#desafio 365 dias
Dia 21 - Parte-palavra
Só escrevendo
Percebo de quantos mundos somos feitos.
Por exemplo:
Há uma parte de mim que é sempre estrada.
Parte-palavra,
Que é sempre menos muros que ponte;
Que é sempre menos esconderijo que libertação.
Talvez seja por isso que os olhos
Ligeiros do mundo me intriguem tanto.
A outra parte, no entanto,
É, de pousadas, feita.
E, nessas horas,
Apenas teus ombros se sobressaem.
Sylvvia Rubraurora
@cadantasautora
Carolina Dantas
37
posts
32
seguidores
21
seguindo
Séries por #
Detectadas nos posts
@ksfernandes
K. S. Fernandes
@jjr
Jason Da Silva Cajazeira Junior
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@manuella176
Manuella Araújo
@paulafernandapoesias
Paula Fernanda de Araújo
@carlajaia
Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch
Inifada Dresch
@aj134
A.J. Stempleton
@samulivrelendo
Jefferson Gomes
@jessicaS
Jéssica Santos
@luanaescritora
Luana Oliveira
@anissa
ANISSA VASCONCELOS
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@elinei89
Elinei Maria de Lara
@Comtodapoesiaa
Yuri Izidio
@bianca77
Bianca de oliveira Elias
@silvia69
Silvia Cristina Costa Moraes
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@Branca20
Branca
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@fksilvain
F. K. Silvain
@eliz_leao
Eliz Leão
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@literunico
Eder B. Jr.
@elianelitaescritora
Eliane Lita Escritora
@ariazenite
Aria Zênite
@ksfernandes
K. S. Fernandes
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@josimary184
Josimary Medeiros Giosa
@carlajaia
Carla Torres Pereira Carrion
@inifadadresch
Inifada Dresch
@jessicaS
Jéssica Santos
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@sylvviarubra
Sylvvia Rubraurora
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@elianelitaescritora
Eliane Lita Escritora
@fksilvain
F. K. Silvain
@literunico
Eder B. Jr.
@ariazenite
Aria Zênite
#desafio 365 dias
Dia 22 - Poética do Fim
Agora não sei de mais nada não sei dizer adeus muito menos oi ainda me vem um até logo que engulo seco como cream cracker sem café.
E você, nem aí. Todo certeza. Todo calculado. Todo razão.
E eu quero dizer que merda eu sinto raiva sinto ódio sinto remorso sinto tesão queria voltar anos contos e palavras e não dar a mínima para aquele dia quando você falou algo e eu tomei como indireta e respondi com várias diretas tempos depois.
Mas você diz que sou neurótica. E, sempre tendo respostas, responde a tudo da forma mais clichê possível, só para deixar claro que nada disso importa.
Então você mata a parte mais poética de mim.
Sylvvia Rubraurora
Dia 22 - Poética do Fim
Agora não sei de mais nada não sei dizer adeus muito menos oi ainda me vem um até logo que engulo seco como cream cracker sem café.
E você, nem aí. Todo certeza. Todo calculado. Todo razão.
E eu quero dizer que merda eu sinto raiva sinto ódio sinto remorso sinto tesão queria voltar anos contos e palavras e não dar a mínima para aquele dia quando você falou algo e eu tomei como indireta e respondi com várias diretas tempos depois.
Mas você diz que sou neurótica. E, sempre tendo respostas, responde a tudo da forma mais clichê possível, só para deixar claro que nada disso importa.
Então você mata a parte mais poética de mim.
Sylvvia Rubraurora
#desafio 365 dias
Dia 24 - Poética da Adolescência
Eu me sentia um spam porque era inadequada. Inadequações. Isso é um círculo, você dizia. Eu, quadrada. Eu não sou cult, eu gritava, e você nem ouvia. Inadequada estava escrito em minha testa e eu, sem vergonha, continuava e a te espreitar e aparecia à tua frente como quem não quer nada. Isso é um retângulo! Eu ouvia. Já mudou? Eu perguntava, toda circular, e você se permitia rir esnobe. E era o riso mais lindo, mesmo que fosse ácido.
Eu me sentia um e-mail nunca lido, enviado diretamente à lixeira, porque a isso eu era destinada. Destino. Isso é karma, eu me repetia, mas era a ela que você beijava. Isso é karma, eu sussurrava, mas é ela quem você tem por linda; e eu me resto só, feia nesse espelho. Eu era o desgosto, o démodé em tempos dessas tendências descoladas, de todos esses sapatinhos vermelhos e desses ângulos confusos.
Convenhamos: eu me sinto um moleskine em tempos de blog. Você me olhava, eu fechada, na estante, meu templo. Páginas sem importâncias, guardadas na prateleira mais perto do chão. Sem pedestais. O amor que se perdeu no caminho entre uma folha e outra. Talvez um sarcasmo não compreendido. Eu sequer era real. Inadequada até na ficção, você me diria, se soubesse como.
Dia 24 - Poética da Adolescência
Eu me sentia um spam porque era inadequada. Inadequações. Isso é um círculo, você dizia. Eu, quadrada. Eu não sou cult, eu gritava, e você nem ouvia. Inadequada estava escrito em minha testa e eu, sem vergonha, continuava e a te espreitar e aparecia à tua frente como quem não quer nada. Isso é um retângulo! Eu ouvia. Já mudou? Eu perguntava, toda circular, e você se permitia rir esnobe. E era o riso mais lindo, mesmo que fosse ácido.
Eu me sentia um e-mail nunca lido, enviado diretamente à lixeira, porque a isso eu era destinada. Destino. Isso é karma, eu me repetia, mas era a ela que você beijava. Isso é karma, eu sussurrava, mas é ela quem você tem por linda; e eu me resto só, feia nesse espelho. Eu era o desgosto, o démodé em tempos dessas tendências descoladas, de todos esses sapatinhos vermelhos e desses ângulos confusos.
Convenhamos: eu me sinto um moleskine em tempos de blog. Você me olhava, eu fechada, na estante, meu templo. Páginas sem importâncias, guardadas na prateleira mais perto do chão. Sem pedestais. O amor que se perdeu no caminho entre uma folha e outra. Talvez um sarcasmo não compreendido. Eu sequer era real. Inadequada até na ficção, você me diria, se soubesse como.
#Desafio - 23
Na poesia existo
Nas palavras,
Resisto.
O Meu riso é rima
Meu amor é incerto
O meu choro, motivo
O meu medo, intenso
Felicidade é o verso
Que escrevo
Endereçado à você.
Se um dia eu
Deixar de escrever
Não me deixe esquecer
Poesia, é meu ser.
Jusley Naiane
Na poesia existo
Nas palavras,
Resisto.
O Meu riso é rima
Meu amor é incerto
O meu choro, motivo
O meu medo, intenso
Felicidade é o verso
Que escrevo
Endereçado à você.
Se um dia eu
Deixar de escrever
Não me deixe esquecer
Poesia, é meu ser.
Jusley Naiane
Viajante
despir o novo
encontrar-se perdido
estrangeiro, desconhecido
viajar desafia
pula-se a muralha aramada
da rotina
cair outra vez no mistério
tatear de novo no escuro
prazer contra todas as moedas
faço minhas malas
digo adeus ao que fui
ao voltar não serei eu
pois onde vou me deixo
também trago novos ares
viajo para desentender
para sair do corpo
para colar penas
nestas asas famintas.
despir o novo
encontrar-se perdido
estrangeiro, desconhecido
viajar desafia
pula-se a muralha aramada
da rotina
cair outra vez no mistério
tatear de novo no escuro
prazer contra todas as moedas
faço minhas malas
digo adeus ao que fui
ao voltar não serei eu
pois onde vou me deixo
também trago novos ares
viajo para desentender
para sair do corpo
para colar penas
nestas asas famintas.
Terminei “Bárbara & Cléber” se você não leu ainda, apenas LEIA!
Capítulos 27 e 28 da história de Duda e Davi estão chegando! O final é logo ali.
Depois de descobrir a verdade, Davi precisa descobrir como recuperar a confiança de Duda! E ela, como vai reagir?
E quanto ao desenvolvimento pessoal de Duda, à superação de seu trauma, o que será que vai acontecer? 樂
#epub
#Duda&Davi
+
Depois de descobrir a verdade, Davi precisa descobrir como recuperar a confiança de Duda! E ela, como vai reagir?
E quanto ao desenvolvimento pessoal de Duda, à superação de seu trauma, o que será que vai acontecer? 樂
#epub
#Duda&Davi
+
Gente, eu acabei de escrever "Carícias sob o céu: a história de Duda & Davi".
Estou em choque! Em breve, publicarei os próximos dois capítulos.
Estou em choque! Em breve, publicarei os próximos dois capítulos.
#desafio - 11
Inspirado na minha filha
Menina faceira
Da pele morena,
Seu copo balança
Pra lá e pra cá
Alegre ela dança
Não liga pra nada,
Ciranda de roda
A saia a rodar
Ela olha pro mundo
E se acha pequena
Eu olho pra ela,
e enxergo
O meu mundo
Inteiro.
Jusley Naiane
Inspirado na minha filha
Menina faceira
Da pele morena,
Seu copo balança
Pra lá e pra cá
Alegre ela dança
Não liga pra nada,
Ciranda de roda
A saia a rodar
Ela olha pro mundo
E se acha pequena
Eu olho pra ela,
e enxergo
O meu mundo
Inteiro.
Jusley Naiane
#desafio 365 dias
Dia 18 - Comente a respeito de um livro que fala sobre preconceito.
Vou usar este espaço hoje para falar de um dos meus livros – Deu Match! Às vezes pinta um final feliz.
Que nossa sociedade é preconceituosa, não é novidade para ninguém. Dentre tantas formas engessadas de ver o mundo – segregando pessoas por conta delas – existe o preconceito de classe, que leva muita gente à marginalização e à invisibilidade.
Nunca saiu da minha cabeça um estudo que certa vez li, cujo tema era a invisibilidade social de certas profissões. No livro Deu Match!, o protagonista é Marcos, um pedreiro que vive na pele essa exclusão social por conta de seu trabalho.
A seguir, um trechinho para vocês conferirem:
"Certa manhã, o elevador de serviço entrou em manutenção. Um homem engravatado, que lhe dirigiu a palavra como se fosse um incômodo muito grande, lhe deu autorização para usar um dos elevadores principais. Marcos entrou e aguardava que as portas se fechassem, quando um segurança pôs a mão para impedir, ordenando:
— Saia, a presidente chegou! Espere outro.
Ele saiu. Por mais humilhante que fosse, havia se acostumado a trabalhar para gente rica e era sempre aquilo: o valor do pagamento podia ser atrativo, porém você tinha que aturar aquele tipo de atitude."
Sylvvia Rubraurora
Dia 18 - Comente a respeito de um livro que fala sobre preconceito.
Vou usar este espaço hoje para falar de um dos meus livros – Deu Match! Às vezes pinta um final feliz.
Que nossa sociedade é preconceituosa, não é novidade para ninguém. Dentre tantas formas engessadas de ver o mundo – segregando pessoas por conta delas – existe o preconceito de classe, que leva muita gente à marginalização e à invisibilidade.
Nunca saiu da minha cabeça um estudo que certa vez li, cujo tema era a invisibilidade social de certas profissões. No livro Deu Match!, o protagonista é Marcos, um pedreiro que vive na pele essa exclusão social por conta de seu trabalho.
A seguir, um trechinho para vocês conferirem:
"Certa manhã, o elevador de serviço entrou em manutenção. Um homem engravatado, que lhe dirigiu a palavra como se fosse um incômodo muito grande, lhe deu autorização para usar um dos elevadores principais. Marcos entrou e aguardava que as portas se fechassem, quando um segurança pôs a mão para impedir, ordenando:
— Saia, a presidente chegou! Espere outro.
Ele saiu. Por mais humilhante que fosse, havia se acostumado a trabalhar para gente rica e era sempre aquilo: o valor do pagamento podia ser atrativo, porém você tinha que aturar aquele tipo de atitude."
Sylvvia Rubraurora