aviso,
seus olhos,
sua boca,
sua respiração pouca,
premeditam.
Deslizando
em movimento
lento…
Todos os dedos,
descendo
rumo
ao monte Vênus.
Entrelaçando dedos
entre pelos,
fluidos e carnes.
Aos poucos…
os olhos se fecham,
a boca, levemente,
se abre.
Sem pudores
nem medos,
se possuindo com vontade.
Introduzindo seus dedos,
deslizando facilmente,
lisos…
Se melando de fluidos,
exalando cheiros
característicos,
e emitindo
som de gemido.
Suave…
Sentindo…
Transmitindo a ardência
em arfares reprimidos.
Explodindo em pulsares.
Abrindo os olhos…
E finalmente,
convida-o
com voz suave:
— Vem!
Sua vez
de brincar
com a minha tez.
MarU
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#Desafio 182
*Atração*
Cada poro
do meu corpo
pressente você,
te convidando a amar,
exalando feromônios no ar.
Meus olhos,
a te fitar,
brilham como estrelas
ao vê-lo devolver-me um olhar.
Você acende pra mim
em meio à multidão.
O Universo
em conspiração.
Você, minha constelação.
Nossa mágica
em fusão.
Nossos corpos magnéticos:
atração.
MarU
*Atração*
Cada poro
do meu corpo
pressente você,
te convidando a amar,
exalando feromônios no ar.
Meus olhos,
a te fitar,
brilham como estrelas
ao vê-lo devolver-me um olhar.
Você acende pra mim
em meio à multidão.
O Universo
em conspiração.
Você, minha constelação.
Nossa mágica
em fusão.
Nossos corpos magnéticos:
atração.
MarU
#Desafio 151
*Amor e fé*
Como explicar
saudades
do que não se conhece?
Amor
pelo que nunca se viu.
Desejo
pelo desconhecido.
Acreditar
poder alcançar
o inalcançável…
Encontrar brechas
e dobras
no tempo e espaço.
Querer ser querido
e digno
de algo divino.
Desafiar a razão
e o impossível
por um único
e principal motivo:
o amor inexplicável
que sinto
e acredito,
sem ter certeza
da reciprocidade.
O amor transcendental
que transpõe barreiras
para alcançar
algo além da razão.
Advindo
e impulsionado
pela emoção,
a fusão da fé
com a esperança.
Acreditando
no invisível,
caminhando
em direção ao incerto,
com o coração aceso,
movido
pela perseverança
de um lampejo.
Algo que,
com olhos humanos,
não vejo.
Preciso usar
a alma
como bússola
de precisão.
Como explicar o amor,
se para o amor
não há explicação?
MarU
*Amor e fé*
Como explicar
saudades
do que não se conhece?
Amor
pelo que nunca se viu.
Desejo
pelo desconhecido.
Acreditar
poder alcançar
o inalcançável…
Encontrar brechas
e dobras
no tempo e espaço.
Querer ser querido
e digno
de algo divino.
Desafiar a razão
e o impossível
por um único
e principal motivo:
o amor inexplicável
que sinto
e acredito,
sem ter certeza
da reciprocidade.
O amor transcendental
que transpõe barreiras
para alcançar
algo além da razão.
Advindo
e impulsionado
pela emoção,
a fusão da fé
com a esperança.
Acreditando
no invisível,
caminhando
em direção ao incerto,
com o coração aceso,
movido
pela perseverança
de um lampejo.
Algo que,
com olhos humanos,
não vejo.
Preciso usar
a alma
como bússola
de precisão.
Como explicar o amor,
se para o amor
não há explicação?
MarU
Meu poema 139 do desafio 108 *Amor doentio* na voz marcante da declamista Jen Stellet @jenthepanda no threads e Instagram. Estou honrada em ouvir meu poema no timbre feminino mais perfeito que já ouvi. ❤️奈 Gratidão!
Em algum lugar
Nos meus sonhos, minha vida é apenas
Uma varanda florida, com pouca brisa,
Um café criando nuvens no espaço,
E uma viola sussurrando notas amadeiradas.
Nestes sonhos, o tempo tem uma cadeira
De balanço, vai-e-vem, e o sussurro
De uma folha estalando sob o sol
O embala enquanto cai - pra lá, pra cá...
Nos meus sonhos, sou feliz, e é por saber
Que a paz e a tranquilidade reinam
Que há hora para tudo, e nada resta
Inacabado, adiado ou imperfeito.
Sou feliz, porque sinto a claridade
Dos teus olhos a me olhar e a sorrir
Em francas gargalhadas e satisfação
Em doces carinhos nas costas das mãos...
Ah, mas na vida... Os dias não são leves;
São notas breves de um tempo que se perdeu
Entre amores não vividos e tristonhos; nos meus sonhos
Sou teu.
Nos meus sonhos, minha vida é apenas
Uma varanda florida, com pouca brisa,
Um café criando nuvens no espaço,
E uma viola sussurrando notas amadeiradas.
Nestes sonhos, o tempo tem uma cadeira
De balanço, vai-e-vem, e o sussurro
De uma folha estalando sob o sol
O embala enquanto cai - pra lá, pra cá...
Nos meus sonhos, sou feliz, e é por saber
Que a paz e a tranquilidade reinam
Que há hora para tudo, e nada resta
Inacabado, adiado ou imperfeito.
Sou feliz, porque sinto a claridade
Dos teus olhos a me olhar e a sorrir
Em francas gargalhadas e satisfação
Em doces carinhos nas costas das mãos...
Ah, mas na vida... Os dias não são leves;
São notas breves de um tempo que se perdeu
Entre amores não vividos e tristonhos; nos meus sonhos
Sou teu.
Deitado em lençóis de pensamentos
Que não ousam se aventurar por além do véu da imaginação
Teu peito é um refúgio onde meu toque se perde
Teus braços - o limite entre o sonho e o impossível - me prendem sem jamais me possuir
Percorro seu corpo com o olhar
Como quem desvenda um segredo antigo
Cada toque, cada beijo, uma melodia silenciosa entre nós
Teus dedos, que deslizam em cordas,
agora tocam em mim
Como quem compõe uma sinfonia na pele,
arrancando suspiros, acordes orquestrados no doce calor do desejo
Meus lábios buscam os teus,
mas permanecem em silêncio
Beijos de lábios que não podem se tocar,
Calor que se evapora antes de nos consumir
Entrelaço meus dedos nos teus cabelos
Tua respiração desenha meu nome no ar
E no silêncio que nos envolve,
a música somos nós
Que não ousam se aventurar por além do véu da imaginação
Teu peito é um refúgio onde meu toque se perde
Teus braços - o limite entre o sonho e o impossível - me prendem sem jamais me possuir
Percorro seu corpo com o olhar
Como quem desvenda um segredo antigo
Cada toque, cada beijo, uma melodia silenciosa entre nós
Teus dedos, que deslizam em cordas,
agora tocam em mim
Como quem compõe uma sinfonia na pele,
arrancando suspiros, acordes orquestrados no doce calor do desejo
Meus lábios buscam os teus,
mas permanecem em silêncio
Beijos de lábios que não podem se tocar,
Calor que se evapora antes de nos consumir
Entrelaço meus dedos nos teus cabelos
Tua respiração desenha meu nome no ar
E no silêncio que nos envolve,
a música somos nós
#Desafio 148
^A lua e eu*
Vaguei
no deserto da vida,
em busca
de um oásis.
Achei
que ser vento me faria
alcançar
a sonhada miragem.
Soprei nos ventos
um destino.
Sem destino,
encontrei a imagem…
da lua,
à noite, refletindo
nas águas
minha própria imagem.
Como a vida,
o reflexo mudava,
da luz
que me contornava.
Curiosa,
a volta eu dava,
ansiando ver
o que o reflexo mostrava.
Notei
sete formas distintas.
Em todas,
eu estava partida.
Cada uma
das imagens exibidas
mostrava uma parte
de mim escondida.
Chateada,
tentando entender,
mais uma volta dei
sem perceber.
E ao me ver,
novamente refletida,
me encontrei
cheia, iluminada e bonita.
Pra mim,
fazia todo sentido:
a lua tem
oito fases.
Em sete delas,
algumas partes
Venho omitindo.
Mas,
para aprender a se ver
de verdade,
foram precisas
muitas viagens.
Aprender paciente,
a viver a passagem
e surpreender-se
completa,
ao entender a viagem.
MarU
^A lua e eu*
Vaguei
no deserto da vida,
em busca
de um oásis.
Achei
que ser vento me faria
alcançar
a sonhada miragem.
Soprei nos ventos
um destino.
Sem destino,
encontrei a imagem…
da lua,
à noite, refletindo
nas águas
minha própria imagem.
Como a vida,
o reflexo mudava,
da luz
que me contornava.
Curiosa,
a volta eu dava,
ansiando ver
o que o reflexo mostrava.
Notei
sete formas distintas.
Em todas,
eu estava partida.
Cada uma
das imagens exibidas
mostrava uma parte
de mim escondida.
Chateada,
tentando entender,
mais uma volta dei
sem perceber.
E ao me ver,
novamente refletida,
me encontrei
cheia, iluminada e bonita.
Pra mim,
fazia todo sentido:
a lua tem
oito fases.
Em sete delas,
algumas partes
Venho omitindo.
Mas,
para aprender a se ver
de verdade,
foram precisas
muitas viagens.
Aprender paciente,
a viver a passagem
e surpreender-se
completa,
ao entender a viagem.
MarU
#Desafio 134
*Rebeldia*
A rebeldia desse sentir
que transparece na pele,
queimando em desejos,
ardendo em febre…
Não cede à distância
do seu alento!
Meu desejo é sedento
e verte, ansiando
o momento.
Em seu abraço,
saciar a paixão,
me esbaldando
em seus beijos…
entregue aos desejos
desta forte emoção.
Intencionalmente,
deixar verter a vontade
que nossos corações
sentem, na intimidade…
Olhar nos seus olhos,
cansados de euforia,
e me ver refletida…
Ali, saciados…
do que a vontade
nos permitira.
Só eu em você…
nada mais!
MarU
*Rebeldia*
A rebeldia desse sentir
que transparece na pele,
queimando em desejos,
ardendo em febre…
Não cede à distância
do seu alento!
Meu desejo é sedento
e verte, ansiando
o momento.
Em seu abraço,
saciar a paixão,
me esbaldando
em seus beijos…
entregue aos desejos
desta forte emoção.
Intencionalmente,
deixar verter a vontade
que nossos corações
sentem, na intimidade…
Olhar nos seus olhos,
cansados de euforia,
e me ver refletida…
Ali, saciados…
do que a vontade
nos permitira.
Só eu em você…
nada mais!
MarU
#Desafio 115
*O amor é um absurdo*
Como falar
o que palavras
não expressam?
Que no coração
aperta,
silente…
Talvez,
no silêncio,
a gente se entende…
E aprende
a decifrar
nossos olhos,
traduzir
ânsias do coração,
calar
as angústias
e deixar falar
a emoção.
Talvez,
alma com alma,
falando sem fala,
possamos compreender
por dentro,
sem precisar
verter sangue
do peito.
Talvez
seja o jeito
mais impróprio
e inglório,
mas é nosso jeito
simplório
de viver
esta paixão:
Com dor
e ardor
no coração,
sem poder controlar
o que a boca
não fala.
Sentindo,
sentimos…
Tentamos!
Não conseguimos,
apesar
de nossos caminhos.
O amor
é um absurdo!
se perguntar,
eu nego tudo…
Apesar
do meu coração
me desmentindo.
MarU
*O amor é um absurdo*
Como falar
o que palavras
não expressam?
Que no coração
aperta,
silente…
Talvez,
no silêncio,
a gente se entende…
E aprende
a decifrar
nossos olhos,
traduzir
ânsias do coração,
calar
as angústias
e deixar falar
a emoção.
Talvez,
alma com alma,
falando sem fala,
possamos compreender
por dentro,
sem precisar
verter sangue
do peito.
Talvez
seja o jeito
mais impróprio
e inglório,
mas é nosso jeito
simplório
de viver
esta paixão:
Com dor
e ardor
no coração,
sem poder controlar
o que a boca
não fala.
Sentindo,
sentimos…
Tentamos!
Não conseguimos,
apesar
de nossos caminhos.
O amor
é um absurdo!
se perguntar,
eu nego tudo…
Apesar
do meu coração
me desmentindo.
MarU
Hoje saiu um pedacinho novo ♥️
Enquanto muitos aprendem a cobrar, exigir e mesmo ameaçar o próprio Deus, aquele com "D" maiúsculo mesmo; um ser observa e balança a cabeça. Ora ri, ora estreita seus olhos negros, ora afia uma unha e mira. O que deseja (e muitas vezes faz) é que virem pó; todas as vozes se calem transformadas em poeira que o vento leva...
— Escrevendo em terceira pessoa novamente, senhor?
— Tentando, Lord Shiva. Ouça isso: "enquanto tramas mesquinharias, suspiro e novos mundos surgem. Como podes sequer imaginar que tua vontade tenha peso diante de mim?". Pensei em escrever 'sequer' com letras maiúsculas.
— Que tal em itálico, senhor? Soaria mais como és. Elegante. Refinado. Sem exagero. Sem barulho.
— Humm…
A pena dançava enquanto aqueles dois seres sobrenaturais pensavam em como escrever o pergaminho. O cenário? Um escritório repleto de livros de todas as épocas e um teto com vista para um céu entre muitos, completamente estrelado.
FONTE: rascunhos "EU SOU ONI" por
© 퐓퐚퐦퐚퐫퐚 퐒. 퐅퐚퐰퐤퐞퐬, ퟐퟎퟐퟓ
襁 Considere Apoiar Minha Campanha de Edição do Meu Primeiro Livro através do post fixado — ou ainda — contribuir com qualquer valor pelo Pix 71991708188 [a partir de R$2 receba um capítulo de amostra :) ]
Enquanto muitos aprendem a cobrar, exigir e mesmo ameaçar o próprio Deus, aquele com "D" maiúsculo mesmo; um ser observa e balança a cabeça. Ora ri, ora estreita seus olhos negros, ora afia uma unha e mira. O que deseja (e muitas vezes faz) é que virem pó; todas as vozes se calem transformadas em poeira que o vento leva...
— Escrevendo em terceira pessoa novamente, senhor?
— Tentando, Lord Shiva. Ouça isso: "enquanto tramas mesquinharias, suspiro e novos mundos surgem. Como podes sequer imaginar que tua vontade tenha peso diante de mim?". Pensei em escrever 'sequer' com letras maiúsculas.
— Que tal em itálico, senhor? Soaria mais como és. Elegante. Refinado. Sem exagero. Sem barulho.
— Humm…
A pena dançava enquanto aqueles dois seres sobrenaturais pensavam em como escrever o pergaminho. O cenário? Um escritório repleto de livros de todas as épocas e um teto com vista para um céu entre muitos, completamente estrelado.
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