Desde que me lembro, sempre fui apaixonada por filmes e livros de suspense e terror. Adoro a sensação de não saber o que está por vir, aquele misto de expectativa e surpresa. Quanto maior o plot twist, melhor! Era como uma explosão de adrenalina e dopamina toda vez que uma reviravolta inesperada me pegava desprevenida. Hoje, no entanto, essa experiência se tornou mais rara. Talvez seja porque fiquei mais velha ou, mais provavelmente, porque não é possível criar infinitos plot twists sem que acabem se tornando previsíveis rs. Afinal, com o tempo, nossa habilidade de antecipar o que vem pela frente melhora. Lembro-me especialmente de um livro que marcou minha adolescência. Eu tinha uns 15 ou 16 anos quando o encontrei em um brechó. Era uma edição antiga, de 1980, com páginas amareladas e uma dedicatória escrita na capa. O nome é "A Intrusa" de Brooke Leimas. Não me recordo de todos os detalhes da história, mas jamais esqueci as sensações que ela me causou. Cada descoberta me dava calafrios, e o suspense me mantinha completamente envolvida. O plot twist, então, foi inesquecível. Ah, como eu gostaria de ler esse livro novamente pela primeira vez! Talvez eu esteja romantizando um pouco. Pode ser que por ser nova e minha ingenuidade tenham amplificado o impacto, mas sempre que penso em uma história que realmente me impressionou, A Intrusa é a primeira que vem à mente. Depois desse livro, fui atrás de outras obras do mesmo autor. Gostei de todas, mas nenhuma conseguiu causar o mesmo impacto. É curioso como algumas histórias, lidas no momento certo, deixam marcas que permanecem por anos. Embora nunca tenha sido uma pessoa de escolher favoritos, se tivesse que eleger um único livro para carregar comigo e guardar para o resto da vida, seria esse. Não apenas pela história em si, mas pelas emoções que despertou em mim na época e pela nostalgia que ainda sinto ao lembrar dele. Até hoje, não tive coragem de reler, com medo de alterar essas lembranças.