Teu corpo encosta no meu
Me arrepia
O calor sobe
pulsa
queima
O querer é urgente
querido
esperado
Não contesto
Me entrego
Conto os dias
para as mãos se acharem
as línguas duelarem
molhadas
famintas
Sinto o arrepio no ventre
quando tua respiração quente
se espalha pela minha pele
e tuas mãos me puxam
Teus dedos exigem
tua boca pede
marca caminhos na minha carne
Meu corpo responde
arqueia
entregue
desfeito em gemidos
Teu gosto me invade
gruda na minha língua
fica
vicia
como se o mundo lá fora não existisse
Não há silêncio
Só pele
só fôlego
só nós
O cheiro do desejo toma o ar
Cada movimento um verso escrito no meu corpo
Me prendes
me tomas
me rasgas em êxtase
Suave e feroz
Lento e cruel
Até que o prazer me desaba nos teus braços
e você se dissolve na minha boca faminta.
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#Desafio 45
Meu Gozo
Começa no teu olhar:
lâmina afiada
rasga-me devagar
saboreando a própria fome.
Tua língua
lufada quente
desfolha minha pele
toma, exige,
não pede licença.
Árvore em cio
explora cada fresta
disseca segredos
saliva minha boca
até que eu me renda.
Teus dedos
raízes rebeldes
escavam, invadem
com a precisão de quem vive o vício
o tormento de ser o toque.
Fazem de mim terra úmida
fértil ao plantio.
Desidrato
fraquejo, cambaleio.
Arrancas-me do chão
desapareces entre minhas coxas
desfazes-me
gota a gota.
Bebo-te
deixo me beber.
Levantas o rosto
olhar de predador
bicho que não se satisfaz.
Lábios úmidos
marcados de mim.
Puxo-te de volta
sugo, mordo.
Sinto meu gosto em tua boca
tua marca de posse
tatuagem que arde na língua.
Quero ver-te derramar,
meu nome escapando rouco
de tua garganta
quantas vezes couber em nós.
E, em cada espasmo teu,
reinvento o prazer e o castigo
porque sabes:
não há redenção
sem pecado.
Crs Ribeiro
Meu Gozo
Começa no teu olhar:
lâmina afiada
rasga-me devagar
saboreando a própria fome.
Tua língua
lufada quente
desfolha minha pele
toma, exige,
não pede licença.
Árvore em cio
explora cada fresta
disseca segredos
saliva minha boca
até que eu me renda.
Teus dedos
raízes rebeldes
escavam, invadem
com a precisão de quem vive o vício
o tormento de ser o toque.
Fazem de mim terra úmida
fértil ao plantio.
Desidrato
fraquejo, cambaleio.
Arrancas-me do chão
desapareces entre minhas coxas
desfazes-me
gota a gota.
Bebo-te
deixo me beber.
Levantas o rosto
olhar de predador
bicho que não se satisfaz.
Lábios úmidos
marcados de mim.
Puxo-te de volta
sugo, mordo.
Sinto meu gosto em tua boca
tua marca de posse
tatuagem que arde na língua.
Quero ver-te derramar,
meu nome escapando rouco
de tua garganta
quantas vezes couber em nós.
E, em cada espasmo teu,
reinvento o prazer e o castigo
porque sabes:
não há redenção
sem pecado.
Crs Ribeiro
Valentine's Day
Não há calendário que me contenha,
Nem ponteiros que digam quando.
O desejo não me agenda,
Ele se derrama, escancara, portanto,
Como vinho entornado na pele exposta,
Como um verso secreto que só tu decifras
Com a língua
A sensualidade que te nomeia.
Não se prende a fevereiro,
Nem a noites marcadas por jantares bem postos.
Ela goteja no entreato da rotina,
Invade o trivial com uma lascívia
Que se ergue entre um olhar e um toque
Como labareda que desconhece pudor.
Não é só flor,
Não é a mordida de um chocolate,
Nem é promessa de conveniência.
É carne que reconhece carne,
Magnetizadas, inevitáveis.
Delírio que se escreve aos dedos.
Na ponta deles.
Tu me tens antes do primeiro beijo,
No intervalo da tua voz,
Na geografia exata onde minha respiração
Perde o compasso,
E minha boca encontra a tua
Sem data,
sem hora,
sem pressa
mas depressa
Eder B. Jr.
#
Não há calendário que me contenha,
Nem ponteiros que digam quando.
O desejo não me agenda,
Ele se derrama, escancara, portanto,
Como vinho entornado na pele exposta,
Como um verso secreto que só tu decifras
Com a língua
A sensualidade que te nomeia.
Não se prende a fevereiro,
Nem a noites marcadas por jantares bem postos.
Ela goteja no entreato da rotina,
Invade o trivial com uma lascívia
Que se ergue entre um olhar e um toque
Como labareda que desconhece pudor.
Não é só flor,
Não é a mordida de um chocolate,
Nem é promessa de conveniência.
É carne que reconhece carne,
Magnetizadas, inevitáveis.
Delírio que se escreve aos dedos.
Na ponta deles.
Tu me tens antes do primeiro beijo,
No intervalo da tua voz,
Na geografia exata onde minha respiração
Perde o compasso,
E minha boca encontra a tua
Sem data,
sem hora,
sem pressa
mas depressa
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#
#Desafio 43
*Minha promessa*
Sou uma vida em desespero!
Sofri tanto desrespeito,
Que já nem me vejo digna mais.
Quero acabar com este sofrimento,
Renunciar a todo e qualquer tormento,
De uma vez por todas, me libertar!
Quero poder sonhar…
Viver minha vida sem tanta pressa,
E quero me fazer uma promessa:
“Me amar e me respeitar”.
— Sou uma vida e “valho a pena”.
Não sou somente,
mais uma promessa
Em mais um poema,
na esperança de me tornar
a pedra angular.
Não…
Não deixarei jamais de tentar!
Farei valer, minha propositura:
Serei forte, serei dura…
Não irei me deixar entregar!
MarU
*Minha promessa*
Sou uma vida em desespero!
Sofri tanto desrespeito,
Que já nem me vejo digna mais.
Quero acabar com este sofrimento,
Renunciar a todo e qualquer tormento,
De uma vez por todas, me libertar!
Quero poder sonhar…
Viver minha vida sem tanta pressa,
E quero me fazer uma promessa:
“Me amar e me respeitar”.
— Sou uma vida e “valho a pena”.
Não sou somente,
mais uma promessa
Em mais um poema,
na esperança de me tornar
a pedra angular.
Não…
Não deixarei jamais de tentar!
Farei valer, minha propositura:
Serei forte, serei dura…
Não irei me deixar entregar!
MarU
#Desafio 043
Brisa da manhã
pena passeia
dente-de-leão vagueia
se desfazendo no vento:
aragem que desaprende o chão.
Bolhas de sabão
pétalas caídas
jasmim espalha o cheiro de vidas
num tempo dissolvido em algodão.
Nuvens engolem distâncias,
riso de criança
se lá vem a história solta…
Sou leve esse tanto
se tua sombra me dança.
Mas e se o vento mudar?
Se a pétala sumir sem aviso
se o tempo tropeçar no próprio passo impreciso
e a dança na penumbra se perder?
Deixo-me ir
como filha que desaprende raiz;
pois te levo comigo
onde a vida sopre,
onde o sopro me diz.
Crs Ribeiro
Brisa da manhã
pena passeia
dente-de-leão vagueia
se desfazendo no vento:
aragem que desaprende o chão.
Bolhas de sabão
pétalas caídas
jasmim espalha o cheiro de vidas
num tempo dissolvido em algodão.
Nuvens engolem distâncias,
riso de criança
se lá vem a história solta…
Sou leve esse tanto
se tua sombra me dança.
Mas e se o vento mudar?
Se a pétala sumir sem aviso
se o tempo tropeçar no próprio passo impreciso
e a dança na penumbra se perder?
Deixo-me ir
como filha que desaprende raiz;
pois te levo comigo
onde a vida sopre,
onde o sopro me diz.
Crs Ribeiro
#Desafio 41
*Vingança*
Não guardo mágoas,
Nem nego perdão.
(Mesmo a quem
não me pede).
Sou contra retaliação!
Prefiro viver bem,
De alma leve,
Sem guardar rancor
(Mesmo que pese),
Ainda assim, escolho
Viver o amor,
Não a dor.
Me doo no
que eu possuo.
Cada um dará
O que tem
Também para dar.
Que eu reflita
Minha alma leve
E viva de
Leveza a vida,
Mesmo que atingida
Por gente sofrida,
Que escolheu desamar.
Protegerei minha aura
Do lixo astral,
Que não vivo.
Serei escolha diária,
De não conviver
Com a magoa,
De quem não
Sabe ser amigo.
Serei a única
Vingança que acredito:
— Viverei minha vida
O melhor possível.
“A melhor vingança,
É viver bem!”
Nisso eu acredito.
MarU
*Dedico a minha amiga Lídi, de @calorliterario_ que sofreu recentemente uma injustiça. 凉❤️啕輸 Te amo, amiga!
*Vingança*
Não guardo mágoas,
Nem nego perdão.
(Mesmo a quem
não me pede).
Sou contra retaliação!
Prefiro viver bem,
De alma leve,
Sem guardar rancor
(Mesmo que pese),
Ainda assim, escolho
Viver o amor,
Não a dor.
Me doo no
que eu possuo.
Cada um dará
O que tem
Também para dar.
Que eu reflita
Minha alma leve
E viva de
Leveza a vida,
Mesmo que atingida
Por gente sofrida,
Que escolheu desamar.
Protegerei minha aura
Do lixo astral,
Que não vivo.
Serei escolha diária,
De não conviver
Com a magoa,
De quem não
Sabe ser amigo.
Serei a única
Vingança que acredito:
— Viverei minha vida
O melhor possível.
“A melhor vingança,
É viver bem!”
Nisso eu acredito.
MarU
*Dedico a minha amiga Lídi, de @calorliterario_ que sofreu recentemente uma injustiça. 凉❤️啕輸 Te amo, amiga!
#Desafio 039
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
“Arrozinho, tempero de poesia” é uma crônica que transborda nostalgia. Em meio ao cotidiano de uma infância no interior, surge a figura de um andarilho, cuja fome vai além do alimento, ele se nutre de histórias, de poemas, de memórias que desafiam o tempo. Entre o tilintar de uma marmita e versos declamados ao vento, um vínculo improvável nasce, revelando dores silenciosas, amores perdidos e a poesia que resiste à dureza da vida. Uma história sobre o poder das palavras e dos encontros que nunca esquecemos.
A força e a intensidade de uma das mulheres mais lindas que conheço: @eliz_leao.
Declamação: maio de 2024.
Declamação: maio de 2024.
Enquanto você está aí
no seu canto aceitando
tudo que aconteceu
o mundo sente tua falta
sem você falta luz
sem você faltam sorrisos
sem você falta alegria
sem você faltam amores
enquanto você não percebe
que ninguém tem o direito
de te anular assim
o mundo chora
sem você não há revolução
sem você não há poesia
sem você não há música
sem você não há salvação!
Edu Liguori
no seu canto aceitando
tudo que aconteceu
o mundo sente tua falta
sem você falta luz
sem você faltam sorrisos
sem você falta alegria
sem você faltam amores
enquanto você não percebe
que ninguém tem o direito
de te anular assim
o mundo chora
sem você não há revolução
sem você não há poesia
sem você não há música
sem você não há salvação!
Edu Liguori
#Desafio 37
*Faz tempo*
Ouço uma suave melodia de brisa.
Percebo gotas trazidas pelo vento,
A tilintar na janela, denunciando o clima.
Faz tempo, que não recebo o beijo do tempo!
Faz vento, e balança a cortina.
Faz tormento a saudade, em cada gota cristalina.
Sinto o cheiro da chuva e da relva molhada,
O tempo se derramando em pingos,
Ouço o som das trovoadas.
Faz tempo feio lá fora, mas isso é tão lindo!
O clima me deixa com medo, e a saudade, com o coração partido.
MarU
*Faz tempo*
Ouço uma suave melodia de brisa.
Percebo gotas trazidas pelo vento,
A tilintar na janela, denunciando o clima.
Faz tempo, que não recebo o beijo do tempo!
Faz vento, e balança a cortina.
Faz tormento a saudade, em cada gota cristalina.
Sinto o cheiro da chuva e da relva molhada,
O tempo se derramando em pingos,
Ouço o som das trovoadas.
Faz tempo feio lá fora, mas isso é tão lindo!
O clima me deixa com medo, e a saudade, com o coração partido.
MarU