#Desafio23
O recomeço pede espaço,
tudo que nasce precisa de chão.
Um desejo já se plantou:
confie no broto que insiste em nascer.
É ele que sabe o caminho.
Não se apresse.
Integre os pedaços dispersos,
junte os cacos do tempo.
Com equilíbrio e prudência,
os passos tornam-se raiz.
O caminhar lento
é garantia de chegar inteiro.
Há um instante em que o velho se desfaz,
o peso cai,
e o que era ferrugem
vira folha seca no vento.
O novo chega leve:
pássaro despido
ganhando plumas de luz.
Mais simples, mais vasto, mais céu.
Porque evoluir é isso:
despir-se das terras que pesam
e refazer-se em asas.
Crs Ribeiro
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#Desafio 022
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
Vento varreu
meu peito vazio,
não poupou estacas,
dobrou esquinas,
despencou segredos
das prateleiras do tempo.
Arrancou linhas tortas,
amassou as sombras
das roupas que um dia vesti;
desfez o nó dos dias esquecidos.
E tudo o que era poeira,
tudo o que havia omitido,
voou…
Vento rugiu
no meu peito!
Deixou nu o chão da alma,
onde germina agora
um nome: o teu.
Nome cravado na carne do instante:
não cede, não cala;
é vasto, absurdo,
uma prece de fogo,
uma dança.
Feita de ti.
Feita de nós.
Crs Ribeiro
#Desafio 021
Chuva na janela,
gota a gota,
melodia de quem não desiste.
No vidro,
no parapeito;
bate, escorre, insiste.
Diz sem dizer:
“Carrego o que pesa,
limpo o que dói;
traduzo o viver
no que há de mais simples”.
Faça o mesmo contigo,
deixe escorrer o pranto.
Permita, das lágrimas,
o estrondo mais forte;
a enxurrada arrastar fragmentos…
Sinta o calor da terra molhada,
o cheiro de renovação no ar.
Só assim,
no vácuo do grito,
brilhando tímido,
mas firme;
o sol volta a nascer.
Crs Ribeiro
Chuva na janela,
gota a gota,
melodia de quem não desiste.
No vidro,
no parapeito;
bate, escorre, insiste.
Diz sem dizer:
“Carrego o que pesa,
limpo o que dói;
traduzo o viver
no que há de mais simples”.
Faça o mesmo contigo,
deixe escorrer o pranto.
Permita, das lágrimas,
o estrondo mais forte;
a enxurrada arrastar fragmentos…
Sinta o calor da terra molhada,
o cheiro de renovação no ar.
Só assim,
no vácuo do grito,
brilhando tímido,
mas firme;
o sol volta a nascer.
Crs Ribeiro
#Desafio 020
270 Dias
270, número inteiro,
narrador silencioso do beijo suspenso.
Em cada estrofe,
um suspiro de vontade.
O azimute, implacável,
aponta o oeste do peito,
onde o sol morre,
e meu sentimento renasce.
E, de tanto querer,
em círculos me perco:
completo três quartos de volta,
eternamente em torno de ti.
Divisível por quinze,
mas quem diz que o amor se reparte?
O teu ocupa-me inteira,
como as palavras que sobram
quando me faltas.
Cada um desses dias
conta o acaso do encontro.
E a saudade?
Ah, a saudade se mede em segundos,
pois o amor,
esse, não conta nada.
Ele se faz infinito
e apenas fica.
Crs Ribeiro
270 Dias
270, número inteiro,
narrador silencioso do beijo suspenso.
Em cada estrofe,
um suspiro de vontade.
O azimute, implacável,
aponta o oeste do peito,
onde o sol morre,
e meu sentimento renasce.
E, de tanto querer,
em círculos me perco:
completo três quartos de volta,
eternamente em torno de ti.
Divisível por quinze,
mas quem diz que o amor se reparte?
O teu ocupa-me inteira,
como as palavras que sobram
quando me faltas.
Cada um desses dias
conta o acaso do encontro.
E a saudade?
Ah, a saudade se mede em segundos,
pois o amor,
esse, não conta nada.
Ele se faz infinito
e apenas fica.
Crs Ribeiro
#Desafio 019
Amor-Sol
Talvez fosse mais
do que via,
qualidades
raras,
escondidas até dela…
Cresceu pequena,
virou medo.
Esqueceu da grandeza
que cabia em si.
Temia a soberba,
não sabia
que confiança é,
também, proteção.
Se fazia menor,
mesmo sabendo
ser grande.
Pedia amor-dó,
recebia amor-nada.
Tornou-se
amor-só,
um querer que se esconde,
relegado ao silêncio,
ao não-amar.
De tanto curvar-se,
foi chão.
Sentiu o apoio
dos braços,
se ergueu.
Não pediu,
não esperou,
fez-se.
Recolheu migalhas,
deu banquete
de si mesma,
tornou-se amor-Sol.
E então,
não brilhou mais.
Explodiu.
Crs Ribeiro
Amor-Sol
Talvez fosse mais
do que via,
qualidades
raras,
escondidas até dela…
Cresceu pequena,
virou medo.
Esqueceu da grandeza
que cabia em si.
Temia a soberba,
não sabia
que confiança é,
também, proteção.
Se fazia menor,
mesmo sabendo
ser grande.
Pedia amor-dó,
recebia amor-nada.
Tornou-se
amor-só,
um querer que se esconde,
relegado ao silêncio,
ao não-amar.
De tanto curvar-se,
foi chão.
Sentiu o apoio
dos braços,
se ergueu.
Não pediu,
não esperou,
fez-se.
Recolheu migalhas,
deu banquete
de si mesma,
tornou-se amor-Sol.
E então,
não brilhou mais.
Explodiu.
Crs Ribeiro
#Desafio 017
#
Na parede
te encosto,
apalpo
teu peito,
teu dorso.
Lambo o pescoço,
a orelha.
Em cada curva,
me perco,
me acho.
Te esfrego,
me viro
de costas.
Rebolo,
teço labirintos
de pele.
Minhas mãos,
teus desejos;
tuas mãos,
meus segredos.
Eu gemo,
eu arquejo
e desço.
Tão duro:
beijo,
chupo,
devoro
o instante,
cruel e sagrado.
Te puxo
pra cama,
o olhar
(tão sacana!),
sem dó
nem poema.
Me ofereço:
banquete.
Coma,
até que a volúpia
(fera solta),
se espalhe,
se perca,
desafie o limite
e regurgite
o que não tem
nem jeito
de aquietar.
Crs Ribeiro
#
Na parede
te encosto,
apalpo
teu peito,
teu dorso.
Lambo o pescoço,
a orelha.
Em cada curva,
me perco,
me acho.
Te esfrego,
me viro
de costas.
Rebolo,
teço labirintos
de pele.
Minhas mãos,
teus desejos;
tuas mãos,
meus segredos.
Eu gemo,
eu arquejo
e desço.
Tão duro:
beijo,
chupo,
devoro
o instante,
cruel e sagrado.
Te puxo
pra cama,
o olhar
(tão sacana!),
sem dó
nem poema.
Me ofereço:
banquete.
Coma,
até que a volúpia
(fera solta),
se espalhe,
se perca,
desafie o limite
e regurgite
o que não tem
nem jeito
de aquietar.
Crs Ribeiro
#desafio 365 dias
Dia 16 - Perguntas
Um dia me lançaram duas perguntas: 1. Se a criança que você era te visse/conhecesse hoje, o que ela provavelmente te perguntaria? 2. Se você encontrasse com a criança que você já foi, que pergunta faria a ela? Delas, nasceu o texto a seguir.
Aproximei-me.
Ela estava sentada em um canto estratégico da sala: se alguém por ali circulasse, não a veriam, mas, entre os braços da poltrona, dava para ver o desenho animado na tela. Observei por poucos instantes e decidi ir embora, pois não havia nada mais ali para mim. Dei de costas e foi quando ela me surpreendeu:
— Por que você não é bailarina?
Questionou-me de modo inocente. Me enraiveci. Tornei em sua direção, querendo explodir em gritos. Me contive um pouco e respondi com outra pergunta:
— E por que você não sai desse canto?
Ela se assustou e desatou a chorar. Me senti mal por isso, pois eu sabia toda a história. Agachei-me à sua altura e lhe estendi a mão.
— Vamos passear.
Fomos até o quintal. Dolores, nosso gato com nome de gata, corria e subia no coqueiro, depois desaparecia entre as plantas. Ficamos em silêncio, até que ela quis saber:
— A gente vai fazer tudo certo?
— Não — eu disse rindo. — Até porque fazer tudo certo é chato. Como acordar cedo.
Ela odiava acordar cedo.
— Desculpa por você não ser bailarina. — Ela conseguiu se expressar.
— Não se culpe. Culpa é um sentimento desnecessário e cristão. Não somos cristãs — me pus de joelhos, para ficar com meus olhos na altura dos dela. — Nós devemos nos sentir responsáveis, mas nunca culpadas.
Eu ainda ia falar mais, quando nossa mãe chamou da cozinha.
— Aproveite-a — eu disse, mesmo sabendo que ela o faria mesmo sem conselhos.
— Ela vai ficar com a gente, não é?
— É. Para sempre.
Sylvvia Rubraurora
Dia 16 - Perguntas
Um dia me lançaram duas perguntas: 1. Se a criança que você era te visse/conhecesse hoje, o que ela provavelmente te perguntaria? 2. Se você encontrasse com a criança que você já foi, que pergunta faria a ela? Delas, nasceu o texto a seguir.
Aproximei-me.
Ela estava sentada em um canto estratégico da sala: se alguém por ali circulasse, não a veriam, mas, entre os braços da poltrona, dava para ver o desenho animado na tela. Observei por poucos instantes e decidi ir embora, pois não havia nada mais ali para mim. Dei de costas e foi quando ela me surpreendeu:
— Por que você não é bailarina?
Questionou-me de modo inocente. Me enraiveci. Tornei em sua direção, querendo explodir em gritos. Me contive um pouco e respondi com outra pergunta:
— E por que você não sai desse canto?
Ela se assustou e desatou a chorar. Me senti mal por isso, pois eu sabia toda a história. Agachei-me à sua altura e lhe estendi a mão.
— Vamos passear.
Fomos até o quintal. Dolores, nosso gato com nome de gata, corria e subia no coqueiro, depois desaparecia entre as plantas. Ficamos em silêncio, até que ela quis saber:
— A gente vai fazer tudo certo?
— Não — eu disse rindo. — Até porque fazer tudo certo é chato. Como acordar cedo.
Ela odiava acordar cedo.
— Desculpa por você não ser bailarina. — Ela conseguiu se expressar.
— Não se culpe. Culpa é um sentimento desnecessário e cristão. Não somos cristãs — me pus de joelhos, para ficar com meus olhos na altura dos dela. — Nós devemos nos sentir responsáveis, mas nunca culpadas.
Eu ainda ia falar mais, quando nossa mãe chamou da cozinha.
— Aproveite-a — eu disse, mesmo sabendo que ela o faria mesmo sem conselhos.
— Ela vai ficar com a gente, não é?
— É. Para sempre.
Sylvvia Rubraurora
Existe por amor
AURORA
Eles dizem que há uma guerra
Dizem que há uma guerra.
Entre o homem e a mulher
Entre o homem e a mulher
Eu nunca me senti assim antes
Nunca me senti assim antes.
Meu coração sabe que eu não pode
O meu coração sabia que eu não podia
Enteão você me acolhe
E depois levas-me
E tudo em mim começa a sentir como se eu pertencesse
E tudo em mim começa a sentir que pertenço
Como se todos precisassem de um lar
Como se todos precisassem de um lar
E quando eu pego sua mãe
E quando pegar na tua mão
Como se o mundo nunca tivesse segado um homem
Como se o mundo nunca tivesse abraçado um homem
Eu sei que não posso curar a dor
Sei que não consigo curar a dor.
Mas eu vou te manter aqui para sempre se eu puder, se eu puder
Mas vou manter-te aqui para sempre, se puder.
E entre eu aprendi a verdade
E depois aprendi a verdade
Como tudo de bom na vida parece me trazer de volta a você
Como tudo de bom na vida parece levar até você
E toda vez que eu corro para os seus braços
E todas as vezes que encontro os teus braços
Sinto como se eu existisse para o amor
Sinto que existo por amor
Como se eu existisse para o amor
Como se eu existisse por amor
Só para o amor
Só por amor
Eu não consigo imaginar como é ser proibida de amar
Não consigo imaginar como é ser proibido de amar
Por que você quer saber na minha vida
Porque quando entraste na minha vida
Eu pude sentir minha vida comer
Eu podia sentir a minha vida começar
Como se eu tiver partido ao meio
Como se tivesse sido despedaçado
No minuto em que eu nasci
No minuto em que nasci
E você fosse a outra metade
E tu és a outra metade
A única coisa que me completa
A única coisa que me faz inteiro
Eu sei que soa como exagero
Sei que parece muito.
Mas você realnente precisa saber
Mas precisas mesmo de saber
Estamos nos inclinando para o amor
Estamos nos inclinando para o amor
E nós vamos nos apoiar no amor para sempre, eu sei
E nos inclinaremos para o amor para sempre
Eu te amo tanto
Eu sei, eu amo-te tanto
E entre eu aprendi a verdade
E depois aprendi a verdade
Como tudo de bom na vida parece me trazer de volta a você
Como tudo de bom na vida parece levar até você
E toda vez que eu corro para os seus braços
E todas as vezes que encontro os teus braços
Sinto como se eu existisse para o amor
Sinto que existo por amor
Só para o amor
Só por amor
AURORA
Eles dizem que há uma guerra
Dizem que há uma guerra.
Entre o homem e a mulher
Entre o homem e a mulher
Eu nunca me senti assim antes
Nunca me senti assim antes.
Meu coração sabe que eu não pode
O meu coração sabia que eu não podia
Enteão você me acolhe
E depois levas-me
E tudo em mim começa a sentir como se eu pertencesse
E tudo em mim começa a sentir que pertenço
Como se todos precisassem de um lar
Como se todos precisassem de um lar
E quando eu pego sua mãe
E quando pegar na tua mão
Como se o mundo nunca tivesse segado um homem
Como se o mundo nunca tivesse abraçado um homem
Eu sei que não posso curar a dor
Sei que não consigo curar a dor.
Mas eu vou te manter aqui para sempre se eu puder, se eu puder
Mas vou manter-te aqui para sempre, se puder.
E entre eu aprendi a verdade
E depois aprendi a verdade
Como tudo de bom na vida parece me trazer de volta a você
Como tudo de bom na vida parece levar até você
E toda vez que eu corro para os seus braços
E todas as vezes que encontro os teus braços
Sinto como se eu existisse para o amor
Sinto que existo por amor
Como se eu existisse para o amor
Como se eu existisse por amor
Só para o amor
Só por amor
Eu não consigo imaginar como é ser proibida de amar
Não consigo imaginar como é ser proibido de amar
Por que você quer saber na minha vida
Porque quando entraste na minha vida
Eu pude sentir minha vida comer
Eu podia sentir a minha vida começar
Como se eu tiver partido ao meio
Como se tivesse sido despedaçado
No minuto em que eu nasci
No minuto em que nasci
E você fosse a outra metade
E tu és a outra metade
A única coisa que me completa
A única coisa que me faz inteiro
Eu sei que soa como exagero
Sei que parece muito.
Mas você realnente precisa saber
Mas precisas mesmo de saber
Estamos nos inclinando para o amor
Estamos nos inclinando para o amor
E nós vamos nos apoiar no amor para sempre, eu sei
E nos inclinaremos para o amor para sempre
Eu te amo tanto
Eu sei, eu amo-te tanto
E entre eu aprendi a verdade
E depois aprendi a verdade
Como tudo de bom na vida parece me trazer de volta a você
Como tudo de bom na vida parece levar até você
E toda vez que eu corro para os seus braços
E todas as vezes que encontro os teus braços
Sinto como se eu existisse para o amor
Sinto que existo por amor
Só para o amor
Só por amor
#Desafio 016
O relógio avisa,
salto da cama, apressada.
Escovo os dentes,
me visto ofegante:
calça ao contrário?
Tô quase elegante!
Café na mesa,
filha na escola,
bati o ponto
(e, por pouco, a caixola).
O dia não vai devagar,
duas horas a todo toque:
render é o lema!
Almoço? Não, obrigada.
Troquei por consulta
e um sermão do doutor:
“Assim você surta!”
Um pão, um café,
a fome sem respeito.
A dieta? Já era;
virou um conceito.
E o relógio implacável:
“Corre!
Não há outro jeito”.
Segundo turno aberto:
trabalho, academia,
salão, (se der sorte);
pegar a filha na escola
e ainda tem o jantar!
Chave de casa sumiu…
seria azar?
O banho ligeiro,
enfim, um prazer.
A cama é minha paz,
antes de recomeçar.
Constato agora, serena,
quase no adormecer:
são tantos momentos,
que delícia é…
Viver?
O relógio avisa,
salto da cama, apressada.
Escovo os dentes,
me visto ofegante:
calça ao contrário?
Tô quase elegante!
Café na mesa,
filha na escola,
bati o ponto
(e, por pouco, a caixola).
O dia não vai devagar,
duas horas a todo toque:
render é o lema!
Almoço? Não, obrigada.
Troquei por consulta
e um sermão do doutor:
“Assim você surta!”
Um pão, um café,
a fome sem respeito.
A dieta? Já era;
virou um conceito.
E o relógio implacável:
“Corre!
Não há outro jeito”.
Segundo turno aberto:
trabalho, academia,
salão, (se der sorte);
pegar a filha na escola
e ainda tem o jantar!
Chave de casa sumiu…
seria azar?
O banho ligeiro,
enfim, um prazer.
A cama é minha paz,
antes de recomeçar.
Constato agora, serena,
quase no adormecer:
são tantos momentos,
que delícia é…
Viver?
#Desafio 015
Rimas soltas pelo chão da sala:
O peso suave do encantamento!
Sonha e leva-me de mãos dadas.
Abre teu mundo onde a imortalidade
reina, sem hesitar…
Porque amar um poeta é intuir
que a escrita nasce do silêncio,
do que não se diz.
O que não cabe em palavras, ecoa no peito,
transcendendo a linguagem em divina harmonia.
Ser musa, inspirar e elevar
um grandioso ser
no delicado entrelaçar
de amor e arte;
onde o Entremeio se firma e reluz.
É tornar-se, com louvor:
verso, prosa e lar.
Doce lar!
Crs Ribeiro
Rimas soltas pelo chão da sala:
O peso suave do encantamento!
Sonha e leva-me de mãos dadas.
Abre teu mundo onde a imortalidade
reina, sem hesitar…
Porque amar um poeta é intuir
que a escrita nasce do silêncio,
do que não se diz.
O que não cabe em palavras, ecoa no peito,
transcendendo a linguagem em divina harmonia.
Ser musa, inspirar e elevar
um grandioso ser
no delicado entrelaçar
de amor e arte;
onde o Entremeio se firma e reluz.
É tornar-se, com louvor:
verso, prosa e lar.
Doce lar!
Crs Ribeiro