#desafio - 7
Talvez, eu esteja
vivendo uma ilusão,
mas eu sou poeta.
E o que é o poeta, senão
um colecionador de ilusões?
O poeta fabrica sonhos,
e se alimenta deles.
O poeta não tem medo de pular,
pois ele ressignifica o salto,
desenha asas no ar.
O poeta salta,
e faz das palavras
paraquedas.
Jusley Naiane
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#Desafio 014
A lua mora em mim
meta-física-mente,
senhora dos meus humores.
Nova:
ninguém sabe —
medito ou mudo de pele?
Adormeço,
só para me reinventar.
Crescente?
O amor tropeça,
acende devagar…
Possibilidades afoitas
emergem a cada passo.
Logo me faço Cheia,
lanço o grito:
“Eis-me aqui!”
Sou explosão de luz,
paixão que não cabe em mim.
Minguo.
Silenciosa me dissipo,
me escondo.
O rastro néon,
blasé se faz.
Fina melancolia,
um quase-nada que avisa:
não cutuque.
Se eu quiser,
volto a brilhar.
Só para provocar.
Crs Ribeiro
A lua mora em mim
meta-física-mente,
senhora dos meus humores.
Nova:
ninguém sabe —
medito ou mudo de pele?
Adormeço,
só para me reinventar.
Crescente?
O amor tropeça,
acende devagar…
Possibilidades afoitas
emergem a cada passo.
Logo me faço Cheia,
lanço o grito:
“Eis-me aqui!”
Sou explosão de luz,
paixão que não cabe em mim.
Minguo.
Silenciosa me dissipo,
me escondo.
O rastro néon,
blasé se faz.
Fina melancolia,
um quase-nada que avisa:
não cutuque.
Se eu quiser,
volto a brilhar.
Só para provocar.
Crs Ribeiro
#Desafio 012
Hoje vou compartilhar algo muito especial: um dos primeiros poemas que escrevi! É simples, cheio de coração, e nasceu sem qualquer pretensão estética, mas de um sentimento puro. Ele carrega aquela sensação gostosa de início, de timidez e coragem misturadas — como um primeiro passo ou um sorriso dado sem saber se será retribuído. Espero que gostem!
Se de joelhos me ponho,
não intenciono rezar.
Também não cabe malícia,
apenas vou questionar:
Gostaria de encontrar, no Entremeio,
sua Musa-moleca,
por todos os dias da vida
desse admirado Poeta?
Na sua cachoeira, ou na minha?
Crs Ribeiro
Hoje vou compartilhar algo muito especial: um dos primeiros poemas que escrevi! É simples, cheio de coração, e nasceu sem qualquer pretensão estética, mas de um sentimento puro. Ele carrega aquela sensação gostosa de início, de timidez e coragem misturadas — como um primeiro passo ou um sorriso dado sem saber se será retribuído. Espero que gostem!
Se de joelhos me ponho,
não intenciono rezar.
Também não cabe malícia,
apenas vou questionar:
Gostaria de encontrar, no Entremeio,
sua Musa-moleca,
por todos os dias da vida
desse admirado Poeta?
Na sua cachoeira, ou na minha?
Crs Ribeiro
#Desafio 011
Tormento
amor atento,
sereno,
não perde o prumo.
seguro,
descortina o mundo,
me quer voar.
livre,
quero ficar,
marca indelével
na pele
a te tatuar.
amor tanto,
transborda,
pelos olhos escapa:
emoção nua.
não me aprisionas
contemplas-me inteira:
não tua,
me queres minha.
Eu? tua!
de toda maneira.
Crs Ribeiro.
#Desafio 011
Tormento
amor atento,
sereno,
não perde o prumo.
seguro,
descortina o mundo,
me quer voar.
livre,
quero ficar,
marca indelével
na pele
a te tatuar.
amor tanto,
transborda,
pelos olhos escapa:
emoção nua.
não me aprisionas
contemplas-me inteira:
não tua,
me queres minha.
Eu? tua!
de toda maneira.
Crs Ribeiro.
#Desafio 011
#Desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
#
À noite
estás comigo,
ainda que não sejas carne.
És, nas minhas mãos,
distância que queima.
Tua boca desenhada na palma;
teus dedos trançando as curvas do corpo.
Não preciso de ti,
mas clamo teu nome em silêncio.
O corpo responde:
a pele acende,
os seios despertam.
A boca, seca,
implora o teu banho.
Meus dedos pedem mais:
uma chuva tardia
em lábios maiores,
molhados de ti.
Ora são teus dedos,
ora tua língua,
guiados por meu querer.
Imagino-te arfante,
mas é só meu corpo que se perde,
só meu gozo a transbordar.
Sorrio,
espreguiço a solidão.
Tua ausência deita ao meu lado.
E, sem pressa,
fecho os olhos
e te invento outra vez.
Crs Ribeiro.
#desafio 010
Eu deixarei que cresça em mim,
A necessidade de amar
Uma única pessoa.
Deixarei que seja, meu destino,
O desejo de me ver,
Na luz do seu olhar,
Enquanto tua voz, canta,
Em todo canto do meu ser.
Eu deixarei os teus sorrisos,
Me alagarem como mar bravio,
Enquanto leio a gargalhada
Que saiu de ti, e me completa a vida.
Eu deixarei que saia de mim,
Todo aquele calor,
Que vai acompanhado do meu toque
Sereno, que vaga pela tua pele,
Tão linda, tão tua, tão desejo meu.
Eu deixarei tua cabeça pousar,
No regaço dos meus abraços,
No compasso, das batidas do meu coração,
E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Eliz Leão
A necessidade de amar
Uma única pessoa.
Deixarei que seja, meu destino,
O desejo de me ver,
Na luz do seu olhar,
Enquanto tua voz, canta,
Em todo canto do meu ser.
Eu deixarei os teus sorrisos,
Me alagarem como mar bravio,
Enquanto leio a gargalhada
Que saiu de ti, e me completa a vida.
Eu deixarei que saia de mim,
Todo aquele calor,
Que vai acompanhado do meu toque
Sereno, que vaga pela tua pele,
Tão linda, tão tua, tão desejo meu.
Eu deixarei tua cabeça pousar,
No regaço dos meus abraços,
No compasso, das batidas do meu coração,
E no meu amor, tão seu, quanto eu.
Eliz Leão
#Desafio 009
Brinco de amarelinha,
olhando o céu:
pedra vai,
pé vem.
O chão dança
sob meus pés.
O jogo é simples, dizem:
errar, cair,
levantar, seguir;
fingir que não doeu.
De perna bamba,
já sou rainha
(você sabe,
é a causa, a razão).
Quem insiste
pula mais alto;
quem desiste
nem percebe
que o paraíso mora
no próximo salto.
Se a pedra cair fora,
não me aborreço.
Refaço a linha,
rabisco o chão
e desenho de novo
o mundo que me cabe.
E te puxo pra mim.
Não tem fuga,
não tem chão.
A alegria,
essa danada,
só vem
se me der sua mão.
Mas cuidado!
Ela vai com o vento,
vira espuma,
sabão em banho apressado.
No fim,
te ganho.
Volto pro bis:
sou campeã!
Até o próximo tropeço…
Que será, quem sabe,
um poema pra pular.
Crs Carneiro
Brinco de amarelinha,
olhando o céu:
pedra vai,
pé vem.
O chão dança
sob meus pés.
O jogo é simples, dizem:
errar, cair,
levantar, seguir;
fingir que não doeu.
De perna bamba,
já sou rainha
(você sabe,
é a causa, a razão).
Quem insiste
pula mais alto;
quem desiste
nem percebe
que o paraíso mora
no próximo salto.
Se a pedra cair fora,
não me aborreço.
Refaço a linha,
rabisco o chão
e desenho de novo
o mundo que me cabe.
E te puxo pra mim.
Não tem fuga,
não tem chão.
A alegria,
essa danada,
só vem
se me der sua mão.
Mas cuidado!
Ela vai com o vento,
vira espuma,
sabão em banho apressado.
No fim,
te ganho.
Volto pro bis:
sou campeã!
Até o próximo tropeço…
Que será, quem sabe,
um poema pra pular.
Crs Carneiro
#Desafio 008. Por favor, clique para ler.
#Desafio 007
O olhar do outro
é rio que me atravessa.
Carrega espelhos que não me sabem,
reflexos que não me alcançam.
Diz se sou barco que flutua
ou pedra que afunda,
mas não toca o chão
onde planto meus passos.
Lê-me feito mapa,
mas meu destino não tem linhas.
É vento que invento
quando a alma precisa ser pássaro.
É estrada improvisada
onde meus pés rejeitam a espera.
Há olhares que pesam feito tempestade,
mas sou chuva que escolhe onde cair.
Há em mim um grito de asas presas,
uma sede sem nome,
sangue inquieto que corre no fundo dos meus versos.
Sou folha, sim,
mas folha que escreve sua história.
Sou sombra, talvez.
mas sombra que dança com a luz.
Quem se dissolve no outro
perde o cheiro da terra,
o sal dos dias,
o abraço das raízes.
Quem vive no outro,
esquece-se de ser árvore:
tronco, seiva e fruto.
Sou o que invento.
E se o horizonte não me chama,
eu o desenho.
Vou mesmo sem bússola.
Sigo, ainda que doa.
Sigo, ainda que me perca.
Pois a promessa do Sol em mim
é bem maior que o silêncio do mundo.
Crs Ribeiro
O olhar do outro
é rio que me atravessa.
Carrega espelhos que não me sabem,
reflexos que não me alcançam.
Diz se sou barco que flutua
ou pedra que afunda,
mas não toca o chão
onde planto meus passos.
Lê-me feito mapa,
mas meu destino não tem linhas.
É vento que invento
quando a alma precisa ser pássaro.
É estrada improvisada
onde meus pés rejeitam a espera.
Há olhares que pesam feito tempestade,
mas sou chuva que escolhe onde cair.
Há em mim um grito de asas presas,
uma sede sem nome,
sangue inquieto que corre no fundo dos meus versos.
Sou folha, sim,
mas folha que escreve sua história.
Sou sombra, talvez.
mas sombra que dança com a luz.
Quem se dissolve no outro
perde o cheiro da terra,
o sal dos dias,
o abraço das raízes.
Quem vive no outro,
esquece-se de ser árvore:
tronco, seiva e fruto.
Sou o que invento.
E se o horizonte não me chama,
eu o desenho.
Vou mesmo sem bússola.
Sigo, ainda que doa.
Sigo, ainda que me perca.
Pois a promessa do Sol em mim
é bem maior que o silêncio do mundo.
Crs Ribeiro
#Desafio 006
As Mãos do Meu Pai
Mãos que guardam a força dos dias,
de quem cedo enfrentou o labor.
Aos nove, no campo,
cultivava esperanças,
sonhando além dos passos dos pais.
Lançou-se ao destino,
com a fé dos que teimam vencer.
Ergueu muralhas de luta:
formou um lar, semeou o amanhã,
colheu honrarias,
nunca esquecendo que o afago
vale mais que o aplauso intenso.
Mãos que tocaram mil faces
e jamais se ergueram como tempestade.
Que seguraram três filhos
com a firmeza de quem envolve o mundo.
Que se despediram da amada
em prantos calados,
cinquenta dezembros de amor,
força silente nos murmúrios do tempo.
Hoje, marcadas
por manchas e sulcos,
mapas que o tempo esculpiu sem pressa…
Cada traço é história,
cada linha, uma estrada que ficou.
Mãos que ainda seguram o peso do mundo,
mas o erguem com graça serena.
São porto onde ancoro meus dias,
baluartes contra ventos bravios.
Teus gestos são mais que memórias,
são futuro que ainda pulsa,
vida que germina,
que deseja e insiste
em ser raiz e ser asa.
Crs Ribeiro
#desafio 006
As Mãos do Meu Pai
Mãos que guardam a força dos dias,
de quem cedo enfrentou o labor.
Aos nove, no campo,
cultivava esperanças,
sonhando além dos passos dos pais.
Lançou-se ao destino,
com a fé dos que teimam vencer.
Ergueu muralhas de luta:
formou um lar, semeou o amanhã,
colheu honrarias,
nunca esquecendo que o afago
vale mais que o aplauso intenso.
Mãos que tocaram mil faces
e jamais se ergueram como tempestade.
Que seguraram três filhos
com a firmeza de quem envolve o mundo.
Que se despediram da amada
em prantos calados,
cinquenta dezembros de amor,
força silente nos murmúrios do tempo.
Hoje, marcadas
por manchas e sulcos,
mapas que o tempo esculpiu sem pressa…
Cada traço é história,
cada linha, uma estrada que ficou.
Mãos que ainda seguram o peso do mundo,
mas o erguem com graça serena.
São porto onde ancoro meus dias,
baluartes contra ventos bravios.
Teus gestos são mais que memórias,
são futuro que ainda pulsa,
vida que germina,
que deseja e insiste
em ser raiz e ser asa.
Crs Ribeiro
#desafio 006