#Desafio 081
Itacaré
Fui riso aberto,
alma acesa,
verdade sem freio.
E depois?
Quebrei ao meio,
deixei o recheio,
fui fome de mim.
Agora, marés.
Agora, vento.
Me desfaço,
me refaço,
não mais me reparto.
Me reinvento.
Crs Ribeiro
@albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
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Eder B. Jr.
Em uma série dedicada à imensidão azul, ao mar que abraça e transborda, não poderia faltar o poeta que navega, como poucos, pelos sentimentos mais profundos e impetuosos.
Com todo carinho, dedico este momento ao meu grande amigo @Albertobusquets e a todos vocês que apreciam a beleza das palavras. Como presente, compartilho um fragmento do seu talento: um sopro de poesia para embalar a alma.
Aproveitem!
Com todo carinho, dedico este momento ao meu grande amigo @Albertobusquets e a todos vocês que apreciam a beleza das palavras. Como presente, compartilho um fragmento do seu talento: um sopro de poesia para embalar a alma.
Aproveitem!
#Desafio 078
Cabia na minha palma
aquela mãozinha quente,
um lume inocente
um quase nada de gente.
“É té!”
e o dedo cortava o ar.
Olhos de estrela:
curiosos, urgentes,
querendo tudo
sem saber o nome.
Pulava de alegria
por um punhado de nada:
tampinha, rolha, papel…
ninharias de um mundo
num sem preço de céu.
Sorria de boca nua,
e meu bobo coração
se vestia de amor.
E era tanto,
tão vasto,
tão sem jeito…
Que fiz relicário no peito
e, sem hesitar,
só o ofertei a você.
Crs Ribeiro
Cabia na minha palma
aquela mãozinha quente,
um lume inocente
um quase nada de gente.
“É té!”
e o dedo cortava o ar.
Olhos de estrela:
curiosos, urgentes,
querendo tudo
sem saber o nome.
Pulava de alegria
por um punhado de nada:
tampinha, rolha, papel…
ninharias de um mundo
num sem preço de céu.
Sorria de boca nua,
e meu bobo coração
se vestia de amor.
E era tanto,
tão vasto,
tão sem jeito…
Que fiz relicário no peito
e, sem hesitar,
só o ofertei a você.
Crs Ribeiro
É uma honra declamar os versos de uma poetisa de alma e arte tão lindas. Este poema dá voz a tantas mulheres, a seus silêncios e suas dores, e poder interpretá-lo foi uma experiência muito emocionante. Ainda mais por fazê-lo em um lugar especial para você, que representa união e, espero, a eterna capacidade de renascer. Com todo carinho, amiga. Amo você!
#Desafio 079
Queria, de todo o peito,
um dia sem mim.
Sem peso, sem pressa,
sem verbo, sem rima.
Um dia de nada,
um nada de dia.
Mas temo,
desconfio,
suspeito:
quando esse dia vier,
nem estarei para saber.
E se acaso ainda restar de mim
vulto, sombra ou gesto,
fito o espelho,
pergunto em silêncio:
Quem és?
O espelho embaça
e, meio sem graça,
não diz.
Crs Ribeiro
Queria, de todo o peito,
um dia sem mim.
Sem peso, sem pressa,
sem verbo, sem rima.
Um dia de nada,
um nada de dia.
Mas temo,
desconfio,
suspeito:
quando esse dia vier,
nem estarei para saber.
E se acaso ainda restar de mim
vulto, sombra ou gesto,
fito o espelho,
pergunto em silêncio:
Quem és?
O espelho embaça
e, meio sem graça,
não diz.
Crs Ribeiro
Hoje, tive o prazer de declamá-lo! @purapoesia, o Adriel, encanta com a delicadeza cortante de sua emoção, a riqueza de sua observação e a força sensorial de seus versos. Para quem já conhece, um aperitivo; para quem ainda não, um convite irresistível para conhecer suas páginas.
#Desafio 077
Alísios precisos
num eco incerto,
trouxeram teu nome
de novo para perto:
“Ele é feliz!”
Seguiu, mesmo em chagas,
de alma rasgada,
cicatriz esculpida
na pele marcada.
O tempo endurece,
mas o peito denuncia:
há marcas que ficam
gravadas na despedida.
O mal que causei
ainda me arranha,
mas solto o peso:
me dou à façanha.
E me perdoo.
E te perdoo.
Pois fomos naufrágio,
sem porto ou guia,
errantes, perdidos
no mar dessa vida.
E sorrio sincera:
te fizeste grande!
Dos cacos dispersos,
brilhas radiante:
reflexo bonito
de um tempo que foi.
Lembrança desnuda,
um dos amores meus!
Que partiu com o vento,
levando tudo
que já era tormento.
Crs Ribeiro
Alísios precisos
num eco incerto,
trouxeram teu nome
de novo para perto:
“Ele é feliz!”
Seguiu, mesmo em chagas,
de alma rasgada,
cicatriz esculpida
na pele marcada.
O tempo endurece,
mas o peito denuncia:
há marcas que ficam
gravadas na despedida.
O mal que causei
ainda me arranha,
mas solto o peso:
me dou à façanha.
E me perdoo.
E te perdoo.
Pois fomos naufrágio,
sem porto ou guia,
errantes, perdidos
no mar dessa vida.
E sorrio sincera:
te fizeste grande!
Dos cacos dispersos,
brilhas radiante:
reflexo bonito
de um tempo que foi.
Lembrança desnuda,
um dos amores meus!
Que partiu com o vento,
levando tudo
que já era tormento.
Crs Ribeiro
“De frente para o mar”
#Desafio 076
O intenso sente
no direito e no avesso,
em cada dobra da alma.
Dói fundo, rói os ossos
arde o travesseiro,
cala a fome.
Explode sem freio:
é muito, é demais
e ainda falta espaço.
Mas quando transborda,
a luz entorpece
e o mundo dança.
A manhã invade a janela
prisma insano de cores,
melodia que ninguém ouve.
Seja flor, poema
ou um bom dia perdido na rua…
tudo é motivo para rir até doer.
Não há meio-termo.
O morno é morte em prestações.
E a vida, se não for para sentir,
vira o quê?
Esquina vazia,
silêncio sem eco.
Crs Ribeiro
O intenso sente
no direito e no avesso,
em cada dobra da alma.
Dói fundo, rói os ossos
arde o travesseiro,
cala a fome.
Explode sem freio:
é muito, é demais
e ainda falta espaço.
Mas quando transborda,
a luz entorpece
e o mundo dança.
A manhã invade a janela
prisma insano de cores,
melodia que ninguém ouve.
Seja flor, poema
ou um bom dia perdido na rua…
tudo é motivo para rir até doer.
Não há meio-termo.
O morno é morte em prestações.
E a vida, se não for para sentir,
vira o quê?
Esquina vazia,
silêncio sem eco.
Crs Ribeiro
Declamação