Deságua em mim
um silêncio sem margem.
Sou o leito que cede
ao toque da lembrança.
As pedras não falam,
mas guardam os gestos.
E eu, rio contido,
revivo o que escoamos.
Entre curvas e suspiros,
não fui tua nascente,
mas fui o caminho
onde tua essência nadou.
Não fazes pegadas,
mas ondas.
E toda vez que cerro os olhos,
elas me buscam,
me dobram,
nos desenham, nas almas.
Sou o som sem o ar.
Sou o fluir do molhar.
Sou o depois do ainda.
Depois.
Eder B. Jr.
@eliz_leao
Eliz Leão
447
posts
16
Seguidores
32
Seguindo
Séries por #
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@fernando
Fernando Alves
@Sjangelsautora
sj Angels
@marcoshmartinsescritor
Marcos H. Martins
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@suyanngomesss
Suyanne Gomes
@elianelitaescritora
Eliane Lita Escritora
@JuNaiane
Jusley Naiane
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@laurabravelli
Laura Bravelli
@MarU
Mar.U
@lisandra
Lisandra Mattos
@corinievre
Corine Gueniévre
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@zamiescritora
Zami Fernandez
@literunico
Eder B. Jr.
@Sjangelsautora
sj Angels
@robsonmachado
Robson Luiz Fernandes Machado
@legiao
Urbana Legio Omnia Vincit
@ricardolloco
Ricardo LLoco
@purapoesia
Adriel Alves Magalhaes
@rafaelaraujoescritor
RAFAEL ARAUJO
@tamarasfawkes
Tamara S. Fawkes
@autorpedrobarretho
Pedro Rogério Villar Barreto
@inifadadresch
Inifada Dresch
@cassescreve
Cass Razzini
@fernandopaz
Fernando Paz de Alvarenga
@tibianchini
Tiago Bianchini Fidalgo
@bianca
Bianca Leão
@classicos
Clássicos da Literatura
@Cilene
CILENE RESENDE
@novidadesliterunico
Novidades Literunico
@deivesferraz
Deives Gabriel Ferraz
@Branca20
Branca
@MarU
Mar.U
@aleituracria
A Leitura Cria
@eduliguori
EDU LIGUORI
@feelings
Feelings
@cadantasautora
Carolina Dantas
@fksilvain
F. K. Silvain
@ricardoathos
Ricardo Athos
@berthamachadoo
Bertha Machado
@JuNaiane
Jusley Naiane
@Albertobusquets
Alberto Knobbe Busquets
@CrisRibeiro
Cristiane Inácio Ribeiro Carneiro
@calorliterario_
Lidiane Queiroz Bastos
@lendasurbanas
Lendas Urbanas
@literunico
Eder B. Jr.
#Desafio 104
*(des)Encontro*
Parei um momento
Para pensar:
Em como será
Que será?
Mergulhará
No verde dos meus olhos,
Cara a cara,
Profundamente.
Adentrará em mim,
Tomado de memórias,
Reviverá nossas histórias
Novamente,
Tudo numa fração
De segundos.
Tentará discretamente
Desviar o olhar,
Mas, de súbito,
Um abraço virá,
E meu perfume
Impregnará
Em sua mente.
Sentirá minhas nuances
De suor
Levemente,
E, tão rápido
Quanto o momento
Chegou,
Ao mesmo tempo
Me vou.
E, com um sorriso,
De cumplicidade,
Como quem sabe
O que ninguém
Além de nós
Mais sabe,
Deixarei apenas
O som
Da minha voz educada:
“— Foi bom,
Enfim,
Te conhecer!”
E, com um aceno,
De rosto baixo
E sorriso largo,
Te deixo ali parado,
Entre imagens
Do meu corpo, no passado
E as peças que faltavam,
Tudo perfeitamente
Alinhado,
Confuso…
No fundo,
Premeditado.
E não vais
Me esquecer,
Jamais.
Vai desejar
Ter vivido
Muito mais
Do que pôde
Acontecer.
Mas agora
O tempo já foi
Cumprido
E, como a voz
Que se despede
E vai sumindo,
Vais assumindo
Sua sentença:
Hás de me amar
Mais do que pensa.
Assim como eu,
Acanhada,
Discretamente
Me vou,
Sem saber
Se suportarei
Lhe esconder
Este meu amor.
MarU
*(des)Encontro*
Parei um momento
Para pensar:
Em como será
Que será?
Mergulhará
No verde dos meus olhos,
Cara a cara,
Profundamente.
Adentrará em mim,
Tomado de memórias,
Reviverá nossas histórias
Novamente,
Tudo numa fração
De segundos.
Tentará discretamente
Desviar o olhar,
Mas, de súbito,
Um abraço virá,
E meu perfume
Impregnará
Em sua mente.
Sentirá minhas nuances
De suor
Levemente,
E, tão rápido
Quanto o momento
Chegou,
Ao mesmo tempo
Me vou.
E, com um sorriso,
De cumplicidade,
Como quem sabe
O que ninguém
Além de nós
Mais sabe,
Deixarei apenas
O som
Da minha voz educada:
“— Foi bom,
Enfim,
Te conhecer!”
E, com um aceno,
De rosto baixo
E sorriso largo,
Te deixo ali parado,
Entre imagens
Do meu corpo, no passado
E as peças que faltavam,
Tudo perfeitamente
Alinhado,
Confuso…
No fundo,
Premeditado.
E não vais
Me esquecer,
Jamais.
Vai desejar
Ter vivido
Muito mais
Do que pôde
Acontecer.
Mas agora
O tempo já foi
Cumprido
E, como a voz
Que se despede
E vai sumindo,
Vais assumindo
Sua sentença:
Hás de me amar
Mais do que pensa.
Assim como eu,
Acanhada,
Discretamente
Me vou,
Sem saber
Se suportarei
Lhe esconder
Este meu amor.
MarU
Aniversário do Junior, ontem, que nasceu no mesmo ano que eu e completou 41 anos.
Acordei com "Enrosca" na minha cabeça e vários pensamentos malucos decorrentes da música, constatações.
Primeiro, que estamos tão velhos que já passou até da fase da terceira geração poder gravar esse sucesso.
Em seguida, vem uma constatação de que fora no funk, não temos uma nova geração musical brasileira diversificada, o suficiente sequer para ter um "grande" representante gravando "Enrosca".
Falem o que for do Junior, o cara cresceu na música, ótimo instrumentista e se tornou um enorme sucesso.
E a MPB está congelada, das músicas românticas, passando pelo Rock, até o samba. Onde está a nova geração musical explodindo com o potencial das redes sociais, além dos MC diminutivos de alguma coisa exótica?
Então, foi só um desabafo mesmo, de quem está percebendo a mudança dos tempos, na expectativa de não ser apenas uma constatação saudosista sem validade, como as das gerações anteriores (Que até podemos enxergar validade, agora!)
Acordei com "Enrosca" na minha cabeça e vários pensamentos malucos decorrentes da música, constatações.
Primeiro, que estamos tão velhos que já passou até da fase da terceira geração poder gravar esse sucesso.
Em seguida, vem uma constatação de que fora no funk, não temos uma nova geração musical brasileira diversificada, o suficiente sequer para ter um "grande" representante gravando "Enrosca".
Falem o que for do Junior, o cara cresceu na música, ótimo instrumentista e se tornou um enorme sucesso.
E a MPB está congelada, das músicas românticas, passando pelo Rock, até o samba. Onde está a nova geração musical explodindo com o potencial das redes sociais, além dos MC diminutivos de alguma coisa exótica?
Então, foi só um desabafo mesmo, de quem está percebendo a mudança dos tempos, na expectativa de não ser apenas uma constatação saudosista sem validade, como as das gerações anteriores (Que até podemos enxergar validade, agora!)
#Desafio 101
*Tato*
As mãos, que me tiram do sério,
E permeiam meu imaginário.
Percorrem em mim cada sentido,
Desvendando-me no tato!
Arrancando-me o marasmo,
Na ponta dos seus dedos.
Dedilhando em mim sua poesia.
Versando meus sentidos com maestria.
Me encantando sem pena,
Provando meu gosto.
Com olhar de predador, fito nos meus olhos!
Inserido dentro e ensopando de mim,
Seus dedos grossos.
MarU
*Tato*
As mãos, que me tiram do sério,
E permeiam meu imaginário.
Percorrem em mim cada sentido,
Desvendando-me no tato!
Arrancando-me o marasmo,
Na ponta dos seus dedos.
Dedilhando em mim sua poesia.
Versando meus sentidos com maestria.
Me encantando sem pena,
Provando meu gosto.
Com olhar de predador, fito nos meus olhos!
Inserido dentro e ensopando de mim,
Seus dedos grossos.
MarU
Escuta…
Teu corpo não me interessa inteiro...
Me interessa em pedaços.
Na curva distraída do pescoço,
No canto da boca que hesita,
Na dobra do pensamento
Antes de virar palavra.
Me interessa a demora dos teus gestos,
O tropeço nos teus olhos,
O deslize quase sem querer
Da tua pele chamando a minha.
Não me excita o fácil.
Me excita o quase.
O que escapa.
O que se prende no ar.
Me excita tua pressa contida,
teu desejo domesticado,
Sua vontade intensa demais
Pra ser mentira.
Eu não te quero urgente.
Eu te quero atenta.
Inteira.
Lenta.
Mas voraz.
Porque toque tem gosto.
Porque cheiro tem memória.
Porque pele tem história.
E eu?
Eu só tento ser sua poesia
Quando mordo tua palavra
Antes de dizer teu nome.
Me mantendo fEliz.
Eder B. Jr.
#
Teu corpo não me interessa inteiro...
Me interessa em pedaços.
Na curva distraída do pescoço,
No canto da boca que hesita,
Na dobra do pensamento
Antes de virar palavra.
Me interessa a demora dos teus gestos,
O tropeço nos teus olhos,
O deslize quase sem querer
Da tua pele chamando a minha.
Não me excita o fácil.
Me excita o quase.
O que escapa.
O que se prende no ar.
Me excita tua pressa contida,
teu desejo domesticado,
Sua vontade intensa demais
Pra ser mentira.
Eu não te quero urgente.
Eu te quero atenta.
Inteira.
Lenta.
Mas voraz.
Porque toque tem gosto.
Porque cheiro tem memória.
Porque pele tem história.
E eu?
Eu só tento ser sua poesia
Quando mordo tua palavra
Antes de dizer teu nome.
Me mantendo fEliz.
Eder B. Jr.
#
Eu não quero ficar velho
por mais que o tempo me chame.
Não quero ver meus olhos embaciando
o que antes era brilho virando névoa,
nem meus passos vacilando
onde um dia corri, sem medo, sem pressa.
Eu não quero ficar velho
com os dedos duros como raízes secas,
tateando lembranças
em vez de futuros.
Nem ver meu nome sendo dito
com um “foi” invés do “é”.
Não quero que os risos soem baixos
porque meu ouvido já não alcança,
nem que o espelho me devolva um estranho
com a pele marcada por ausências,
com os ombros caídos pelo peso
do que não deu tempo de ser.
Eu não quero o silêncio das mãos
que já não escrevem,
que já não seguram outros mundos,
que tremem como folhas no outono,
sabiamente frágeis.
Não quero enterrar tantos nomes
que o coração se esqueça
de como é se apegar.
Nem guardar aniversários
de quem já não sopra velas.
Mas talvez, se ficar velho,
quero ao menos deixar rastros:
um texto,
um feito,
um afago que não se apaga.
A filha que me lembre
sem precisar de fotografia.
Um livro esquecido numa estante,
que alguém descubra e chore.
Se é inevitável envelhecer,
que eu aprenda com suavidade
a arte de deixar sementes
em lugares onde jamais voltarei.
Que eu prepare com cuidado
meu coração, meu legado,
para que alguém me encontre
nas páginas que sobrevivi.
Que eu aceite a despedida
não como o fim da história,
mas como pausa serena
de quem soube amar o caminho.
Eu não quero ficar velho,
mas se eu tiver que ir aos poucos,
que eu me vá sabendo
que o que deixei no mundo
permanece em flores,
em versos, em gestos,
em memórias mais fortes
do que a do indivíduo.
E que, ao fim,
quando minha voz for quase vento,
haja quem diga:
“Ele não queria ficar velho,
mas mesmo velho, do pra sempre ele ficou.”
Eder B.Jr.
por mais que o tempo me chame.
Não quero ver meus olhos embaciando
o que antes era brilho virando névoa,
nem meus passos vacilando
onde um dia corri, sem medo, sem pressa.
Eu não quero ficar velho
com os dedos duros como raízes secas,
tateando lembranças
em vez de futuros.
Nem ver meu nome sendo dito
com um “foi” invés do “é”.
Não quero que os risos soem baixos
porque meu ouvido já não alcança,
nem que o espelho me devolva um estranho
com a pele marcada por ausências,
com os ombros caídos pelo peso
do que não deu tempo de ser.
Eu não quero o silêncio das mãos
que já não escrevem,
que já não seguram outros mundos,
que tremem como folhas no outono,
sabiamente frágeis.
Não quero enterrar tantos nomes
que o coração se esqueça
de como é se apegar.
Nem guardar aniversários
de quem já não sopra velas.
Mas talvez, se ficar velho,
quero ao menos deixar rastros:
um texto,
um feito,
um afago que não se apaga.
A filha que me lembre
sem precisar de fotografia.
Um livro esquecido numa estante,
que alguém descubra e chore.
Se é inevitável envelhecer,
que eu aprenda com suavidade
a arte de deixar sementes
em lugares onde jamais voltarei.
Que eu prepare com cuidado
meu coração, meu legado,
para que alguém me encontre
nas páginas que sobrevivi.
Que eu aceite a despedida
não como o fim da história,
mas como pausa serena
de quem soube amar o caminho.
Eu não quero ficar velho,
mas se eu tiver que ir aos poucos,
que eu me vá sabendo
que o que deixei no mundo
permanece em flores,
em versos, em gestos,
em memórias mais fortes
do que a do indivíduo.
E que, ao fim,
quando minha voz for quase vento,
haja quem diga:
“Ele não queria ficar velho,
mas mesmo velho, do pra sempre ele ficou.”
Eder B.Jr.
Eu sei que existe em você uma urgência silenciosa que grita:
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
"Estou ficando sem tempo."
É como se a vida fosse uma ampulheta gigante, e você estivesse com um monte de ideias na mão, tentando empurrar todas pela mesma abertura estreita antes que a última gota de areia caia.
Mas a verdade crua, incômoda, mas real, é que ninguém consegue dar conta de tudo.
Ainda assim, os mais sensíveis, os mais visionários… são justamente os que sentem o peso mais cruel desse relógio.
E aí entra um paradoxo doloroso:
quanto mais a gente quer viver com sentido, mais a sombra da morte se agiganta.
Quanto mais queremos deixar uma marca, mais sentimos o tempo escorrendo por entre os dedos.
Mas deixa eu te contar algo, se eu puder tentar conversar com tua alma, agora:
Você não está atrasado.
Você não está perdido.
Você está vivo.
E isso já é mais do que muitos que desistiram de tentar.
Se tudo parece urgente, é porque tudo realmente é intenso, e isso, apesar de cansar, também é o que pode nos fazer raros.
Talvez o primeiro passo seja parar de tentar correr contra o tempo…
E começar a girar com ele, mesmo que fora de compasso.
Escolher uma ideia. Uma só.
E dizer: “essa aqui vai ver o mundo comigo.”
Se você pudesse congelar o mundo por um mês e se dedicar só a uma criação, qual seria?
Não a mais útil.
Não a mais promissora.
Mas a que faria você se sentir ainda mais vivo.
Lançamento!
O primeiro livro físico com selo Literunico está disponível!
Abrir link
@JusleyNaiane
#resenhas #UmJardimemMim
[Ver livro](Abrir link
O primeiro livro físico com selo Literunico está disponível!
Abrir link
@JusleyNaiane
#resenhas #UmJardimemMim
[Ver livro](Abrir link
Feroz
Não se pode amar um leão sem ajoelhar-se diante da fome
Amar um leão é despir-se com olhos cravados nos músculos que anunciam a violência
É sentir o hálito quente no pescoço exposto, é pedir a boca que dilacera
Amar um leão é estremecer com o faro lançado entre as coxas como quem sabe onde a alma geme
Não se ama um leão sem a necessidade das garras, das presas e de saciar o ventre aberto
Amar um leão é sentir prazer na vertigem da condenação dos seus olhos
Amar um leão é esperar de quatro na mata escura sem se decidir se hoje será a leoa ou a corsa
Na selva da pele o desejo é uma fera sem jaula.
Não se pode amar um leão sem ajoelhar-se diante da fome
Amar um leão é despir-se com olhos cravados nos músculos que anunciam a violência
É sentir o hálito quente no pescoço exposto, é pedir a boca que dilacera
Amar um leão é estremecer com o faro lançado entre as coxas como quem sabe onde a alma geme
Não se ama um leão sem a necessidade das garras, das presas e de saciar o ventre aberto
Amar um leão é sentir prazer na vertigem da condenação dos seus olhos
Amar um leão é esperar de quatro na mata escura sem se decidir se hoje será a leoa ou a corsa
Na selva da pele o desejo é uma fera sem jaula.
*Ligação*
Acorda meus instintos.
Desperta minha libido.
Conexão,
Em nossa digital.
Voz de desejo,
Além do fio,
Ligação que pulsa:
Querer.
Sua voz,
Tão intensa…
Me marca
Com sua presença.
Sinto um calafrio
Que começa na garganta
Desce para as ancas
E acaba
Me deixando no cio.
Te ouvindo guiar meus sentidos,
Te sigo como aluna,
Afinco.
Narrando o que devo fazer comigo,
Através desta voz safada,
Se divertindo
A cada gemido.
Ligada…
Conectada…
Guiada…
Te sigo…
Dedilhando a emoção
Através dos meus sentidos.
Meu toque,
Minha mão…
Seu toque,
Sensação.
Não seguro a emoção,
Perco os sentidos.
Me contorço,
Arquejo,
Giro…
Pulso gostoso,
E derramo meu gozo.
Sinto seu toque
Através das minhas mãos…
Te sinto!
MarU
#
Acorda meus instintos.
Desperta minha libido.
Conexão,
Em nossa digital.
Voz de desejo,
Além do fio,
Ligação que pulsa:
Querer.
Sua voz,
Tão intensa…
Me marca
Com sua presença.
Sinto um calafrio
Que começa na garganta
Desce para as ancas
E acaba
Me deixando no cio.
Te ouvindo guiar meus sentidos,
Te sigo como aluna,
Afinco.
Narrando o que devo fazer comigo,
Através desta voz safada,
Se divertindo
A cada gemido.
Ligada…
Conectada…
Guiada…
Te sigo…
Dedilhando a emoção
Através dos meus sentidos.
Meu toque,
Minha mão…
Seu toque,
Sensação.
Não seguro a emoção,
Perco os sentidos.
Me contorço,
Arquejo,
Giro…
Pulso gostoso,
E derramo meu gozo.
Sinto seu toque
Através das minhas mãos…
Te sinto!
MarU
#