Domingamos
Sozinhas…
Meia luz
Pernas entreabertas
Esperando tua língua a
massagear meu clitóris
Abro mais, fome, sede
De você, saudade
Do teu gosto
Do teu cheiro
Das mãos nos teus cabelos
Puxando pra mim
Urgente
Pedinte
Querendo
Tua boca molhada
Teu olhar de promessa
Os seios roçando os meus
Teu corpo quente
Minha pele febril
Tua respiração no meu ouvido
Teus dedos passeando sem pressa
Mas, sabendo o caminho
Minha vontade se derramando
Te chamando
Impondo
Fica
Me toma
Me faz tua.
Mulher.
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Eder B. Jr.
#Desafio 124
*Faz parte de amar*
Bem de vagar,
vai tirando
de dentro de mim…
Escorrendo
entre minhas coxas,
pulsando,
gemendo,
sensível…
Ereto
e exausto,
ainda me querendo…
Visivelmente excitado,
precisando
de um tempo
para se recuperar.
Ofegante…
Falta fôlego!
O rosto
sente dormente.
Nosso gozo
esbranquiçado,
aos poucos…
Derretendo-se…
Com o calor do corpo,
dentro de mim.
Nosso cheiro
de sexo no ar…
nossas peles vermelhas,
de tanto amar…
Repousa
ao meu lado,
em meus seios,
acariciado
em meus braços.
Meus dedos
delicados,
a te agradar.
Minha atenção
é toda sua
neste momento!
Vamos aproveitar
o nosso tempo!
Isso faz parte
de amar.
MarU
*Faz parte de amar*
Bem de vagar,
vai tirando
de dentro de mim…
Escorrendo
entre minhas coxas,
pulsando,
gemendo,
sensível…
Ereto
e exausto,
ainda me querendo…
Visivelmente excitado,
precisando
de um tempo
para se recuperar.
Ofegante…
Falta fôlego!
O rosto
sente dormente.
Nosso gozo
esbranquiçado,
aos poucos…
Derretendo-se…
Com o calor do corpo,
dentro de mim.
Nosso cheiro
de sexo no ar…
nossas peles vermelhas,
de tanto amar…
Repousa
ao meu lado,
em meus seios,
acariciado
em meus braços.
Meus dedos
delicados,
a te agradar.
Minha atenção
é toda sua
neste momento!
Vamos aproveitar
o nosso tempo!
Isso faz parte
de amar.
MarU
#Desafio 123
Jaz
Já é jaz,
mas
jaz com pulso.
finge-luto,
veste-susto,
dribla-cruz,
engana-lápide.
viva no escuro:
olhos de farol quebrado,
unhas sujas de amanhã,
veias batucando segredo
que ninguém traduz.
cuspe de relâmpago.
o fígado,
em braile,
escreve epitáfios
de bocas
que o grito
perdeu.
o verbo na carne
acende cigarro
em vela gasta,
risca poema erótico
nas pétalas mortas
da flor de plástico
que adorna
a coroa.
jaz que não jaz;
é pausa.
descanso com dentes.
um coração
mastigando reza,
um útero
cuspindo silêncio
em brasa.
tem jaz
que não deita.
tem jaz
que range.
que rosna.
que morde
com a lembrança
presa na garganta,
com cicatriz
feita a ferro
nas paredes
da costela.
e sangra.
Crs Ribeiro
Jaz
Já é jaz,
mas
jaz com pulso.
finge-luto,
veste-susto,
dribla-cruz,
engana-lápide.
viva no escuro:
olhos de farol quebrado,
unhas sujas de amanhã,
veias batucando segredo
que ninguém traduz.
cuspe de relâmpago.
o fígado,
em braile,
escreve epitáfios
de bocas
que o grito
perdeu.
o verbo na carne
acende cigarro
em vela gasta,
risca poema erótico
nas pétalas mortas
da flor de plástico
que adorna
a coroa.
jaz que não jaz;
é pausa.
descanso com dentes.
um coração
mastigando reza,
um útero
cuspindo silêncio
em brasa.
tem jaz
que não deita.
tem jaz
que range.
que rosna.
que morde
com a lembrança
presa na garganta,
com cicatriz
feita a ferro
nas paredes
da costela.
e sangra.
Crs Ribeiro
*Palavras cruzadas*
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
Tenho palavras cruzadas
borbulhando dentro da boca,
descendo pela garganta,
rodeando o meu umbigo
e se alastrando entre minha pena.
Aqueço um texto
em fogo alto…
Quase me queimo,
fervendo um poema.
Escrevo sorvendo o texto
na ponta da minha língua,
lambendo página por página,
salivando nas letras maiúsculas,
em pulsares dentro das rimas.
Alinho meu corpo num trecho,
montando forte no parágrafo.
Encaixo entre poemas e mexo,
subindo e descendo a caneta
num papel improvisado.
MarU
#
#Desafio 121
*Linhas abertas*
Escrevo
de alma nua,
completamente exposta,
desnuda de amarras,
sem borrachas,
desmunida de respostas,
aberta em linhas e rimas.
Escrevo
palavras honestas,
verdades floreadas
para se tornarem digestas.
Escrevo
o que a boca não fala,
o que a alma cala…
Escrevo
porque sinto,
até mesmo
o vazio do nada!
Escrevo
como quem se lê,
e, lendo a mim mesma,
sei que também
escrevo você.
Escrevo
tudo isso,
e sei
que não escrevi nada.
É ínfimo
o que tenho produzido.
Mesmo escrevendo bonito,
ainda tenho muito
que escrever…
Traduzindo
meu caminho
em letras,
fluindo no papel
o caminho
que a caneta
quiser escrever.
MarU
*Linhas abertas*
Escrevo
de alma nua,
completamente exposta,
desnuda de amarras,
sem borrachas,
desmunida de respostas,
aberta em linhas e rimas.
Escrevo
palavras honestas,
verdades floreadas
para se tornarem digestas.
Escrevo
o que a boca não fala,
o que a alma cala…
Escrevo
porque sinto,
até mesmo
o vazio do nada!
Escrevo
como quem se lê,
e, lendo a mim mesma,
sei que também
escrevo você.
Escrevo
tudo isso,
e sei
que não escrevi nada.
É ínfimo
o que tenho produzido.
Mesmo escrevendo bonito,
ainda tenho muito
que escrever…
Traduzindo
meu caminho
em letras,
fluindo no papel
o caminho
que a caneta
quiser escrever.
MarU
#Dia 321
Peregrinidade
É do passo, não do chão,
É da estrada que se desfaz.
Peregrinidade, contradição:
Raiz que brota no que jaz.
Não busca pátria, nem abrigo,
Mas o risco que deixa ao partir.
Fluxo do tempo em desabrigo,
Toda certeza de prosseguir.
Na bagagem, memórias líquidas,
Na alma, uma geografia viva.
Não pertence às moradas obtidas,
Seu destino é o movimento que cativa.
É quem crê na travessia,
Mesmo sem saber onde termina.
Peregrinidade é ponte da poesia
De quem viaja pra longe... na esquina.
Eder B. Jr.
#Neologismo
Peregrinidade
É do passo, não do chão,
É da estrada que se desfaz.
Peregrinidade, contradição:
Raiz que brota no que jaz.
Não busca pátria, nem abrigo,
Mas o risco que deixa ao partir.
Fluxo do tempo em desabrigo,
Toda certeza de prosseguir.
Na bagagem, memórias líquidas,
Na alma, uma geografia viva.
Não pertence às moradas obtidas,
Seu destino é o movimento que cativa.
É quem crê na travessia,
Mesmo sem saber onde termina.
Peregrinidade é ponte da poesia
De quem viaja pra longe... na esquina.
Eder B. Jr.
#Neologismo
Meu coração sangra
Sempre que te vejo dizendo
palavras que precisa ouvir;
as quais eu não consigo dizer,
pois sou tão quebrada quanto você.
Sinto medo de reviver
todas as dores que acumulo
debaixo do tapete.
Eu te olho e vejo um lembrete
de que a vida não é tão fácil,
não é como eu gostaria que fosse.
#desafio 365/124
Sempre que te vejo dizendo
palavras que precisa ouvir;
as quais eu não consigo dizer,
pois sou tão quebrada quanto você.
Sinto medo de reviver
todas as dores que acumulo
debaixo do tapete.
Eu te olho e vejo um lembrete
de que a vida não é tão fácil,
não é como eu gostaria que fosse.
#desafio 365/124
Esta semana
eu recebi as melhores notícias
esta semana
eu descobri que aprender a ser uma pessoa melhor vale a pena
esta semana
o afeto floriu em resposta a tudo que plantei
esta semana
eu não sou poeta
eu sou poesia
Edu Liguori
eu recebi as melhores notícias
esta semana
eu descobri que aprender a ser uma pessoa melhor vale a pena
esta semana
o afeto floriu em resposta a tudo que plantei
esta semana
eu não sou poeta
eu sou poesia
Edu Liguori
E quem disse que o #sexxxtou acaba!? Mas só vale ler devorando bem devagar cada... palavra.
Proibido,
Que palavra de gosto amargo
Um doce convite
Estar diante das portas do céu
Desejando intensamente
Ver as aréolas caindo
Imaginar buracos escondidos
Querendo entrar em todos eles
Alimentar a fama de bandido
Distribuir palmadas leves
Até receber pedidos de mais força
Convite a ser dos prazeres submisso
Proibido,
Paredes já não existem no ali contido
Rapto da realidade da carne
Imaginação segue longe
Precisa de um freio
Pra não ultrapassar a libido
Um jogo de poder delirante
A gritos que revelam o enlevo
De ser e estar embalado pra presente
Incêndio que arde
Evapora cada líquido
Recende os cheiros e acende cada sentido
O ápice surge,
Proibido dizer não
Ao pé do ouvido
Deliciosa prisão
Estar livre para devorar
Cada centímetro de pele compartido
Proibido,
Que palavra de gosto amargo
Um doce convite
Estar diante das portas do céu
Desejando intensamente
Ver as aréolas caindo
Imaginar buracos escondidos
Querendo entrar em todos eles
Alimentar a fama de bandido
Distribuir palmadas leves
Até receber pedidos de mais força
Convite a ser dos prazeres submisso
Proibido,
Paredes já não existem no ali contido
Rapto da realidade da carne
Imaginação segue longe
Precisa de um freio
Pra não ultrapassar a libido
Um jogo de poder delirante
A gritos que revelam o enlevo
De ser e estar embalado pra presente
Incêndio que arde
Evapora cada líquido
Recende os cheiros e acende cada sentido
O ápice surge,
Proibido dizer não
Ao pé do ouvido
Deliciosa prisão
Estar livre para devorar
Cada centímetro de pele compartido