Avatar

@albertobusquets

Alberto Knobbe Busquets
228 posts 25 Seguidores 17 Seguindo
Público
Resposta de @albertobusquets
😍😍💞💞💞
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
😍😍💞💞💞
há 1 ano
#Desafio 117

Danço contigo
sem pressa,
sem passo delineado,
a liberdade do corpo é nossa única lei.

Somos dois
e, ao mesmo tempo,
somos um,
no horizonte que não limita,
no porto que é sempre o mesmo
refeito em cada toque
em cada olhar.

Crescemos sem medir,
sem contar.
Somos pedaços
e somos inteiros;
não pelo que possuímos,
mas pelo que ousamos explorar.

O amor é constelação,
brilha porque a gente vê,
porque a gente se vê
e se deixa ver.

Não precisa de mais nada,
só a voraz entrega.

A confiança é corda,
uma rede que nos prende
e também liberta.

Não quer explicações:
quer a alma, a carne, o instante.

Quer agora.

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @albertobusquets
Não sei
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
🥺🥺❤️‍🩹🫂
há 1 ano
A despedida que ninguém quer na vida.

Tivemos risos, alegria, comemoração de uma vida que se iniciará. Hoje vimos momentos alegres. Uma família linda, trazendo outra vidinha, que será o motivo de mais risos e felicidade.
Mas meu coração transborda, mesmo na felicidade de vê-los felizes, de alegria mas também na tristeza pela constatação dura, que se avizinha.
Alguém que não se sente mais bem, que já cansou de estar entre nós.
Que pede descanso e que a deixem ir. Chega de sofrimento e dores.
Ela já lutou todas as suas batalhas.
Mas ela segurou minhas mãos ao aprender os primeiros passos na vida.
Acolheu meus choros, nem sempre com tanta paciência, pois foi ensinada a calar e não a acolher.
Ontem segurei sua pequena mão. Que foi para mim há muitos anos, motivo de alegria, choros... E eu sinto tanto a falta dela, pois sei que ela já se retira aos poucos.
Sua mente, já não se lembra de muito.
É duro começar a se despedir de alguém que ainda vive.
Eu queria ainda, aquela mulher forte que andava pra onde fosse, quando tinha vontade. A minha companheira de caminhada.
Tenho tanto do que ela me ensinou em mim.
Só sinto muito por ela sofrer tanto assim. A vida poderia ser mais suave. Guardaria meu coração no bolso, pra que ela não sofresse mais.
E agora no findar do dia, eu choro, pois talvez não terei seus olhos verdes/mel a me fitar um dia.

Eliz Leão
Público
Resposta de @albertobusquets
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
🥹💞🫂🌞
há 1 ano
#Desafio 116

Doido, doído, moído
alma triturada
palavras presas, enjauladas.

Espremido, entalado
pedra na garganta:
enlutado.

Por demais esperado…

O fim:
um drama de corações feridos
por tudo o que não foi
por tudo que se perdeu.

Quem será o culpado?

Pergunta medíocre
que late
desnecessária.

Não coaduna com vidas
que explodiram como estrelas cadentes
que se consumiram no vazio da noite.

Ainda resta
um abraço profundo de gratidão
a mão estendida
a dor domada
a temida amizade.

E, enfim:
“Siga bem!”

P.S.: Te amo. Mesmo assim.
Público
Resposta de @albertobusquets
Belíssimo como os últimos 365 dias... 🥹💞💞
há 1 ano
#Desafio 114 de

365 dias de  ⛵️力

Entre Mentes: Bicho e Verso.

Bicho esperto
bicho do mundo:

tundra
floresta
deserto
montanha

onde o silêncio dança com o vento
e a solidão é só mais uma forma
de liberdade.

Ela
raposa de olhos atentos
sina de errância

mora em si
mas sabe partir

inteira
altiva
se recolher
sem se render.

Não permite a doma
é feita do selvagem:

faro de alma
fareja o que pulsa
o que vibra
o que dói bonito.

E foi ali
na curva de uma noite cheia
cheia de folhas
de luas
de vontades

que o poeta
surgiu

perdido num quase-suspiro
vagando entre páginas soltas
e noites sem fim

castelos de papel nos olhos
delírio de amor nos dedos.

Ele falava com as estrelas
e escrevia com as entranhas

amava como quem reza
bebia palavras como vinho forte
e chorava beleza.

Ela o olhou
e viu o mundo escorrendo pelos olhos dele.

Ele a leu
como um poema esquecido no bolso:

amassado
verdadeiro
inesperadamente necessário.

Entre um “oi, moço”
e um “virei tua fã”

nasceu o improvável:

o enlace nu entre duas fomes.

Corpos pagãos
mentes em chamas

um alfabeto novo
inventado na pele.

Excesso se amando
falta se acolhendo

promessas sussurradas
entre dentes

devota mente
devotamente.

Porque o poeta
ah
o poeta também era bicho;

raposa do verbo
selvagem da metáfora
caçador de belezas tortas.

E quando a escreveu
não foi com tinta

foi com saliva
com calor
com espasmo.

Ele a fez casa.
Ela o fez rito.

Um no outro
foram altar
e oferenda.

E ele levou pra si
o que nem sabia querer:

o corpo
a alma
a paixão dela inteira.

Assim,
no tempo em que a Terra
dança em volta do Sol seduzindo

ela gira dentro dele:

cativa
e livre

casta
e nua

tua
tão tua
e só tua.

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @albertobusquets
Lindo demais... 🥹😘🫂🪴❤️
há 1 ano
#Desafio 113

Di(VIDA)

Tem dias
que a ferida se abre.

Tem dias
que a dor sangra,
arde.

Tem dias
que o amor não supera
o desgaste.

Tem dias
que tudo o que você tenta…
erra.

Tem dias
que você precisa deixar
escorrer a lágrima
que pesa.

Tem dias
que a vida te “prega
uma peça.”

Nesses dias,
em que o mundo mais te afeta,
parece que o vazio
é tudo o que te resta.

Que a solidão
não permitirá
que você divida isso,
e alivie o que te pesa.

Nesses dias,
quem tem um amigo,
tem tudo.

Um ombro,
pra não chorar sozinho.

E, repartindo,
ver a vida voltar
a fazer sentido.

Ter um amigo
é terapia.
É um presente
supremo.

Reencontrar o caminho,
compartilhando
o que aconteceu contigo…

Esse ombro amigo
é um tesouro.
Vale mais que ouro.
É vida.

Sua,
e de quem
se importa com você.

Se puder, di(VIDA)
e dê vida, também…

MarU

*Poema especial para meus amigos, que sabem quem são, pois já se abriram comigo e me ouviram abrir meu coração pra eles, também. Vocês são vida! Amo vocês.
Público
Resposta de @albertobusquets
Bravíssimo! 😮👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻👏🏻
há 1 ano
#Desafio 113

CÍRIO AOS ANJOS CAÍDOS
(epígrafe)

Acendo vela
para quem ardeu demais.
Para quem virou pecado
por ter nascido mulher
no lugar errado.

Minha fé é marginal.
Minha prece, sem joelhos.
Só acendo círio
para anjo que cai
lutando.



Para mulheres de fogo
e ferida,

que vendem o que o mundo
sempre tomou:
antes por força,
agora por preço;
nunca por escolha.

Abrem as pernas,
fecham o peito.
Escondem o medo
no porão da infância.

Querem o amor,
mas ele mora longe:
num país sem nome,
sem mapa,
sem retorno.

A vida, mesquinha,
roubou-lhes o tempo,
estuprou o sentir.

Fez do lençol,
cadafalso.
Da noite,
um bicho faminto.

Elas deitam
mas o descanso
é miragem,
e o prazer,
rumor de coisa extinta.

Todos já fomos seus filhos:
uns, de ventre;
outros, no grito
de uma boca que cospe
“puta!”
achando que ofende.

Mas não sabem
(não sabem)
que puta é guerra,
é templo profanado,
é coragem ofertada
a conta-gotas.

Cada gozo pago
carrega um grito que resiste.
Cada gemido falso
esconde uma ausência:
fome,
fúria
e flor.

A elas,
meu respeito.

E mais:

meu abraço nu,
minha escuta limpa,
meu poema sem moral.

Porque as reconheço:
ímpias, santas,
feridas, ferozes,
verdadeiras.

Mulheres.

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @albertobusquets
Uma poetisa que se supera a cada sorriso... Que poema apaixonante! 😍🥹💞
há 1 ano
#Desafio 112

TE AMO MAIS

Eu poderia murmurar que sou
epifania tácita no entremeio das tuas ausências,
alucinação barroca escorrendo na ampulheta do agora,
entalhe sutil do teu nome na ossatura da minha vigília,
abscôndita volúpia de existir apenas no teu fulgor.

Mas não.

Grito:

te amo.

Te amo mais.

Simples.
Nu.
Sem anestesia.
Inapelável verdade
que ninguém ousaria editar.

A mais lasciva e redentora
que minha alma
teimosa, pagã e lírica,
bêbada de desejo,
teve a audácia de viver.

Sem pudor,
sem véu,
sem volta.

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @albertobusquets
Lindamente fofo, suavemente forte... Fortemente belo!! 💞
há 1 ano
#Desafio 111

Debaixo da cama
(cantinho escurinho)
era onde eu
desaparecia

ninguém via
quando doía
então eu ia

sem roupa do rei
sem lei
sem colo

só eu
nua
calada
coberta de vergonha

mas quem tava olhando?
ninguém

mesmo assim
me escondia
apagando o fogo
mantendo a brasa

olhos d’água
peito estalando em soluço
por um erro pequeno
tão pequeno
que ninguém notou

mas eu sim
(ah, eu sim)
e fui juíza

verduga

me acoitei
com gosto
feito quem merece

um dia
entre ácaro e silêncio
achei um espelho

e vi o que fingi esquecer:
meus sonhos guardados
no fundo de mim
nadando lento
feito peixe sem rumo
no mar do meu peito

e lá
bem lá
tava ela:

eu
pequena
sem voz
sem medo
sem culpa

me chamou com os olhos
(me chamava desde sempre)

me deitei do lado dela
sem desculpa
sem pressa

e dormi
em plumas

ao ter minha mão
afagada
(enfim)
por outra pequenina:

um carinho
um perdão.

Crs Ribeiro
Público
Resposta de @albertobusquets
🥹👏🏻👏🏻👏🏻💞
Traduzido automaticamente do inglês.
Ver original
🥹👏🏻👏🏻👏🏻💞
há 1 ano
#Desafio 110

2
0
2
4?

É pouco.

Quero:

2 2 0 0…

andando
nadando
voando

desejo
o FUTURO
(ontem)

na cama
quente
salivando

entre
dentes

PULSANDO
amor...

Chegou?

FINALmente!

Toma-me
com
ardor

derrama
teu calor

aquece
o
novo

NINHO
(em mim)

Crs Ribeiro.

***Repost
Público
Resposta de @albertobusquets
Um texto desses, com tanto gosto de esperança e plenitude, tinha que vir de você... 🥹 Lindo! Linda!! Amo demais!! 💞💞💞
há 1 ano
#Desafio 109

O Sal do Teu Riso

Sonho um café contigo. Não desses corridos, com xícaras nervosas e olhares no relógio. Um café sereno. Sem ontem, sem depois. Apenas agora. E o mar.

Ali, diante das ondas, a alma se deita como quem se despe: sem medo do sal, sem medo de si. O tempo, esquecido de sua função, desaprende a andar. Tudo respira mais lento, no compasso de um instante que parece eterno.

Quero tua rima. E teu caos. Sem molduras. Inteiros, desordenados, belamente reais. Quero teus amores costurados às pressas, tuas dores deixadas na beira da cama, tuas pausas longas e aquele silêncio; não o que cala, mas o que grita por dentro.

Desejo tua risada. Aquela tímida, quase tímida demais para existir. Aquela que chega devagar e, sem pedir licença, acende o que estava apagado. Pedra preciosa perdida no meio de um dia qualquer. Um milagre sutil de um mundo que ainda sente.

Sem pressa.
Sem pose.
Sem filtro.

Depois, caminhar contigo. Passo ao lado de passo. Na areia. No vento. Na entrega. O coração, enfim, descalço. E que o silêncio diga o que falta, não com palavras, mas com presença.

Ao fim, nós dois. E o céu virando verso diante dos nossos olhos. O sol se retirando com elegância, a lua chegando de mansinho. E entre eles, esse intervalo sagrado que ninguém sabe explicar, mas que o corpo entende.

Cumplicidade.

Essa forma de amor que não grita, mas invade.
Que não prende, mas abriga.
Que chega feito maré mansa,
ocupando os vazios com tudo aquilo que o mundo esqueceu…

Com tudo o que somos,
juntos,

você e eu.

Crs Ribeiro

***Um poema revisitado em prosa poética.

@Albertobusquets, todo seu!