Loucuras de um Luto
Escrever o segundo livro da série De Presa a Deusa foi um desafio. Eu me perguntava: “Como vou escrever algo que seja novidade, mas, ao mesmo tempo, que pareça a continuação do livro anterior?” A resposta foi o desenvolvimento de “Loucuras de um Luto”.
No livro anterior, “Sem Fôlego”, ficamos sabendo que Cláudia Toledo trabalhava numa empresa de softwares. Então, como era essa empresa? E como a empresa recebeu as notícias dos acontecimentos que envolveram a protagonista do primeiro livro?
Nasceu, assim, a narradora e protagonista Milena Souza, nossa segunda deusa. Uma mulher que poderia ser uma “mocinha clichê”, mas que, na verdade, foge do convencional. É ela quem vai abrir as portas da empresa e contar tudo que sabe a Cléber Portela — um agente da Polícia Federal, muito interessado em saber mais da história de Cláudia Toledo.
A narração se dá através de um depoimento, pois Milena é a única suspeita de um assassinato. Ela não vai poupar detalhes tanto sobre o dia a dia na empresa, quanto sobre seu relacionamento com Ighor Monteiro, vice-presidente da empresa SoftAmerican Solutions. E é por meio do relacionamento dos dois que o romance traz práticas BDSM, sem, no entanto, apelar para um relacionamento tóxico.
A história se passa durante a pandemia de COVID, logo esta se tornou um tema sensível que pode trazer gatilhos aos leitores.
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Sem Fôlego
Continuando a série “Não sei falar dos meus livros”, deixa eu falar para vocês de Sem Fôlego — primeiro livro da série De Presa a Deusa.
No final de 2022, eu estava num lugar psicológico não muito bom... E foi nessa época que eu comecei a ler alguns livros clichês de CEO e Máfia. Gostei bastante de alguns e, de outros, eu só me perguntava: “como assim, alguém romantiza isso?” Foi então que eu pensei: “Como eu escreveria um livro sobre esses temas?”
Assim, nasceu Cláudia Toledo, a primeira “deusa” da série. Uma mulher que, em 2018, aos 32 anos, estava bem descrente acerca de relacionamentos amorosos, principalmente dos encontros marcados por aplicativos de namoro. No entanto, por insistência de sua amiga Leila, ela acaba cedendo e conhece Eirik, um homem perfeito. Mas perfeição não existe, não é mesmo? Dessa maneira, ela vê sua vida ser completamente transformada ao se relacionar com Eirik — e a história se constrói a partir das cenas de declínio e de renascimento pelos quais Cláudia passa.
É uma novela “hot”, com cenas de tirar o fôlego; também é uma novela “dark”, com menção a crimes. No entanto é, acima de tudo, uma narrativa de vingança, pois Cláudia não deixou barato tudo que ela passou.
Curiosidade: Cláudia Toledo usa, como seu nick de hacker, “Mulher da Sombrinha” — é uma referência a uma lenda urbana da cidade de Catende-PE. Diz-se que, na década de 1940, trabalhadores que saiam de seus turnos à meia-noite viam essa bela mulher vestida de branco. Ela os levava até o cemitério e eles eram encontrados no dia seguinte, sem lembrar o que aconteceu. Como em Pernambuco até assombração acaba em festa, hoje é um bloco de Carnaval na mesma cidade.
Continuando a série “Não sei falar dos meus livros”, deixa eu falar para vocês de Sem Fôlego — primeiro livro da série De Presa a Deusa.
No final de 2022, eu estava num lugar psicológico não muito bom... E foi nessa época que eu comecei a ler alguns livros clichês de CEO e Máfia. Gostei bastante de alguns e, de outros, eu só me perguntava: “como assim, alguém romantiza isso?” Foi então que eu pensei: “Como eu escreveria um livro sobre esses temas?”
Assim, nasceu Cláudia Toledo, a primeira “deusa” da série. Uma mulher que, em 2018, aos 32 anos, estava bem descrente acerca de relacionamentos amorosos, principalmente dos encontros marcados por aplicativos de namoro. No entanto, por insistência de sua amiga Leila, ela acaba cedendo e conhece Eirik, um homem perfeito. Mas perfeição não existe, não é mesmo? Dessa maneira, ela vê sua vida ser completamente transformada ao se relacionar com Eirik — e a história se constrói a partir das cenas de declínio e de renascimento pelos quais Cláudia passa.
É uma novela “hot”, com cenas de tirar o fôlego; também é uma novela “dark”, com menção a crimes. No entanto é, acima de tudo, uma narrativa de vingança, pois Cláudia não deixou barato tudo que ela passou.
Curiosidade: Cláudia Toledo usa, como seu nick de hacker, “Mulher da Sombrinha” — é uma referência a uma lenda urbana da cidade de Catende-PE. Diz-se que, na década de 1940, trabalhadores que saiam de seus turnos à meia-noite viam essa bela mulher vestida de branco. Ela os levava até o cemitério e eles eram encontrados no dia seguinte, sem lembrar o que aconteceu. Como em Pernambuco até assombração acaba em festa, hoje é um bloco de Carnaval na mesma cidade.
"Beijos com açúcar e limão: a história de Rafa & JP" é o livro 3 da Série Sobre Sete Corações e traz o casal gato e rato da turma. Quase enemies to lovers, Rafaela e João Paulo se dividem entre picuinhas sem fim e um desejo quase incontrolável — que eles precisam controlar quando começam outros relacionamentos. Os dois vivem se pegando, tanto no sentido bélico quanto no sentido sexual (fala da Rafa).
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"Estendeu a mão para a mesinha de cabeceira e pegou o celular. Uma notificação no bate-papo de seu perfil profissional em uma rede social indicava que alguém que não a seguia mandara uma mensagem. Estranhou. Clicou para abri-la, de cenho franzido. Qual não foi a sua surpresa ao deparar-se com uma imagem conhecida naquela tela… Ruiva, olhos azuis, muito bonita. A foto de perfil era, sem nenhuma dúvida, tirada no mesmo local onde havia sido tirada a foto de Davi… Uma bela praia, com um rochedo ao fundo, vegetação, o mesmo mar, o mesmo sol. Ela usava um biquíni que realçava seu corpo perfeito. Mas o que Alessandra podia querer com ela, Senhor?"
"Carícias sob o céu: a história de Duda & Davi", publicado em capítulos aqui no Literunico.
"Carícias sob o céu: a história de Duda & Davi", publicado em capítulos aqui no Literunico.
Deu Match! Às vezes pinta um final feliz
Alguém mais não sabe falar dos próprios livros? Eu vou deixar a escritora de lado e vou falar como professora de literatura (afinal, foi para o que estudei!).
Existe uma técnica chamada Mise em Abyme - “colocar em abismo”. Consiste em “espelhar” uma história, ou imagem, dentro de outra. O exemplo mais fácil de explicar são as bonecas russas — uma maior contém uma menor que espelha algumas características da primeira.
Em literatura, vide As Mil e Uma Noites — história na qual Sherazade conta histórias, e elas trazem pontos de conexão com protagonista. Porém, o termo veio com o autor André Gide. Em Paludes (1895), o protagonista, um escritor, está trabalhando em um manuscrito intitulado "Paludes". Ele discute o progresso do manuscrito com seus amigos, e essas discussões são intercaladas com trechos do próprio manuscrito.
Então, "Deu Match! Às Vezes Pinta um Final Feliz” foi escrito desse jeito. No mundo fora da literatura, existe a escritora Sylvvia (eu!) publicando seu livro “Deu Match!”, certo? Pois bem, já no prólogo, a primeira personagem que conhecemos é Amélie, uma escritora que está lançando seu livro “Deu Match!”.
Daí o primeiro capítulo é sobre ela? Claro que não! Se pegarmos a ideia da boneca russa, temos agora a terceira: abrimos as páginas do livro que Amélie. Nele, ela conta a história de Marcos e Sofia (uma escritora que, adivinhem, está escrevendo um livro chamado “Deu Match!”). Creio que assim ficou fácil de visualizar como a narrativa foi escrita, não é?
Marcos é um pedreiro traído pela mulher que amava. O narrador acompanha como ele buscou ajuda em um aplicativo de namoro. E, assim, ele conheceu Lisa — uma CEO. Esse casal é responsável pela maior parte de cenas hot no livro.
Já Sofia é uma escritora que está passando por falta de inspiração, de dinheiro e um casamento falido. Ela narra sua própria história enquanto busca inspiração para terminar seu livro “Deu Match!”.
Quando terminamos de ler o livro da escritora Amélie, com a conclusão das histórias de Marcos e Sofia, a escritora (eu, Sylvvia) traz no epílogo a conclusão da história de Amélie, finalizando a obra.
Lembrem-se “Feliz nunca é o final, mas aquilo que fazemos enquanto esperamos por ele!” (Sylvvia Rubraurora).
Alguém mais não sabe falar dos próprios livros? Eu vou deixar a escritora de lado e vou falar como professora de literatura (afinal, foi para o que estudei!).
Existe uma técnica chamada Mise em Abyme - “colocar em abismo”. Consiste em “espelhar” uma história, ou imagem, dentro de outra. O exemplo mais fácil de explicar são as bonecas russas — uma maior contém uma menor que espelha algumas características da primeira.
Em literatura, vide As Mil e Uma Noites — história na qual Sherazade conta histórias, e elas trazem pontos de conexão com protagonista. Porém, o termo veio com o autor André Gide. Em Paludes (1895), o protagonista, um escritor, está trabalhando em um manuscrito intitulado "Paludes". Ele discute o progresso do manuscrito com seus amigos, e essas discussões são intercaladas com trechos do próprio manuscrito.
Então, "Deu Match! Às Vezes Pinta um Final Feliz” foi escrito desse jeito. No mundo fora da literatura, existe a escritora Sylvvia (eu!) publicando seu livro “Deu Match!”, certo? Pois bem, já no prólogo, a primeira personagem que conhecemos é Amélie, uma escritora que está lançando seu livro “Deu Match!”.
Daí o primeiro capítulo é sobre ela? Claro que não! Se pegarmos a ideia da boneca russa, temos agora a terceira: abrimos as páginas do livro que Amélie. Nele, ela conta a história de Marcos e Sofia (uma escritora que, adivinhem, está escrevendo um livro chamado “Deu Match!”). Creio que assim ficou fácil de visualizar como a narrativa foi escrita, não é?
Marcos é um pedreiro traído pela mulher que amava. O narrador acompanha como ele buscou ajuda em um aplicativo de namoro. E, assim, ele conheceu Lisa — uma CEO. Esse casal é responsável pela maior parte de cenas hot no livro.
Já Sofia é uma escritora que está passando por falta de inspiração, de dinheiro e um casamento falido. Ela narra sua própria história enquanto busca inspiração para terminar seu livro “Deu Match!”.
Quando terminamos de ler o livro da escritora Amélie, com a conclusão das histórias de Marcos e Sofia, a escritora (eu, Sylvvia) traz no epílogo a conclusão da história de Amélie, finalizando a obra.
Lembrem-se “Feliz nunca é o final, mas aquilo que fazemos enquanto esperamos por ele!” (Sylvvia Rubraurora).
#Resenha
Sou um tanto suspeita em falar desse livro, afinal fui leitora beta (sim, tive acesso antes que vocês, podem ficar com invejinha). Mesmo assim, seria injusto não fazer uma resenha, pois eu gostei demais dele!
“Desejo” é uma cidade ficcional que dá nome ao romance da escritora @CaDantasAutora , que nos presenteou com a narrativa bem “Pulp” (cheia de ação, envolvente e com personagens bem intensos). Quando comecei a ler, veio logo a imagem de uma Gotham City (sim, a cidade do Batman), pois a autora cria esse lugar onde o crime compensa e que parece estar “separada” das leis do resto de nosso país.
No livro, vamos acompanhar a história de Lara Meireles — uma jovem com uma enorme bagagem de traumas, apesar da pouca idade — e de Dante Melo — um homem que veio para Desejo esperando que todos seus sonhos infantis se realizassem, mas se tornou um boxeador que faz “bico” de segurança para um mafioso local.
É um livro sobre crimes de uma maneira crua, sem romantização de criminosos. A história nos traz acontecimentos violentos, com os quais os protagonistas precisam encontrar o melhor jeito de lidar. Nada é um paraíso em Desejo. Nem clichê. A autora trabalha uma dinâmica de Age Gap entre os personagens de maneira pouco convencional — o que nos faz torcer demais para que este casal tenha o tão desejado final feliz.
Sou um tanto suspeita em falar desse livro, afinal fui leitora beta (sim, tive acesso antes que vocês, podem ficar com invejinha). Mesmo assim, seria injusto não fazer uma resenha, pois eu gostei demais dele!
“Desejo” é uma cidade ficcional que dá nome ao romance da escritora @CaDantasAutora , que nos presenteou com a narrativa bem “Pulp” (cheia de ação, envolvente e com personagens bem intensos). Quando comecei a ler, veio logo a imagem de uma Gotham City (sim, a cidade do Batman), pois a autora cria esse lugar onde o crime compensa e que parece estar “separada” das leis do resto de nosso país.
No livro, vamos acompanhar a história de Lara Meireles — uma jovem com uma enorme bagagem de traumas, apesar da pouca idade — e de Dante Melo — um homem que veio para Desejo esperando que todos seus sonhos infantis se realizassem, mas se tornou um boxeador que faz “bico” de segurança para um mafioso local.
É um livro sobre crimes de uma maneira crua, sem romantização de criminosos. A história nos traz acontecimentos violentos, com os quais os protagonistas precisam encontrar o melhor jeito de lidar. Nada é um paraíso em Desejo. Nem clichê. A autora trabalha uma dinâmica de Age Gap entre os personagens de maneira pouco convencional — o que nos faz torcer demais para que este casal tenha o tão desejado final feliz.
Tão e Ainda
Queria dizer-lhe que continuo a mesma.
Ainda sonho ser bailarina, só estou adiando para os 60.
Ainda me jogo no chão, esperneando, quando não me dão o que eu quero.
Ainda fico pelos cantos da casa, sozinha, de cabelo assanhado.
Ainda não aprendi a me vestir bem nem tenciono aprender a pentear o cabelo.
Ainda tento me esconder quando vão me apresentar a novas pessoas.
Ainda prefiro comer besteiras à comida de panela.
E ainda me pego coçando o olho, sem lavar as mãos, depois de alisar o gato.
Ainda prefiro ganhar livros a roupas, embora eu já tenha me acostumado a e-books.
Ainda me pergunto sobre o destino das formigas, mesmo não havendo formigueiro no quintal.
Ainda imagino que os postes de alta tensão são robôs gigantes adormecidos à margem da estrada.
Ainda me tremo, pensando que a casa vai desmoronar, quando a chuva vem mais forte.
Ainda não passo pano na casa e jogo as roupas de qualquer jeito no armário.
Ainda prefiro a companhia masculina, porque eu gosto mesmo é de ser mimada.
Eu só queria dizer-lhe, na verdade, que não mais desenho garranchos.
Já há algum tempo, ao invés, eu os escrevo.
Mas ainda me convenço, erroneamente, de que eles tenham algum sentido.
Por eu ser ainda tão a mesma
É que me dói quando ele me olha
E parece não me reconhecer.
Sylvvia Rubraurora
Queria dizer-lhe que continuo a mesma.
Ainda sonho ser bailarina, só estou adiando para os 60.
Ainda me jogo no chão, esperneando, quando não me dão o que eu quero.
Ainda fico pelos cantos da casa, sozinha, de cabelo assanhado.
Ainda não aprendi a me vestir bem nem tenciono aprender a pentear o cabelo.
Ainda tento me esconder quando vão me apresentar a novas pessoas.
Ainda prefiro comer besteiras à comida de panela.
E ainda me pego coçando o olho, sem lavar as mãos, depois de alisar o gato.
Ainda prefiro ganhar livros a roupas, embora eu já tenha me acostumado a e-books.
Ainda me pergunto sobre o destino das formigas, mesmo não havendo formigueiro no quintal.
Ainda imagino que os postes de alta tensão são robôs gigantes adormecidos à margem da estrada.
Ainda me tremo, pensando que a casa vai desmoronar, quando a chuva vem mais forte.
Ainda não passo pano na casa e jogo as roupas de qualquer jeito no armário.
Ainda prefiro a companhia masculina, porque eu gosto mesmo é de ser mimada.
Eu só queria dizer-lhe, na verdade, que não mais desenho garranchos.
Já há algum tempo, ao invés, eu os escrevo.
Mas ainda me convenço, erroneamente, de que eles tenham algum sentido.
Por eu ser ainda tão a mesma
É que me dói quando ele me olha
E parece não me reconhecer.
Sylvvia Rubraurora