#Bom dia! Hoje é terça-feira, 17 de dezembro de 2024.
Palavra do dia:
#𝕍𝕚𝕕𝕒
Frase do dia:
"A vida começa todos os dias."
— Érico Veríssimo
Data comemorativa:
Dia do Engenheiro de Produção
Aniversariantes do dia:
Érico Veríssimo (1905–1975): Escritor brasileiro, autor de clássicos como O Tempo e o Vento.
Milla Jovovich (nascida em 1975): Atriz e modelo ucraniana, famosa por seus papéis em Resident Evil.
Nunca me faltou coragem
nem sonhos
sou muito destemido
léguas não me afligem
entre grãos de areia
e conchas mortas
caminho seguro
em busca do que é devido
será o que será de ser
tua boca carmim
teus olhos claros
e talvez
nossa vida futura
nunca me faltou
hoje sou eu
amanhã você
Edu Liguori
Marcas na areia
Estou correndo, sozinha, na areia da praia. Ouço o som das ondas quebrando ao meu lado, olho o horizonte e a pergunta me vem com força: De quem estou fugindo?
Estou fugindo de mim. Dos meus medos, da minha ansiedade. Da procrastinação, do perfeccionismo. Das minhas piras e divagações. Estou fugindo das minhas falhas, das frustrações, das decepções.
Ouço minha respiração, ainda mais ofegante. Sinto meu coração, batendo insanamente dentro de mim.
Não tenho como fugir.
Paro. Respiro. Uma, duas vezes. Olho para trás. Sinto o ar salgado enchendo meus pulmões. Vejo o caminho percorrido até aqui, as marcas dos meus passos que a maré tenta apagar. Cada quilômetro que minhas pernas venceram.
Dou meia volta.
Volto a correr, na direção oposta à anterior.
Então corro ao meu encontro. Ao encontro dos meus medos, da minha coragem. Dos meus devaneios. Das minhas vontades, dos meus sonhos e das minhas realizações.
Chego ao final da corrida, no ponto onde comecei. E ali me encontro: não mais a mesma.
A batalha do Nunca.
É o segundo texto que estou postando a R$1,00. A ideia é que, após 50 textos, quem tiver adquirido todos ganhe o livro físico (com os 50 textos e muito mais) gratuitamente, de presente. Que tal? 😊
Queria ser...
Queria ser, ao invés deste amador,
Apenas um ser, glorioso, a enfeitar
Os teus cabelos, e ver teu olhar brilhar;
Queria eu, apenas, ser uma flor.
E então, dar-te-ia o meu amor,
Mas tanto amor, no momento de aflorar,
E em sua justa homenagem, ao murchar,
Não perderia um só suspiro deste odor.
Mas não sou nada - sou apenas um mortal
Que te coloca como deusa em pedestal,
Para adorar-te, aos teus pés angelicais;
Mas não te escondo o meu desejo, na saudade,
De apenas ser, com toda a minha humildade,
Aquela flor que te perfuma; nada mais.
Arsène Lupin contra Herlock Sholmes
Autor: Maurice Leblanc
Páginas: 251 | Livre
Embora o nome do personagem que tentará prender o ladrão mais habilidoso da França seja Herlock Sholmes, trata-se de uma versão de Sherlock Holmes. Maurice Leblanc, ao criar suas histórias, citou o famoso detetive em alguns contos e fez essa alteração no nome por questões de direitos autorais.
Neste suspense, Sholmes é contratado para prender Arsène Lupin, que está envolvido em uma série de crimes sem solução. Os detetives locais, como Ganimard, não possuem as habilidades necessárias para encurralar o astuto ladrão. O primeiro crime narrado é o roubo de uma escrivaninha contendo um bilhete premiado. Nesse conto inicial, Sholmes é apenas citado, mas seu envolvimento direto começa no caso do desaparecimento do diamante azul. Ao lado de seu parceiro Wilson, ele entra em ação para tentar desvendar o mistério.
É divertido acompanhar as confusões que Lupin arquiteta para escapar do detetive inglês. Apesar da sagacidade de Sholmes, ele não consegue superar o brilhantismo do ladrão em seu primeiro duelo. Fica evidente que esse jogo de gato e rato deixa marcas profundas em Herlock Sholmes, pois, mesmo após a conclusão do caso do diamante azul, ele continua pensando no francês.
Então, Sholmes é chamado novamente, desta vez pelo barão Victor d’Imblevalle, que busca solucionar o desaparecimento de um candelabro judaico. Movido pelo ressentimento de não ter conseguido derrotar Lupin anteriormente, o detetive aceita o desafio.
Ao retornar à França, Sholmes descobre que Lupin já sabia de sua chegada. Isso o intriga ainda mais, pois ele não consegue compreender como o ladrão sempre está à frente de seus passos. Mais uma vez, o detetive mais famoso da literatura precisa enfrentar o carismático e inteligente Arsène Lupin.
O livro é curto e de leitura fluida. Não é o tipo de suspense que envolve o leitor como um detetive tentando desvendar os mistérios. Em vez disso, é como assistir a um monólogo de pensamentos, acompanhando os movimentos dos personagens como em um jogo de xadrez. Ainda assim, recomendo o livro para os amantes de clássicos.
#resenhaliteraria #arsenelupin #resenhas
Insatisfação
Faz tempo que não escrevo safadezas
Também elas não me satisfazem
A carne que tem memória do seu feitiço
Ou a memória que tem o cheiro da sua carne?
Não sei…
Sei apenas que existem esses dias que existo menos
subjugada pelos meus desejos
Eles protestam o que querem e só isso poderá satisfaze-los
O que quero não posso me dar
Tudo grita dentro de mim
Tudo calo
Você não vê?
Parece que vou rachar ao meio
Só por te querer
Orgulho.
De alguns passos?
Sim, muito orgulho!
De passos com os pés quebrados,
como vidraças de uma casa sem teto,
e a alma rachada
depois de uma queda tão funda,
tão tortuosa,
que desaprendeu a andar.
Passos que vieram do nada,
de quem se sentiu sem nome,
sem sonhos,
só o desejo mudo de desaparecer.
Do vazio,
todo o vazio;
e o eco que nele dorme.
Dentro do peito,
um abandono pesado,
como pedra que recusa o rio.
Mas passos também vieram,
(um a um)
do grito da essência.
Essa que vive no fundo da carne
e sussurra entre dores:
“Levanta.
Ainda és estrada.”
E o que antes era poeira,
agonia e medo,
já não bastava para resumir.
Um passo.
Meio torto,
meio incerto,
sem saber onde,
só o porquê.
Mas o corpo sabia
o que a mente esquecia:
parar é morrer.
E viver é se inventar.
Hoje, os pés ainda doem.
Mas e o chão?
Ah, o chão murmura
ensaiando um canto
que amanhã será sinfonia,
um dia será dança,
outro, maratona…
Por enquanto,
é só caminho.
E orgulho.
Todo orgulho.
Cr💞s Ribeiro
Quantos furacões
cabem em uma
única cabeleira
entre fios de cobre
as esmeraldas
e um rubi escarlate
composição do ar
que venta e arrasta
tudo ao seu redor
capturado e rendido
o poeta voa aos céus
rodopiando entregue
chegou a estação
a era dos sonhos
tempo de ventanias
Edu Liguori
A História de Zé-Bocó e o Santos que fazia Milagres
Eis um texto em prosa-verso-cordel. Resgata características da contação de história dos sertanejos... Espero que gostem.
Passarela
Passa a vida,
Não se passa nada
Quando ela passa,
Na minha janela
Luz na minha vida,
Quando ela passa
Momento em pausa,
Quando ela passa
Não quero mais nada,
Quando ela passa
Mas se ela passa
Na minha porta,
Não tem mais volta;
Felicidade.
Se tá chovendo, aceita
Se o sol brilha, caminha
A vida segue sozinha
E o tempo, ajeita
A tristeza traz lição
A dor molda a essência
Na dificuldade, a paciência
Escolhe o coração
Segue leve, não se apega
Mas sente o que te move
Porque o instante é breve
E a vida sempre vai
Passando…
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