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#Desafio 074
Algo mudou em mim.
A lágrima se foi,
mas a tristeza, silenciosa, ainda mora.
A gargalhada, antes imperiosa,
se recolheu suave.
A alegria persiste,
mas sem alarde ou gritos.
A vida foi o meu lítio,
abrandou meu humor
e me tornou menos eu.
Talvez esse seja o propósito:
proteger-me do desatino que sou.
Crs Ribeiro
Algo mudou em mim.
A lágrima se foi,
mas a tristeza, silenciosa, ainda mora.
A gargalhada, antes imperiosa,
se recolheu suave.
A alegria persiste,
mas sem alarde ou gritos.
A vida foi o meu lítio,
abrandou meu humor
e me tornou menos eu.
Talvez esse seja o propósito:
proteger-me do desatino que sou.
Crs Ribeiro
#Bom dia!
Palavra do dia: #ℂ할핟학핖핔핚핞핖핟핥할
Frase do dia: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original." — Albert Einstein
Datas comemorativas de hoje, 14 de março de 2025:
Dia do Pi
White Day
Dia dos Carecas
Aniversariantes:
Albert Einstein (1879-1955)
Manoel Carlos (1933)
Alberto II de Mônaco (1958)
Simone Biles (1997)
Palavra do dia: #ℂ할핟학핖핔핚핞핖핟핥할
Frase do dia: "A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original." — Albert Einstein
Datas comemorativas de hoje, 14 de março de 2025:
Dia do Pi
White Day
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Albert Einstein (1879-1955)
Manoel Carlos (1933)
Alberto II de Mônaco (1958)
Simone Biles (1997)
#Desafio 073
Salivo por teus pelos
tua barba me risca
promessas inconfessas.
Teus sinais, constelações
guiam-me no escuro desejo.
Um olhar me despe
desveste-me inteira:
não há pudor, não há defesa.
Resta a carne
ofertada, entregue
vulnerável como a alma que já é tua.
Mãos que esculpem febre
arfar quente
tesão que embriaga.
A cada toque
desfaz-se um pedaço de mim:
amar é perder-se também.
Quero o gemido
o tremor, o gozo-mar
que naufraga e me dissolve.
Quando cedes
incontido, indomável
sem máscaras ou fugas
o mundo (o meu)
começa e termina ali.
Crs Ribeiro
Salivo por teus pelos
tua barba me risca
promessas inconfessas.
Teus sinais, constelações
guiam-me no escuro desejo.
Um olhar me despe
desveste-me inteira:
não há pudor, não há defesa.
Resta a carne
ofertada, entregue
vulnerável como a alma que já é tua.
Mãos que esculpem febre
arfar quente
tesão que embriaga.
A cada toque
desfaz-se um pedaço de mim:
amar é perder-se também.
Quero o gemido
o tremor, o gozo-mar
que naufraga e me dissolve.
Quando cedes
incontido, indomável
sem máscaras ou fugas
o mundo (o meu)
começa e termina ali.
Crs Ribeiro
#Desafio 072
Caminho
Entre verdes e luzes
desnuda de certezas, exposta, viva.
Não creio
(quase nunca).
Mas há essa força que me toma
esse fulgor que me molda o dia.
A claridade me lambe
a amplidão me fende:
Sê vasta. Sê inteira. Sê tua.
E então,
um gosto doce no ar…
Uma dança mansa dentro do peito
e o corpo vira paz.
Mas é na mente que tudo se alarga
se rasga, se cria.
Por um instante um lampejo:
sou imensa.
E nunca me basto.
Crs Ribeiro
Caminho
Entre verdes e luzes
desnuda de certezas, exposta, viva.
Não creio
(quase nunca).
Mas há essa força que me toma
esse fulgor que me molda o dia.
A claridade me lambe
a amplidão me fende:
Sê vasta. Sê inteira. Sê tua.
E então,
um gosto doce no ar…
Uma dança mansa dentro do peito
e o corpo vira paz.
Mas é na mente que tudo se alarga
se rasga, se cria.
Por um instante um lampejo:
sou imensa.
E nunca me basto.
Crs Ribeiro
#Desafio 071
No Escuro do Meu Parque
Te espero
e esperar
é esse ir sem chegar
voltar sem ter sido
A ansiedade risca a ida
feito faca desafiada
o cansaço sombreia a volta
com a precisão de um erro
No impulso, voo
e quase invento o céu
no recuo, desabo
sem nem tocar o fundo
Suspensa entre o já
e o ainda não
sou bicho em cio
sou prece sem som
sou corpo gangorra
e nunca aterriso…
tenho medo do chão
Mas o céu também me cansa.
Crs Ribeiro
No Escuro do Meu Parque
Te espero
e esperar
é esse ir sem chegar
voltar sem ter sido
A ansiedade risca a ida
feito faca desafiada
o cansaço sombreia a volta
com a precisão de um erro
No impulso, voo
e quase invento o céu
no recuo, desabo
sem nem tocar o fundo
Suspensa entre o já
e o ainda não
sou bicho em cio
sou prece sem som
sou corpo gangorra
e nunca aterriso…
tenho medo do chão
Mas o céu também me cansa.
Crs Ribeiro
#Desafio 070
Circoração
Sangue no picadeiro
segue, volta
malabares no ar
arde, solta
leva tudo
deixa nada
nasce em cambalhotas
dança na corda
parte sem rede
quer o fim
e recomeça:
sem nunca chegar
corre, insiste
salta, persiste
é vida febril
trapézio sem mãos
é morte que arde e espera:
riso trágico
em face de bufão.
Crs Ribeiro
Circoração
Sangue no picadeiro
segue, volta
malabares no ar
arde, solta
leva tudo
deixa nada
nasce em cambalhotas
dança na corda
parte sem rede
quer o fim
e recomeça:
sem nunca chegar
corre, insiste
salta, persiste
é vida febril
trapézio sem mãos
é morte que arde e espera:
riso trágico
em face de bufão.
Crs Ribeiro
#Desafio 069
Insônia
Pássaro preso no peito
bate, bate, bate
não encontra a saída.
Pensamento voa, voa…
perdido no oco da noite.
O relógio, implacável
tic-tac, tic-tac
é juiz, julga sem juízo:
não há indulto
não há clemência.
Para o corpo cansado
não há perdão.
Ironia irônica
ironiza a vida:
quando a cama é ninho
o martelo sentencia a prisão:
levanta!
Raiva rasga, ruge na garganta
até o vazio me engolir.
A cama chama, clama engana.
As horas não param
atrasada estou.
Tenho que chegar a um lugar
que não sei se busco
não sei se desisto.
Não sei se vou.
Crs Ribeiro
Insônia
Pássaro preso no peito
bate, bate, bate
não encontra a saída.
Pensamento voa, voa…
perdido no oco da noite.
O relógio, implacável
tic-tac, tic-tac
é juiz, julga sem juízo:
não há indulto
não há clemência.
Para o corpo cansado
não há perdão.
Ironia irônica
ironiza a vida:
quando a cama é ninho
o martelo sentencia a prisão:
levanta!
Raiva rasga, ruge na garganta
até o vazio me engolir.
A cama chama, clama engana.
As horas não param
atrasada estou.
Tenho que chegar a um lugar
que não sei se busco
não sei se desisto.
Não sei se vou.
Crs Ribeiro
#Desafio 068
Ao sul do Equador
onde Natal arde em chamas
renego a língua dos anjos…
Quero gritar “aleluia!”
quando me tocares nua
e me fizeres tua
escrava indócil do teu querer.
Rendida no altar do teu caos
escolho ser, sem receios
estilhaços de mim
no gozo da tentação.
Toma-me, perdição?
contigo peco inteira.
Com devoção.
Crs Ribeiro
Ao sul do Equador
onde Natal arde em chamas
renego a língua dos anjos…
Quero gritar “aleluia!”
quando me tocares nua
e me fizeres tua
escrava indócil do teu querer.
Rendida no altar do teu caos
escolho ser, sem receios
estilhaços de mim
no gozo da tentação.
Toma-me, perdição?
contigo peco inteira.
Com devoção.
Crs Ribeiro
#Desafio 067
Ser Mulher
Apesar dos pesares
bendigo-me mulher.
No ventre da dor
semeei-me em flor.
Cada espinho cravado
fez-me amanhecer.
Do pranto vertido:
o amor a florescer.
Aos sonhos perdidos
às mãos que foram rudes
respondi com virtude:
fiz-me candura.
Quando o mundo feroz
quis ser meu algoz
atirando-me ao chão,
ergui-me estrela.
Da vida, gerei vida
mistério e luz.
A esperança guia-me
meu sentir é gratidão.
A faca cortou-me, bem sei!
Dois gumes cruéis:
mágoa e renascer.
Ardeu-me a alma
mas não recuei.
Na ferida aberta
aprendi a viver.
Ser mulher é incêndio
chama insana:
queimar de amor,
de raiva e paixão.
E quando a realidade
covarde
nos profana…
sopramos mais forte:
ventania em ação.
No peito,
levamos um mar bravio
que nunca esmorece:
nunca se dobra
nunca se curva
nunca se rende,
força latente que
ao espelho de si
se reconhece.
Crs Ribeiro
Ser Mulher
Apesar dos pesares
bendigo-me mulher.
No ventre da dor
semeei-me em flor.
Cada espinho cravado
fez-me amanhecer.
Do pranto vertido:
o amor a florescer.
Aos sonhos perdidos
às mãos que foram rudes
respondi com virtude:
fiz-me candura.
Quando o mundo feroz
quis ser meu algoz
atirando-me ao chão,
ergui-me estrela.
Da vida, gerei vida
mistério e luz.
A esperança guia-me
meu sentir é gratidão.
A faca cortou-me, bem sei!
Dois gumes cruéis:
mágoa e renascer.
Ardeu-me a alma
mas não recuei.
Na ferida aberta
aprendi a viver.
Ser mulher é incêndio
chama insana:
queimar de amor,
de raiva e paixão.
E quando a realidade
covarde
nos profana…
sopramos mais forte:
ventania em ação.
No peito,
levamos um mar bravio
que nunca esmorece:
nunca se dobra
nunca se curva
nunca se rende,
força latente que
ao espelho de si
se reconhece.
Crs Ribeiro