Equinócio
Antes da redenção em escárnio
Houve o silêncio das pedras.
As súplicas em língua órfica.
O lume nu das matérias.
Não havia salvação.
Apenas o compasso das seivas
A ciclo da carne na terra
Putrefação mais sagrada.
Germinando sob o seu peso
da noite mais longeva.
Ovos não eram espelhos.
Eram vestígios da renovação.
Cápsulas de sua gênese,
Postas ao relento dos deuses
O coelho não era pueril.
Multiplicidade insaciável.
De ventre sempre ocultado
Na perpetuação de todo seu caos
Em forma de vida infinita.
Nomes não se proferiam
Em busca do santo vão.
Ostara entre nós caminhava
Seus passos entalhados no barro.
Seu olhar era a luz
Seu prazer germinante.
Exaltando as estações
Na continuidade do tempo.
Se aclamação a ressurreição
Da alvorada, do vento
Em cada retorno, oferenda.
Se devolvia pra terra.
A grande verdade da vida
Toda a morte é eterna.
Eder B. Jr.
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Eder B. Jr.
Hoje
quero me perder
na tua boca.
Quero bruxulear
ao teu sopro,
tal chama que sou.
Quero derreter
ao teu toque
e escorrer
por teus seios.
Quero
que me respires,
que me bebas,
que me devores.
Pois assim
renascerei
e, sólido,
te consumirei
de novo e de novo,
até as estrelas
se apagarem
de inveja e tesão.
Alberto Busquets.
#Desafio 108
Hoje
quero me perder
na tua boca.
Quero bruxulear
ao teu sopro,
tal chama que sou.
Quero derreter
ao teu toque
e escorrer
por teus seios.
Quero
que me respires,
que me bebas,
que me devores.
Pois assim
renascerei
e, sólido,
te consumirei
de novo e de novo,
até as estrelas
se apagarem
de inveja e tesão.
Alberto Busquets.
#Desafio 108
Se você deixa… O universo te puxa
Só que sem a devida atenção,
É perigoso ser arrastado para um lado
Em que a saída está a quilômetros do chão
Onde se vêem distâncias
Eu enxergo fios
E nos buracos, que a maioria se desvia
Existem milhares de tubos e conexões
Na terra há diásporas
Se conversando o tempo todo
E se convencendo de que
No ser humano ainda há razão
Se você deixa… O universo te guia
E com a devida atenção,
Sente-se cada pingo de energia
Elevando-nos ao mais alto cume
E já não se vêem distâncias
Só um emaranhado de fios
Preenchendo as lacunas
Com os sonhos e segredos
Diásporas, que habitam na terra
No ar, na pele e no coração
, Tiago Andreatto
Só que sem a devida atenção,
É perigoso ser arrastado para um lado
Em que a saída está a quilômetros do chão
Onde se vêem distâncias
Eu enxergo fios
E nos buracos, que a maioria se desvia
Existem milhares de tubos e conexões
Na terra há diásporas
Se conversando o tempo todo
E se convencendo de que
No ser humano ainda há razão
Se você deixa… O universo te guia
E com a devida atenção,
Sente-se cada pingo de energia
Elevando-nos ao mais alto cume
E já não se vêem distâncias
Só um emaranhado de fios
Preenchendo as lacunas
Com os sonhos e segredos
Diásporas, que habitam na terra
No ar, na pele e no coração
, Tiago Andreatto
#Desafio 107
*Sua noite*
Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.
Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.
Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.
Sentirá
A matéria volátil expandir.
Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.
Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.
Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.
Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.
Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.
Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.
Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.
MarU
*Sua noite*
Vou virar “A Noite”,
Adornada de estrelas.
Olharás nos meus olhos
E adentrarás a Via Láctea,
Via pupilas negras.
Serás engolido,
Anos-luz de distância de si.
Sentirá
A matéria volátil expandir.
Noite adentro,
Seremos o centro do Universo,
Donos do espaço,
Donos do nosso tempo.
Na minha pele alva,
Dedilhará emoções,
Como quem reconhece
Suas próprias constelações.
Sentirá explosões cósmicas
Diante das minhas reações.
Corpos celestes,
Entre estrelas cadentes,
Desvendaremos, carentes,
O espaço adjacente.
Me amando,
Noite adentro,
Como astronauta
Explorando o firmamento.
Um Universo de desejos
Dentro do meu olhar.
Me farei noite,
Só pra você
Me enamorar.
MarU
#Desafio 108
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
O Poeta Se Toca
Assisto
tua solidão
se despir.
Respiro tua febre
entre versos
e telas.
O punho,
cúmplice da lascívia
e da métrica,
não escreve:
faz gozar estrofes
no silêncio do quarto.
Tua mão sobe,
desce,
declama no escuro
um poema suado
que só teu corpo
decifra.
Teus olhos se fecham,
afundam
nas próprias palavras.
Os gemidos?
Metáforas
que me atravessam.
Teu gozo?
Um ponto final
sem pudor.
E eu aqui,
vestida de olhos,
clandestina.
Entre venezianas
e vontades,
testemunho a arte
nascendo
em jatos.
Sem papel,
ela escorre
e se recolhe,
escrevendo
no íntimo
do ventre:
tocado,
alucinado,
possesso
dedos ansiosos
que me embriagam
e me leem inteira
úmida,
entregue
ao gozo
que invade
e grava
teu nome
com fogo
no cerne de mim.
Crs Ribeiro
*Louco querer*
Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.
Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.
Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.
Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.
Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.
Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!
MarU
#
Me encurrala num canto,
E rouba-me o beijo.
Degusta o desejo
Que guardei pra você.
Não guarda a vontade
Que, entre minhas pernas, arde.
Não é tarde demais
Para explorar o prazer.
Levanta minha saia,
E, com dedos, se insira.
Entregue à lascívia
Deste louco querer.
Degusta, na língua,
O sabor que te atiça.
Delira… Apreciando
O que sonhava fazer.
Me encara e, enquanto
Prepara o ataque,
Se ajoelha, devoto,
Se esbanje, se farte.
Se aposse de tudo,
Não pare de lamber.
Que prazer absurdo,
Alcançar o ápice com você!
MarU
#
Pois as mesmas mãos
que guardam o coração,
ofertam-se em
completa doação.
Se é real,
que seja!
Amém!
Não é normal...
É muito além!
Isso é amar:
Um oceano de entrega,
em marés de sonhar!
E essa corrente
me leva,
me traz,
me solta
à nossa mercê.
Posso ser seu barco,
se fores minha vela!
Só quero navegar
se for com você!
Alberto Busquets.
#Desafio 107
que guardam o coração,
ofertam-se em
completa doação.
Se é real,
que seja!
Amém!
Não é normal...
É muito além!
Isso é amar:
Um oceano de entrega,
em marés de sonhar!
E essa corrente
me leva,
me traz,
me solta
à nossa mercê.
Posso ser seu barco,
se fores minha vela!
Só quero navegar
se for com você!
Alberto Busquets.
#Desafio 107
#Desafio 106
Na tela
na dela
ao alcance?
Trancada
sentinela
jogada
descabelada
na cama
uma fada:
safada
sem nada
rainha
sem coroa
cilada
feriado
na pele
taça cheia
riso profundo
sem relógio
sem culpa
só o silêncio
ecoando dentro
bem tirado
só ela
centelha
solta
nua
sem coleira
sem limites
alma vestida
de brilho
e cicatriz
de quem goza
sem pressa
as próprias descobertas
dona de si:
Feliz.
Crs Ribeiro
Na tela
na dela
ao alcance?
Trancada
sentinela
jogada
descabelada
na cama
uma fada:
safada
sem nada
rainha
sem coroa
cilada
feriado
na pele
taça cheia
riso profundo
sem relógio
sem culpa
só o silêncio
ecoando dentro
bem tirado
só ela
centelha
solta
nua
sem coleira
sem limites
alma vestida
de brilho
e cicatriz
de quem goza
sem pressa
as próprias descobertas
dona de si:
Feliz.
Crs Ribeiro
#Desafio 107
Coração Solto
Levo nada.
Trarei tudo?
Meus pés?
Bússolas bêbadas.
Meu coração?
Cão sem coleira.
Não quero certezas.
Quero estradas que mudam de nome,
encontros de uma estação;
o silêncio
que só existe
fora de casa.
O medo?
Chora no armário.
A culpa?
Dormiu no passado.
Hoje, sou filha do vento:
não me desculpo por danos.
Se eu tropeçar,
que seja em poesia.
Se me perder,
que seja de mim,
pra me achar melhor.
Viajar
desobedecer a rotina,
romper a cela do costume
de vestido novo
e alma nua.
E eu vou.
A Roda gira,
eu danço.
Temperança me guia
com mãos leves
e olhos no Enamorado.
E o Louco…
O Louco segura minha mão
e com a outra
afaga as estrelas.
Crs Ribeiro
Coração Solto
Levo nada.
Trarei tudo?
Meus pés?
Bússolas bêbadas.
Meu coração?
Cão sem coleira.
Não quero certezas.
Quero estradas que mudam de nome,
encontros de uma estação;
o silêncio
que só existe
fora de casa.
O medo?
Chora no armário.
A culpa?
Dormiu no passado.
Hoje, sou filha do vento:
não me desculpo por danos.
Se eu tropeçar,
que seja em poesia.
Se me perder,
que seja de mim,
pra me achar melhor.
Viajar
desobedecer a rotina,
romper a cela do costume
de vestido novo
e alma nua.
E eu vou.
A Roda gira,
eu danço.
Temperança me guia
com mãos leves
e olhos no Enamorado.
E o Louco…
O Louco segura minha mão
e com a outra
afaga as estrelas.
Crs Ribeiro