#Desafio 111
*Liberdade*
Não verás
Mais o caos
Que há em mim.
(Vou escondê-lo,
mantê-lo preso.)
Vestirei
Uma máscara
De alegria
E guardarei,
Atrás dela,
A agonia.
Não terás,
Mais de mim,
Nenhum
Desassossego.
Praticarei
O desapego,
Como você,
A um tempo,
O tem feito.
Serei
A imagem oculta
Da causa
E efeito.
Sentirá raiva
De mim,
Ao me ver
Como você?
Ou sentirá dúvidas,
Por não saber
O que fazer?
Terá que escolher
Uma nova vítima,
Para testar
Seus métodos,
Já que,
A mim,
Não terás mais
O acesso.
Serei a miragem
Do seu manifesto,
A figura
Do seu fracasso,
Seu retrocesso…
Vou fingir
Que esqueci você,
Que não me aflige,
Nem me atinge…
Assim,
Quem sabe,
Eu me veja livre!
Quem sabe,
Fingindo,
Se corrige
Tudo aquilo
Que permiti
Deixar você
Me fazer!
Quem sabe,
De tanto fingir,
A mentira
Se torne
A verdade!
E, alforriada,
Eu enfim
Corra livre
Em liberdade.
MarU
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Eder B. Jr.
Poema em homenagem ao nosso amigo @literunico, um verdadeiro pavimentador de caminhos e laços.
>> Seresta Maraviósa
Num faz um tempo,
Conheci um amigo de seresta
Proseemo e cantemo,
Até fizemo uns verso bom a beça
Mas como tudo que é bom
Dura pouco,
A vida chamou
E tivemo de correr às pressa
A amizade não se apagou,
Pelo contrário, mesmo longe só se alargou
E a admiração, coisa mútua
Mesmo na labuta, se fincou
E as raiz cresceu e cresceu
E num é que assim se sucedeu
E mais amigos se apercebeu
E foram chegando e chegando,
Até que viremo um bando
Um desajuste perfeito,
Eita som gostoso de afinado
Cada um compondo uma nota
Dessa seresta, mais que maraviósa
>> Seresta Maraviósa
Num faz um tempo,
Conheci um amigo de seresta
Proseemo e cantemo,
Até fizemo uns verso bom a beça
Mas como tudo que é bom
Dura pouco,
A vida chamou
E tivemo de correr às pressa
A amizade não se apagou,
Pelo contrário, mesmo longe só se alargou
E a admiração, coisa mútua
Mesmo na labuta, se fincou
E as raiz cresceu e cresceu
E num é que assim se sucedeu
E mais amigos se apercebeu
E foram chegando e chegando,
Até que viremo um bando
Um desajuste perfeito,
Eita som gostoso de afinado
Cada um compondo uma nota
Dessa seresta, mais que maraviósa
Equinócio
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
Hoje
quero me perder
na tua boca.
Quero bruxulear
ao teu sopro,
tal chama que sou.
Quero derreter
ao teu toque
e escorrer
por teus seios.
Quero
que me respires,
que me bebas,
que me devores.
Pois assim
renascerei
e, sólido,
te consumirei
de novo e de novo,
até as estrelas
se apagarem
de inveja e tesão.
Alberto Busquets.
#Desafio 108
Hoje
quero me perder
na tua boca.
Quero bruxulear
ao teu sopro,
tal chama que sou.
Quero derreter
ao teu toque
e escorrer
por teus seios.
Quero
que me respires,
que me bebas,
que me devores.
Pois assim
renascerei
e, sólido,
te consumirei
de novo e de novo,
até as estrelas
se apagarem
de inveja e tesão.
Alberto Busquets.
#Desafio 108
Se você deixa… O universo te puxa
Só que sem a devida atenção,
É perigoso ser arrastado para um lado
Em que a saída está a quilômetros do chão
Onde se vêem distâncias
Eu enxergo fios
E nos buracos, que a maioria se desvia
Existem milhares de tubos e conexões
Na terra há diásporas
Se conversando o tempo todo
E se convencendo de que
No ser humano ainda há razão
Se você deixa… O universo te guia
E com a devida atenção,
Sente-se cada pingo de energia
Elevando-nos ao mais alto cume
E já não se vêem distâncias
Só um emaranhado de fios
Preenchendo as lacunas
Com os sonhos e segredos
Diásporas, que habitam na terra
No ar, na pele e no coração
, Tiago Andreatto
Só que sem a devida atenção,
É perigoso ser arrastado para um lado
Em que a saída está a quilômetros do chão
Onde se vêem distâncias
Eu enxergo fios
E nos buracos, que a maioria se desvia
Existem milhares de tubos e conexões
Na terra há diásporas
Se conversando o tempo todo
E se convencendo de que
No ser humano ainda há razão
Se você deixa… O universo te guia
E com a devida atenção,
Sente-se cada pingo de energia
Elevando-nos ao mais alto cume
E já não se vêem distâncias
Só um emaranhado de fios
Preenchendo as lacunas
Com os sonhos e segredos
Diásporas, que habitam na terra
No ar, na pele e no coração
, Tiago Andreatto
#Desafio 107
*Sua noite*
Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.
Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.
Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.
Sentirá
A matéria volátil expandir.
Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.
Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.
Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.
Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.
Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.
Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.
Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.
MarU
*Sua noite*
Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.
Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.
Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.
Sentirá
A matéria volátil expandir.
Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.
Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.
Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.
Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.
Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.
Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.
Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.
MarU
#Desafio 108
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
*Louco querer*
Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.
Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.
Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.
Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.
Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.
Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!
MarU
#
Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.
Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.
Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.
Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.
Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.
Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!
MarU
#
Pois as mesmas mãos
que guardam o coração,
ofertam-se em
completa doação.
Se é real,
que seja!
Amém!
Não é normal...
É muito além!
Isso é amar:
Um oceano de entrega,
em marés de sonhar!
E essa corrente
me leva,
me traz,
me solta
à nossa mercê.
Posso ser seu barco,
se fores minha vela!
Só quero navegar
se for com você!
Alberto Busquets.
#Desafio 107
que guardam o coração,
ofertam-se em
completa doação.
Se é real,
que seja!
Amém!
Não é normal...
É muito além!
Isso é amar:
Um oceano de entrega,
em marés de sonhar!
E essa corrente
me leva,
me traz,
me solta
à nossa mercê.
Posso ser seu barco,
se fores minha vela!
Só quero navegar
se for com você!
Alberto Busquets.
#Desafio 107