#desafio 365 dias
Dia 21 - Parte-palavra
Só escrevendo
Percebo de quantos mundos somos feitos.
Por exemplo:
Há uma parte de mim que é sempre estrada.
Parte-palavra,
Que é sempre menos muros que ponte;
Que é sempre menos esconderijo que libertação.
Talvez seja por isso que os olhos
Ligeiros do mundo me intriguem tanto.
A outra parte, no entanto,
É, de pousadas, feita.
E, nessas horas,
Apenas teus ombros se sobressaem.
Sylvvia Rubraurora
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Inspiração Enterna
Quero te comer feito rapadura
quebra-queixo, gostosura
lamber os beiços babados
estremados, desleixados
ser teu carma, teu ódio, teu amor
arma dura, sódio, teu calor
quero te saborear feito líquido
sorver e beber todo teu fluido
suco de manga, maçã e pêssego
botar fim no teu último sossego
comer tua alma, tua paz, tua flor
consumir e exterminar tua dor
ser homem, ser mago, ser paixão
tu mulher, colher, minha mão
nessa loucura incontida e safada
minha fada, nossa foda, uma estrada
dou um trago, te estrago e sorrio
tu rebolas, gargalhas o que sentiu
um par ímpar de tão incomum
sertão, mar, camarão e jerimum
enquanto começo a te navegar
venha com fé e força delirar
não há nada que se possa perder
quebra-queixo, deixo, entreter
Edu Liguori
quebra-queixo, gostosura
lamber os beiços babados
estremados, desleixados
ser teu carma, teu ódio, teu amor
arma dura, sódio, teu calor
quero te saborear feito líquido
sorver e beber todo teu fluido
suco de manga, maçã e pêssego
botar fim no teu último sossego
comer tua alma, tua paz, tua flor
consumir e exterminar tua dor
ser homem, ser mago, ser paixão
tu mulher, colher, minha mão
nessa loucura incontida e safada
minha fada, nossa foda, uma estrada
dou um trago, te estrago e sorrio
tu rebolas, gargalhas o que sentiu
um par ímpar de tão incomum
sertão, mar, camarão e jerimum
enquanto começo a te navegar
venha com fé e força delirar
não há nada que se possa perder
quebra-queixo, deixo, entreter
Edu Liguori
#Desafio 22
Coração na chuva
Chovia dentro do peito!
Encharcado o coração inchou.
Apertado de dor e lamento,
Por um tempo, mofou e quase estragou.
Não batia sol onde se recolhia.
Mas o frio preservou fresco
Um coração, que ainda batia.
Chovia, ainda chovia no peito!
Mas aquele coração insistia.
Resistia resistindo, batia batendo.
Quem sabe, querendo sair deste peito
E refazer-se em poesia?!
MarU
Coração na chuva
Chovia dentro do peito!
Encharcado o coração inchou.
Apertado de dor e lamento,
Por um tempo, mofou e quase estragou.
Não batia sol onde se recolhia.
Mas o frio preservou fresco
Um coração, que ainda batia.
Chovia, ainda chovia no peito!
Mas aquele coração insistia.
Resistia resistindo, batia batendo.
Quem sabe, querendo sair deste peito
E refazer-se em poesia?!
MarU
#Desafio 14
*Como vinho (Decantar-te)*
Aspira leveza,
Nobreza divina.
Cepa refinada,
Delicadamente maturada,
De exótico “terroir”.
Degustação apurada;
Casta rara,
Coerente ao paladar.
Refresca-me a boca,
Vibrando a salivar.
Sorvendo-te ruidosamente.
Lambendo-te cada gota,
Escorrendo-se na minha boca.
Taninos macios na língua,
Em dulçor a se destacar.
Aprecio-te intensamente.
Gozando prazerosamente.
Ardemos sapidamente,
Mergulhando em êxtase.
Enologicamente, de ti,
Me embriagar.
MarU
*Como vinho (Decantar-te)*
Aspira leveza,
Nobreza divina.
Cepa refinada,
Delicadamente maturada,
De exótico “terroir”.
Degustação apurada;
Casta rara,
Coerente ao paladar.
Refresca-me a boca,
Vibrando a salivar.
Sorvendo-te ruidosamente.
Lambendo-te cada gota,
Escorrendo-se na minha boca.
Taninos macios na língua,
Em dulçor a se destacar.
Aprecio-te intensamente.
Gozando prazerosamente.
Ardemos sapidamente,
Mergulhando em êxtase.
Enologicamente, de ti,
Me embriagar.
MarU
#Desafio 15
Saudades
Saudades é sentimento nobre!
Desejo de estar e não poder.
Vontade de permanecer,
Ou voltar no tempo,
Ou até experimentar um momento,
Que ainda não pôde acontecer.
Saudades do que não se viveu, existe!
Saudade é sofrer, mas também é viver.
Estar de peito aberto se derramando
Sentimento presente no que ama
Saudade é insistente, latente, é chama.
Saudade, às vezes, é tanta, mas tanta,
Que em um instante de fúria, se inflama.
Queima por dentro em um momento de loucura,
Desperta outros sentimentos transbordando em:
Raiva, lamúria, saudade dolorida, revolta, loucura.
Saudade é fome de sentimento, tem nome, corpo, forma e endereço.
A saudade é limítrofe a razão e emoção.
E vigília constante para mante-la em equilíbrio.
Sentir saudades é preciso,
Mas com cautela ao coração.
MarU
Saudades
Saudades é sentimento nobre!
Desejo de estar e não poder.
Vontade de permanecer,
Ou voltar no tempo,
Ou até experimentar um momento,
Que ainda não pôde acontecer.
Saudades do que não se viveu, existe!
Saudade é sofrer, mas também é viver.
Estar de peito aberto se derramando
Sentimento presente no que ama
Saudade é insistente, latente, é chama.
Saudade, às vezes, é tanta, mas tanta,
Que em um instante de fúria, se inflama.
Queima por dentro em um momento de loucura,
Desperta outros sentimentos transbordando em:
Raiva, lamúria, saudade dolorida, revolta, loucura.
Saudade é fome de sentimento, tem nome, corpo, forma e endereço.
A saudade é limítrofe a razão e emoção.
E vigília constante para mante-la em equilíbrio.
Sentir saudades é preciso,
Mas com cautela ao coração.
MarU
Me perfuma com o suor da tua pele.
Me suga ao respirar.
Me transpire ao me penetar.
Exale sua vida em mim.
Me deite no leito do teu peito, que é só meu.
Me purifica, quando de joelhos, eu ficar.
Ao seu dispor.
Toma de mim, o gozo pra se lambuzar.
Queixo melado.
Beijo safado.
Tenso, retesado.
Denso, desce pela garganta o seu salgado.
Seja merecedor dos meus gemidos.
Suplico e sou tua dona.
Divido com você o mandar.
Mordo e sou mordida.
A tua, na minha boca, a minha preferida.
Intensos, completamos, nosso transbordar.
Eliz Leão
#
Me suga ao respirar.
Me transpire ao me penetar.
Exale sua vida em mim.
Me deite no leito do teu peito, que é só meu.
Me purifica, quando de joelhos, eu ficar.
Ao seu dispor.
Toma de mim, o gozo pra se lambuzar.
Queixo melado.
Beijo safado.
Tenso, retesado.
Denso, desce pela garganta o seu salgado.
Seja merecedor dos meus gemidos.
Suplico e sou tua dona.
Divido com você o mandar.
Mordo e sou mordida.
A tua, na minha boca, a minha preferida.
Intensos, completamos, nosso transbordar.
Eliz Leão
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#desafio - 8
#sexxxtou
Sobremesa
Te sentir assim,
Tão perto de mim
Inebria meus sentidos
E você sabe disso.
Se aproxima,
Me provoca
Com olhar de malícia.
Sua mão me envolve
Me percorre, desliza
Me abre, me toca
Com uma destreza!
Me vira de bruços,
Apoiada sobre a mesa
Me lambe, me suga
Me diz que sou sua
Me domina, me usa
Ela come e se lambuza.
#sexxxtou
Sobremesa
Te sentir assim,
Tão perto de mim
Inebria meus sentidos
E você sabe disso.
Se aproxima,
Me provoca
Com olhar de malícia.
Sua mão me envolve
Me percorre, desliza
Me abre, me toca
Com uma destreza!
Me vira de bruços,
Apoiada sobre a mesa
Me lambe, me suga
Me diz que sou sua
Me domina, me usa
Ela come e se lambuza.
SUA MÃO
Por pura sorte ou descuido
Um dia sua mão suavemente tocou minhas costas
Que nuas sentiram teu toque
Um choque
Que percorreu todo meu corpo
O tempo se fez morto
Todos os sons calaram-se
Até o retirar da tua palma
Que atravessando a minha alma
Devolveu meu respirar.
Por pura sorte ou descuido
Um dia sua mão suavemente tocou minhas costas
Que nuas sentiram teu toque
Um choque
Que percorreu todo meu corpo
O tempo se fez morto
Todos os sons calaram-se
Até o retirar da tua palma
Que atravessando a minha alma
Devolveu meu respirar.
#Desafio 018
A vida em Ana
nunca foi rima.
Três casamentos,
todas as linhas
quebradas.
Se a pele ficou inteira,
o coração virou caco,
juntado no silêncio
de quem nunca para.
Quatro filhos cresceram,
e ela com eles.
Medo?
É coisa que passa.
Ana, não.
Sorria sempre.
Uma reza rápida,
um bolinho no prato,
flores na mesa,
porque o mundo precisa
de cor onde dói.
Ao contrário da vida,
ela era força.
Não força bruta,
mas a força que cala,
que carrega.
No delicado dos gestos,
Ana era poema.
Crs Ribeiro
*** Para a doce Ana, que me ensina todos os dias o valor dos gestos simples e da força silenciosa.
A vida em Ana
nunca foi rima.
Três casamentos,
todas as linhas
quebradas.
Se a pele ficou inteira,
o coração virou caco,
juntado no silêncio
de quem nunca para.
Quatro filhos cresceram,
e ela com eles.
Medo?
É coisa que passa.
Ana, não.
Sorria sempre.
Uma reza rápida,
um bolinho no prato,
flores na mesa,
porque o mundo precisa
de cor onde dói.
Ao contrário da vida,
ela era força.
Não força bruta,
mas a força que cala,
que carrega.
No delicado dos gestos,
Ana era poema.
Crs Ribeiro
*** Para a doce Ana, que me ensina todos os dias o valor dos gestos simples e da força silenciosa.
Quando for me amar
ama devagarinho
de pouquinho em pouquinho
até transbordar
Quando for me amar
Ama feito garoa
que parece chuva a toa
e não deixa de molhar
Quando for me amar
Ama nas coisas pequenas
Ama como no poema
que se esforça pra rimar
Mas se não for amar
Não ame de pronto
Não me faça de tonto
Se não for me amar
ama devagarinho
de pouquinho em pouquinho
até transbordar
Quando for me amar
Ama feito garoa
que parece chuva a toa
e não deixa de molhar
Quando for me amar
Ama nas coisas pequenas
Ama como no poema
que se esforça pra rimar
Mas se não for amar
Não ame de pronto
Não me faça de tonto
Se não for me amar