#Desafio 27
*Minha inspiração*
Minha inspiração
Fugiu com outro alguém!
Me abandonou completamente,
Me deixou observando, paciente,
Até sumir de vez na vastidão.
Minha inspiração
Fugiu de casa no meio da madrugada.
Me deixou esperando
A noite inteira, acordada.
E não voltou, nem voltará,
Para dar explicação.
Minha inspiração
Fugiu e levou consigo meu mundo!
Arrancou até meu coração vagabundo,
Se perdeu nas palavras não ditas
E me esqueceu.
Minha inspiração
Fugiu, talvez pra nunca mais voltar.
Fez suas malas, mas nem tudo pôde levar:
Faltou um sentimento de culpa.
Este decidiu, que irá ao seu lado
A lhe acompanhar.
Minha inspiração fugiu,
Mas espero que um dia retorne!
Que sinta saudades das minhas palavras,
Que me busque e mesmo que eu a ignore,
Que implore meu perdão.
E sinta, que fora do meu poema
Não terá chão…
Que sem mim?
Tudo será em vão.
Volta inspiração?
Volta…
MarU
@eliz_leao
Eliz Leão
447
posts
16
Seguidores
32
Seguindo
Séries por #
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@fernando
Fernando Alves
@Sjangelsautora
sj Angels
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@suyanngomesss
Suyanne Gomes
@elianelitaescritora
Eliane Lita Escritora
@JuNaiane
Jusley Naiane
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@laurabravelli
Laura Bravelli
@MarU
Mar.U
@lisandra
Lisandra Mattos
@corinievre
Corine Gueniévre
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@zamiescritora
Zami Fernandez
@literunico
Eder B. Jr.
@Sjangelsautora
sj Angels
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@inifadadresch
Inifada Dresch
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@Cilene
CILENE RESENDE
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@feelings
Feelings
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas
Lendas Urbanas
@literunico
Eder B. Jr.
#Desafio 24
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
#
Em ti, me dissolvo.
Meu corpo vago te exige:
não há dúvidas em meu ser.
Faço do toque
o meu sacramento,
em que a carne se desfaz
e a alma me abandona
quando tua boca
encontra meu caos.
Não me beijas,
me consomes
com a fome primitiva de teus dentes.
As marcas que aninho em tua pele,
são brasões do querer
que desmente o tempo
e proclama, sem temor,
a única verdade: nós.
Arrasto-te à cama
não por alívio,
mas pela doce centelha,
fagulha do desespero
que devora o que sou.
Entrego-me a ti
não para amar apenas,
mas para subverter
toda ordem do mundo,
derrotar minhas crenças,
romper a moralidade
entre o que fui e o que me tornarei.
Em ti, me aniquilo.
Teus dedos são aço,
meus seios, oferendas.
Renuncio a mim mesma
em gemidos que se esvaem:
o prazer é morte sublime
que nos faz, por um instante,
existir.
Toda tua,
me deixo levar
ao frenesi de tua posse,
onde tudo se perde
e aprendo que o desejo,
de tanto pulsar,
esqueceu de saber
o que é apenas ser.
Crs Ribeiro
#Desafio23
O recomeço pede espaço,
tudo que nasce precisa de chão.
Um desejo já se plantou:
confie no broto que insiste em nascer.
É ele que sabe o caminho.
Não se apresse.
Integre os pedaços dispersos,
junte os cacos do tempo.
Com equilíbrio e prudência,
os passos tornam-se raiz.
O caminhar lento
é garantia de chegar inteiro.
Há um instante em que o velho se desfaz,
o peso cai,
e o que era ferrugem
vira folha seca no vento.
O novo chega leve:
pássaro despido
ganhando plumas de luz.
Mais simples, mais vasto, mais céu.
Porque evoluir é isso:
despir-se das terras que pesam
e refazer-se em asas.
Crs Ribeiro
O recomeço pede espaço,
tudo que nasce precisa de chão.
Um desejo já se plantou:
confie no broto que insiste em nascer.
É ele que sabe o caminho.
Não se apresse.
Integre os pedaços dispersos,
junte os cacos do tempo.
Com equilíbrio e prudência,
os passos tornam-se raiz.
O caminhar lento
é garantia de chegar inteiro.
Há um instante em que o velho se desfaz,
o peso cai,
e o que era ferrugem
vira folha seca no vento.
O novo chega leve:
pássaro despido
ganhando plumas de luz.
Mais simples, mais vasto, mais céu.
Porque evoluir é isso:
despir-se das terras que pesam
e refazer-se em asas.
Crs Ribeiro
#Desafio 019
Amor-Sol
Talvez fosse mais
do que via,
qualidades
raras,
escondidas até dela…
Cresceu pequena,
virou medo.
Esqueceu da grandeza
que cabia em si.
Temia a soberba,
não sabia
que confiança é,
também, proteção.
Se fazia menor,
mesmo sabendo
ser grande.
Pedia amor-dó,
recebia amor-nada.
Tornou-se
amor-só,
um querer que se esconde,
relegado ao silêncio,
ao não-amar.
De tanto curvar-se,
foi chão.
Sentiu o apoio
dos braços,
se ergueu.
Não pediu,
não esperou,
fez-se.
Recolheu migalhas,
deu banquete
de si mesma,
tornou-se amor-Sol.
E então,
não brilhou mais.
Explodiu.
Crs Ribeiro
Amor-Sol
Talvez fosse mais
do que via,
qualidades
raras,
escondidas até dela…
Cresceu pequena,
virou medo.
Esqueceu da grandeza
que cabia em si.
Temia a soberba,
não sabia
que confiança é,
também, proteção.
Se fazia menor,
mesmo sabendo
ser grande.
Pedia amor-dó,
recebia amor-nada.
Tornou-se
amor-só,
um querer que se esconde,
relegado ao silêncio,
ao não-amar.
De tanto curvar-se,
foi chão.
Sentiu o apoio
dos braços,
se ergueu.
Não pediu,
não esperou,
fez-se.
Recolheu migalhas,
deu banquete
de si mesma,
tornou-se amor-Sol.
E então,
não brilhou mais.
Explodiu.
Crs Ribeiro
#desafio - 11
Inspirado na minha filha
Menina faceira
Da pele morena,
Seu copo balança
Pra lá e pra cá
Alegre ela dança
Não liga pra nada,
Ciranda de roda
A saia a rodar
Ela olha pro mundo
E se acha pequena
Eu olho pra ela,
e enxergo
O meu mundo
Inteiro.
Jusley Naiane
Inspirado na minha filha
Menina faceira
Da pele morena,
Seu copo balança
Pra lá e pra cá
Alegre ela dança
Não liga pra nada,
Ciranda de roda
A saia a rodar
Ela olha pro mundo
E se acha pequena
Eu olho pra ela,
e enxergo
O meu mundo
Inteiro.
Jusley Naiane
#Desafio 018
A vida em Ana
nunca foi rima.
Três casamentos,
todas as linhas
quebradas.
Se a pele ficou inteira,
o coração virou caco,
juntado no silêncio
de quem nunca para.
Quatro filhos cresceram,
e ela com eles.
Medo?
É coisa que passa.
Ana, não.
Sorria sempre.
Uma reza rápida,
um bolinho no prato,
flores na mesa,
porque o mundo precisa
de cor onde dói.
Ao contrário da vida,
ela era força.
Não força bruta,
mas a força que cala,
que carrega.
No delicado dos gestos,
Ana era poema.
Crs Ribeiro
*** Para a doce Ana, que me ensina todos os dias o valor dos gestos simples e da força silenciosa.
A vida em Ana
nunca foi rima.
Três casamentos,
todas as linhas
quebradas.
Se a pele ficou inteira,
o coração virou caco,
juntado no silêncio
de quem nunca para.
Quatro filhos cresceram,
e ela com eles.
Medo?
É coisa que passa.
Ana, não.
Sorria sempre.
Uma reza rápida,
um bolinho no prato,
flores na mesa,
porque o mundo precisa
de cor onde dói.
Ao contrário da vida,
ela era força.
Não força bruta,
mas a força que cala,
que carrega.
No delicado dos gestos,
Ana era poema.
Crs Ribeiro
*** Para a doce Ana, que me ensina todos os dias o valor dos gestos simples e da força silenciosa.
#desafio - 8
#sexxxtou
Sobremesa
Te sentir assim,
Tão perto de mim
Inebria meus sentidos
E você sabe disso.
Se aproxima,
Me provoca
Com olhar de malícia.
Sua mão me envolve
Me percorre, desliza
Me abre, me toca
Com uma destreza!
Me vira de bruços,
Apoiada sobre a mesa
Me lambe, me suga
Me diz que sou sua
Me domina, me usa
Ela come e se lambuza.
#sexxxtou
Sobremesa
Te sentir assim,
Tão perto de mim
Inebria meus sentidos
E você sabe disso.
Se aproxima,
Me provoca
Com olhar de malícia.
Sua mão me envolve
Me percorre, desliza
Me abre, me toca
Com uma destreza!
Me vira de bruços,
Apoiada sobre a mesa
Me lambe, me suga
Me diz que sou sua
Me domina, me usa
Ela come e se lambuza.
#
Quero-te.
Quero-te despida
das roupas,
das neuras
e de qualquer outra vida.
Quero-te agora
deitada,
aberta,
arfante.
Quero-te
convidativa.
Quero-te
amante.
Quero-te como
o mar toma a areia...
Quero-te
com o vigor
da onda,
e o torpor
que a brisa
anseia.
Quero-te
com olhos de fome,
e boca de sede.
Quero-te
viva e nua.
Quero-te
descansada,
encharcada
pedindo baixinho
à lua
o meu enverede.
Quero-te contorcendo
os céus
Enquanto te lambo...
Quero-te em prosa e verso,
gemendo e gerando
nossa melodia.
Quero querer-te
todo dia.
Quero-te na mordida
e mordendo,
chupando
e gozando...
Quero-te braille
para lê-la com
meus dedos.
Quero-te plena.
Quero-te tarde.
Quero-nos cedo.
Alberto Busquets.
#Desafio 017
Quero-te.
Quero-te despida
das roupas,
das neuras
e de qualquer outra vida.
Quero-te agora
deitada,
aberta,
arfante.
Quero-te
convidativa.
Quero-te
amante.
Quero-te como
o mar toma a areia...
Quero-te
com o vigor
da onda,
e o torpor
que a brisa
anseia.
Quero-te
com olhos de fome,
e boca de sede.
Quero-te
viva e nua.
Quero-te
descansada,
encharcada
pedindo baixinho
à lua
o meu enverede.
Quero-te contorcendo
os céus
Enquanto te lambo...
Quero-te em prosa e verso,
gemendo e gerando
nossa melodia.
Quero querer-te
todo dia.
Quero-te na mordida
e mordendo,
chupando
e gozando...
Quero-te braille
para lê-la com
meus dedos.
Quero-te plena.
Quero-te tarde.
Quero-nos cedo.
Alberto Busquets.
#Desafio 017
Um dia eu
entardecerei em esquecimento
de anoitedormecer.
Escurecerei então
o véu azul de vento,
embalado
por estrelas de brilho manso
para um futuro
florinascer.
Serenando cada suspiro
de profundo
solosonhar em descanso;
sementear.
Como árvore de seiva verde
e folha doce e dançante
à beira de clareiramirante
lunar.
Dormir
uma noite de mil vidas
sem sol de despedidas:
apenas gota, terra
e eu inteiro
sem palavras,
som, luz
ou cheiro...
...até regerminar.
Alberto Busquets.
#Desafio 016
entardecerei em esquecimento
de anoitedormecer.
Escurecerei então
o véu azul de vento,
embalado
por estrelas de brilho manso
para um futuro
florinascer.
Serenando cada suspiro
de profundo
solosonhar em descanso;
sementear.
Como árvore de seiva verde
e folha doce e dançante
à beira de clareiramirante
lunar.
Dormir
uma noite de mil vidas
sem sol de despedidas:
apenas gota, terra
e eu inteiro
sem palavras,
som, luz
ou cheiro...
...até regerminar.
Alberto Busquets.
#Desafio 016
#Desafio 16
Aqui jaz uma escritora que
Sonhou, e em seus sonhos, outros sonharam.
Amou, e no amor, foi também amada.
Sorriu, espalhando risos; chorou, ecoando lágrimas.
Fez o que quis, e sua imaginação voou além do além.
Criou mundos, pessoas, histórias,
Entre verdades sinceras e doces mentiras.
Mas nunca foi vista, nem reconhecida,
Habitava apenas em sonhos que jamais seriam lidos.
Aqui jaz uma escritora,
eterna em palavras que o silêncio dos olhos apagou.
Aqui jaz uma escritora que
Sonhou, e em seus sonhos, outros sonharam.
Amou, e no amor, foi também amada.
Sorriu, espalhando risos; chorou, ecoando lágrimas.
Fez o que quis, e sua imaginação voou além do além.
Criou mundos, pessoas, histórias,
Entre verdades sinceras e doces mentiras.
Mas nunca foi vista, nem reconhecida,
Habitava apenas em sonhos que jamais seriam lidos.
Aqui jaz uma escritora,
eterna em palavras que o silêncio dos olhos apagou.