Abre… mais um pouco.
Quero te ver inteira antes dos meus dedos te tomarem.
Quero te devorar no desejo de te possuir por completo,
chupar cada parte tua, te fazer minha.
Vem… chega mais perto.
Roça teus seios nos meus,
se exibe como quem quer ser comprada.
E eu compro, recompro, te uso inteira.
Se expõe… deixa minha língua passear por ti
orelha, pescoço, barriga…
Buceta e cu ao meu dispor, abertos para mim.
Te chupar, te explorar sem pressa, em cada detalhe,
te preencher entre dedos e entradas,
te fazer gemer, gozar, implorar,
ajoelhada entre minhas pernas, pedindo mais.
E eu te dou.
Te prendo pelos cabelos, puxo tua boca para a minha,
me esfrego em ti, sinto teu calor, teu gosto, tua entrega.
Te viro de bruços, te seguro firme,
te faço sentir cada investida, cada estremecer,
te afundo contra mim até que não haja mais nada
somos só pele, suor e tesão.
Te faço perder a noção do tempo,
te deixo marcada nos lençóis, nas paredes,
no meu corpo.
E quando acha que terminou,
te puxo de volta,
porque ainda não tive o bastante.
Quero mais…
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Em um quarto escuro,
iluminado apenas
pela fresta de uma janela
Corpos se desejam,
deslisam, arquejam,
se doam, se perdem,
por horas à fio...
O amor esquenta,
o meu coração frio.
#desafio 365/90
iluminado apenas
pela fresta de uma janela
Corpos se desejam,
deslisam, arquejam,
se doam, se perdem,
por horas à fio...
O amor esquenta,
o meu coração frio.
#desafio 365/90
Terminei a migração e desativei o Wattpad. Agora continuarei a migração do WordPress.
Muito trabalho, espero que o Literunico cresça o bastante.
Muito trabalho, espero que o Literunico cresça o bastante.
#Desafio 088
Ainda mora em mim
uma menina:
desajeitada, distraída,
cheia de céu nos olhos.
Dança sem razão,
só porque sim;
fita o voo dos pássaros,
sussurra segredos às flores.
Mergulha fundo,
deixa o sol tatuar
lembranças na pele.
Uma menina que espera
(sempre espera)
que a vida traga rostos novos,
a conduza a mundos intocados
e a embriague com sabores
que explodem na boca.
Cheiros, toques, tudo que arrepia…
Vibra com um “oi” de repente,
com o nada embrulhado num laço,
com a esperança teimosa
de que o mundo pode ser bom,
se cada um entregar
o que tem de mais bonito.
E ela ri, ri alto,
chora sem medo de borrar,
não esconde o que sente
(nunca aprendeu essa parte).
O tempo passa,
mas ela ainda brinca
na calçada onde os dias escorrem:
descalça,
solta…
Sem pressa de crescer.
Crs Ribeiro
****Revisado
Ainda mora em mim
uma menina:
desajeitada, distraída,
cheia de céu nos olhos.
Dança sem razão,
só porque sim;
fita o voo dos pássaros,
sussurra segredos às flores.
Mergulha fundo,
deixa o sol tatuar
lembranças na pele.
Uma menina que espera
(sempre espera)
que a vida traga rostos novos,
a conduza a mundos intocados
e a embriague com sabores
que explodem na boca.
Cheiros, toques, tudo que arrepia…
Vibra com um “oi” de repente,
com o nada embrulhado num laço,
com a esperança teimosa
de que o mundo pode ser bom,
se cada um entregar
o que tem de mais bonito.
E ela ri, ri alto,
chora sem medo de borrar,
não esconde o que sente
(nunca aprendeu essa parte).
O tempo passa,
mas ela ainda brinca
na calçada onde os dias escorrem:
descalça,
solta…
Sem pressa de crescer.
Crs Ribeiro
****Revisado
Roubaram-me a respiração. Não sei dizer quando começou. Talvez tenha sido naquela noite em que deitei a cabeça no travesseiro e percebi que o ar estava pesado demais. Ou no dia em que caminhei por entre as pessoas e senti que todas tinham para onde ir, menos eu.
Ar rarefeito. Tento puxar, mas não vem. O peito sobe e desce, desesperado, buscando um alívio que não chega. Dói. A ausência de ar, a presença da falta. A falta de quê? De quem? Pergunta tola, eu sei a resposta. Sempre sei.
O peito aperta. Como se mãos invisíveis me segurassem e dissessem: “não se mexa, não vá, não esqueça”. Como se a dor fosse um lembrete cravado nas costelas, nos pulmões, no tempo.
O corpo todo dói. A memória dói. As palavras que eu queria dizer e não disse pesam nos ombros. Os olhares que não segurei o suficiente ardem nos olhos. O vazio que finjo não ver se enrosca em mim, mantendo - me aqui.
Roubaram-me a respiração. Mas, no fundo, eu sei: fui eu que entreguei.
Ar rarefeito. Tento puxar, mas não vem. O peito sobe e desce, desesperado, buscando um alívio que não chega. Dói. A ausência de ar, a presença da falta. A falta de quê? De quem? Pergunta tola, eu sei a resposta. Sempre sei.
O peito aperta. Como se mãos invisíveis me segurassem e dissessem: “não se mexa, não vá, não esqueça”. Como se a dor fosse um lembrete cravado nas costelas, nos pulmões, no tempo.
O corpo todo dói. A memória dói. As palavras que eu queria dizer e não disse pesam nos ombros. Os olhares que não segurei o suficiente ardem nos olhos. O vazio que finjo não ver se enrosca em mim, mantendo - me aqui.
Roubaram-me a respiração. Mas, no fundo, eu sei: fui eu que entreguei.
#Desafio 89
*Trinta e oito anos do meu silêncio*
Silêncio,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio!
O tempo passou,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio…
Em silêncio,
Estou refletindo.
Em silêncio,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio!
Em silêncio,
O tempo passou,
E dentro de mim,
Em silêncio,
Estou refletindo “o silêncio”,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio…
Sem silêncio,
Os anos passaram,
Mais de três décadas
E menos do que quatro.
Hoje, estou em silêncio…
E sem silêncio, os anos passaram.
O silêncio encontraram tarde,
Silêncio nem sempre calado.
Silêncio tão turbulento
Quanto um mar agitado.
Silêncio almejado,
Nem sempre alcançado.
Silêncio bradado
Nos ecos dos quatro ventos,
Silêncio vazado de dentro
Nos olhos molhados.
Hoje, estou em silêncio,
Nesta única vida.
Em silêncio…
Mas dentro deste silêncio,
Já vivi tantas outras!
Já fui várias versões
Da mesma pessoa.
Muda… No meu silêncio,
O silêncio muda a pessoa!
E o silêncio?
O silêncio…
Hoje, estou em silêncio.
Dentro de mim,
O tempo passou.
Estou refletindo,
Conversando comigo…
Os anos passaram!
Hoje, estou em silêncio.
Mas já foram turbulentos.
Hoje, estão em silêncio,
Nesta única vida.
Mas já vivi outras,
Versões da mesma pessoa.
E o silêncio?
Ah, o silêncio…
Ecoa, ardendo, revivendo
Cada fagulha de mim.
Gritando, reacendendo
Minha essência
No que ficou abafado,
Afogado por cada “silêncio”
Que guardei ao longo dos anos.
“Trinta e oito anos de silêncios.”
Hoje, tenho muito a refletir.
MarU
*Trinta e oito anos do meu silêncio*
Silêncio,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio!
O tempo passou,
Dentro de mim.
Silêncio… Silêncio…
Em silêncio,
Estou refletindo.
Em silêncio,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio!
Em silêncio,
O tempo passou,
E dentro de mim,
Em silêncio,
Estou refletindo “o silêncio”,
Conversando comigo.
Em silêncio… Em silêncio…
Sem silêncio,
Os anos passaram,
Mais de três décadas
E menos do que quatro.
Hoje, estou em silêncio…
E sem silêncio, os anos passaram.
O silêncio encontraram tarde,
Silêncio nem sempre calado.
Silêncio tão turbulento
Quanto um mar agitado.
Silêncio almejado,
Nem sempre alcançado.
Silêncio bradado
Nos ecos dos quatro ventos,
Silêncio vazado de dentro
Nos olhos molhados.
Hoje, estou em silêncio,
Nesta única vida.
Em silêncio…
Mas dentro deste silêncio,
Já vivi tantas outras!
Já fui várias versões
Da mesma pessoa.
Muda… No meu silêncio,
O silêncio muda a pessoa!
E o silêncio?
O silêncio…
Hoje, estou em silêncio.
Dentro de mim,
O tempo passou.
Estou refletindo,
Conversando comigo…
Os anos passaram!
Hoje, estou em silêncio.
Mas já foram turbulentos.
Hoje, estão em silêncio,
Nesta única vida.
Mas já vivi outras,
Versões da mesma pessoa.
E o silêncio?
Ah, o silêncio…
Ecoa, ardendo, revivendo
Cada fagulha de mim.
Gritando, reacendendo
Minha essência
No que ficou abafado,
Afogado por cada “silêncio”
Que guardei ao longo dos anos.
“Trinta e oito anos de silêncios.”
Hoje, tenho muito a refletir.
MarU
Esta semana, apesar dos milhares de problemas, está sendo bastante produtiva no sentido de encontrar melodias e criar novas canções. A canção a seguir nasceu pronta e fazer o arranjo dela foi tão natural o que tornou o processo bem delicioso. Espero que gostem!
>> Blood Hole <<
[Verse 1]
When you meet the crack
When the night is come down
And the hole gets so big
You’re inside and don't even realize
Walls rise from nowhere
And the doors, all blocked
You forgot the keys
And the story goes on without end
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Verse 2]
When the wound is open
It's not always good to poke
The medicine is bitter
it will burn and it will hurt
The knife always sharp
Always someone to stick it in
Captain Hook was not the villain
And the fairy was not a lighthouse
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Interlude]
Oh, Oh Oh Oh, Oh Oh Oh
[Chorus]
Tradução
>> Buraco de Sangue <<
Verso 1
Quando você encontra a rachadura
Quando a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta
Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas fechadas
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final
Refrão
Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos esgotos da cidade
O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
Verso 2
Quando a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer
A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
>> Blood Hole <<
[Verse 1]
When you meet the crack
When the night is come down
And the hole gets so big
You’re inside and don't even realize
Walls rise from nowhere
And the doors, all blocked
You forgot the keys
And the story goes on without end
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Verse 2]
When the wound is open
It's not always good to poke
The medicine is bitter
it will burn and it will hurt
The knife always sharp
Always someone to stick it in
Captain Hook was not the villain
And the fairy was not a lighthouse
[Chorus]
There is no rabbit to follow
Neverland is so far away
The little prince lost his rose
In the city sewers
The little crazy boy is lost
On the road that is not yellow
She is stained with red and sweat
She is the rest of what bled
[Interlude]
Oh, Oh Oh Oh, Oh Oh Oh
[Chorus]
Tradução
>> Buraco de Sangue <<
Verso 1
Quando você encontra a rachadura
Quando a noite cai
E o buraco fica tão grande
Você está dentro e nem se dá conta
Paredes surgem de lugar nenhum
E as portas, todas fechadas
Você esqueceu as chaves
E a história continua sem um final
Refrão
Não há coelho pra seguir
A Terra do Nunca está tão longe
O Pequeno Príncipe perdeu sua rosa
Nos esgotos da cidade
O Menino Maluquinho está perdido
E a estrada não é amarela
Ela está manchada de vermelho e suor
Ela é o resto do que sangrou
Verso 2
Quando a ferida está aberta
Nem sempre é bom cutucar
O remédio é amargo
Vai arder e vai doer
A faca está sempre afiada
E sempre tem alguém pra enfiá-la
Capitão Gancho não é o vilão
E a fada não é o farol
#Desafio 075
A- MARge-ar
***Dedicado, com todo carinho, à amiga @MargeU
Amar
não é margem
é mar sem fim
verbo sem borda
vento sem direção
mas amar pode ser Marge:
grito que ecoa
vibra e reverbera
silêncio que corta
sussurra e dilacera
olhos de madrugada
que quebram o tempo
dissolvem o ser
desatam nós invisíveis
o frio da noite:
transcende o que não se vê
é ausência que arrepia
é presença sem toque
ela não é simples:
é poesia desfeita do verso
maré que seduz
onda que leva e nunca traz igual
se amar é rima,
Marge é metáfora:
que alaga e cura
naufraga e salva
se espalha
sem nunca cessar…
o sublime que se sente
como vento na mão
que nunca toca
mas deixa marca
sopro eterno
que sempre há de ficar.
Crs Ribeiro
A- MARge-ar
***Dedicado, com todo carinho, à amiga @MargeU
Amar
não é margem
é mar sem fim
verbo sem borda
vento sem direção
mas amar pode ser Marge:
grito que ecoa
vibra e reverbera
silêncio que corta
sussurra e dilacera
olhos de madrugada
que quebram o tempo
dissolvem o ser
desatam nós invisíveis
o frio da noite:
transcende o que não se vê
é ausência que arrepia
é presença sem toque
ela não é simples:
é poesia desfeita do verso
maré que seduz
onda que leva e nunca traz igual
se amar é rima,
Marge é metáfora:
que alaga e cura
naufraga e salva
se espalha
sem nunca cessar…
o sublime que se sente
como vento na mão
que nunca toca
mas deixa marca
sopro eterno
que sempre há de ficar.
Crs Ribeiro
#Desafio 74
*Fumus boni iuris*
Não creio em Deus,
Nem em Diabo.
Mas, independentemente
Do que eu ache,
Cada um determina
Seus próprios dogmas
Devocionários.
Não aceito o que não acho certo,
Nem o que acho ser errado.
Mas acredito que cada um
Tem uma visão e versão
Para os mesmos fatos.
Creio que apenas os tolos
Não mudam de opinião.
E, ao mesmo tempo,
Defendo que a opinião de todos
Merece respeito e compreensão,
(Desde que não ofenda
Os limites do respeito alheio).
Pra mim, a curiosidade é uma dádiva,
E a ignorância, o maior dos defeitos.
O conhecimento nos liberta
Do que, em nossa mente, nos aprisiona.
E, ao mesmo tempo, nos prende,
Por sabermos exatamente
O peso de uma escolha.
“Fumus boni iuris”
Do que faz sentido
Para cada um
E também pra você.
Respeito acima de tudo!
MarU
*Fumus boni iuris*
Não creio em Deus,
Nem em Diabo.
Mas, independentemente
Do que eu ache,
Cada um determina
Seus próprios dogmas
Devocionários.
Não aceito o que não acho certo,
Nem o que acho ser errado.
Mas acredito que cada um
Tem uma visão e versão
Para os mesmos fatos.
Creio que apenas os tolos
Não mudam de opinião.
E, ao mesmo tempo,
Defendo que a opinião de todos
Merece respeito e compreensão,
(Desde que não ofenda
Os limites do respeito alheio).
Pra mim, a curiosidade é uma dádiva,
E a ignorância, o maior dos defeitos.
O conhecimento nos liberta
Do que, em nossa mente, nos aprisiona.
E, ao mesmo tempo, nos prende,
Por sabermos exatamente
O peso de uma escolha.
“Fumus boni iuris”
Do que faz sentido
Para cada um
E também pra você.
Respeito acima de tudo!
MarU
Luz dos meus olhos
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver
Passo os dias e as tardes te procurando
À noite, ainda estou calculando
Quantas aeronaves continuam pousando
Sem você chegar
O escuro é ainda um grande amigo
Escondo nos dias meus
A luz dos olhos teus
Sinto sua falta e ninguém pode ver